Bolsonaro divulgou informações falsas sobre meio ambiente em discurso em Davos

Presidente disse que Brasil é quem mais preserva meio ambiente, mas índice internacional situa o país na 69ª posição

Lu Sudré, Brasil de Fato

Além de breve, o discurso de Jair Bolsonaro (PSL) no Fórum Econômico Mundial de Davos, nesta terça-feira (22), foi baseado em informações incorretas. “Somos o país que mais preserva o meio ambiente. Nenhum outro país do mundo tem tantas florestas como nós”, disse o presidente. No entanto, dados do Índice de Desempenho Ambiental (Environmental Performance Index – EPI), ranking bienal feito pelas Universidades de Columbia e Yale, que conta com apoio do próprio Fórum Econômico Mundial, mostrou que, entre 180 países, o Brasil ocupa a 69ª posição. 

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Indígenas denunciam invasão de madeireiros e loteamento na Terra Indígena Arariboia

Guardiões do povo Guajajara já realizaram uma ação de retirada de madeireiros da área, na primeira semana de 2019. Indígenas denunciam que loteamento iniciou no ano passado

Por Tiago Miotto, no Cimi

Na Terra Indígena (TI) Arariboia, no Maranhão, a situação de recorrentes invasões madeireiras vem se agravando “mais a cada dia”, conforme relata Tainaky Tenetehar, um dos coordenadores dos Guardiões da Floresta daquela terra indígena. O grupo foi criado pelos Guajajara para fazer a fiscalização e o monitoramento autônomos do território, em função da insuficiência do Estado em coibir as invasões.

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Rio Gramame: MPF recomenda que usinas preservem nascentes e olhos d’água na bacia que abastece João Pessoa (PB)

Objetivo é que empresas apresentem projetos de recuperação das áreas de preservação permanente de que são proprietárias ou de onde adquiram cana-de-açúcar

Procuradoria da República na Paraíba

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) entregaram recomendações às usinas Tabu, Olho d’Água e Biosev-Giasa (segunda maior processadora de cana-de-açúcar do mundo) com vistas à preservação dos recursos ambientais das bacias dos rios Gramame e Abiaí, que abastecem a capital da Paraíba e região metropolitana. As recomendações, entregues na terça-feira (15), foram feitas no âmbito de inquéritos civis que apuram a poluição dos rios e os danos causados ao meio ambiente e a comunidades ribeirinhas. O rio Gramame é responsável por fornecer água para 70% da Região Metropolitana de João Pessoa.

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Suspensão de convênios pelo ministro Ricardo Salles é ilegal

Nota da sociedade civil sobre ofício do ministro do Meio Ambiente

No Observatório do Clima

O Ofício Circular número 5 do Ministério do Meio Ambiente, publicado nesta segunda-feira (14), que “determina o levantamento e suspensão da execução por 90 dias dos convênios e parcerias, incluindo termos de colaboração e termos de fomento com organismos do terceiro setor pactuados pelos Fundos Administrados pelo MMA, Ibama, ICMBio e JBRJ” fere o princípio da legalidade e levanta, sem elementos mínimos de prova, dúvidas sobre a idoneidade da sociedade civil.

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Destruição ecossocial e barbárie. Por Cândido Grzybowski

do Ibase

A onda de calor que nos sufoca é, sem dúvida, um fenômeno climático típico de verão. Mas este, pelas médias históricas, como já é de conhecimento público, está bem acima do normal. O pior é que além do calor imediato, quem acompanha o debate científico em torno à mudança climática tem a cabeça fervendo nestes dias de péssimas notícias. Enquanto aqui no Brasil estávamos em plena disputa do segundo turno eleitoral, o Painel Internacional das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) divulgou um contundente estudo sobre os riscos de total descontrole climático se a temperatura média subir mais de 1,5°C acima do patamar da era pré-industrial. Apesar disto, a COP-24, em Katowice, Polônia, em dezembro último, não passou de um pobre acordo político de intenções mais do que engajamento efetivo na redução das emissões. Não deixa de ser uma grande ironia na conjuntura mundial que a COP, tendo no centro o mandato de enfrentar a descarbonização da economia e das sociedades, tenha acontecido no coração da indústria do carvão da Polônia. Pior seria ter acontecido nos EUA com o líder da maior economia mundial negando que o clima seja uma ameaça, apesar de estar lidando com a intensificação do número e tamanho dos ciclones, o registro de temperaturas particularmente extremas (inverno e verão) e com os devastadores incêndios.

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Amazônia está sendo transformada em Cerrado, diz Carlos Nobre

A grande mortalidade de espécies de árvores e o aumento da duração da estação seca na região, causados pelo desmatamento, queimadas e aquecimento global, sinalizam alterações irreversíveis

Na RBA

Há fortes suspeitas de que a Amazônia caminha a passos largos para deixar de ser a maior cobertura florestal do mundo e se transformar em bioma semelhante ao do Cerrado brasileiro ou à savana africana – o processo chamado de savanização. Os sinais, que preocupam cientistas, são a morte de espécies de árvores amazônicas e o aumento da duração da estação seca no Sul e no Sudeste da região. 

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Baixo Amazonas, um canto em que o Brasil ainda é colonial. Entrevista especial com Rogério Almeida

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

Quando o Brasil ainda era um ponto visível apenas por embarcações fora de rota ou no destino de degredados, a exploração dessas terras já ocorria de uma forma muito sutil. Na medida em que se descobriu que o Brasil era muito mais do que uma ilha e que por aqui havia muito mais do que belos papagaios, o Estado português decidiu ocupar e colonizar estas terras. Era o século XVI, tempos de expansão territorial, de colonização e colonialismo, em que o local era tido como exótico e passível de expropriação. Quando se mergulha nos confins do norte do país, região do Baixo Amazonas, se percebe que, de lá para cá, pouca coisa mudou. O Brasil, embora agora Estado soberano, continua dizimando seus povos originários e espoliando a matéria-prima da terra em nome de um tal desenvolvimentismo, um novo nome para as ações colonizadoras. “A nossa condição colonial tem sido ratificada ao longo dos mais diversos processos econômicos e políticos que o país vivenciou”, destaca o professor Rogério Almeida, que conhece em detalhes a realidade dessa região.

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Índios Arara temem confronto com madeireiros que invadiram reserva indígena no Pará

Equipe da Funai está no local para monitorar ação de indígenas e madeireiros. Ministério Público pediu que Polícia Federal acompanhe as denúncias de invasão das Terras Indígenas no sudeste do estado.

Por G1 PA

Índios da etnia Arara temem o confronto com posseiros e madeireiros que invadiram a terra indígena para a extração ilegal de madeira. O local fica as margens da rodovia Transamazônica, entre os municípios de Uruará e Medicilândia, no sudeste do Pará. Um trecho de 20 quilômetros do território Arara foi dividido em lotes e ocupados desde 30 de dezembro.

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Terra indígena próxima à construção da usina de Belo Monte é invadida por madeireiros

Funai informa que há riscos de conflitos entre invasores e indígenas; área é uma das mais bem preservadas na região

Por André Borges, no Terra

Um grupo de madeireiros avançou nesta quinta-feira, 3, sobre a terra indígena Arara, localizada nos municípios de Uruará e Medicilândia, no Pará. A situação atual é tensa e há riscos de conflitos entre os invasores e os indígenas que vivem na região próxima à rodovia Transamazônica, a BR-230.

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