Notas sobre um cenário em desarranjo. Por Luiz Eduardo Soares

Quanto mais segue a cartilha neoliberal, mais Lula se enfraquece e amplia os riscos de derrota em 2026. O diálogo pode ser um primeiro antídoto. Governo deve expor quem bloqueia as mudanças. E o conjunto da esquerda pode servir-se da palavra para escapar de três tendências desastrosas

Outras Palavras

Difícil escapar dos temas que nos angustiam, sobretudo quando nos desafiam tanto intelectual quanto politicamente. Em retrospecto, parece que foi mais fácil compreender o golpe de 1964 e a transição democrática -com suas virtudes, seus limites, suas contradições- do que os revezes que precipitaram o impeachment golpista de Dilma Rousseff, marcando a ruptura do pacto celebrado em 1988, e culminaram com a ascensão do neofascismo bolsonarista -derrotado por um triz, em 2022, mas ainda um espectro no horizonte a nos assombrar, sobretudo após a vitória de Trump. Mais fácil compreender talvez porque o contemporâneo seja sempre mais desafiador, ou talvez porque nossas categorias estivessem mais ajustadas àquele mundo. O fato é que o quadro geopolítico é dramaticamente complexo, especialmente depois do genocídio em Gaza. (mais…)

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Nos EUA, águia ou abutre? Por Frei Gilvander Moreira

A história da humanidade demonstra que nenhum império é eterno e que todos eles têm uma história de nascimento, ascensão, decadência e morte. Tornando-se um longo capítulo da história da humanidade. Assim aconteceu com muitos impérios, tais como o Egípcio, o Assírio, o Babilônico, o Persa, o Grego, o Romano, o Português, o Inglês e não será diferente com o império dos Estados Unidos ou das Big techs[1]. A águia, um belo animal, é símbolo nacional dos Estados Unidos, mas na verdade reage como um abutre posicionando-se de forma gananciosa, expansionista, separatista e belicosa, perseguindo os povos latino-americanos e outros. (mais…)

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Lula 3 e a ousadia que lhe falta

Governo cede às pressões da Faria Lima em tentativa de isolar o neofascismo – e, ainda assim, recebe críticas à direita e à esquerda. 2026 pode ser incerto. Outro projeto de Brasil exige confrontar os limites do sistema, disputando a opinião pública. Só isso o libertará do mercado

por Rui Abreu, em Outras Palavras

2024 terminou aquecido pela prisão de um general golpista de quatro estrelas e a discussão política sobre o pacote de corte de gastos. Também o mercado fez saber através de seus braços falantes (mídia corporativa) que sua tolerância de início de mandato (ampliado pela tentativa de golpe neofascista) tinha terminado. Canais de TV, jornais e portais vocalizaram seus patrões dando continuação ao caminho golpista começado em 2016, exigindo agora a um líder identificado com a esquerda a prossecução de políticas neoliberais. Haddad alimentou a voracidade dos vampiros apresentando um pacote que castiga a população mais pobre, a base social e política do presidente Lula, o que motivou forte contestação na esquerda e não satisfez o nunca saciável mercado. (mais…)

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Autos do assassinato da vice-prefeita de Magé (RJ) ficaram desarquivados por quase um ano

Processo sobre morte da vice de Magé foi desarquivado e só reapareceu depois de questionamento da reportagem

Por Matheus Moura, Leonardo Coelho | Edição: Bruno Fonseca, Mariama Correia, Agência Pública

Em 2002, a então vice-prefeita, mulher negra, ex-empregada doméstica e ativista política Lídia Menezes foi assassinada em Magé (RJ), na Baixada Fluminense. Então pré-candidata a deputada federal, Menezes foi encontrada carbonizada dentro de seu carro, no dia 2 de junho daquele ano. (mais…)

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O Centrão, além de ser o grande vencedor das eleições municipais, é um parasita da democracia. Entrevista especial com Daniela Costanzo

Partidos do chamado Centrão minam o terreno da democracia por dentro, com falas mais moderadas, e, por sua força legislativa, acabam ocupando ministérios em todos os governos sem qualquer projeto de política pública e sem entregar nada à sociedade

Por: IHU e Baleia Comunicação

Findadas as eleições municipais, muito se discutiu: afinal, quem foi o maior vencedor, o bolsonarismo ou o Centrão? A resposta, claro está, ficou com a segunda opção. Mas disso decorre uma segunda pergunta: há diferenças entre o bolsonarismo e o centrão? A resposta é afirmativa. (mais…)

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Bruno Paes Manso: Eleições, facções e execuções

A tese de onipresença do PCC exige cuidado. Até que ponto chega a sua influência? Como definir uma facção em evolução permanente? O que o assassinato de empresário em Guarulhos revela sobre o crime na elite paulistana?

Por Bruno Paes Manso, no Jornal da USP

A presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) no debate público aumentou nas últimas eleições municipais. A facção foi citada pelos cinco principais concorrentes à Prefeitura de São Paulo, cada qual tentando colar no outro a imagem de conivente com o grupo. Pablo Marçal, o candidato-surpresa que quase chegou ao segundo turno, foi implicado de diversas maneiras. (mais…)

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Balanço da esquerda no final de 2024. Por Renato Janine Ribeiro

A realidade impõe desde já entender que o campo da esquerda, especialmente o PT, não tem alternativa a não ser o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para 2026

Em A Terra é Redonda

1.

Começando nossa análise da situação política atual pelo fim: a eleição presidencial de 2026 deveria ser nosso ponto de conclusão, mas a realidade impõe desde já entender que o campo da esquerda, especialmente o PT, não tem alternativa a não ser o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para esse pleito. Lula se consolidou como a única liderança capaz de unir dois pontos cruciais: o compromisso com as pautas populares e a habilidade de negociação política. (mais…)

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