A fome tem lugar e um deles é o Nordeste, o Semiárido brasileiro

Em live de lançamento da Pesquisa Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia, ASA Brasil defende políticas de convivência com o Semiárido

Por Adriana Amâncio – Asa

O Inquérito sobre Segurança Alimentar no Contexto da Pandemia, produzido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan), lançado na última quinta-feira, 8, durante uma live no canal da Rede Penssan no Youtube, revela que, no Nordeste, estão concentrados 7,7 milhões das pessoas que passam fome no Brasil. Em números absolutos, a região é a que mais concentra pessoas em situação de fome no país. Esses números dão uma ideia do peso da fome no Semiárido, que corresponde a 72% do território nordestino. No Semiárido, vivem cerca de 22 milhões de habitantes. 

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ONU Mulheres, Cepal e Fundação Friedrich Ebert lançam relatório sobre gênero, mudanças climáticas e sustentabilidade

Por ONU Brasil

A inação frente à emergência climática tem impactado desproporcionalmente mulheres, meninas e corpos feminizados. São elas as mais afetadas pelas mudanças climáticas e a discriminação que ainda sofrem em nível socioeconômico intensifica as consequências do aquecimento global sobre sua alimentação, casa e meios de vida. É neste sentido que ONU Mulheres Brasil, o escritório no Brasil da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e a representação no Brasil da Fundação Friedrich Ebert (FES) lançam o relatório “A dimensão de gênero no Big Push para a Sustentabilidade no Brasil: as mulheres no contexto da transformação social e ecológica da economia brasileira” nesta terça-feira (30/3). O evento será transmitido ao vivo a partir das 14h pelo YouTube da ONU Mulheres Brasil.

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Desinformação, cortes de recursos e negacionismo. A receita trágica da pandemia

Professora Lucia Souto, diretora do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, afirma que população brasileira é vitima de um governo federal “criminoso e fracassado”

Por Redação RBA

Na avaliação da professora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e presidenta do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES) Lucia Souto, a população brasileira é vitima de um governo federal “criminoso e fracassado”. A falta de coordenação nacional para impor medidas restritivas com o objetivo de conter a pandemia da covid-19 é, segundo a especialista, um dos principais problemas da gestão.

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Boaventura: o Tempo, a pandemia e a desigualdade

Há diferentes maneiras de viver o tempo, durante uma crise civilizatória. Mas há distinções também em como as classes o encaram: em um mundo com futuro nebuloso, uns buscam ultrapassar o tempo – para outros, ele é um carro na contramão…

Por Boaventura de Sousa Santos, em Outras Palavras

As dificuldades em explicar, interpretar ou viver o tempo são diferentes versões da mesma dificuldade em lidar com o enigma do tempo. Esta dificuldade vem de longe. Já Santo Agostinho afirmava, “o que é então o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei. Se alguém me perguntar, eu não sei responder”. O tempo partilha com o corpo esta insondável característica de nada poder ser pensado sem ele e, no entanto, de ser ele próprio relativamente pouco pensado pela reflexão humanística ou científica. O tempo atual impõe-nos o enigma do tempo com uma acuidade que não pode ser ignorada. A pandemia abalou profundamente tanto as rotinas diárias como as expectativas e os planos de futuro e, consequentemente, as percepções do passado. Dizia Aristóteles que a memória era a imaginação mais o tempo. Um tempo turbulento afeta, pois, a imaginação e a memória. Quem é que nos últimos tempos não reavaliou acontecimentos, vivências e convivências passadas, antigas ou recentes? O tema do tempo salta-nos ao caminho quer quando estamos acordados quer quando dormimos e sonhamos. Neste texto, abordo apenas três questões de um tema imenso. Têm todas a ver com a experiência do tempo, o tempo vivido, aquela dimensão que mais interessa ao sociólogo. As relações entre presente, futuro e passado; a direção do tempo irreversível; continuidades e descontinuidades.

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Você conhece a história do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial?

Data 21 de março relembra o massacre de Sharpeville

Há 55 anos, o dia 21 de março é a data escolhida pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) para marcar a luta contra a discriminação racial. Este ano, o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial cai no próximo domingo. Será o dia de contar, a quem ainda não a conhece, a história do massacre de Sharpeville, ocorrido em 1960, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul.

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Na linha de frente contra a Covid-19, mulheres lutam para se apoiar em favelas do Brasil

Para Cláudia Raphael, vice-presidente da Central Única das Favelas, “o lugar de luta já é o lugar diário da mulher favelada. O que você faz quando você vê seu filho passando fome?”

Por Raphaela Ribeiro, Agência Pública

Há mais de um ano, quando os primeiros casos de covid-19 foram registrados no Brasil, moradores de periferias e favelas do país já se preocupavam com a pandemia. Na época, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já recomendava medidas de prevenção como a higienização das mãos e o distanciamento social, mas a realidade das favelas era outra. Prevenir-se de uma doença contagiosa em territórios onde muitos moradores não têm acesso à água encanada ou álcool em gel, parecia impossível, assim como aderir à quarentena já que o setor de comércio e serviços é o que mais emprega os moradores desses territórios. 

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Precisamos de uma guinada no caminho que nos levou ao abismo, diz sanitarista Lucia Souto

Pesquisadora Lucia Souto, da Fiocruz, critica falas do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e defende isolamento radical para conter a pandemia

Por Redação RBA

Para a médica sanitarista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Lucia Souto, presidenta do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), as primeiras declarações do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, “deixaram muito a desejar”. Queiroga apontou para a continuidade das políticas promovidas pelo seu antecessor, general Eduardo Pazuello, no combate à pandemia. Segundo a sanitarista, é necessário uma guinada no caminho adotado até o momento, que está nos levando “para o abismo”.

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‘Trajetórias Negras na Fiocruz’ celebra mulheres e debate racismo

Por Roberta Costa, Agência Fiocruz de Notícias

Dar visibilidade a vivências profissionais e pessoais de trabalhadores negros da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), criando um espaço para refletir sobre as desigualdades étnicos-raciais e o racismo estrutural. Esse foi o objetivo do encontro Trajetórias Negras na Fiocruz, que chegou a sua sexta edição no dia 9 de março. O evento, promovido pela Fundação, por meio do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz, foi realizado pela segunda vez de forma on-line, com transmissão aberta ao público pelo canal da VideoSaúde Distribuídora da Fiocruz, no Youtube.

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“Não estamos emancipadas, estamos cansadas e em crise”. Entrevista com Silvia Federici

por El Periódico, no IHU / tradução é do Cepat

Sua mãe, Dina, uma árdua dona de casa italiana, costumava se queixar de que ninguém valorizava seu trabalho. “Não é um trabalho real”, esclarecia para o seu marido. Anos e leituras depois, nos anos 1970, Silvia Federici (Parma, Itália, 1942) reivindicou um salário para o trabalho doméstico, que a Oxfam acabaria avaliando em 9,2 bilhões de euros por ano.

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“A terra é tudo pra mim”: mulheres que enfrentam o latifúndio em busca de liberdade

A experiência das mulheres camponesas abre caminho para grandes mudanças e rompe cercas machistas e patriarcais. Por meio da luta pela terra, essas mulheres conquistam a liberdade.

Na CPT NE2

Em meio à dura realidade que o Brasil enfrenta, com o aumento drástico dos casos da Covid-19, as mulheres da Comissão Pastoral da Terra, camponesas e agentes pastorais, neste mês de março, trazem seus testemunhos, palavras de esperança e reflexões sobre a importância das mulheres na luta pela superação das desigualdades.

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