Bolsonaro réu em Haia? O ecocídio já é um crime contra a humanidade

O Dia do Fogo na Amazônia realizado por ruralistas estimulados pelo Bolsonaro, é reflexo direto da irresponsabilidade dos capitalistas com a qualidade de vida e a vida em si.

Por Rafael Borges Bias e Henrique Fernandes de Magalhães, em Justificando

O termo land grabbing descreve o fato de comunidades ou indivíduos perderem suas terras utilizadas no sustento próprio para fins como especulação, extração, controle de recursos ou mercantilização. A prática é associada à destruição do ambiente natural e é característica da dinâmica agrária do capitalismo contemporâneo, consequência da atuação do capital financeiro no mercado de terras, estabelecida por esquemas com a indústria agrícola nacional, grileiros, tabeliões, agricultores, políticos, juízes e a estrutura do Estado[1].

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Amazônia e o futuro que o Brasil joga fora

Europa, EUA e China reverteram desmatamento e têm políticas fortes de proteção às florestas. Insistir na destruição é desperdiçar a chance de nova agricultura e exploração científica sustentável da maior biodiversidade do planeta

Estudo especial de Ricardo Abramovay, em Outras Palavras

V – Proteção às florestas não é idiossincrasia brasileira

74. Contrariamente a uma crença amplamente difundida, a base do crescimento econômico dos países mais ricos do mundo não é o desmatamento. É verdade que, até o Século XIX, o desmatamento foi muito mais importante nas regiões de clima temperado do que nos trópicos, como mostra o State of the World Forest da FAO/UN. Mas isso não torna admissível que, em pleno Século XXI, as florestas tropicais sejam destruídas, sob o pretexto de que “os países ricos também praticaram esta destruição”. A destruição da base florestal dos países hoje desenvolvidos refletiu justamente a precariedade, à época, das condições de seu crescimento econômico. Tão logo estes países dispuseram das mínimas condições técnicas que permitiram aumentar a produtividade da agricultura, o desmatamento foi significativamente revertido, como resultado tanto do aumento da produtividade, como do êxodo rural.

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Comportamento do governo é “obscurantista e autoritário”, diz ex-diretor do Inpe

Ao BdF, Ricardo Galvão fala sobre Amazônia, ciência nacional, ingerência estrangeira e a postura do governo

José Eduardo Bernardes*, Brasil de Fato

Até julho deste ano, Ricardo Galvão foi diretor do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), orgão responsável por divulgar os dados relativos ao desmatamento na Floresta Amazônica. Naquele mês, dados disponibilizados pelo instituto mostraram um aumento histórico do desmatamento no país e geraram críticas do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a afirmar que as informações eram mentirosas e acusar Galvão de estar a serviço de ONGs estrangeiras.

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Como o Brasil estimula o desmatamento ilegal

Multas mínimas, e quase nunca aplicadas, convidam a desflorestar. Paga-se pouquíssimo para desflorestar, extrair madeira e minerar clandestinamente. Unidades de Preservação não têm recursos e sua regularização fundiária é lenta

Estudo especial de Ricardo Abramovay, em Outras Palavras

IV. As áreas protegidas estão sob ataque

57. É chocante o contraste entre a ousadia do Brasil democrático em preservar metade da Amazônia brasileira e a incapacidade de que esta determinação seja efetivamente respeitada. Mais de um terço do desmatamento recente no Mato Grosso foi feito em áreas sem categoria fundiária definida, ou seja, superfícies provavelmente de domínio público e que o desmatamento visa privatizar. As estimativas sobre áreas não destinadas na Amazônia variam entre 70 e 80 milhões de hectares, como visto nos parágrafos 23 e 24 acima. Permitir que estas áreas sejam desmatadas traz dois imensos prejuízos ao País. O primeiro é a perda dos serviços ecossistêmicos ligados ao ciclo da água, à captação do carbono e à biodiversidade. O segundo é a complacência diante dos métodos ilegais e violentos de apropriação de terras públicas na região que alimenta uma cadeia de criminalidade, destrutiva da convivência democrática. Como visto no tópico anterior, Unidades de Conservação consistem no caminho mais seguro para garantir o desempenho das funções construtivas que a Amazônia tem a oferecer ao País.

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Investigação do MPF indica que desmatamento e queimadas envolvem crime organizado

Trabalho escravo, violência e regularização fraudulenta são cometidos por quadrilhas, com apoio de órgãos públicos

Redação Brasil de Fato

O desmatamento da Amazônia é resultado de uma série de crimes cometidos por grileiros. A constatação vem de investigação da força-tarefa Amazônia, do Ministério Público Federal (MPF), trazida em reportagem do jornal O Estado de SP.

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Polícia Civil prende suspeito de participação em queimadas na região do Xingu

Policiais civis do Pará e de Goiás acabam de prender, em Goiânia (GO), José Brasil de Oliveira, em cumprimento a mandado de prisão. Ele é suspeito de envolvimento em derrubadas e incêndio de matas na área de Proteção Ambiental Trunfo do Xingu, conhecida como fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu, sul do Pará. 

por Agência Pará / CPT

A prisão foi realizada no curso da operação Labaredas, deflagrada nesta quinta-feira (29), pela Polícia Civil paraense. Permanecem foragidos Geraldo Daniel de Oliveira, irmão de José Brasil, e João Batista Rodrigues Jaime.

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Carta aberta ao Ibama e à sociedade brasileira

1. Nós, agentes ambientais federais do IBAMA, servidores do Estado Brasileiro, pautados pelo dever de lealdade à instituição a qual servimos, nos termos da Lei 8.112/1990, bem como pelo compromisso assumido com a sociedade brasileira e, convencidos da necessidade de providências para assegurar o efetivo controle ambiental e a preservação da qualidade do meio ambiente no país, vimos a público externar nossa imensa preocupação com a condução da política ambiental no Brasil e encaminhar propostas que consideramos fundamentais para solucionar a atual crise ambiental e político-econômica instalada.

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MPF abre investigação no Pará sobre contratação de sistema privado para monitorar o desmatamento

Ibama deve explicar porque abriu licitação para contratar um serviço que já existe no Inpe

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação no Pará sobre a intenção anunciada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) de contratar um sistema de monitoramento de alta resolução espacial, para geração de alertas diários de desmatamento, sendo que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mantém serviço similar e cientificamente reconhecido.

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Ascema: Nota à sociedade brasileira sobre acusações sem provas contra servidores ambientais

“No momento em que a Amazônia arde em chamas, autoridades federais procuram esconder sua omissão e descaso por um dos maiores desastres ecológicos a que assistimos, lançando suspeitas ora a ONGs, ora a servidores da área ambiental como responsáveis por mais esse crime contra a floresta, cuja repercussão vem manchando a imagem brasileira mundo afora. Trata-se de mais uma cortina de fumaça, conveniente fake news.

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Amazônia: por que o desmatamento zero é viável

Estudo desconstrói mito ruralista: preservar não prejudica Economia. Abre-se, ao contrário, nova oportunidade: Brasil poderia liderar combate a práticas predatórias e gerar empregos e inovação ligados à recuperação de florestas.

por Ricardo Abramovay, em Outras Palavras

II. São baixos os custos do desmatamento zero

32. São irrisórios os prejuízos econômicos decorrentes do fim do desmatamento na Amazônia no plano nacional, embora, localmente, possam ser detectados impactos negativos para os que dependem destas atividades ilegais e predatórias. “Quais seriam os impactos sociais e econômicos caso adotássemos uma política de desmatamento zero?” Esta pergunta norteia o estudo publicado em 2017 pelo Instituto Escolhas, em colaboração com o IMAZON, com o IMAFLORA e com o Geolab da ESALQ/USP. A resposta é clara: “Se todo o desmatamento – e a consequente expansão da fronteira agrícola – no Brasil acabasse imediatamente, seja legal ou ilegal, incluindo terras públicas e privadas, haveria um impacto mínimo na economia do país. Isso significaria uma redução de apenas 0,62% do PIB acumulado entre 2016 e 2030, o que corresponderia a uma diminuição do PIB de R$ 46,5 bilhões em 15 anos, ou R$ 3,1 bilhões por ano”. Como lembra o estudo, é uma cifra irrisória: somente os subsídios para o Plano Safra foram de R$ 10 bilhões em 2017. Os 0,62% do PIB perdidos com o fim do desmatamento até 2030 são considerados como um custo social, pelo estudo.

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