Tudo começa e termina em Gaza. Por Tarso Genro

Assistimos à naturalização do inaceitável: a transformação de um genocídio em mero episódio geopolítico, revelando que a razão já deu lugar aos monstros que produziu.

A melhor forma de viver o futuro é criá-lo” (Joseph Conrad).

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“Relaxamento, torpor, anestesia e sonolência”, causadas pelo ópio fumado ou bebido em “tinturas preparadas para o consumo” foram – mais além das devastações materiais e humanas – os primeiros efeitos na perversão da subjetividade humana, desenhados desde dentro do capitalismo industrial. (mais…)

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O valor da vida e o genocídio. Por Mauro Luis Iasi

No Blog da Boitempo

“A dor não é a forma suprema da perfeição. 
Meramente provisória, é um protesto. 
Está presa aos meios iníquos, doentios e injustos.
 Quando a iniquidade, a doença e a injustiça forem
erradicadas, não haverá mais lugar para ela”.
Oscar Wilde – A alma do homem sob o socialismo

No ataque de 7 de outubro o Hamas matou 1.139 pessoas e deixou 3.400 feridos. Em dois anos de guerra o Estado de Israel matou mais de 67.869 mil pessoas e deixou algo em torno de 165 mil feridos. Além do custo humano, a agressão do Estado sionista, consumiu US$ 55,6 bilhões, cerca de 10% do PIB israelense. (mais…)

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O jornalista palestino Saleh Al-Jaafarawi, 27 anos, foi assassinado dia 12 de outubro de 2025, por uma milícia sionista.

O sionismo não luta apenas contra o Hamas, luta contra todo o povo palestino

Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL

Por mais de sete décadas, o aparato de propaganda israelense tentou reduzir a causa palestina à luta contra uma única organização: o Hamas. Com esse argumento, busca justificar o genocídio de um povo inteiro e apresentar sua guerra como uma “campanha antiterrorista”. No entanto, a verdade é bem diferente: o sionismo não luta contra o Hamas, luta contra a Palestina, seu povo, sua história, sua identidade e seu direito de existir.

Desde 1948, o projeto sionista se baseia na desapropriação, na limpeza étnica e na negação do outro. Não importa se o palestino é cristão ou muçulmano, se vive em Gaza, Jerusalém ou na diáspora; para o sionismo, todo palestino é um obstáculo ao seu projeto colonial. Esta é a raiz da violência que vemos hoje: não um conflito religioso ou político, mas uma ocupação militar prolongada que busca apagar um povo inteiro de sua terra. (mais…)

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A resposta da Colômbia marca um marco na história diplomática da América Latina

União Palestina da América Latina – UPAL
A detenção arbitrária de dois compatriotas colombianos que integravam a flotilha humanitária em águas internacionais desencadeou uma reação imediata e digna do Presidente Gustavo Petro, que, em defesa da soberania e dignidade nacionais, ordenou a expulsão de todos os diplomatas do chamado Estado Sionista de Israel.
Este ato de pirataria moderna, cometido em alto mar contra uma missão de solidariedade, constitui uma grave violação do direito internacional. O regime sionista, acostumado a agir com impunidade, acreditou que poderia intimidar a solidariedade internacional e silenciar as vozes do povo que exigiam o fim do bloqueio genocida de Gaza.

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Denúncia pelo desaparecimento de Miguel Viveiros de Castro, participante brasileiro na Flotilha

Nota de Combate Racismo Ambiental: Miguel Viveiros de Castro é documentarista, ativista e defensor dos direitos humanos e das causas ambientais. Dirigiu “Mundurukânia, na beira da História“, documentário sobre os povos indígenas da Amazônia.

Por Marta Viveiros de Castro e Luiz Rodolfo (Gaiola)

Miguel Viveiros de Castro, meu enteado, fazia parte da Flotilla humanitária rumo a Gaza, que levava comida e remédios a uma população sitiada, submetida à fome e à destruição. A Flotilla era uma missão de solidariedade e vida — e por isso mesmo foi atacada.

Com Miguel, tínhamos um protocolo rigoroso: contato a cada 10 minutos. Se fossem presos, os tripulantes deveriam jogar os celulares ao mar e imediatamente um vídeo seria disparado. Esses vídeos já estavam prontos: cada um se identificava e informava que estava sendo sequestrado por Israel. Essa era a garantia mínima de visibilidade e proteção. (mais…)

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Comunicado Oficial: União Palestina da América Latina condena o ataque sionista à Flotilha de Ajuda Humanitária

União Palestina da América Latina (UPAL)

A União Palestina da América Latina (UPAL) expressa sua mais veemente condenação ao crime perpetrado pelo exército de ocupação sionista contra a flotilha que transportava ajuda humanitária para a população sitiada de Gaza.
Mais uma vez, o regime de ocupação revela sua verdadeira face: um Estado que desrespeita o direito internacional, viola a soberania de embarcações civis e ataca cidadãos desarmados de vários países cujo “crime” foi tentar levar alimentos, remédios e esperança a um povo submetido a um bloqueio criminoso por mais de 17 anos. (mais…)

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Para adesões: Proteção à Global Sumud Flotilla e garantia de segurança para a entrada de ajuda humanitária em Gaza

A Global Sumud Flotilla manifesta grande preocupação com a escala da violência praticada contra sua frota.

A poucos dias de chegar a Gaza, em 23 de setembro, em águas internacionais ao sul da ilha de Creta, a flotilha que transporta ajuda humanitária sofreu ataques explosivos direcionados. Foram arremessados, sobre as embarcações e em suas proximidades, objetos não identificados e substâncias químicas irritantes.

Pelo menos 14 artefatos explosivos foram lançados por múltiplos drones que sobrevoavam a Global Sumud Flotilla, causando danos significativos, obstruindo os rádios de comunicação e colocando em risco os mais de 600 voluntários que integram esta missão de solidariedade humanitária não violenta. (mais…)

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