Famílias desesperadas passam horas em busca de oxigênio em mercado paralelo no Peru

Marcia Carmo, na BBC News Brasil

A pandemia do novo coronavírus revelou que os hospitais públicos peruanos não possuem armazenamento suficiente de um produto básico para a vida: oxigênio.

A escassez do insumo mostra que, apesar de anos seguidos de crescimento econômico e queda nos seus índices de pobreza, o país andino vizinho ao Brasil não investiu no seu setor de saúde. Com o incremento de casos de covid-19, os familiares dos pacientes da doença passaram a ter que encarar horas nas filas nas ruas da capital Lima, de Arequipa, terra natal do escritor Mario Vargas Llosa, e de Huancayo, na região de montanhas, entre outros lugares, para conseguir o elemento químico vital.

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152 bispos profetas encaram o desgoverno federal. Por Gilvander Moreira[1]

Em postura corajosa e profética, 152 bispos da Igreja Católica assinaram Carta ao Povo de Deus, divulgada dia 26/7/2020 na Coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, se posicionando contra os desmandos do atual desgoverno federal chefiado por Jair Bolsonaro. Outros 150 bispos poderão assinar esta Carta em breve, pois mais de 70% dos bispos e dos padres não apoiam o atual presidente que comanda política autoritária, criminosa, genocida e ecocida. Na Carta, os 152 bispos dizem em alto e bom tom: “Nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença. […] Temos clareza de que a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência.”

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Universidade de Brasília expulsa 15 alunos por fraudar cotas raciais

Outros tiveram seus diplomas ou créditos cassados; medida é considerada histórica

Por Nayá Tawane, no Brasil de Fato

Em uma ação histórica, a Universidade de Brasília (UnB) expulsou 15 estudantes por fraudes em cotas raciais. A reitoria da UnB afirmou que as investigações, que atingiram outras dez pessoas, começaram a partir de uma denúncia do movimento negro em 2017.

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Se Mozart e Beethoven tivessem sido negros

por Robert Andres, em Diário de Notícias

Será que o grande compositor Beethoven foi afrodescendente? A questão surge de vez em quando, na altura em que se pretende discutir a desigualdade e racismo sistémico na música clássica e a sua história. E, por isso, muito recentemente, no Twitter. A ideia vem ainda dos inícios do século XX e foi ressuscitada e popularizada várias vezes ao longo do último século. Embora tradicionalmente se assuma que os seus pais tenham tido descendência flamenga, há quem sugira que a sua mãe se possa ter envolvido com alguém da península ibérica e com ascendência africana, ou que os tais antecessores flamengos podiam-se ter envolvido com pessoas dessa ascendência (berberes ou mouros), na altura em que a sua região fazia, durante um curto período, parte da monarquia espanhola. As descrições contemporâneas do compositor permitem essa possibilidade.

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Piketty: “A desigualdade no Brasil é da Europa no século 19”

O economista francês Thomas Piketty, autor de “Capital e Ideologia”, seu mais recente trabalho, lançado agora no Brasil, diz que as elites brasileiras cometem um erro ao perpetuar o abismo social no país, comprometendo o futuro da Nação. “O Brasil, face à pandemia, precisa de uma verdadeira política social, de investimento na saúde e de um sistema de renda mínima”, alerta.

Por Agência PT, na IHU

“A economia funciona com um chefe de empresa que, quando acumula alguns milhões de euros, já é imenso sucesso. Mas nas sociedades com mais milionários e mais concentração da fortuna, não é verdade que elas têm mais inovação e mais crescimento. É o contrário. Na verdade, precisamos da redistribuição permanente da renda”. A declaração é do economista Thomas Piketty, que lança no Brasil o best-seller “Capital e Ideologia”, em que trata da ampliação da desigualdade no mundo.

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O que o Brasil perde por medo de tributar os ricos

Estudo aponta: uma reforma tributária solidária, que taxe grande fortunas e acabe com a desoneração a megaempresas, geraria justiça fiscal – e uma receita anual de R$ 270 bilhões ao país, que poderia ser usada para a Renda Básica…

Por Maria Regina Paiva Duarte*, do Instituto de Justiça Fiscal, em Outras Palavras

Entre todas as incertezas trazidas pela pandemia do Covid-19, uma certeza, ao menos, emergiu com força no cenário brasileiro: o aumento da pobreza. Não que isso já não estivesse acontecendo, a precarização e a perda de empregos e postos de trabalho, a diminuição da renda, o aumento da miséria. Mas, no momento, a crise econômica e a sanitária estão causando efeitos ainda mais devastadores em nossa população mais vulnerável.

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Por que o coronavírus mata mais as pessoas negras e pobres no Brasil e no mundo

Uma empregada doméstica foi a primeira vítima fatal da covid19 no Rio de Janeiro, em março.

por Juliana Gragnani, em BBC News Brasil / IHU On-Line

De lá para cá, os dados só fizeram confirmar: a doença causada pelo coronavírus no Brasil mata mais as pessoas negras e pobres. Com a evolução da epidemia no país, morreram pobres na linha de frente do tratamento à covid-19, trabalhadores de serviços essenciais e informais, trabalhadores que não puderam deixar de trabalhar, além de pessoas pobres idosas e com comorbidades, com acesso desigual ao sistema de saúde.

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Os condenados pela Covid-19: uma análise fanoniana das expressões coloniais do genocídio negro no Brasil contemporâneo

Por Deivison M. Faustino*, no Buala

Escrito no contexto de celebração dos 95 anos de Frantz Fanon (n. 20/7/25), discuto neste artigo as suas contribuições para a compreensão das relações sociais e econômicas nas sociedades que se estruturaram a partir da colonização. Proponho uma análise fanoniana das relações dialéticas entre capitalismo, colonialismo e racismo, subjacentes à conjuntura política e sanitária brasileira. Em um primeiro momento, tomo a noção de violência colonial presente em Os Condenados da terra, como referência para problematizar as respostas brasileiras à pandemia de Covid-19. Posteriormente, retomo alguns aspectos históricos e sociológicos que elucidem a via colonial de entificação do capitalismo no Brasil e as suas influências para a conjuntura atual. Ao final, argumento pela atualidade do pensamento fanoniano para o desvelamento das relações entre  o racismo e o atual estágio de acumulação capitalista na periferia global. 

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‘A pandemia não é a mesma para todos’, diz a presidente da Fiocruz Nísia Trindade Lima

Eduardo Ribeiro (Ecoa-Uol), no Portal da Ensp

“A pandemia não é a mesma para todos os países, nem a mesma para todos dentro de um mesmo país ou da mesma cidade. Muitos dizem que estamos todos no mesmo barco, mas não é bem assim. Estamos todos passando pela mesma tempestade no mesmo mar. Mas é como se alguns estivessem em transatlânticos, outros em iates, outros em barcos a vela ou mesmo canoas”, reflete a presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Nísia Trindade Lima. Para a socióloga, a primeira mulher a ocupar a cadeira da presidência nos 120 anos da instituição que atua na linha de frente do combate à pandemia no país, o alastramento da Covid-19 é uma emergência sanitária e humanitária multidimensional. Enfrentá-la de modo efetivo só é possível com a reafirmação da importância científica e o alinhamento dos conhecimentos vindos de todas as áreas da ciência.

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