“Oligarquias agrárias e das empresas de mineração voltaram ao comando”

‘Cristo aponta para a Amazônia’, dizia Paulo VI. É o que lembra o dominicano Xavier Plassat, que vive no Brasil desde a década de 1980

por Leneide Duarte-Plon, em CartaCapital

O dominicano Xavier Plassat, que vive no Brasil desde a década de 1980 como consequência de sua amizade com o frei Tito de Alencar (suicida na França em 1974), sublinha a importância do Sínodo sobre a Amazônia para o Brasil e para o planeta. Coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), a denunciar o trabalho escravo, Plassat, que mora em Araguaína, no Tocantins, conta como o controle desse problema vem sendo dificultado pelas novas autoridades brasileiras. Ele informa também como se agravaram os problemas de conflitos de terra em todo o Brasil, especialmente nas regiões mais recuadas do território. Diz Plassat: “Nossa equipe regional da CPT acompanha, nos aspectos pastoral, organizativo e jurídico, uns 30 grupos, somando mais de mil famílias, estabelecidas em terras de quilombo, em acampamentos, em áreas de ocupação e em assentamentos consolidados. Liminares de despejo concedidas à revelia das provas apresentadas, violências gratuitas, ameaças contra pessoas e criminalização passaram a ser o nosso cotidiano”.

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O maior projeto de extração de carvão mineral do Brasil (Mina Guaíba) não viu o Bioma Mata Atlântica em seus estudos ambientais

“O empreendimento Mina Guaíba, de responsabilidade da empresa Copelmi Mineração, pretende ser a maior mina de carvão do Brasil instalada na Região Metropolitana de Porto Alegre“, escreve John Wurdig, engenheiro ambiental e mestre em Planejamento Urbano e Ambiental pela UFGRS. 

IHU On-Line

O empreendimento Mina Guaíba, de responsabilidade da empresa Copelmi Mineração, com investimentos superiores a 4 bilhões de reais do BNDES, da empresa norte-americana AIR Products e da chinesa Zhejiang Energy, pretendem instalar nas margens do Rio Jacuí, nos municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas, a maior mina a céu aberto de carvão do Brasil, cuja área corresponde a 4.373,37 ha (equivalente a 4.373 campos de futebol).

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Jornada de lutas do MAB que começa hoje (15) denuncia crimes ambientais da Vale

“Se a Vale destrói, o povo constrói” critica ação da empresa no rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, em MG

Katarine Flor, Brasil de Fato

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) inicia, nesta terça-feira (15), a jornada de Lutas “Se a Vale destrói, o povo constrói”. O objetivo é denunciar os crimes cometidos pela mineradora, como o rompimento das barragens de Mariana, em novembro de 2015, e de Brumadinho, em janeiro deste ano, que vitimou 250 pessoas e deixou 20 desaparecidos

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MPF expede recomendação à ANM sobre autorização de pesquisa mineral pela Braskem em Alagoas

ANM deve adotar medidas a fim de resguardar áreas habitadas e de proteção ambiental antes de qualquer alvará inicial para pesquisa do solo

Ministério Público Federal em Alagoas

A força-tarefa Caso Pinheiro, do Ministério Público Federal (MPF), com atuação no “Caso Pinheiro e bairros adjacentes”, em Alagoas, expediu Recomendação à Agência Nacional de Mineração (ANM), a fim de que sejam adotadas providências para proteger e resguardar áreas habitadas e de proteção ambiental quando da análise dos Requerimentos de Autorização de Pesquisa Mineral, protocolados pela Braskem. 

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Após pedido do MPF, Justiça determina que mineradoras apresentem documentação sobre segurança nas barragens no Amapá

A atuação é preventiva e busca evitar danos ao meio ambiente e à sociedade

Ministério Público Federal no Amapá

A Justiça Federal determinou que cinco mineradoras que atuam no Amapá apresentem documentação sobre a segurança de suas barragens de rejeitos. A decisão, notificada na última sexta-feira (11), atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Além dos documentos, as empresas também deverão informar se mantêm serviço especializado em segurança de barragem, conforme determina a legislação. 

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Após combater mineração ilegal em Terras Indígenas, coordenador da Funai é demitido

Exoneração de servidor ocorre no momento em que Bolsonaro apresentará projeto para liberar garimpos em terras indígenas

por Igor Carvalho, em Brasil de Fato

Servidor de carreira da Fundação Nacional do Índio (Funai), o indigenista Bruno Pereira foi exonerado do cargo de coordenador-geral de Índios Isolados, função que desempenhava desde junho de 2018. A demissão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 4 de outubro. Horas antes do afastamento, o dirigente estava combatendo mineradoras que pretendiam atuar na Terra Indígena Yanomani, em Roraima.

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Mineração e a morte que corre nos rios da Amazônia. Entrevista especial com Gerôncio Rocha

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

A absoluta falta de imaginação política e de investimento em pesquisas e tecnologia industrial é a âncora que mantém o Brasil preso à exploração ambiental, mineral e a uma balança comercial baseada em venda de bens primários sem valor agregado, ou seja, commodities. Isso faz com que a região mais rica do país em termos de biodiversidade seja, sistematicamente, atacada por projetos de desenvolvimento não somente insustentáveis do ponto de vista ambiental, mas também etnocidas. “Em suma, os índios e suas terras na Amazônia estão há anos sob o cerco inclemente de três processos invasivos: a expansão do arco de desmatamento da floresta pela ação da agropecuária; a invasão e intrusão de levas de trabalhadores dos garimpos e dos enclaves de mineração; e a construção de barragens e usinas hidrelétricas”, afirma  Gerôncio Rocha, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.

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Povo Munduruku bloqueia estrada no Pará em protesto contra mineração em terras indígenas

“Vamos continuar lutando. Não vamos aceitar mais destruição”, afirmam os Munduruku

No Cimi

Lideranças, caciques, guerreiros e guerreiras do povo Munduruku bloqueiam, desde as três horas da manhã desta segunda-feira (14), a estrada de saída do município de Jacareacanga, na região do Alto Tapajós, no Pará. Os indígenas manifestam-se contra a regularização da mineração nas terras indígenas e exigem a retirada imediata dos não indígenas garimpeiros que atuam no território Munduruku.

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Atingidos do ES recebem deputados federais para denunciar violações de direitos

Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal realiza diligência em 4 municípios do Espírito Santo

No Mab

Entre os dias 03 e 05 de outubro, comunidades do Espírito Santo que foram atingidas pelo crime da Vale, Samarco e BHP no Rio Doce receberam a visita do Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado federal Helder Salomão. Além do deputado e da equipe da Comissão, também participou da diligência a deputada estadual Iriny Lopes, vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.

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