“Como se ele tivesse qualificação para fazer análise de dados”

Presidente do Inpe rebate declarações de Bolsonaro que acusou o órgão de mentir sobre o desmatamento na Amazônia

por Ana Luiza Basílio, em CartaCapital

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas (Inpe), Ricardo Magnus Osório Galvão, rebateu no sábado 20 as críticas do presidente Jair Bolsonaro que acusou o órgão de mentir dados sobre o desmatamento e atuar a serviço de uma ONG. “A questão do Inpe, eu tenho a convicção que os dados são mentirosos, e nós vamos chamar aqui o presidente do Inpe para conversar sobre isso, e ponto final nessa questão”, declarou o presidente, que ainda emendou: “Se for somado o desmatamento que falam dos últimos 10 anos, a Amazônia já acabou. Eu entendo a necessidade de preservar, mas a psicose ambiental deixou de existir comigo.”

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Desmatamento, disputa por terras, desapropriação ilegal: o que está por trás dos latifúndios dos Dallagnol na Amazônia?

De Olho nos Ruralistas revela outra face do clã paranaense conhecido pela atuação de Deltan Dallagnol; pai, tios e primos do procurador da Lava Jato possuem dezenas de milhares de hectares no noroeste do Mato Grosso, em região de conflitos e em litígio com o Incra

Por Leonardo Fuhrmann e Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

A revista CartaCapital que circulou na sexta-feira adiantou algumas informações sobre os latifúndios da família Dallagnol no Mato Grosso, em plena floresta Amazônica. Em reportagem feita pelo De Olho nos Ruralistas. O observatório detalha agora, em uma série de textos, uma versão mais completa dessa saga. Do desmatamento aos conflitos agrários (numa região onde protagonistas da disputa foram assassinados), do histórico fundiário peculiar ao atual litígio com o Incra descortina-se um país bem diferente daquele do imaginário da Operação Lava Jato.

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Três tios de Deltan Dallagnol figuram entre desmatadores da Amazônia

Envolvida em disputa de terras, família do procurador da Lava Jato responde também por crimes ambientais na região de Nova Bandeirantes, em região conhecida como “portal da Amazônia”; eles são acusados de fazer loteamentos ilegais

Por Leonardo Fuhrmann e Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

Dois tios e uma tia do procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, foram flagrados por desmatamento ilegal na Amazônia. Os três casos ocorreram em Nova Bandeirantes, município em que membros do clã Dallagnol são proprietários de vários latifúndios, entre eles os pais de Deltan: o procurador de Justiça aposentado do Paraná Agenor Dallagnol e Vilse Salete Matinazzo Dallagnol. Um dos flagrados por infração contra a flora é Xavier Dallagnol, peça importante para se entender a territorialização da família na região. Outro é Leonar Dallagnol, conhecido como Tenente. Saiba mais sobre ele aqui: “Conhecido como Tenente, Leonar Dallagnol foi acusado de invadir terras ao lado de Pedro Doido”.

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Ao contestar dados de desmatamento, Bolsonaro tomou atitude pusilânime e covarde, diz diretor do Inpe

Presidente disse ter certeza de que dados do instituto são mentirosos

Na Época

Acusado pelo presidente Jair Bolsonaro de estar agindo “a serviço de alguma ONG”, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais  (Inpe), Ricardo Magnus Osório Galvão, disse em entrevista que ficou escandalizado com as declarações que, para ele, parecem mais “conversa de botequim”. Galvão, que dirige o instituto desde setembro de 2016, se manifestou na manhã deste sábado (20/07) sobre os comentários feitos na sexta por Bolsonaro em café da manhã com a imprensa estrangeira.

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Emergência climática pode ser mais letal à Floresta Amazônica do que desmatamento. Entrevista especial com Vitor Gomes

IHU On-Line

Vitor Gomes faz questão de dizer que é um amazônida e, como ser da floresta, sente diretamente os impactos da degradação ambiental. “Isso despertou meu interesse em utilizar minhas habilidades em tecnologia para desenvolver modelos que pudessem mostrar alguns destes impactos”, revela. Foi por isso que partiu da área da informática para as Ciências Ambientais e acabou coordenando estudos que revelam que há algo ainda pior para a Floresta Amazônica do que o desmatamento: a crise climática. “A conclusão surgiu com base nos resultados sobre a perda de área de distribuição das espécies. As perdas provocadas pelas mudanças climáticas podem ser maiores, pois o clima muda ao longo de toda a região, enquanto o desmatamento se concentra em algumas regiões”, observa, na entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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Por que o futuro do agronegócio depende da preservação do meio ambiente no Brasil

Se hoje a bancada ruralista é a principal força pressionando o Congresso para flexibilizar a proteção ambiental, é consenso entre agrônomos e pesquisadores que o futuro do agronegócio depende da preservação ambiental.

por Letícia Mori, em BBC News Brasil

Agrônomos, biólogos e entidades como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) alertam que a destruição da vegetação nativa e as mudanças climáticas têm grande potencial para prejudicar diretamente o agronegócio no Brasil, porque afetam diversos fatores ambientais de grande influência sobre a atividade agrícola.

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Política ambiental de Bolsonaro e Salles trará prejuízo de US$ 5 trilhões

Desmatamento recorde e desmonte de órgãos de preservação constituem pior cenário, segundo pesquisadores da UnB, UFRJ e UFMG.

por Cida Oliveira, em Rede Brasil Atual – RBA / IHU On-Line

A política ambiental adotada pelo ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo-SP) não deverá trazer ao país o desenvolvimento propalado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). E sim um prejuízo de pelo menos US$ 5 trilhões. O cálculo, que leva em combina dados do aumento do desmatamento com a má governança, marcada pela liberdade para desmatar e incentivo ao agronegócio – o pior cenário, para o qual o país caminha –, foi feito por pesquisadores da Universidade Federal do Rio e Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade de Brasília (UnB). O estudo foi publicado na revista Nature Climate Change.

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Acuado por madeireiros, Ibama aborta operação em Rondônia

Por Fabiano Maisonnave, da Folhapress, no Jornal do Brasil

MANAUS, AM – Em vitória dos madeireiros ilegais, o Ibama interrompeu nesta sexta-feira (5) uma operação na Terra Indígena (TI) Zoró (RO) após um caminhão-tanque do órgão ambiental federal ter sido incendiado.

Apoiada por PMs, uma equipe do Ibama estava na região desde a última terça-feira (2) e deveria ter ficado até o dia 20 deste mês, mas sofreu diversos ataques por parte dos madeireiros. Na mata, foram impedidos de avançar após os criminosos desmontarem uma ponte e derrubarem árvores sobre as estradas clandestinas que cortam a TI.

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Caminhão-tanque do Ibama é incendiado por madeireiros em RO

Em abril, Bolsonaro desautorizou uma operação em andamento na mesma região desse ataque

Por Fabiano Maisonnave, na Folha

Um caminhão-tanque a serviço do Ibama foi incendiado por madeireiros nesta quinta-feira (4) perto da vila de Boa Vista do Pacarana, a 592 km a sudeste de Porto Velho. A Polícia Federal e a Polícia Militar foram acionadas para resgatar o motorista e os agentes do órgão ambiental federal.

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