Prefeito reeleito de BH foge do padrão nas capitais com plano de produção familiar sustentável de alimentos

Especialistas apontam necessidade de maior abrangência; em 2015, o percentual de famílias cadastradas no Cadastro Único em situação extrema de pobreza era de 20% e em 2018 passou para 30%; município prevê programa de agricultura urbana

Por Márcia Maria Cruz, em De Olho nos Ruralistas

O plano de governo do prefeito reeleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), prevê a produção sustentável de alimentos em territórios comunitários. No primeiro mandato, sua administração iniciou parceria com a Ocupação Izidora e com o Quilombo Mangueiras, ambos na zona norte do município. No entanto, de acordo com quem atua com agricultura urbana, ainda é preciso ampliar a proposta para outras áreas.

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Em Curitiba, com 115 mil famílias vulneráveis, Greca aposta no urbano e ignora o campo

Capital paranaense vê o retorno da fome, mas plano de governo do prefeito reeleito não define como será o monitoramento das políticas públicas de segurança alimentar; ele fala em verticalização da produção e investe em refeições gratuitas 

Por Márcia Maria Cruz, em De Olho nos Ruralistas

O programa de governo do prefeito reeleito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), prevê a distribuição de refeições gratuitas e a implementação de projetos de agricultura urbana. O plano pretende ampliar o programa Mesa Solidária, que deve completar um ano em dezembro e até julho tinha distribuído 126 mil refeições gratuitas para pessoas em situação de rua em Curitiba. 

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Em Porto Alegre, Manuela fala em “mobilizar a cidade por comida de verdade”

Candidata do PCdoB apresenta oito propostas para acabar com a fome e se compromete com campanha Agroecologia nas Eleições; Sebastião Melo (MDB) ignora o tema em seu plano de governo, centrado em questões econômicas

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

Em Porto Alegre (RS), única capital da Região Sul onde haverá segundo turno, o tema segurança alimentar e nutricional expõe diferenças entre os candidatos. Enquanto Sebastião Melo (MDB) sequer cita as palavras “fome” ou “alimentação” no documento que protocolou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Manuela D’Ávila (PCdoB) apresenta oito propostas, em um capítulo específico.

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A qualidade da alimentação piorou na pandemia. Entrevista especial com Walter Belik

“Há uma homogeneidade na alimentação: as pessoas comem o mesmo alimento no Sul e no Norte; se aproveita pouco a diversidade brasileira”, diz o pesquisador

Por: Ricardo Machado e Patricia Fachin, em IHU On-Line

Se no início da crise pandêmica muitos de nós vimos a possibilidade de ter uma alimentação mais saudável por passarmos mais tempo em casa, a constatação, depois de oito meses de distanciamento social, é a de que “a qualidade da alimentação piorou”, diz o pesquisador Walter Belik, professor da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Segundo ele, isso se deve, em parte, às próprias escolhas alimentares dos brasileiros e ao aumento da compra de refeições por aplicativo, inclusive nas famílias com renda mais baixa.

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Bruno Covas minimiza combate à fome em plano de governo

Tucano cita palavra apenas uma vez e ignora Plano Municipal de Segurança Alimentar, enquanto Boulos dedica um capítulo de seu programa ao tema; no segundo turno, De Olho Nos Ruralistas reúne propostas relativas à alimentação nas capitais

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

No maior e mais rico município do país, os dois candidatos que continuam na disputa pela prefeitura encaram a questão da segurança alimentar e nutricional de formas distintas. Enquanto o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), praticamente ignora o tema, o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, dedica um capítulo inteiro de seu plano de governo a ele. De Olho Nos Ruralistas analisa, nesta semana, as propostas dos prefeituráveis nas capitais onde há segundo turno, a começar por São Paulo.

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Partidos de centro e de direita negligenciam segurança alimentar

Organizações do setor destacam que cenário de pandemia tornou ainda mais urgente a necessidade de despartidarizar o tema; elas buscam engajar candidatos e eleitores para que propostas passem a ocupar papel central nas campanhas

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

Em todo o país, candidatos de esquerda e de centro-esquerda são os que apresentam mais propostas para combater a fome e a desigualdade. Segundo a pesquisadora Mariana Santarelli, membro do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), isso ocorre porque eles têm um histórico maior de escuta e de diálogo com os movimentos sociais e as organizações do setor.

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Em Cuiabá e Goiânia, planos de governo ignoram cenas de fome nas ruas e periferias

Cercadas por bolsões de miséria, cidades centrais para o agronegócio da região Centro-Oeste chegam ao segundo turno com candidatos que apresentam poucas propostas consistentes para garantir política de alimentação saudável para seus habitantes

Por Roberto Lameirinhas, em De Olho nos Ruralistas

Duas das maiores capitais da região que abriga o principal polo agrícola do país vão ao segundo turno das eleições municipais, no domingo, com candidatos pouco ou nada preocupados — ao menos no que diz respeito a seus programas de governo — com segurança alimentar. Goiânia e Cuiabá, municípios cujos centros urbanos ostentam a opulência da elite do agronegócio, paradoxalmente apresentam grandes bolsões de miséria em seus entornos, acompanhando a realidade de um país que caminha na direção do retorno ao mapa da fome.

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