Cosmovisão, cultura e território são peculiares a cada povo e não devem ser generalizados. Se algumas etnias foram colonizadas, outras resistem e lutam por sua autonomia, cultivando seus próprios sistemas jurídicos
Por: Márcia Junges, em IHU
É preciso cautela ao tentar entender as inúmeras cosmologias indígenas e como elas se delineiam nos direitos dos povos originários que compõem a Colômbia. Isso porque a homogeneização colonizadora sempre é uma possibilidade na relação entre o Ocidente e essas comunidades. “As cosmologias indígenas são diversas, tanto em suas tradições culturais quanto em seus sistemas jurídicos. Muitas estão relacionadas ao entorno, à natureza e a um mundo que não é apenas visível, mas também invisível. Os pilares da vida são outros, distintos dos do Ocidente, cujo desafio está na reconstrução do tecido social e na conexão com a natureza como território sagrado”, explica Marcela Gutiérrez Quevedo, na entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Docente no departamento de Direito da Universidade Externado da Colômbia, a pesquisadora pontua que o desafio da instituição “é promover diálogos interculturais críticos entre diferentes faculdades, a fim de realizar pesquisas interdisciplinares que problematizem as posturas multiculturais, avançando em direção a uma transformação intercultural dialógica.” (mais…)
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