A luta das Guarani e Kaiowá na região mais perigosa para mulheres indígenas no país

Reportagem foi a Dourados, município com mais casos de violência sexual contra mulheres indígenas

Por Anna Beatriz Anjos, Bruno Fonseca, Agência Pública

“Eu vou parar a plenária”, diz a voz ao microfone. “Do que adianta nós, mulheres, falarmos da violência sendo que os homens estão circulando?” O recado é dado pela jovem Aradunhá Kaiowá aos homens que foram aos poucos se dispersando. Ela conduz o segundo dia de discussões da sétima Kuñangue Aty Guasu, a grande assembleia das mulheres Guarani e Kaiowá, realizada a cada ano em uma terra indígena habitada por esses povos no Mato Grosso do Sul. Em 2019, o encontro ocorreu em setembro na aldeia Yvy Katu Potrerito, município de Japorã, na fronteira com o Paraguai. O protagonismo é totalmente feminino, mas os homens são convidados a estar ali e ouvir os relatos sobre problemas que os envolvem diretamente.

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“Oligarquias agrárias e das empresas de mineração voltaram ao comando”

‘Cristo aponta para a Amazônia’, dizia Paulo VI. É o que lembra o dominicano Xavier Plassat, que vive no Brasil desde a década de 1980

por Leneide Duarte-Plon, em CartaCapital

O dominicano Xavier Plassat, que vive no Brasil desde a década de 1980 como consequência de sua amizade com o frei Tito de Alencar (suicida na França em 1974), sublinha a importância do Sínodo sobre a Amazônia para o Brasil e para o planeta. Coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), a denunciar o trabalho escravo, Plassat, que mora em Araguaína, no Tocantins, conta como o controle desse problema vem sendo dificultado pelas novas autoridades brasileiras. Ele informa também como se agravaram os problemas de conflitos de terra em todo o Brasil, especialmente nas regiões mais recuadas do território. Diz Plassat: “Nossa equipe regional da CPT acompanha, nos aspectos pastoral, organizativo e jurídico, uns 30 grupos, somando mais de mil famílias, estabelecidas em terras de quilombo, em acampamentos, em áreas de ocupação e em assentamentos consolidados. Liminares de despejo concedidas à revelia das provas apresentadas, violências gratuitas, ameaças contra pessoas e criminalização passaram a ser o nosso cotidiano”.

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#SínodoAmazônico: apresentados os relatórios dos Círculos Menores

Durante a 13ª Congregação Geral foram apresentados, na Sala do Sínodo, no Vaticano, os relatórios dos Círculos Menores [que são grupos menores com os/as participantes do Sínodo, e nesses grupos foram feitas as discussões a partir do instrumento de trabalho sinodal e depois foram socializadas em plenário, para todos e todas as pessoas]. Estavam presentes junto com o Papa 177 Padres Sinodais. As contribuições, entregues à Secretaria Geral, não constituem um documento oficial do Sínodo, nem mesmo um texto de magistério, mas a síntese de uma discussão franca e livre entre os participantes da assembleia.

Fonte / Imagens: Vatican News / CPT

O Sínodo é um dom precioso do Espírito para a Amazônia e para toda a Igreja tanto no aspecto teológico pastoral, quanto pela inevitável tarefa do cuidado da Casa Comum. É um kairós, tempo de graça, ocasião propícia para a Igreja se reconciliar com a Amazônia. Este é o ponto comum que aproxima os doze relatórios dos círculos menores apresentadas na Sala sinodal na quinta-feira à tarde (17).

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“Marco temporal desconsidera histórica violência contra os povos”, afirma dom Roque Paloschi no Sínodo da Amazônia

“No Brasil há um enorme esforço para desconstruir os direitos conquistados pelos povos indígenas em 1988”, avaliou o presidente do Cimi durante coletiva de imprensa em Roma

por Guilherme Cavalli, em Cimi

A realidade dos povos indígenas no Brasil foi tema levado por dom Roque Paloschi à coletiva de imprensa do Sínodo da Amazônia na tarde de ontem (17), em Roma. Em análise conjuntural, o o presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e arcebispo de Porto Velho lembrou os cortes orçamentários e de servidores dos órgãos estatais responsáveis pelas políticas indígenas.

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“Más que nunca”: pueblos originarios en Museo de la Memoria

La nueva sala inaugurada por el recinto incluye testimonios pertenecientes a pueblos quechua, aymara, mapuche y kawesqar, entre otras. La instalación irá incorporando nuevas temáticas y próximamente se espera relevar el derecho humano a la migración.

Por Cooperativa.cl, no Servindi

El Museo de la Memoria y los Derechos Humanos inauguró la sala “Más que nunca“, que incluye relatos de personas pertenecientes a diversos pueblos originarios. 

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Lideranças indígenas dizem não ao marco temporal e ao arrendamento em audiência pública na OAB

Em Brasília, lideranças de povos da Bahia, de Roraima e de Mato Grosso participaram de audiência pública sobre Defesa dos Direitos Indígenas

No Cimi

Lideranças dos povos Pataxó e Tupinambá, da Bahia, dos povos Macuxi, Wapichana e Aturaiu, de Roraima, e do povo Xavante, de Mato Grosso, participaram na manhã desta quinta-feira (17) da Audiência Pública sobre a Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas realizada na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em sua sede, em Brasília.

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MPF/TO recomenda providências para proteção de indígenas isolados avistados na Ilha do Bananal

A população avistada, provavelmente, é do povo Avá-Canoeiro, também conhecido regionalmente como “Cara Preta”

O Ministério Público Federal recomendou à Fundação Nacional do Índio (Funai) e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) a imediata interdição de uma área no interior da Ilha do Bananal, no estado do Tocantins, em que foi avistado um povo indígena vivendo isoladamente. Recomendou também as providências necessárias para proteção e isolamento dessa população e que os órgãos adotem medidas protetivas na região, para evitar a entrada de pessoas estranhas ao local.

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MPF denuncia chefe da antiga Guarda Rural Indígena por genocídio contra o Povo Krenak

Segundo denúncia, ex-oficial foi o responsável pelas graves violações de direitos humanos contra a etnia

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) em Governador Valadares (MG) denunciou o oficial reformado da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Manoel dos Santos Pinheiro, também conhecido como Capitão Pinheiro, pelo crime de genocídio contra a etnia Krenak (art. 1º, alíneas “b”, “c” e “d”, da Lei 2.889/1956, que define e pune o crime de genocídio). Segundo a denúncia do MPF, o policial é responsável por diversas violações aos direitos humanos praticadas contra os Krenak, com o objetivo de destruição do grupo étnico, no contexto da criação da Guarda Rural Indígena (Grin), da instalação de um presídio chamado de “Reformatório Krenak” e do deslocamento forçado para a fazenda Guarani, no município de Carmésia (MG), que também funcionou como centro de detenção arbitrária de indígenas.

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Quase 30% das crianças indígenas com menos de 5 anos sofrem de desnutrição

por ONU Brasil / IHU On-Line

Nas últimas décadas, o Brasil reduziu significativamente a taxa de desnutrição crônica entre menores de 5 anos (de 19,6% em 1990 para 7% em 2006), atingindo, antes do prazo, a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Entretanto, a desnutrição crônica ainda é um problema em grupos mais vulneráveis, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos.

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CDHM aprova 200 milhões para Funcionamento dos Conselhos e Comissões de Direitos

Nessa quarta-feira (18), a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) debateu a aprovou sugestões ao PPA 2020/2023 e à LOA 2020.

Pedro Calvi, CDHM

Plano Plurianual

Iniciativas de proteção, promoção e recuperação da saúde indígena, através do Ministério da Saúde, sugeridas pelo deputado Camilo Capiberibe (PSB/AP), receberam o aval do colegiado num total de 2 bilhões de reais.  Já a deputada Érika Kokay (PT/DF), trouxe a proposta de ações de promoção e defesa dos direitos humanos a serem desenvolvidas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, com um valor de também 2 bilhões de reais. No mesmo valor a CDHM aprovou a sugestão dos deputados Carlos Veras (PT/PE), Padre João (PT/MG), Patrus Ananias (PT/MG) e Rogério Correia (PT/MG) para programas de segurança alimentar e nutricional junto ao Ministério da Cidadania, que incluem medidas de acesso à água.

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