Terras Indígenas: o inferno que o bolsonarismo legou

Atos do ex-presidente preso infernizam os povos e a Amazônia. Em Rondônia, invasores reabrem disputa por território reconhecido, usando atalhos criados no governo anterior. Documentos produzidos no ciclo de desmonte munem ruralistas. Lula luta para recompor o básico

Por Daniel Camargos, na CartaCapital

Bolsonaro está preso há mais de 50 dias. Mas o bolsonarismo segue vivo na sociedade brasileira e assombra, sobretudo, os povos indígenas e a floresta amazônica. A prisão do ex-presidente não aniquilou a política que ele espalhou. A doutrina continua rondando as Terras Indígenas como uma autorização tácita para invadir, ameaçar, garimpar, grilar, queimar e matar. (mais…)

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Ana Mendes abre a exposição “Quem é pra ser já nasce”, em Belém

Fotógrafa busca a alteridade e a subjetividade no novo trabalho que relaciona território, angústia, medo, sonhos e autocuidado nas imagens de mulheres indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu e assentadas do Maranhão

Por Alberto César Araújo e Juliana Pesqueira, da Amazônia Real

Manaus (AM) – A relação entre as ameaças sofridas pela fotógrafa e antropóloga Ana Mendes e as mulheres do Maranhão é de identificação e aprendizado mútuo diante da violência. Em 2019, Ana foi perseguida por homens desconhecidos que estavam dentro de um carro, em São Luís, após cobrar publicamente uma postura do governo sobre ataques ao povo Akroá Gamella. Essa experiência de pânico e vulnerabilidade fez com que ela transpassasse o limite de documentarista e militante para se tornar também uma vítima de violência, o que a levou a questionar como as lideranças femininas (indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco) conseguem manter o empoderamento e permanecer em seus territórios após sofrerem ameaças semelhantes ou piores. (mais…)

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Governo do Brasil alcança 9 mil operações e garimpo ilegal tem queda de 98,77% na Terra Yanomami

A marca de 9 mil operações de segurança aponta a forte presença do Estado no território e a consequente queda da atividade ilegal

Por Casa Civil, no MPI

Entre março de 2024 e janeiro de 2026, dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão responsável pelo monitoramento ambiental e territorial da Amazônia por meio de imagens de satélite e sistemas de inteligência, indicaram uma redução de 98,77% das áreas de garimpo ativo na Terra Indígena Yanomami. No período de maior pressão (2024), o garimpo ilegal ocupava cerca de 4.570 hectares do território. Ao final de 2025, a área identificada como garimpo ativo havia sido reduzida para 56,13 hectares. (mais…)

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Em reunião, Funai e Câmara Interministerial discutem segurança alimentar e nutricional dos povos indígenas

Na Funai

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas(Funai) recebeu nesta quinta-feira (15), a secretária-executiva da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), Valéria Burity. O encontro aconteceu na sede da Funai, em Brasília, para debater os principais pontos de atenção para a segurança alimentar e nutricional dos povos indígenas, em consonância com as estratégias do Governo Federal e com o III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan 2025-2027). O evento contou com a participação da presidenta Joenia Wapichana, e da diretora de Gestão Ambiental e Territorial da Funai, Lucia Alberta. (mais…)

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MPF e DPU cobram plano imediato da União e órgãos federais contra garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé (MT)

Instituições afirmam que a inércia do poder público causa impactos ambientais severos e fortalece o crime organizado na região

Procuradoria da República em Mato Grosso

O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) atuam de forma conjunta para assegurar o cumprimento de uma decisão de 2022 que determina a adoção de medidas efetivas para combater o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, localizada no município de Conquista D’Oeste (MT). (mais…)

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Os 115 povos originários colombianos: cosmologias diversas e pilares de vida para reconstruir o tecido social. Entrevista especial com Marcela Gutiérrez Quevedo

Cosmovisão, cultura e território são peculiares a cada povo e não devem ser generalizados. Se algumas etnias foram colonizadas, outras resistem e lutam por sua autonomia, cultivando seus próprios sistemas jurídicos

Por: Márcia Junges, em IHU

É preciso cautela ao tentar entender as inúmeras cosmologias indígenas e como elas se delineiam nos direitos dos povos originários que compõem a Colômbia. Isso porque a homogeneização colonizadora sempre é uma possibilidade na relação entre o Ocidente e essas comunidades. “As cosmologias indígenas são diversas, tanto em suas tradições culturais quanto em seus sistemas jurídicos. Muitas estão relacionadas ao entorno, à natureza e a um mundo que não é apenas visível, mas também invisível. Os pilares da vida são outros, distintos dos do Ocidente, cujo desafio está na reconstrução do tecido social e na conexão com a natureza como território sagrado”, explica Marcela Gutiérrez Quevedo, na entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Docente no departamento de Direito da Universidade Externado da Colômbia, a pesquisadora pontua que o desafio da instituição “é promover diálogos interculturais críticos entre diferentes faculdades, a fim de realizar pesquisas interdisciplinares que problematizem as posturas multiculturais, avançando em direção a uma transformação intercultural dialógica.” (mais…)

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Sem justiça territorial, mercado de carbono tem demandado títulos de terra no Brasil e na Colômbia

Por Pedro Martins e Daniela Mendonza*, no Tapajós de Fato

Como evento paralelo à COP 30 sobre Mudança do Clima realizada em Belém (PA), a Cúpula dos Povos, uma construção coletiva de organizações do mundo inteiro por soberania popular e justiça climática, foi um encontro de movimentos populares e organizações da sociedade civil onde tivemos a oportunidade de conectar resistências. Neste marco da Cúpula 2025, ressaltando a metodologia de enlaçamento que a caracterizou, visibilizamos e denunciamos os impactos do mercado de carbono, especialmente aqueles relacionados com a grilagem e a apropriação de terras que ocorrem em países como Brasil e Colômbia. (mais…)

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