Há uma limitação de informação das pessoas com relação à importância desse consumo na vida das populações ribeirinhas que fazem uso desses recursos, adverte a bióloga
Por: Patricia Fachin, em IHU
Apesar de a discussão sobre o consumo de carne de caça ainda ser muito incipiente ou quase inexistente no Brasil, o fato é que a pandemia de Covid-19 trouxe à tona novamente a preocupação com as doenças zoonóticas. Para além dos riscos existentes, a pesquisadora Patrícia Torres chama a atenção para a desinformação e falta de debate sobre o consumo de carne de caça em populações para as quais essa é a segunda principal fonte de proteína animal, como é o caso de comunidades ribeirinhas que vivem na Amazônia. “Quando olhamos somente para os riscos da fauna silvestre, acabamos deixando de olhar para um risco potencial muito maior, que é o dos animais domésticos tanto em relação à sua criação quanto à destruição de habitats para a criação desses animais. Então, o desmatamento também é um risco para a proliferação de doenças zoonóticas”, pondera. Sobre os hábitos alimentares das populações ribeirinhas que se alimentam de carne de caça, acrescenta, elas, “em geral, são sempre negligenciadas em relação às suas necessidades e aos seus modos de vida”.
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