Rejeitos formaram crostas no leito do Rio Doce, perpetuando a contaminação

Estudo é inédito e destaca altos teores de cádmio e arsênio também na água e em toda a cadeia alimentar

Por Fernanda Couzemenco, Século Diário

Crostas impermeáveis de resíduos de mineração, oriundos do rompimento da barragem de Fundão, da Samarco/Vale-BHP, se formaram sobre os sedimentos naturais do leito do Rio Doce, produzindo impactos físicos e perpetuando impactos bioquímicos também sobre a água e a biodiversidade, atingindo, provavelmente, toda a cadeia alimentar do rio.

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Ribeirinhos/as de Sento Sé exigem informações sobre mineração de ferro na Serra da Bicuda

Na CPT Bahia

“A gente se sente ninguém, é como se aqui não tivesse gente”. Esse é o sentimento da população de várias comunidades ribeirinhas, do município de Sento Sé (BA), que estão localizadas próximas à Serra da Bicuda. Cerca de 2.000 famílias, de 11 comunidades, estão vivendo assustadas, sem qualquer informação oficial sobre a mineração que será implantada próximo a suas casas.

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Documentário aborda problemas socioambientais da mineração no norte da Bahia

Acompanhe o lançamento do documentário “Ninguém observa? Sufocados pela poeira e ameaçados pelo grileiro” no dia primeiro de outubro nos canais da CPT Nacional e CPT Bahia.

por Comunicação CPT Juazeiro/BA

“Tão singela, que ninguém observa”. É assim que dona Ediva Bastos, da comunidade Angico dos Dias, em Campo Alegre de Lourdes (BA), define o fino pó que passou a fazer parte do seu cotidiano há cerca de uma década e meia. Às vezes imperceptível aos olhos, a poeira, e os graves problemas decorrentes dela, são percebidos e sentidos diariamente pela população local. O pó é produzido 24 horas por dia, sem pausas, pela empresa de mineração Galvani, que extrai fosfato a poucos metros das casas dos trabalhadores/as rurais.

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Comunidades Ribeirinhas e os Impactos da Mineração no Platô Aramã

CPISP

Dirigida às comunidades ribeirinhas impactadas pelo empreendimento, a cartilha que a Comissão Pró-Índio acaba de lançar apresenta informações sobre o processo de licenciamento ambiental do projeto Aramã da Mineração Rio do Norte, em Oriximiná, no Norte do Pará.

A publicação explica os passos realizados até a concessão da licença de operação pelo Ibama em 2018. A publicação aponta também as limitações dos Estudos de Impacto Ambiental e do Plano Básico Ambiental na avaliação dos impactos para as comunidades ribeirinhas e na proposição de medidas mitigatórias e compensatórias para essa população que depende da floresta no Aramã para sua subsistência.

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Liberação de mineração em terras indígenas aumentará área afetada em 22%, diz estudo

Instituições brasileiras e universidade australiana apontam impacto do projeto de lei 191/2020, que regulamenta a atividade em terras demarcadas de povos indígenas. De acordo com pesquisa, 200 comunidades terão modo de vida ameaçado.

Por G1

A regulamentação da mineração em terras indígenas deverá aumentar em 22% a área afetada pela atividade, de acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira (18). Os pesquisadores apontam que o território total atingido passaria de cerca de 700 mil km² de floresta, na política atual, para até 860 mil km² com a nova legislação.

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Relator da ONU sobre resíduos tóxicos, Baskut Tuncak, apresenta relatório sobre missão realizada ao Brasil em 2019

A primeira atividade da visita oficial ocorreu na CDHM; o documento, que trata de agrotóxicos, mineração e Covid-19, pede investigação internacional sobre atuação do governo brasileiro.

por Pedro Calvi / CDHM

“O Brasil está em um estado de profunda regressão dos princípios, leis e padrões de direitos humanos, em violação ao direito internacional. Para apoiar suas ações e omissões, o Governo continua a negar verdades científicas incontestáveis e a introduzir injustificadamente incertezas e argumentos míticos”.

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ONU cobra responsabilidade do Governo Brasileiro sobre poluição de empresas mineradoras no Maranhão

A análise completa e as recomendações sobre as violações na comunidade da Amazônia maranhense serão apresentadas na 45ª Sessão Ordinária do Conselho de Direitos Humanos (CDH), na sede das Nações Unidas, em Genebra, com transmissão ao vivo através da UN TV.

Joka Madruga, em Terra Sem Males*

O Estado brasileiro será cobrado pelas violações de direitos ocorridas em Piquiá de Baixo (Açailândia-MA). Recomendações serão apresentadas em relatório, na 45ª Sessão Ordinária do Conselho de Direitos Humanos (CDH), nesta sexta-feira (18/09) às 10h, na sede das Nações Unidas, em Genebra com transmissão ao vivo através da UN TV. Baskut Tuncak, relator especial na área “Implicações da gestão e eliminação ambientalmente racional de substâncias e resíduos perigosos” até julho de 2020, esteve no Brasil em dezembro de 2019, visitando comunidades atingidas, entre elas Piquiá de Baixo. 

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Moradores de Brumadinho rechaçam valor de multa aplicada pelo Ibama: “Vale comemorou”

Mineradora vai pagar R$ 250 milhões: R$ 150 milhões serão aplicados em parques nacionais e R$ 100 milhões em saneamento

Caroline Oliveira, Brasil de Fato 

Moradores de Brumadinho contestam as normas da aplicação e o valor de R$ 250 milhões em multas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do estado de Minas Gerais contra a empresa Vale.

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“Não há Brasil sem os povos indígenas”. Entrevista especial com Kabaiwiun Munduruku

Depois de o governo federal receber poucos indígenas Munduruku que apoiam a mineração nos seus territórios, as verdadeiras lideranças da etnia passaram a ser cada vez mais ameaçadas pelos invasores garimpeiros no Alto e Médio Tapajós

Por: Ricardo Machado e Rosamaria Loures*, em IHU On-Line

Desde a divulgação da fatídica reunião ministerial de 22 de abril, a expressão “menino da porteira”, muito conhecida no Brasil devido a uma canção popular homônima, ganhou ares macabros quando Ricardo Salles disse que o momento da pandemia era para “passar a boiada”, referindo-se à flexibilização ainda maior da legislação ambiental. Recentemente, na primeira semana de agosto, Salles esteve na Terra Indígena Munduruku, no Pará, e mandou suspender as ações de combate ao garimpo ilegal.

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A contagem para o fim da Amazônia já começou

O agronegócio e o garimpo são hoje os dois maiores inimigos da Amazônia, sendo os principais responsáveis pelo desmatamento da floresta. O primeiro é responsável pela perda de 90% da vegetação natural do Brasil e o segundo tem criado uma indústria que além de desmatar, trazendo doenças para os povos indígenas, planeja, com a ajuda do governo, explorar mais de 200 mil hectares de reservas naturais e indígenas em busca de minério.

por André Martins, em IHU On-Line

Todas essas questões foram levantadas e debatidas nesta quinta-feira, 10-09-2020, em evento realizado pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, o qual contou com a participação do padre Dario Bossi e da profa. dra. Nurit Bensusan, que ministraram a palestra intitulada “Amazônia. A devastação da floresta pelo agronegócio e a mineração”.

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