Nos 75 anos do clássico “Geografia da Fome”, a voz de Josué de Castro puxa o coro dos desvalidos na cidade mais rica do país
Por Xico Sá*, no El País Brasil
Assim como a morte era representada pela Velha da Foice, a fome, no imaginário das vidas secas, sempre foi a Velha do Chapelão. As duas criaturas se acostumaram a andar de parelha, sertões e subúrbios adentro. Do golpe de 2016 para o bolsoguedismo brabo de 2021, avista-se —como em um filme de terror expressionista— a sombra da dupla a cada beco ou encruzilhada.
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