#ODS_4: O incentivo à leitura forjado em bibliotecas cidadãs

Atitudes de pessoas comuns fazem a diferença em suas comunidades e municípios e são fonte de inspiração em um país no qual o analfabetismo é ainda um desafio a se superar; são exemplos na busca do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS-4), na seara da educação
 

Por Sucena Shkrada Resk, no Blog Cidadãos do Mundo

Algumas histórias fazem a diferença no percurso de vida de milhares de pessoas por este Brasil em um contexto desafiador que revela ainda um número considerável de analfabetos no país: 11,3 milhões de pessoas, que correspondem a 6,8% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na atual Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad contínua). Como de analfabetos funcionais, que representam 30% da população, de 15 a 64 anos, de acordo com o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF), coordenado pela Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro, com realização da Ação Social do Ibope. São iniciativas despretensiosas de incentivo à leitura – um dos componentes principais neste processo -, que se traduzem em exemplos de bibliotecas cidadãs em diferentes estados.

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A luta que pode ressurgir das periferias

Nas metrópoles brasileiras, multidões vivem em favelas. Esquecidos pelos serviços públicos, são os principais afetados pelo neoliberalismo. É aí que podem surgir movimentos tão surpreendentes como foi, nos anos 1970, o Custo de Vida

por Maister F. da Silva, em Outras Palavras

Segundo o Censo 2010 do IBGE, o Brasil tinha cerca de 11,4 milhões de pessoas morando em favelas e cerca de 12,2% delas (ou 1,4 milhão) estavam no Rio de Janeiro. Considerando-se apenas a população desta cidade, cerca de 22,2% dos cariocas, ou praticamente um em cada cinco, eram moradores de favelas. No entanto, ainda em 2010, Belém era a capital brasileira com a maior proporção de pessoas residindo em ocupações desordenadas: 54,5%, ou mais da metade da população. Salvador (33,1%), São Luís (23,0%) Recife (22,9%) e o Rio (22,2%) vinham a seguir. No entanto, o IBGE só realiza estudos sobre o aumento demográfico desses conglomerados a cada 10 anos, levando a crer que seguramente desde o ano de 2010 esse número aumentou significativamente.

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Da esperança ao ódio: como a inclusão pelo consumo da Era Lula atiçou o recalque nas elites

Por Rosana Pinheiro-Machado, The Intercept Brasil

MORADOR DE UM BECO na periferia de Porto Alegre, Zeca, 52 anos, vivia pedindo dinheiro para comprar leite Ninho para sua filha com deficiência motora e cognitiva. Em 2015, quando ele ganhou uma boa grana de um processo na justiça, a questão do leite parecia finalmente estar resolvida. Mas não. Ele foi direto a um shopping e gastou todo valor em um tênis marca, deixando muita gente perplexa. Assim ele explicou:

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A fome é real: nota do Ibase sobre a declaração de Jair Bolsonaro

Do Ibase

A declaração do Presidente Jair Bolsonaro em que afirma ser mentira haver quem passe fome no Brasil mostra um total desconhecimento do cotidiano de boa parte da população brasileira. Apesar de sermos um dos maiores produtores de alimentos no mundo, nosso país ainda carrega uma realidade bastante dramática quando o assunto é a fome e a extrema pobreza.

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Endocrinologista brasileira alerta sobre os riscos da obesidade na infância e adolescência

FAO avalia a obesidade como uma pandemia mundial e constatação é um dos desafios para o cumprimento de alguns Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da ONU

Por Sucena Shkrada Resk, Blog Cidadãos do Mundo

A roupagem da malnutrição se dá de diferentes formas: não só pela fome/subnutrição, mas também pela obesidade, e um contingente expressivo de pessoas não faz esta associação. O relatório anual “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo – 2019”, lançado pela FAO (braço na área de segurança alimentar da Organização das Nações Unidas (ONU) e outras agências, neste mês de julho, revela o que já vem sendo constatado nos últimos anos. Hoje são cerca de 830 milhões de obesos no mundo e este número supera o de famintos, sendo que no Brasil, chega a quase 25% da população, sem contar o sobrepeso. Neste cenário, aumenta a preocupação na infância e adolescência. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são mais de 41 milhões de crianças até cinco anos de idade acima do peso. Esta é uma questão que permeia os desafios de cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU até 2030, nas áreas de saúde e agricultura, consumo e produção sustentáveis…

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Privilégios que negam direitos: desigualdade extrema e sequestro da democracia na América Latina e o Caribe

A desigualdade social está presente na maioria dos países do mundo e constitui um dos problemas mais preocupantes da atualidade. Nesse sentido, a América está listada como um dos continentes mais desiguais, isto porque os índices de pobreza aumentam a cada ano em números alarmantes, para os quais são apresentadas diversas causas como a corrupção, a violência, a migração, etc. Mas, o que faz a América ocupar o primeiro lugar em desigualdade social?

por Victoria López Gutiérrez, em El Diario / IHU On-Line

O continente americano está dividido em três regiões, não obstante, a divisão mais notória se estabelece pela hegemonia norte-americana, enquanto o restante dos países considerados latino-americanos tem níveis muito mais baixos no que diz respeito ao desenvolvimento e acesso a serviços básicos para seus habitantes. A realidade é esmagadora: enquanto existem economias prósperas, com baixos níveis de desigualdade, há países onde as estatísticas de violência e pobreza são muito maiores que seu desenvolvimento econômico.

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Desigualdade aumenta, e número de pessoas com fome no mundo chega a 820 milhões

Total cresceu pelo terceiro ano seguido. Relatório das ONU mostra redução da pobreza no Brasil no período 2004-2014, com crescimento e políticas sociais

Por Redação RBA

O número de pessoas sem alimentos suficientes atingiu 820 milhões em 2018, ante 811 milhões no ano anterior. É o terceiro aumento seguindo de populações com fome, segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), divulgado na segunda-feira (15). O número representa que uma em cada nove pessoas no mundo passa fome. São 513,9 milhões na Ásia, 256,1 milhões na África e 42,5 milhões na América Latina e no Caribe.

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A invisibilização. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

Em minhas análises, com certa constância, acabo me debruçando sobre a questão dos “invisíveis” em nossa sociedade. São grupos humanos concretos, variáveis em tamanho conforme os territórios em que habitam e os momentos históricos da sociedade, condenados pelos processos e estruturas sociais vigentes a viver à margem, em estado de exclusão social, destituídos de cidadania e das condições mínimas de dignidade humana. Na verdade, eles estão aí, mas não são reconhecidos como parte e por isto sistematicamente invisibilizados de algum modo pelos padrões de “normalidade” legitimados e dominantes. Por isto mesmo, tendem a ser desprezados, reprimidos e até assassinados. As expressões genéricas para denominar tais grupos são reveladores de um senso comum contaminado pela dominação e preconceito vigentes. Basta lembrar aqui o uso corrente de conceitos pejorativos como “miseráveis”, “ralé”, “escória”, “plebe”, “vulgo”, “gentalha”, “povinho” e por aí vai. Seria gente não merecedora de se “integrar” ao convívio social, político e cultural, dada a sua situação econômica e modos de vida.

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As razões da desigualdade de renda do trabalho são políticas, e não educacionais. Entrevista especial com Rogério Barbosa

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

A inclusão de novos dados na análise sobre as causas da desigualdade e, em particular, da desigualdade de renda do trabalho, permite uma visão abrangente e mais complexa do fenômeno e contesta antigas teorias, como aquela amplamente difundida no Brasil, de que a desigualdade de renda do trabalho é explicada pelo nível de escolaridade dos indivíduos. Essa visão é apresentada na entrevista a seguir pelo sociólogo Rogério Barbosa, autor da tese “A Educação e a Desigualdade da Renda do Trabalho: Um enfoque sociológico” (2017). Nessa pesquisa, ele questiona “a história que se conta no Brasil, segundo a qual a educação é a chave para se combater a desigualdade”. De acordo com ele, a análise acerca do aumento da desigualdade de renda do trabalho entre anos 1960 e 1970 mostra que o aumento da  desigualdade de renda do trabalho no período provavelmente esteve relacionado a razões políticas, como o ajuste fiscal feito à época.

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Previdência, o retrato de um país desigual — e cruel

84% dos aposentados e pensionistas recebem menos de 2 salários — os grandes privilegiados, para Guedes. Enquanto isso, governo dá tratamento VIP a bancos: perdoa dívidas e dá isenção fiscal em lucros obscenos

por Paulo Kliass, em Outras Palavras

O governo do capitão vive espalhando aos quatro ventos que sua proposta de reforma previdenciária veio para acabar com os privilégios existentes em nosso País. E para tanto a PEC 06 distribuía maldades para dificultar o acesso aos benefícios no interior do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Só que para essa turma liderada pelo superministro Paulo Guedes, os verdadeiros privilegiados seriam aqueles que recebem alguma aposentadoria ou pensão do INSS. Uma insanidade! A grande maioria desses beneficiários é composta de pessoas que estão na base de nossa pirâmide da desigualdade.

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