Como história de amor e piratas: os 50 anos de “As Veias Abertas da América Latina”

Por Pedro Cardoso, no Buala

Nos anos 70, o livro “As Veias Abertas da América Latina”, do uruguaio Eduardo Galeano, foi uma bofetada às ditaduras da Operação Condor. A obra esmiúça 400 anos de saqueio dos recursos da região, desde a conquista europeia até a segunda metade do século XX. Uma história de depredação para explicar o ciclo de pobreza e exclusão da América Latina. Publicado em 1971, “As Veias”, como se referia Galeano ao seu livro icónico, faz 50 anos.

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Maria Leusa Munduruku sobre garimpo ilegal: “Estamos em um estado muito grave de ameaças físicas”

Após ataque à sede da Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn em março, liderança do alto Tapajós afirma que indígenas pró-garimpo “são mandados pelos brancos” e que seu povo está “ficando na miséria, sem rio e sem floresta, com tudo destruído”

Por Anna Beatriz Anjos, Agência Pública

“Medo a gente não tem, não dá para recuar. É só mesmo evitando esses conflitos, porque ainda temos muita coisa pra fazer.” É assim que Maria Leusa Munduruku, liderança do alto Tapajós, descreve à Agência Pública suas motivações para seguir na luta contra o garimpo ilegal que avança sobre as Terras Indígenas Munduruku e Sai Cinza, ocupadas por seu povo, no sudoeste do Pará. 

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Operações da PF requisitadas pelo MPF contra mineração ilegal em terras Munduruku descobrem esquema que envolve uso de 3 helicópteros fortemente armados

“As investigações apontam para a possibilidade da utilização de helicópteros para transporte de homens fortemente armados para garantir a entrada de máquinas pesadas e pessoas para uma região conhecida como igarapé Baunilha, no interior de terra indígena, em Jacareacanga, para a instalação ou ampliação de garimpos ilegais. Na ação, foram apreendidos dois carros de luxo, além de documentos e um aparelho celular. Foi também expedido mandado de prisão temporária contra o investigado, que se encontra foragido. A PF informa que continua em diligências na tentativa de localizá-lo para efetuar a prisão. A Justiça também determinou o sequestro de três helicópteros de possível propriedade do suspeito.”

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Grupo pró-garimpo rouba de novo Associação de Mulheres Munduruku e MPF PA pede reforço urgente na segurança

Associação que sofreu o roubo é a mesma que em março teve o prédio vandalizado pelo grupo favorável à mineração em terras indígenas

O Ministério Público Federal (MPF) requisitou nesta terça-feira (20) à Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) e à Polícia Militar que providenciem reforço policial urgente em Jacareacanga, no sudoeste do estado. O pedido foi feito após grupo favorável à mineração em terras indígenas ter novamente atacado mulheres de associação indígena contrária ao crime.

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#AbrilIndígena: MPF promove debate sobre riscos da mineração em territórios tradicionais

Evento virtual teve como foco o Projeto de Lei 191/20, que pretende regulamentar a exploração da atividade econômica em terras indígenas

Procuradoria-Geral da República

Em homenagem ao Dia do Índio, o Ministério Público Federal (MPF) promoveu, nesta segunda-feira (19), o webinário Riscos da Mineração em Terras Indígenas. O evento virtual reuniu procuradores da República, lideranças indígenas e especialistas para debater o Projeto de Lei 191/2020, que pretende regulamentar a exploração da atividade econômica em terras indígenas. Os convidados foram unânimes ao afirmar que eventual autorização do garimpo e da mineração nos territórios tradicionais viola os direitos constitucionalmente garantidos aos povos originários e representa um risco à sua cultura, saúde e existência.

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Torre de Babel e Bezerro de Ouro, na Bíblia e hoje. Por Gilvander Moreira*

Na Bíblia encontramos narrativas de grandes projetos opressores, tais como a construção da Torre de Babel (Gen 11,1-9) e a construção de um bezerro de ouro (Ex 32,1-35). Olhemos um pouco para esses projetos na Bíblia na esperança de que possam inspirar posturas e compromissos na militância pela construção de uma sociedade justa e solidária diante dos grandes projetos de morte de hoje.

1 – Em uma cidade grande, uma Torre de Babel (Gênesis 11,1-9)

É obvio que não podemos encarar a narrativa bíblica de Gen 11,1-9 como se fosse um relato histórico, uma crônica jornalística de algo acontecido tal e qual está escrito. Esta é uma narrativa bíblica e, como tal, reflete a experiência de um povo escravizado, mas portador de uma fé libertadora. Prestemos atenção em alguns detalhes desta narrativa que nos diz: “o mundo inteiro falava a mesma língua, com o mesmo vocabulário” (Gen 11,1). Era uma espécie de ‘pensamento único’. Claro que isso nunca aconteceu em nenhum país do mundo e nem acontecerá. Sempre há uma enorme diversidade de línguas, culturas e formas de viver a vida. Não é preciso nem sair do Brasil para experimentar o esplendor das línguas e culturas regionais. Basta ir a regiões diferentes dentro do mesmo estado.

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O Estado brasileiro está em déficit com os povos indígenas, diz cacique Xukuru de PE

Marcos Xukuru, cacique no município pernambucano de Pesqueira, elenca lutas prioritárias dos indígenas no estado

Júlia Vasconcelos e Lucila Bezerra, Brasil de Fato 

Durante o mês de abril, etnias indígenas de todo o país participam de uma jornada de ações e mobilização conhecida como “Abril Indígena“. A programação inclui discussões sobre saúde indígena, demarcação de terras e o fim dos conflitos com o agronegócio e a mineração.

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Atingidos no Rio Doce pedem garantia de direitos como ocorre em Brumadinho

Pedido é feito aos governadores Casagrande e Zema (MG), que participaram de reunião com STF e mineradoras

Fenanda Couzemenco, Século Diário

Um apelo aos governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), é feito em petição online produzida pelas organizações que representam os atingidos pelo crime da Samarco/Vale-BHP na bacia hidrográfica do Rio Doce.

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Barragens: a tragédia invisível de Aurizona

Ruptura de barreira em mina de ouro devastou rio Tromaí e deixou centenas de famílias sem água. Ninguém ficou sabendo. O que isso revela sobre a comunicação contemporânea e sobre o mito de que não há alternativas à mineração predatória

Por Talita Gantus, em Outras Palavras

Uma das barragens da comunidade de Aurizona, em Godofredo Viana, no extremo oeste do Maranhão, a 338 quilômetros de São Luís, rompeu no último 25 de março. Segundo informações, os rejeitos teriam contaminado o rio Tromaí. Incrivelmente, esse acontecimento não circulou nas grandes mídias na mesma proporção em que ela se ocupou de narrar o diário do navio encalhado no canal de Suez. Claro, em uma sociedade globalizada como as que construímos, um navio cargueiro encalhado em uma das principais rotas de tráfego marítimo de mercadorias transnacionais pode trazer impactos mundiais.

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