Grande Sertão Ameaçado: quem são os geraizeiros que defendem o Cerrado

População tradicional geraizeira resiste diante da expansão de monocultura e mineração em defesa do Cerrado

Caroline Oliveira e Vanessa Nicolav, Brasil de Fato

No norte de Minas Gerais, onde a caatinga encontra o cerrado, ao norte de Belo Horizonte e ao sul da Bahia, está o Território Tradicional Geraizeiro de Vale das Cancelas. Nele, estão os geraizeiros, população nativa dos Gerais, descendente de negros, indígenas e europeus. Habitam toda a extensão da região, suas partes altas e baixas, conhecidas como chapadas e grotas.

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Nota da Articulação de Enfrentamento ao Modelo Mineral e em Defesa da Vida na Bahia

Na CPT BA

No último dia 02 de dezembro de 2020 nos alarmamos com a notícia de que uma das barragens da Yamana Gold em Jacobina (BA) vem chegando ao teto de sua capacidade de suporte de material. O clima de terror foi instaurado entre as famílias próximas ao empreendimento e as organizações sociais atuantes da região se mobilizaram para denunciar o descaso da empresa e a situação de esquecimento vivido pela população do entorno.

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Grande Sertão Ameaçado: os geraizeiros diante do megaprojeto de mineração chinês

A população tradicional geraizeira, do norte de Minas Gerais, está na luta pela preservação local desde a década de 1970

Caroline Oliveira e Vanessa Nicolav, Brasil de Fato*

Entre o céu e a terra, a vida segue o seu rumo, no entender geraizeiro. Nos Gerais, Deus está em cada tempo vivo: na colheita de certas ervas medicinais que respeita as fases da lua, no roçar do chão durante a primeira hora de claridade do dia, no ajeitar das sementes entre a terra arada de acordo com as estações do ano, na colheita tão esperada por só arrancar o alimento crescido. Na rua, no entanto, ganhou espaço o diabo, como brinca João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas, ao passar pelos Gerais e os “geralistas”, como chama os geraizeiros, em seu livro. Mas o diabo não está no meio do redemoinho. Do lado avesso, é seu próprio fazedor. “É o diabo!”, que, para Adelina Xavier de Moraes, significa o aumento de problemas decorrentes da mineração.

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Cartilha: Direito dos quilombolas à consulta prévia no licenciamento ambiental

Nova publicação da Comissão Pró-Índio de São Paulo é destinada aos quilombolas e apresenta informações sobre o direito à consulta livre, prévia e informada nos processos de licenciamento ambiental de empreendimentos e obras

Por Comissão Pró-Índio de São Paulo 

A cartilha “Quilombolas: Direito à consulta livre, prévia e informada no licenciamento ambiental”, lançada em 9/12, traz esclarecimentos sobre o direito dos(as) quilombolas à consulta livre, prévia e informada. Mais especificamente sobre o direito à consulta nos processos de licenciamento ambiental de empreendimentos e obras que podem trazer impactos para as comunidades.

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São José de Brumadinho, sob Herodes: a Vale. Por Gilvander Moreira[1]

Sem apresentar estudo sério e idôneo, a mineradora Vale anunciou, dia 18 de novembro último (2020), a elevação do nível de emergência para 2 da barragem Norte/Laranjeiras em Barão de Cocais, MG. Tal justificativa foi também usada para a retirada forçada de mais de 30 famílias e mais de 800 animais na região das comunidades de Laranjeiras e São José de Brumadinho, onde encontra-se  o Santuário de São José. A barragem, que tem 56 metros de altura e 32,3 milhões metros cúbicos de volume, já estava interditada desde março deste ano, pela falta de Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) exigida pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A estrutura está classificada como de Dano Potencial e Categoria de Risco (CRI) altos e desativada desde 2019, mas, segundo os trabalhadores, ela não apresenta riscos de rompimento iminente. Com esse anúncio, as famílias vivenciam situações marcadas pelo terrorismo psicológico promovido pela Vale e pelos funcionários do poder público municipal e estadual. Todo o território tem sido alvo de tentativas de apropriação pela Vale há anos, desde o início de implantação da mina Brucutu, em 2006, em região próxima. Agora, a empresa se aproveita desse difícil momento em meio à pandemia da Covid-19 e usa a elevação do nível de emergência da barragem como estratégia para se apropriar de mais um território.

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FAB explora mina clandestina de brita em Terra Indígena na Amazônia

ClimaInfo

Há mais de uma década, sem qualquer tipo de licença ou autorização, uma mina de brita funciona dentro da Terra Indígena (TI) Alto do Rio Negro, na fronteira com a Colômbia. Em si, isso já seria um absurdo, mas a coisa fica ainda mais inaceitável quando sabemos que quem está por trás dessa operação ilegal é a Força Aérea Brasileira. Essa revelação foi feita pelo projeto Amazônia Minada e divulgado ontem (7/12) pelo InfoAmazonia e The Intercept Brasil.

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Crime da Vale em Brumadinho: atingidos exigem participar das decisões de reparação

Famílias reivindicam o direito de participação em todos os momentos de discussão sobre reparação do crime da Vale

Wallace Oliveira, Brasil de Fato

Quase 700 dias já se passaram desde que a barragem da mineradora Vale rompeu em Brumadinho, Minas Gerais, matando 272 pessoas e destruindo a Bacia do Paraopeba. Até hoje, os atingidos cobram a devida reparação pelos danos sofridos. Para garantir a reparação, precisam participar diretamente das decisões sobre suas próprias vidas. Porém, segundo eles, esse direito mais elementar, a participação, está sendo negado.

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