Área do tamanho de Pernambuco correria risco com fim da moratória da soja na Amazônia

Estudo estima que 10 milhões de hectares desmatados serviriam para avanço da soja se STF decidir pelo fim da moratória

Por Caio de Freitas | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

O Supremo Tribunal Federal (STF) dará a palavra final sobre a manutenção de um acordo comercial criado há quase 20 anos para evitar o desmatamento ligado ao agronegócio na maior floresta tropical do mundo, a chamada moratória da soja. A decisão poderá resguardar – ou colocar em risco – uma área do tamanho do estado de Pernambuco, que pode ser liberada para o avanço da soja na Amazônia, segundo estudo consultado pela Agência Pública. (mais…)

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Cidades e comunidades como ecossistemas de resiliência: a urgência de uma COP dos territórios

Rafael Reis*, Brasil de Fato

A realização da COP30, em 2025, na cidade de Belém do Pará, representa um marco histórico e simbólico. Pela primeira vez, a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) será sediada na Amazônia, bioma central para o equilíbrio climático planetário. (mais…)

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Por terra e água, caravana de povos indígenas e movimentos sociais vai à COP30 denunciar megaprojetos do agronegócio

Por Rafael Cardoso, na Agência Brasil

Indígenas e movimentos sociais anunciaram a Caravana da Resposta, uma mobilização que vai percorrer mais de 3 mil quilômetros entre Mato Grosso e Belém, rumo à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). O objetivo é denunciar os impactos da monocultura e dos grandes corredores logísticos do agronegócio na Amazônia e no Cerrado. (mais…)

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ES: Moradores cobram transparência sobre aterro em Praia Grande

Comunidade alerta para impactos e riscos de alagamentos

Por Mariah Friedrich, Século Diário

Moradores de Fundão, no litoral norte capixaba, denunciam a realização de aterros em uma área de alagado próxima ao Mirante de Praia Grande, executadas, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Jefferson Gomes Oliveira, para “adequação a futuras obras públicas”. A comunidade alerta para os impactos ambientais e denuncia que as intervenções são realizadas sem transparência e informações. (mais…)

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A Avaliação Ambiental Estratégica da BR-319: 3 – o colapso da Floresta Amazônica e a responsabilidade dos participantes

Desmatamento e crise climática têm risco de agravamento devido a ações antrópicas na floresta, especialmente na área da BR-319 e em ramais do entorno. Segundo especialistas, a área já está perdendo capacidade de resiliência para se recuperar de secas.

Por Philip M. Fearnside, Paulo Maurício Lima de Alencastro Graça, Aurora Yanai, Rosimeire Araújo Silva, Beatriz Figueiredo Cabral, Flora Magdaline Benitez Romero e Leonardo G. Ziccardi, em Amazônia Real

O papel da BR-319 na promoção do colapso da Floresta Amazônica

A floresta a ser aberta à entrada do desmatamento por causa da reconstrução da BR-319 está em risco de colapso devido às mudanças climáticas em curso [1], e esse risco seria substancialmente aumentado pelos impactos antropogênicos diretos esperados da BR-319 e das estradas secundárias associadas. Toda a área ao longo da BR-319 e a maior parte da região de Trans-Purus estariam em risco de colapso até 2050, de acordo com o estudo publicado na Nature por Bernardo Flores e colaboradores [2]. A área já está perdendo resiliência para se recuperar de secas [3]. Esta área também tem um lençol freático raso, onde as árvores são mais sensíveis a secas severas devido a “raízes rasas e características de intolerância à seca” [4]. Espera-se que secas severas como as de 2023 e 2024 se tornem mais frequentes com o contínuo aumento do aquecimento global [5]. O risco de colapso seria agravado pelos impactos esperados da abertura dessas áreas aos desmatadores, com a formação de padrões de desmatamento em “espinha de peixe” que resultam em efeitos de borda, reduzindo a biomassa e aumentando o risco de incêndio [6-9]. A disseminação da ocupação humana não tradicional aumenta consideravelmente o número de pontos de iniciação de incêndios, tanto em áreas recentemente derrubadas quanto, posteriormente, para manter as pastagens livres de plantas invasoras lenhosas (por exemplo, [10]. (mais…)

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MPF obtém condenação por desmatamento, exploração madeireira e pecuária na Reserva Biológica do Gurupi (MA)

Justiça impõe aos réus recuperação de área, indenização de R$ 9,7 milhões por danos ambientais e proíbe novas atividades na Reserva

Ministério Público Federal no Maranhão

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de dois réus por danos ambientais em áreas situadas dentro da Reserva Biológica (Rebio) do Gurupi, unidade de conservação federal de proteção integral localizada no Maranhão, próximo da divisa com o Pará. A sentença da Justiça Federal confirmou que ambos os acusados realizaram desmatamento, exploração madeireira e criação de gado na Rebio, que integra o bioma amazônico. (mais…)

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Da energia fóssil à energia nuclear

Por Heitor Scalambrini Costa*

A queima de combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão) e o desmatamento têm impulsionado as mudanças no clima, que ameaçam a sobrevivência, e a própria vida no planeta pelos efeitos catastróficos resultantes, conhecidos em todos os continentes. Aliado a este flagelo que atinge a humanidade, o pacifismo caiu em desgraça, e a corrida armamentista convencional e nuclear está em alta devido às tensões internacionais, à luta por territórios, pelo poder. (mais…)

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