MPF, MPC-AM e PF recomendam cancelamento de licenças para extração de madeira concedidas a empresas envolvidas na Operação Arquimedes

Segundo as investigações, o Ipaam tem concedido licenças irregularmente para exploração florestal em áreas federais, atribuição do Ibama, e sem maior rigor para evitar e reprimir inconsistências documentais e fraudes nas fases de planejamento e de execução do manejo florestal

Procuradoria da República no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público de Contas do Estado do Amazonas (MPC-AM) e a Superintendência da Polícia Federal no Amazonas (SR/PF/AM) expediram recomendação com o objetivo de cancelar licenças ambientais e autorizações para extração de madeira a partir de planos de manejo com fraude aparente, concedidas a empresas investigadas na Operação Arquimedes por desmatamento ilegal na Amazônia.

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MPF cobra decisão em pedido de urgência sobre dano ambiental causado por empreendimento imobiliário em Duque de Caxias (RJ)

Em agravo de instrumento, TRF2 reconheceu competência da Justiça Federal para julgar o caso, que aguarda há mais de 4 meses por uma decisão da Justiça. Construção de conjunto habitacional em Xerém degradou área no Morro dos Cabritos, com prejuízos à APA do Alto Iguaçu e ao corredor ecológico da Rebio do Tinguá

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

Após o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) reconhecer a competência da Justiça Federal em ação ação civil pública para suspender as licenças ambientais concedidas para a construção de um empreendimento imobiliário pela Taurus Empreendimentos Imobiliários em Xerém, no município de Duque de Caxias (RJ), o Ministério Público Federal (MPF) reiterou o pedido de urgência para concessão de tutela de urgência no caso. A ação foi proposta há mais de quatro meses, porém esse pedido ainda não foi apreciado. O empreendimento está localizado no Morro dos Cabritos, que constitui uma área de preservação permanente dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Alto Iguaçu e faz parte do corredor ecológico da Reserva Biológica (Rebio) do Tinguá.

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A comédia de erros de Bolsonaro sobre a exportação de madeira ilegal

ClimaInfo

O discurso desconexo de Bolsonaro ao G20 foi o ápice de uma semana de polêmicas sobre a situação do meio ambiente no Brasil. O presidente tinha prometido revelar os países que atuariam como “receptadores” de madeira ilegal brasileira, em uma tentativa de distorcer o debate público sobre o desmatamento ilegal no país. A insinuação era de que boa parte das nações que criticam a política ambiental do Brasil (em especial, na Europa) serviria também como mercado consumidor da madeira derrubada de maneira ilegal na Amazônia.

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Invasores de terra indígena cercam base e ameaçam fiscais do Ibama no Pará

Por Rubens Valente, no UOL

Um grupo de invasores da Terra Indígena Apyterewa, no sul do Pará, neste momento cerca uma base de fiscalização utilizada por equipes do Ibama, Funai e Força Nacional. Vídeos mostram um grupo de homens hostilizando a equipe de fiscalização e incendiando uma ponte de madeira que dá acesso à terra indígena.

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Integrante de clã de desmatadores da Amazônia é eleito prefeito em Minas

Fabinho Gardingo será prefeito de Matipó, em Minas Gerais, pela terceira vez; família dele está envolvida em acusações de exploração de trabalho escravo e formação de milícia rural em municípios como Lábrea e Boca do Acre, no Amazonas

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Pela terceira vez, Fábio Henrique Gardingo, 41 anos, elegeu-se prefeito de Matipó, pequeno município com menos de 20 mil habitantes na Zona da Mata, em Minas Gerais, cuja principal atividade é a produção de café. Ele recebeu pouco mais de 51,6% dos votos válidos. Ele foi um dos personagens da série “O Voto que Devasta“, no ar desde o dia 28 de outubro: “Membro de família de desmatadores na Amazônia sugere Secretaria do Ambiente em Minas“.

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Prefeitos multados por desmatamento do Pantanal se reelegem com folga no Mato Grosso do Sul

Dois políticos que receberam autuações milionárias do Ibama e sobrinho de outro recordista em multas mantiveram-se no cargo na eleição do dia 15, em Aquidauana, Anastácio e Porto Murtinho; os três são do PSDB, partido do governador Reinaldo Azambuja

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Com 49,75% dos votos válidos, o ex-prefeito de Porto Murtinho Nelson Cintra Ribeiro (PSDB) conseguiu se eleger para mais um mandato como prefeito do município. Pecuarista, ele foi multado pelo Ibama em R$ 1.151.600 por destruição de vegetação em 2006. O município ao sul de Corumbá é um dos maiores do Pantanal.

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85 cidades brasileiras elegem prefeitos e vices multados por infrações ambientais

Um quarto dos prefeitos e vices com multas que foram eleitos estão na Amazônia Legal

Por Bianca Muniz, Bruno Fonseca, Agência Pública

Nestas eleições, 85 municípios brasileiros elegeram prefeitos ou vices multados pelo Ibama por cometerem infrações ambientais na última década. Eles foram autuados por desmatamento, queimadas, exploração de floresta nativa localizada em reservas ou por prestar informações falsas para os órgãos ambientais a fim de acobertar atividades ilegais. 

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Acusados de grilagem, desmatamento e outros crimes são eleitos para prefeituras no sul do Pará

Velhos políticos vencem em Itaituba, São Félix do Xingu e Novo Progresso, no Arco do Desmatamento; ao longo das últimas semanas mostramos o histórico de alguns deles, que vai da exploração de trabalho escravo até envolvimento com o tráfico

Por Luís Indriunas, em De Olho nos Ruralistas

Os resultados do primeiro turno mostram que a fronteira agrícola continuará a avançar, no Pará, de mãos dadas com os políticos. Apenas entre os candidatos que declararam à Justiça serem donos de rebanhos, dezessete novos prefeitos paraenses têm 18 mil cabeças de gado, somando R$ 27 milhões. São mais de mil animais por prefeito pecuaristas — mais de mil vezes a média nacional, portanto.

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Quase 50% das queimadas estão em áreas recém-desmatadas, diz INPE

Instituto cruza dados de desmatamento com ocorrência de fogo em nova seção de site, com atualização mensal; dados desmentem Bolsonaro e Mourão

Por: Jaqueline Sordi, em Observatório do Clima

Um novo painel divulgado pelo Inpe nesta segunda-feira (16) mostra que 45,4% dos focos de queimadas registrados de agosto de 2019 até setembro de 2020 na Amazônia ocorreram em áreas recém-desmatadas, e 8,4% em áreas de floresta primária (áreas que provavelmente já foram degradadas pelo uso do fogo porém ainda não convertidas em corte raso). O dado contraria diversas declarações do presidente Jair Bolsonaro de seu vice, Hamilton Mourão, de que 90% dos focos de calor ocorrem em áreas com desmatamento consolidado.

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