Desmatamento legal e ilegal andam lado a lado em Mato Grosso

O Mato Grosso é o maior produtor de madeira tropical da Amazônia e tem quase 40% dessa produção realizada de forma ilegal. Dos dez municípios que concentram 72% da área explorada ilegalmente, oito estão no ranking dos maiores produtores de madeira legalizada. Os dados fazem parte de um estudo publicado recentemente pelo Instituto Centro de Vida (ICV).

por Caio Mota – Proteja Amazônia com informações do ICV / CPT

Existe uma linha tênue entre o que é legal e ilegal no estado que também é o segundo que mais desmata a floresta Amazônica e foi campeão em número de incêndios, em 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).  

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Nas trilhas do golpe: notas sobre a devastação como tecnologia de governo

A tecnologia devastadora do governo Bolsonaro segue, com as devidas especificidades, as trilhas do golpe parlamentar-jurídico-midiático de 2016.

Por Renata de Oliveira Cardoso e Felipe Brito, no Blog da Boitempo

“E a razão é rasinha” (Júlia Vargas).

Há um projeto econômico, político e cultural em curso, conectado a um circuito de afetos com abrangência de ódios, ressentimentos e medos marcadamente destrutivos. A destruição em curso não é apenas resultado/efeito do funcionamento do governo Bolsonaro: é seu dispositivo central para implementar uma política de devastação, que provoca consequências apocalípticas. Porém, mais do que programa de governo, trata-se de um projeto de Estado (que incorpora a inviabilização da Constituição Federal de 1988) dentro de uma disputa, ainda mais ampla, de modelo societário.

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MPF vai à Justiça para obrigar Ibama e PM do PA a fazerem fiscalizações periódicas contra o desmatamento

Ausência de policiais impediu operações de fiscalização em áreas onde houve posterior aumento significativo de desmatamento e queimadas

Ministério Público Federal no Pará

Mesmo após uma recomendação e tentativas de solução negociada, a Secretaria de Segurança Pública (Segup) e a Polícia Militar (PM) do Pará se recusaram a colaborar com operações de combate ao desmatamento realizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama). Essa é a conclusão das investigações iniciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) em agosto passado, e que na última quinta-feira (10), foi apresentada em ação na Justiça Federal. No processo, o MPF pede que o Ibama e as autoridades paraenses sejam obrigadas a trabalhar em conjunto e promovam fiscalizações periódicas para combater de degradação ambiental no estado.

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Terras indígenas concentram 7% das queimadas e 23% da Amazônia; entenda como elas protegem a floresta

Rondônia perdeu 35% de sua área desde 1985, enquanto os karipunas, território mais afetado do estado em 2019, perdeu apenas 2,3%. G1 viajou de Porto Velho até a fronteira com a Bolívia para mostrar realidade fora do território protegido.

Por Carolina Dantas, G1*

As terras indígenas concentram quase um terço do território onde a floresta ainda sobrevive e 23% da área da Amazônia. Do outro lado, respondem por apenas 7% do que queimou neste ano e, junto com as unidades de conservação, ganham importância na proteção da vegetação a cada ano.

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Justiça confirma em sentença suspensão da certificação de madeireiras no Pará que faziam propaganda enganosa sobre sustentabilidade

Suspensão vai vigorar até que danos ambientais sejam recuperados e obra ilegal seja desfeita. Empresas também foram multadas e terão que fazer campanha em favor de comunidades tradicionais e do meio ambiente

Ministério Público Federal no Pará

A Justiça Federal publicou sentença que confirma decisão liminar de 2017 de suspender a certificação socioambiental concedida a duas madeireiras em atuação na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, no oeste do Pará. A sentença acatou argumentação do Ministério Público Federal (MPF) de que as empresas Ebata e Golf não cumprem os critérios de sustentabilidade socioambiental exigidos pelo selo certificador do Forest Stewardship Council (FSC), ou Conselho de Manejo Florestal, em português.

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“Espero que realmente neste Sínodo possamos discutir a Vida”

“É preciso ter uma igreja encarnada na vida do povo, que dialogue, ouça e sinta a dor e o clamor de seus povos, para depois agir”. Essas frases acima refletem algumas das expectativas, pós Sínodo para a Amazônia, de Darlene Braga, coordenadora da Articulação das CPT’s da Amazônia e agente da Comissão Pastoral da Terra no estado do Acre. Ela, assim como diversos outros e outras agentes de pastoral, participou do processo de escuta do povo em preparação para a assembleia sinodal, que ocorre entre os dias 6 e 27 deste mês de outubro. E em breve ela segue para a Itália, a convite da entidade francesa de cooperação, CCFD-Terre Solidaire, onde participará de diversas atividades, e poderá relatar aos participantes como é a vida na Amazônia, seus desafios e alegrias, e como foi esse rico processo de escuta das comunidades. Confira o artigo:

Artigo por Darlene Braga*, em CPT Bahia 

Quando criança, por um bom período, tive a triste e boa experiência de conviver diariamente com os que tinham muito e os que tinham pouco dentro e fora da igreja. Esta experiência foi marcante e decisiva para determinar a minha vida e atuação pastoral. Estas experiências são muito comuns junto aos povos da Amazônia.

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Sem apoio do Exército e com silêncio do Ibama

Operação contra garimpo no vale do Javari foi adiada três vezes, e Ibama é processado por omissão na aplicação da lei que autoriza destruição de equipamentos de infratores

Por Vasconcelo Quadros, Agência Pública

A apreensão de 60 balsas de garimpo ilegal nos rios que serpenteiam o vale do Javari e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Cujubim, no oeste do estado do Amazonas, na fronteira do Brasil com Peru e Colômbia, entre os dias 10 e 13 de setembro, é mais um capítulo da resistência do governo Jair Bolsonaro à lei que permite a destruição de equipamentos usados em garimpos ilegais.

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Suspeito de liderar grupo que tentou matar servidores do Ibama e incendiar caminhão do Exército no Pará já respondia por crimes

MPF divulgou balanço de ações nesta segunda-feira (7)

Ministério Público Federal no Pará

O madeireiro Wesley Pádua de Oliveira, investigado como suspeito de liderar o grupo que atentou contra a vida de fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e ameaçou incendiar caminhão do Exército em Placas, no oeste do Pará, já respondia a três ações penais quando os atentados ocorreram, em julho deste ano.

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