Cruz queimando, braço em riste: o que a PM de SP está celebrando? Por Jessica Santos

Na Newsletter da Ponte

Uma cerimônia noturna com homens com braços em riste e uma cruz pegando fogo. Estes elementos por si remetem a encontros da Ku Klux Klan, famoso grupo de extrema-direita estadunidense reconhecido por seus uniformes, suas cruzes queimadas e o linchamento de pessoas negras durante a segregação racial do país.

A referência histórica do braço em riste é o nazifascismo da primeira metade do século XX e o neonazismo. Mas não foi em nenhum desses grupos de extrema-direita que vimos esses símbolos essa semana, mas em uma instituição pública chamada Polícia Militar do Estado de São Paulo. Era uma solenidade de entrega de braçal, quando PMs encerram um estágio operacional e são efetivamente incorporados à unidade. (mais…)

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Erika Hilton pede ‘resposta diplomática’ após receber dos EUA visto com gênero masculino

‘Situação de violência’, apontou a deputada, que iria aos EUA para palestra sobre diversidade e democracia

Por Caroline Oliveira, no Brasil de Fato

deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) defendeu que haja uma resposta diplomática ao governo dos Estados Unidos, que ignorou os documentos brasileiros e registrou a parlamentar com o sexo masculino na emissão de um visto diplomático para uma conferência acadêmica. (mais…)

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O ovo do pato: notas sobre ideologia no capitalismo decadente. Por Mauro Iasi

“Alguém ainda acredita que a sociedade capitalista é a sociedade da igualdade? Alguém ainda acredita na ideia positivista de progresso? Em que escaninho empoeirado foi parar a ideia de fraternidade? As bombas que caem em Gaza são para defender a liberdade e a democracia? No dia da libertação, quem foi liberto?”

Por Mauro Luis Iasi, no blog da Boitempo

“Quanto mais a forma normal de intercâmbio da sociedade e com isso, as condições da classe dominante desenvolvem  sua oposição  às forças produtivas progressistas, quanto mais cresce, em decorrência, a discórdia na própria classe dominante e entre ela e a classe dominada, é claro que tanto mais inautêntica se torna a consciência (…) e descamba para meras frases de efeito idealizadoras, para ilusão consciente, para hipocrisia proposital” 
— Marx e Engels, A ideologia alemã (mais…)

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Gaza já com 700 mortos e milhares em fuga. Washington abençoa a ofensiva

Ataques aéreos e tanques em ação tanto no norte quanto no sul. Onda de protestos em Israel, reunião do governo para destituir chefe do serviço secreto

Por Fabio Tonacci, no La Repubblica / IHU

Com o total apoio de Donald Trump e com o substancial desinteresse da Europa, focada apenas na questão ucraniana,  Netanyahu lança o plano final contra o Hamas. Em Gaza e na Cisjordânia. Um plano que, em essência, soa assim: mísseis do céu e ofensivas terrestres até que os militantes devolvam os 59 reféns israelenses, 24 dos quais se acredita estarem vivos. O custo humano dos bombardeios, desde a quebra do cessar-fogo, já é assustador: 710 palestinos mortos na Faixa de Gaza e 900 feridos em 48 horas, segundo o porta-voz do hospital Shuhada al-Aqsa. Ele acrescentou: “70% dos feridos são mulheres e crianças, muitos deles gravemente feridos”. (mais…)

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Compêndio de horrores. Por Eugênio Bucci

As mídias digitais são o prolongamento da escola nazista: rompem com o registro dos fatos e promovem a substituição da política pelo fanatismo

No A Terra é Redonda

Em julho de 1925, o livro Mein Kampf (Minha luta), de Adolf Hitler,foi lançado na Alemanha. No ano seguinte, 1926, chegou aos leitores um segundo volume, este mais dedicado ao tema da organização partidária. A partir daí, nas edições posteriores, os dois volumes foram reunidos num só e Mein Kampf fez sua carreira editorial divido em duas partes: a primeira, com doze capítulos, e a segunda, com quinze. Nesse compêndio de horrores, o autor destila ódio, megalomania, ressentimento, antissemitismo, nacionalismo, xenofobia e apologia da violência para fixar o ideário nazista. Com êxito. (mais…)

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‘No Other Land’: filme israelense-palestino ganha Oscar de melhor documentário

O filme enfrentou anteriormente restrições devido às suas críticas à ocupação israelense da Palestina

Por Mera Aladam, no Middle East Eye

O filme israelense-palestino ‘No Other Land’ ganhou o 97º prêmio da Academia de Melhor Documentário. Ambientado na cidade de Masafar Yatta, na Cisjordânia ocupada, o filme é dirigido pelo jornalista israelense Yuval Abraham e pelo jornalista palestino Basel Adra. Sua indicação ao Oscar foi anunciada na quinta-feira, apesar do filme não ter nenhum acordo de distribuição nos EUA. (mais…)

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Revisitando Bacurau. Por Luis Fernando Novoa Garzon 

Bacurau é uma versão captada por Kleber Mendonça em sua leitura transversal e pelo avesso que faz do Brasil.

No A Terra é Redonda

No lançamento do filme em 2019, o que ficou manifesto naqueles anos de bolsonarismo alçado ao núcleo do Estado brasileiro, foi a sensação de desentalar um grito abafado, uma pequena vitória nas telas antevendo vitórias maiores adiante. Bacurau fora uma desforra estética, uma narrativa vingadora, (“livro vingador”, como Euclides da Cunha definia o sentido singular de Os sertões). (mais…)

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