Cada um dá o que tem. Por Charles Alcantara

Sexta, 20, O Globo defendeu em editorial a redução dos vencimentos dos servidores públicos, colaborando assim para fazer face ao momento atual. Abaixo, a resposta do presidente da Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital), Charles Alcantara:

“O Brasil possui 206 bilionários que, juntos, acumulam uma fortuna de mais de R$ 1,2 trilhão. Esses 206 bilionários pagam proporcionalmente menos impostos que a classe média e os pobres.

Se o país criasse um imposto de apenas 3% por ano sobre a fortuna de R$ 1,2 trilhão, seria possível arrecadar R$ 36 bilhões anuais, valor superior ao orçamento de 1 ano de todo o programa Bolsa-Família.

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Aglomerados e sem água: “Lutei para sobreviver ao HIV. Morrer de coronavírus agora é morrer na praia”

Moradores de favelas e cortiços de São Paulo e Rio contam como é enfrentar a pandemia sem saneamento e dizem que, na situação deles, isolamento é difícil

Por Anna Beatriz Anjos, Ciro Barros, José Cícero da Silva, Thiago Domenici, na Pública

Duas orientações de prevenção aparentemente simples contra a Covid-19, evitar aglomerações e lavar as mãos com água e sabão, são uma realidade distante para milhares de brasileiros moradores de favelas e cortiços [unidades habitacionais em condições inadequadas de moradia] em São Paulo e Rio de Janeiro, cidades onde há mais casos de coronavírus no país.

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Primeira morte do Rio por coronavírus, doméstica não foi informada de risco de contágio pela “patroa”

“Se as informações tivessem chegado mais cedo talvez a gente tivesse como mudar a história clínica”, diz diretor do hospital

Por Mariana Simões, Agência Pública

Miguel Pereira é um município da Grande Rio com 25 mil habitantes, conhecido por ser um lugar de descanso, de clima ameno, rios e cachoeiras de águas cristalinas e ar limpo. É ali que as crianças vão com as famílias passar as férias e que muitos idosos vivem em tranquilidade. Também dali saem diariamente centenas de trabalhadores que vão prestar serviços na capital fluminense, a 100 quilômetros de distância.

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Coronavírus: renda de mais pobres terá impacto negativo 20% superior à média

A projeção é de Débora Freire, da UFMG, coautora de estudo sobre impactos da crise econômica provocada pela disseminação do coronavírus

Por Ciro Barros, A Pública

Paralisação de atividades produtivas, queda de demanda e de investimentos, retração no comércio mundial e nas exportações. O avanço da pandemia do Coronavírus vem acompanhado de impactos negativos na economia mundial. Entre os brasileiros, a camada de menor renda deve ser a mais afetada, segundo um estudo dos pesquisadores Débora Freire, Edson Domingues e Aline Magalhães, da UFMG. Em um cenário projetado de queda de 0,14% do PIB e de 0,1% no nível de emprego, o estudo conclui que as famílias com renda entre 0 e 2 salários mínimos podem ter sua renda 20% mais impactada do que a média das famílias brasileiras. E isso traz efeitos danosos para a economia como um todo.

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Coronavírus vai dizimar pobres do país, diz médica sanitarista

por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no TUTAMÉIA

“As classes médias podem se isolar, usar álcool gel, fazer coisas pela internet. Os pobres, não. Quando a epidemia explodir, ela vai dizimar os pobres desse país. Podemos retardar a explosão dessa epidemia. Mas, quando ela explodir, vai flagelar especialmente a população pobre. As condições de vida dessa população favorecem o coronavírus. Nas casas onde moram vivem muitas pessoas, há poluição ambiental, é preciso trabalhar o tempo todo. Essa precariedade não está sendo objeto de políticas públicas no Brasil”.

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O perverso humor dos ultraliberais

Palhaçadas presidenciais não escondem pífio crescimento do PIB. Desnuda-se a piada do Mercado: para prosperar, exige vida cada vez mais árida, e duros cortes nos serviços sociais. Após fracasso já esperado, solução é mais “austeridade”

por Almir Felitte*, em Outras Palavras

Nesta quarta, finalmente foi publicado o resultado do crescimento do PIB brasileiro em 2019. E o índice foi uma verdadeira ducha de água fria para quem ainda nutria alguma esperança de que o país estaria saindo do buraco econômico em que se meteu. Com um crescimento pífio de 1,1%, o primeiro ano do Governo Bolsonaro representou uma desaceleração da economia para o Brasil, com um verdadeiro “PIBinho” ainda menor que o do ano anterior, ainda no capenga Governo Temer. Com o terceiro ano de crescimento minúsculo, a economia brasileira vai atravessando uma das piores recuperações da sua história, ainda longe de compensar o tombo sofrido na recessão de 2015 e 2016.

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Por um feminismo de baderna, ira e alarde

Neste 8M, ocuparemos politicamente as ruas e as nossas casas, em festa e protesto. Não queremos flores, parabéns e elogios — mas sacudir uma ordem social irrespirável, que tem a mesma cara dos machos rivalistas e opressores

por SOS Corpo*

O feminismo veio para ocupar tudo! Não tem como conter essa forma de ver, pensar e transformar o mundo. O pensamento feminista foi fundamental para que a democracia ganhasse demandas reais em espaços do cotidiano, foi fundamental para compreendermos que ele é uma forma de organizar a vida social. Nós mulheres não só denunciamos as declarações sexistas de políticos ou escrachamos os machos que se esfregam “nelas” no metrô ou no carnaval. É mais que isso: o feminismo revelou que o espaço “privado” imposto a nós mulheres, à família e à casa nada tinha de privado, mas representou e representa violação e privação. O feminismo respondeu aos que enaltecem a família patriarcal burguesa, como núcleo sagrado abençoado por Deus, dizendo desde o seu começo que o pessoal é político e provando que pais, tios e irmãos são os principais responsáveis por estupros de meninas e assassinato de mulheres.

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“Nós estamos vivendo uma agiotagem institucionalizada”, diz economista

No país dos juros mais altos do mundo, a TV Diálogos do Sul recebeu a Amyra El Khalili para falar sobre a economia do Brasil

Por Mariane Barbosa, no Diálogos do Sul

Uma das primeiras operadoras de pregão da Bolsa de Mercadorias & de Futuros (BM&F), a beduína palestino-brasileira, economista e ativista ambiental Amyra El Khalili criticou a alta taxas de juros cobrados no país. “Nós estamos vivendo uma agiotagem institucionalizada”.

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Nada se compara ao parasita brasileiro. Por Ladislau Dowbor

A economia está parada. Há 50 milhões de desempregados e precários. A fome voltou e os sem-teto estiram-se nas calçadas. Duzentos homens engordam suas imensas fortunas, sem nada produzir. Coincidência? Como nos livraremos deles?

Outras Palavras

Primeiro, a coisa óbvia: nosso problema não é falta de dinheiro. Com um PIB de 6,8 trilhões de reais e uma população de 210 milhões, o que produzimos hoje representa 11 mil reais por mês por família de quatro pessoas. Com o que produzimos hoje, mesmo sem procurar uma igualdade opressiva, apenas uma desigualdade menos obscena, dá para todos viverem de maneira digna e confortável. Nosso problema não é pobreza, e sim desgoverno. Ou, para dizê-lo de maneira hoje atualizada, é falta de governança, de fazer o conjunto funcionar.

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