Fraude com CPF de idosos garantiram disparos em massa de WhatsApp na campanha, diz jornal

Segundo relato de um ex-funcionário, “as empresas cadastraram celulares com nomes, CPFs e datas de nascimento de pessoas que ignoravam o uso de seus dados”.

Na Fórum

O “Caixa 2 do Bolsonaro”, como ficou conhecida a denúncia de que empresários financiavam o disparo em massa de mensagens de WhatsApp, utilizou de CPF de idosos para o registro de chips. Reportagem da Folha de S. Paulo mostra que uma rede de empresas que ofereceram os serviços durante as eleições recorreu à fraude para viabilizar o disparo em massa. (mais…)

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‘Há uma politização de ressentidos’, diz Débora Diniz, antropóloga brasileira exilada

Antropóloga, que saiu do país por causa de ameaças de morte, fala sobre eleições, militarismo, direitos civis e conservadorismo. Para ela, uma das surpresas do governo Jair Bolsonaro pode ser Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça

Por Paloma Oliveto, O Estado de Minas, no IHU

Reconhecida pela revista norte-americana Foreign Policy como um dos 100 maiores pensadores globais, a pesquisadora, escritora e documentarista Débora Diniz já era nome consolidado no meio acadêmico quando, há 14 anos, tornou-se, também, popular fora da cátedra. Foi ela que, em 2004, trouxe à luz uma questão de direitos reprodutivos praticamente desconhecida por quem jamais viveu o drama de gestar um feto sem cérebro: o aborto de anencéfalos. (mais…)

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MPT processa Havan em R$ 100 milhões por coação pró-Bolsonaro de empregados. Por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina está processando as lojas Havan em, pelo menos, R$ 25 milhões por dano moral coletivo por intimidar seus empregados a votarem em Jair Bolsonaro na eleição presidencial. Além disso, o MPT também pede que a empresa pague R$ 5 mil a cada um dos cerca de 15 mil empregados como dano moral individual, o que elevaria o montante em R$ 75 milhões, totalizando um valor em torno de R$ 100 milhões. (mais…)

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‘A esquerda foi singularmente incapaz e burra nessas eleições’. Entrevista com Jessé Souza

IHU On-Line

Duas coisas salvariam o Brasil: interpretação de texto e consciência de classe.” A frase é de um meme das eleições, mas funciona para resumir o pensamento do sociólogo Jessé Souza, professor titular da Universidade Federal do ABC, em seu novo livro, A Classe Média no Espelho (Estação Brasil, 2018), que chega às livrarias na próxima semana. (mais…)

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É preciso compreender a socialização que vai além dos mundos off e on-line. Entrevista especial com Caio Machado

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

Há muito tempo, as relações sociais e a constituição do espaço público têm sido atravessadas pelas lógicas de mídias. Entretanto, atualmente essas mídias, como o smartphone, que se condensa em muito mais do que uma via de acesso à internet, tem ocupado tamanho espaço que sequer é possível se conceber a divisão entre mundo off-line e on-line. “O celular é a primeira coisa que as pessoas tocam de manhã e a última coisa que elas olham antes de dormir”, observa Caio Machado, pesquisador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro – ITS Rio. Para ele, todas essas formas de integrações de meios de comunicação convergem num só espaço público. “Os diálogos ‘on-line’ e ‘off-line’ se entrelaçam e se confundem, sendo uma distinção que não se sustenta mais hoje em dia”, reitera. (mais…)

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Marcos Nobre: “Bolsonaro foi o candidato do colapso e precisa dele pra se manter no poder”

Para filósofo, eleição de militar reformado resultou da destruição do sistema político. Ele afirma que a frente democrática precisa repensar a democracia

por Felipe Betim, em El País

As forças políticas que não estão alinhadas ao governo de Jair Bolsonaro precisam se unir em torno de uma frente democrática para resistir às suas investidas autoritárias ao mesmo tempo em que buscam repactuar as regras da democracia brasileira. Essa é a opinião do filósofo Marcos Nobre, professor da UNICAMP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). Sua tese é a de que o impeachment de Dilma Rousseff ainda não acabou, uma vez que o sistema político não se reorganizou desde então. “A eleição de Bolsonaro não foi de renovação, mas de destruição. E ele precisa do colapso pra se manter no poder”, argumentou, em entrevista ao EL PAÍS na última segunda. Para reconectar a sociedade ao sistema político, ele ainda defende que os partidos se abram através de prévias e mecanismos mais justos de distribuição dos recursos públicos partidários. Veja os principais trechos da conversa abaixo. (mais…)

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A reinvenção política passa pela capacidade de mobilizar afetos. Entrevista especial com Icaro Ferraz Vidal Junior

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

Numa rápida leitura das estratégias adotadas na campanha eleitoral de 2018 e da centralidade que a internet assumiu, pode-se até afirmar que, dada a vitória, a extrema direita foi quem melhor apreendeu a cartilha das novas mídias. Mas o pesquisador Icaro Ferraz Vidal Junior pede um pouco mais de calma na análise. “A extrema direita trabalhou na construção de uma imagem antipolítica de si mesma, bem naquele estilo ‘contra tudo isso que está aí’ que vimos lá em 2013. Neste sentido, dispositivos caros à política, como Plano de Governo, participação em debates etc., puderam ser descartados”, observa. Ele também chama atenção para a mensagem em si, e não somente para a forma com que é posta em circulação. “A extrema direita teve a argúcia de trabalhar, desde 2013, na produção em massa deste regime afetivo marcado pela indignação”, aponta, ao lembrar questões de fundo como as marchas de 2013, o impeachment de Dilma Rousseff e até a polêmica em torno do Queermuseu. (mais…)

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Dois Projetos para o Brasil

Dois projetos para o Brasil se confrontam desde 1930, se alternaram no Poder desde então, se confrontaram no dia 28 de outubro de 2018 e continuarão a se confrontar

Por Samuel Pinheiro Guimarães, Especial para Página do MST

1. Dois projetos para o Brasil se confrontam desde 1930, se alternaram no Poder desde então, se confrontaram no dia 28 de outubro de 2018 e continuarão a se confrontar após o dia 28, data em que Jair Bolsonaro foi eleito Presidente da República. (mais…)

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Para entender a crise da democracia, é preciso compreender o senso comum do cidadão médio. Entrevista especial com Henrique Abel

“O maior problema … neste senso comum da classe média … é quando passamos a identificar como “privilegiado” o professor da rede pública, o marginalizado que recebe um benefício social de valor irrisório, o indígena que pede providências ao poder público em nome do respeito às suas terras e cultura, o sem-teto que suplica por moradia, o refugiado que chega a um novo país fugindo da fome, da miséria, de desastres naturais ou de perseguição política etc. Cria-se um círculo vicioso de equívocos e preconceitos por meio do qual … a classe média acaba paradoxalmente por se juntar aos privilegiados em uma luta contra aqueles que vêm a ser justamente os menos favorecidos dentro da ordem social e econômica vigente”. 

por Vitor Necchi, em IHU On-Line (mais…)

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Em provocação a Moro, Requião apresenta projeto de lei “Onyx Lorenzoni”: perdoe quem pede desculpas

O senador Roberto Requião (MDB-PR) apresentou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado um projeto que adiciona, na lei que define o crime de organização criminosa, a hipótese de perdão judicial a quem pede desculpas. A proposta (leia a íntegra) é uma provocação ao juiz Sergio Moro, convidado para ser ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL). (mais…)

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