Contra a fome, movimento “Vamos Juntos Pelo Brasil” defende Reforma Agrária Popular

Com a aproximação das eleições de 2022, movimento propõe a união nacional pela reconstrução do Brasil e discute pautas populares para os rumos do país

Por Fernanda Alcântara, na Página do MST

No último fim de semana, o movimento “Vamos Juntos pelo Brasil” ganhou destaque a partir da promessa de união nacional pela reconstrução do Brasil. Segundo os organizadores, a ideia é formar uma frente ampla, inspirada no movimento das “Diretas Já”, para impedir a reeleição do atual presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Amazônia. Metade das crianças da zona rural são anêmicas. A importância do consumo da carne de caça. Entrevista especial com Patrícia Torres

Há uma limitação de informação das pessoas com relação à importância desse consumo na vida das populações ribeirinhas que fazem uso desses recursos, adverte a bióloga

Por: Patricia Fachin, em IHU

Apesar de a discussão sobre o consumo de carne de caça ainda ser muito incipiente ou quase inexistente no Brasil, o fato é que a pandemia de Covid-19 trouxe à tona novamente a preocupação com as doenças zoonóticas. Para além dos riscos existentes, a pesquisadora Patrícia Torres chama a atenção para a desinformação e falta de debate sobre o consumo de carne de caça em populações para as quais essa é a segunda principal fonte de proteína animal, como é o caso de comunidades ribeirinhas que vivem na Amazônia. “Quando olhamos somente para os riscos da fauna silvestre, acabamos deixando de olhar para um risco potencial muito maior, que é o dos animais domésticos tanto em relação à sua criação quanto à destruição de habitats para a criação desses animais. Então, o desmatamento também é um risco para a proliferação de doenças zoonóticas”, pondera. Sobre os hábitos alimentares das populações ribeirinhas que se alimentam de carne de caça, acrescenta, elas, “em geral, são sempre negligenciadas em relação às suas necessidades e aos seus modos de vida”.

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Frente Nacional contra a Fome será lançada hoje em Porto Alegre

O lançamento acontece no âmbito do Fórum Social das Resistências (FSR), no Rio Grande do Sul

Da Página do MST

Hoje, dia 28 de abril, o auditório da Assembleia Legislativa do Rio Grande de Sul será ocupado por movimentos, organizações e articulações brasileiras para lançar a “Frente Nacional Contra a Fome”. Espaço horizontal de articulação e convergências, após um ano de modelagem, a Frente nasce com o objetivo de enfrentar a fome nas suas dimensões estrutural e emergencial, a partir da construção de uma agenda coletiva com ações diretas e incidência política frente à insegurança alimentar e nutricional que se encontra o povo brasileiro. Educação, formação, mobilização e organização popular são princípios e palavras de ordem. A Frente é espaço de educação e organização popular para juntos colocarmos “a fome num museu”, como diz o Emicida. 

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Em protesto na CNA, manifestantes denunciam agronegócio e fome no país

Na manhã desta quarta-feira (20), cerca de 30 manifestantes realizaram um protesto na sede da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em Brasília (DF)

Da Página do MST

Na manhã desta quarta-feira (20), manifestantes realizaram um protesto na sede da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em Brasília, DF. O protesto buscou denunciar a aliança entre o agronegócio e o governo de Jair Bolsonaro, a qual é responsável por garantir lucros recordes para o setor, enquanto milhões de brasileiros sofrem com a fome e a alta do preço dos alimentos. A ação fez parte da Jornada Nacional de Luta em Defesa da Reforma Agrária, que ocorre em todo país durante este mês de abril e que traz o lema “Terra, Teto e Pão”. 

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Destruição e agrotóxico na Amazônia: o retrato de como a fome e a doença se instalam na troca da floresta pela lavoura. Entrevista especial com Guillermo Antônio Cardona Grisales

Missionário, que trabalhou na elaboração de relatório sobre o impacto da monocultura e de uso de agrotóxicos na região, adverte que a destruição das formas de cultivo militar esta também matando as comunidades

Por: Patricia Fachin, em IHU

Que a região amazônica vem sendo extirpada já não é nenhuma novidade. Tampouco que essa devastação já está atingindo as formas de vida humanas e não humanas da região. No entanto, um relatório concebido pelo missionário jesuíta Guillermo Antônio Cardona Grisales e desenvolvido por estudiosos e voluntários da região do Planalto Santareno, bem no norte do país, corporifica toda essa destruição no relato de populações que vivem lá. São pessoas que veem suas formas ancestrais de cultivo de alimento serem ceifadas para dar lugar a lavouras, especialmente de milho e soja. “Nas conversas com os comunitários se chegou a contar 23 comunidades que desapareceram. O enfraquecimento da agricultura familiar na região do planalto é uma grande preocupação apontada pelos entrevistados”, explica Cardona Grisales.

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Um tsunami alimentar no horizonte brasileiro

Guerra tornará comida ainda mais cara, ampliará a sombra da fome e permitirá ao agronegócio especular. Ficará clara a necessidade de transição agroecológica — para um campo livre de agrotóxicos e das leis selvagens de mercado

Por Jean Marc von der Weid, em Outras Palavras

É crucial um programa de “salvação nacional” para a questão da crise alimentar que, silenciosamente, vem assolando o povo de forma crescente, desde 2015 – e que o esboçarei, em uma série de artigos em Outras Palavras. Este artigo poderia se intitular “uma tempestade perfeita”, pois a situação que já era dramática, vai ficar desesperadora a partir dos efeitos da guerra da Ucrânia – ou melhor, da guerra russo/americana.

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