NOTA PÚBLICA: AJD condena acusações do chefe do executivo sobre supostas fraudes nas eleições de 2018

Na AJD

A AJD, diante da declaração de Jair Bolsonaro, de que tem provas sobre fraude nas eleições, manifesta-se pedindo a imediata apuração de crime de responsabilidade, pelas autoridades competentes. A impressão que fica é que o presidente está colocando em xeque a lisura do trabalho desempenhado pelo TSE durante as eleições, pois refere a existência de provas que não apresenta.

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Marcos Nobre: “Se não houver acordo entre as forças do campo democrático, Bolsonaro está reeleito”

Para presidente do Cebrap, a eleição de Bolsonaro não é uma simples alternância de poder: “Trata-se de um presidente que quer, de fato, destruir as instituições democráticas”

Por Anna Beatriz Anjos, Agência Pública

“Uma das dificuldades de falar sobre o governo Bolsonaro é justamente normalizá-lo; não estamos lidando com uma simples alternância de poder, trata-se de um presidente que quer de fato destruir as instituições democráticas”, afirma o filósofo Marcos Nobre, presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e professor livre-docente da Unicamp.

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Žižek: Trump versus Sanders e a implosão do sistema bipartidário nos EUA

Os EUA estão adentrando uma guerra civil ideológica na qual não há chão comum ao qual ambas as partes da disputa podem recorrer. Mas não nos enganemos: o verdadeiro conflito não está se dando entre as duas siglas do bipartidarismo estadunidense, mas no próprio interior de cada um dos dois partidos.

Por Slavoj Žižek*, no Blog da Boitempo

Duas semanas atrás, quando promovia seu novo filme na Cidade do México, Harrison Ford disse que “A América perdeu sua liderança moral e credibilidade”.1 Será mesmo? Mas afinal, quando foi que os EUA exerceram liderança moral sobre o mundo? Na gestão Reagan, na gestão Bush? Os Estados Unidos perderam o que nunca tiveram. Ou seja, perderam a ilusão (daí o termo “credibilidade” na colocação do ator) de que detinham essa liderança moral. Com Trump, só se tornou visível aquilo que desde sempre já era verdadeiro. Em 1948, logo no início da Guerra Fria, essa verdade foi formulada com um brutal franqueza por George Kennan:

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Sentenças de Sergio Moro na Lava Jato foram mais rápidas antes do impeachment de Dilma

Por Naira Hofmeister, Pedro Papini, Taís Seibt, Agência Pública

Menos de um ano, ou mais precisamente, 263 dias. Esse foi o tempo médio que o então juiz Sergio Moro levou para emitir uma sentença na Operação Lava Jato antes do impeachment de Dilma Rousseff (PT). Depois da cassação da ex-presidente, contudo, o ritmo de resolução dos processos diminuiu: as decisões passaram a levar quase o dobro do tempo, 448 dias.

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Presidente da OAB vai ao STF contra milícias virtuais: “antes que elas viciem outra eleição”

PF e MPF também serão cobrados

Em Conversa Afiada

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, levará ao Ministério Público Federal (MPF), ao Supremo Tribunal Federal (STF) à Polícia Federal, a partir de fevereiro, uma série de ofícios sobre fake news que circulam contra ele nas redes sociais. A informação é de Guilherme Amado na revista Época.

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O primeiro ano do governo Bolsonaro e a força do seu modelo de fazer política. Entrevista especial com Roberto Dutra

IHU On-Line

O modo de governar do presidente Bolsonaro em seu primeiro ano à frente da Presidência da República foi “peculiar”, “inovador” e mostra que há uma divisão de papéis dentro do governo, diz o cientista político Roberto Dutra à IHU On-Line. “O ponto mais importante desse primeiro ano de governo é justamente a força desse modelo de fazer política, em que o governo encontra na guerra cultural o seu principal instrumento de mobilização, em uma estratégia que parece ser uma continuidade da campanha eleitoral”, pontua.

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Uruguai: a disputa prossegue nas ruas

Contagem não é definitiva, mas direita pode voltar ao poder após 15 anos de Frente Ampla. Pesquisas influíram, ao sugerir falsamente disputa liquidada. Provável governo prepara reformas ultraliberais — mas enfrentará forte resistência

Por Nicolás Centurión, em La Estrategia | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Aconteceu o segundo turno das eleições no Uruguai e tudo indica que a direita, juntamente com a ultradireita, voltará ao governo, depois de 15 anos ininterruptos de governo da Frente Ampla.

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“Em um Brasil deserto de lideranças, Lula vai fazer a festa”, afirma o cientista político Jairo Nicolau

Um deserto. Essa é a imagem utilizada pelo cientista político Jairo Nicolau para descrever o atual cenário político do país. Autor de livros importantes sobre o sistema eleitoral brasileiro, ele acredita que a escassez de lideranças cria o cenário ideal para a atuação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fora da prisão.

por João Soares, emr Deutsche Welle / IHU On-Line

“Lula está nadando de braçada, não tem ninguém no cenário político brasileiro que se contraponha a ele em capacidade de liderança e articulação. É um território desértico, e ele vai fazer festa”, avalia Nicolau em entrevista à DW Brasil.

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As eleições 2020 na encruzilhada brasileira

Em um ano, estará eu jogo o poder local – capilar e presente. Bolsonarismo quer torná-lo mais primitivo e violento, mas enfrentará resistências sociais. Partidos de esquerda saberão acolhê-las? Ou se fecharão em suas máquinas e certezas?

Por Áurea Carolina*, em Outras Palavras

As eleições de 2020 serão um teste decisivo para os rumos políticos do Brasil. De um lado, o bolsonarismo poderá consolidar e expandir sua capacidade de captura institucional a partir de uma entrada inédita nas câmaras municipais e prefeituras, em um processo difuso de interiorização capaz de articular novos arranjos entre os setores conservadores. De outro, as forças progressistas deverão exercitar práticas de abertura e confluência para reconquistar a esperança das maiorias sociais, contrapor o apelo bolsonarista e produzir alternativas eleitorais viáveis. Resultante do confronto entre os dois campos, por mais que outros também possam se configurar, o poder local terá sua importância acentuada na transição histórica que estamos atravessando.

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Eleições 2020: a hipótese Drauzio Varella

Pleito do ano que vem pode promover a difusão do bolsonarismo por todo o país; ou, ao contrário, sua derrota – e a emergência de uma esquerda de valores. Para que esta opção prevaleça, serão necessárias decisões não-convencionais

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Um paradoxo marca as eleições para prefeitos e vereadores do próximo ano. O governo Bolsonaro, que já expôs seu imenso potencial destrutivo e que não tem outro projeto, além da devastação nacional, pode, porém, colher um resultado favorável e espalhar raízes pelo país. Alguns fatores concorrem para isso. Embora seu apoio popular decline, o bolsonarismo consolidou-se fortemente num segmento da população que, em meio à crise, gira pouco abaixo dos 30%. O antigo “centro” e a direita convencional estão enfraquecidos e desestruturados, o que permite à extrema direita avançar sobre um eleitorado mais vasto – em especial, nas capitais e maiores cidades, onde pode haver segundo turno. A esquerda não se recompôs da derrota de 2018; mantém-se desorientada e sem comando; não tem, salvo raras exceções, lideranças municipais prestigiadas e potentes – e nas condições atuais, tende a se dividir. Esta somatória de fatores conjura a ameaça: eleição, em pouco mais de um ano, de várias centenas de prefeitos e milhares de vereadores protofascistas e ou ultracapitalistas, ao estilo Paulo Guedes; ramificação destas correntes pelo país, agora ocupando o importantíssimo poder local. Ainda há tempo e recursos políticos para evitar o desastre – mas é preciso agir rápido.

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