Guilherme Boulos: É possível afastar Bolsonaro antes de 2022

Dirigente do MTST declarou disposição de se candidatar ao Governo de SP, pois ‘sem um palanque forte no estado, fica difícil ganhar a eleição nacional’

Por Camila Alvarenga, Opera Mundi

No programa 20 MINUTOS ENTREVISTAS desta segunda-feira (19/04), o jornalista Breno Altman entrevistou Guilherme Boulos, dirigente do Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato do PSOL às eleições presidenciais de 2018 e à Prefeitura paulista em 2020. O militante, que já disponibilizou seu nome para disputar o pleito ao governo de São Paulo em 2022, analisou o atual cenário político. 

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Boaventura debate impasse nas eleições do Equador

Ultradireita e correísmo disputam o 2º turno. Setores indígenas e de esquerda tendem ao voto nulo. Sociólogo português questiona: seria correto, em nome da crítica ao “desenvolvimentismo”, permitir vitória de um banqueiro da Opus Dei?

por Boaventura de Sousa Santos*, em Outras Palavras

Querida amiga, querido amigo: 

Agradeço-vos todo tempo que gastastes em conversar comigo durante as últimas semanas sobre o processo eleitoral em curso no vosso país. Como vos disse, eu fiquei perplexo perante toda a controvérsia internacional entre várias famílias de esquerda a respeito do vosso processo eleitoral ainda em curso. Para recapitular: parece ser uma astúcia da razão que o processo político do Equador, um país situado no centro do mundo como o nome indica, se tenha transformado nas últimas semanas no campo de uma feroz disputa entre intelectuais e ativistas de esquerda, oriundos não só do Equador como de outros países da América Latina e da Europa, dos EUA, da África do Sul e da Índia.

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Quem são e quais os desafios dos prefeitos indígenas que tomaram posse esta semana

Dados discrepantes, contradições partidárias e questões de identidade marcam a complexidade da eleição com o maior número de indígenas vitoriosos.

Por: Débora Pinto, em Mongabay

  • Segundo dados oficiais do TSE, oito indígenas venceram as últimas eleições para a prefeitura de seus municípios. A Associação dos Povos Indígenas do Brasil, porém, sustenta que seriam dez os prefeitos eleitos.
  • Uma questão são as contradições partidárias: alguns dos prefeitos foram eleitos por partidos alinhados a Jair Bolsonaro e à bancada ruralista no Congresso, duas forças contrárias aos interesses dos povos indígenas.
  • Mesmo em partidos alinhados com a causa indígena, o incentivo a candidaturas dessa natureza ainda está longe de ser uma realidade.
  • Segundo especialistas, o racismo em relação aos indígenas segue sendo um dos principais entraves para o fortalecimento da representatividade político-partidária dessas populações.
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Sinais de Cidadania Viva. Por Cândido Grzybowski

No Ibase

Muito se tem falado e escrito sobre as recentes eleições municipais, quem perdeu, quem ganhou, o que esperar das majoritárias de 2022, o péssimo desempenho dos candidatos apoiados por Bolsonaro, as conquistas de partidos da direita “civilizada” – qualificada pela grande mídia de “centrão” –, o aparecimento de lideranças novas na esquerda como Guilherme Boulos e Manuela D´Ávila, entre tantas outras. Sem dúvida, análises possíveis e, sobretudo, reveladoras das narrativas e disputas políticas que qualquer eleição desencadeia no espaço público. Mesmo nossa agredida democracia mostra, a seu modo, que nada acabou e que tudo é possível. Um dia depois de outro, sem definições a priori, é história em construção permanente, por sujeitos em ação, mesmo em meio a grandes adversidades.

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Cimi manifesta solidariedade ao cacique Marquinhos e ao povo Xukuru

Eleito prefeito no sertão pernambucano, Marcos Xukuru luta pela posse no TSE

Cimi

O Cimi está ao lado do cacique Marcos Luidson, vencedor no pleito eleitoral de 2021 para administrar o município de Pesqueira, no sertão pernambucano. Marquinho Xukuru foi o primeiro indígena eleito para comandar a cidade, onde os povos originários somam mais de um terço da população.

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Impactos das eleições municipais sobre o modo de ser e viver dos povos indígenas

Nas eleições municipais de 2020, em todo país, foram eleitos 237 representantes de povos originários para os cargos de vereador, vice-prefeito e prefeito; 28% a mais do que na eleição municipal anterior. O levantamento é da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil

por Roberto Antonio Liebgott, em Cimi

No Brasil, a Constituição Federal prevê o respeito às culturas dos povos indígenas, suas crenças, costumes, tradições, suas organizações sociais e políticas. Ou seja, a Lei Maior dá aos povos a possibilidade de viverem autonomamente dentro de seus territórios e neles exercerem suas atividades econômicas, culturais, religiosas e tradicionais. Essas previsões constitucionais não inviabilizam a possibilidade de que pessoas – homens e mulheres – das comunidades indígenas participem de forma ativa nas estruturas dos poderes políticos da sociedade envolvente. Nesse sentido, é legítimo e necessário que os indígenas, dos mais diversos povos, se filiem a partidos políticos e através deles concorram a vagas nas câmaras de vereadores, assembleias legislativas, Câmara dos Deputados, Senado Federal e a cargos no âmbito do Poder Executivo.

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A disputa em 2022 será pela narrativa do que poderá tirar o Brasil da lama. Entrevista especial com Sérgio Amadeu da Silveira

As eleições municipais deste ano expressaram o “cansaço cívico” da população, que pode ser observado nos números: mais de um terço do eleitorado não votou em ninguém no segundo turno, avalia o sociólogo

Por Patricia Fachin e João Vitor Santos, no IHU

Se neste ano os brasileiros viram os índices de desemprego e de pobreza urbana aumentarem, em 2021 “a crise social irá se acentuar”, diz Sérgio Amadeu da Silveira à IHU On-Line. No campo da política, especula, “o maior combate será pela narrativa do que poderá tirar o Brasil da lama”. Até lá, assim como fizeram nas eleições deste ano, os partidos vão girar em torno da disputa de três articulações que tentam se rearranjar tendo em vista o pleito de 2022. “As eleições foram o primeiro teste para três grandes tentativas de rearticulação: a primeira, foi a da extrema direita abalada pela incompetência de Bolsonaro e pelas disputas com os lavajatistas; a segunda, trata-se da tentativa de os neoliberais reconstruírem uma direita com cara de centro; a terceira, abriu a disputa pela liderança e pela pauta das esquerdas”, pontua.

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Mulheres negras, vereadoras, deputadas e prefeitas: vidas ameaçadas pelo machismo e pelo racismo

Mulheres negras, vereadoras, deputadas e prefeitas: vidas ameaçadas pelo machismo e pelo racismo

Por Pedro Calvi, CDHM

No Dia Internacional dos Direito Humanos um encontro discutiu as violações de direitos humanos de mulheres negras candidatas e eleitas. A iniciativa foi do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), Helder Salomão (PT/ES), a pedido das organizações civis Terra de Direitos, Criola, Justiça Global e Instituto Marielle Franco.

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Guilherme Boulos: “A unidade da esquerda é importante mas sozinha não garante a vitória. É preciso se reconectar com o povo”

Em entrevista à Pública, o ex-candidato à prefeitura de SP diz que as forças progressistas não podem se unir só na hora da eleição, e precisam construir juntas caminhos para enfrentar o bolsonarismo e a crise decorrente da pandemia

Por Andrea DiP, A Pública

Com vasta trajetória no movimento social e uma jovem carreira na política institucional, o filósofo, psicanalista, e líder do MTST Guilherme Boulos (Psol) chegou ao segundo turno das eleições municipais em São Paulo com uma votação expressiva, especialmente nas periferias de São Paulo. Apesar da derrota nas urnas, ele levou 2.168.109 votos na disputa contra o prefeito eleito Bruno Covas (PSDB), quase o mesmo número que a soma de todos os votos recebidos no primeiro turno por candidatos do Psol a prefeituras em todo o Brasil. 

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A grande maioria das mulheres eleitas em 2018 são jovens, ligadas às igrejas, e de direita. Entrevista especial com Céli Pinto

Os próximos dois anos serão difíceis, mas “pode haver uma reconstituição da política e isso seria muito bom”, diz a professora emérita da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

Três foram os aspectos centrais que marcaram as eleições municipais deste ano no país: o desaparecimento do “furor bolsonarista” que tomou conta de uma parcela significativa da população brasileira em 2018, o retorno de velhos partidos como PPDEMPSD e PSDB à arena política e a “derrota da esquerda“, diz Céli Pinto à IHU On-Line.

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