Casas de indígenas Gamela são incendiadas no Piauí

Agronegócio avança sobre territórios indígenas na região do Matopiba

Por Nanda Barreto, no Cimi

A invasão de Terras Indígenas avança em meio à pandemia. No Piauí, indígenas Gamela tiveram suas casas incendiadas e hortas devastadas na comunidade Barra do Correntim, em Bom Jesus, a 635 quilômetros de Teresina. O fato ocorreu no final de junho. De acordo com lideranças, a prática está relacionada à grilagem, comum na região. “Aqui, grileiro vem de tudo que é lugar. É uma praga. Se espalha mais que o coronavírus”, sugere James Rodrigues dos Santos Gamela.

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Conselho de Gestão Ka’apor reafirma ações de fiscalização territorial após assassinato de indígena do povo

A manifestação ocorreu devido ao assassinato de Kwaxipuru Ka’apor. Os indígenas apontam o envolvimento de invasores na morte

No Cimi

Tuxa Ta Pa Me Ka’apor, Conselho de Gestão Ka’apor, principal organização política e social do povo, reiterou em nota que os Ka’a Usak Ha ta, guardiões florestais, seguirão “agindo de acordo com (o) sistema de autodefesa (do povo), não permitindo cooptações criminosas nas aldeias e áreas de proteção”.

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Abandono de povos indígenas na pandemia deixa dúvida se governo age por “omissão ou estratégia”

Para a ambientalista Adriana Ramos, do ISA, o impacto da Covid-19, somado a outras ameaças em curso, pode significar “um comprometimento das comunidades do ponto de vista de reprodução física e cultural”

Por Rafael Oliveira, Agência Pública

Impulsionada pela falta de ações concretas do governo federal, a pandemia de Covid-19 segue avançando nos territórios indígenas brasileiros. No último sábado, 652 indígenas já haviam morrido em decorrência do coronavírus, segundo levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Além disso, a organização contabiliza mais de 23,4 mil casos confirmados da doença, com 148 povos afetados, um aumento de mais de dez vezes no número de casos nos últimos dois meses.

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Covid-19: bebês Yanomami são internados às pressas em São Gabriel da Cachoeira

Aldeia Maiá, no Amazonas, teve uma explosão de casos suspeitos e confirmados entre crianças; cinco foram transferidas de helicóptero para hospital do Exército

Por: Juliana Radler, em ISA

Cinco bebês Yanomami da aldeia Maiá, localizada no estado do Amazonas, foram levados às pressas de helicóptero a São Gabriel da Cachoeira neste final de semana. No domingo (09/08), quatro chegaram à cidade com um quadro severo de desidratação. Três foram diagnosticados com Covid-19 e um ainda é tratado como caso suspeito, já que o pai foi contaminado. Um dia antes, uma menina de um ano e oito meses, também de Maiá, foi internada em São Gabriel com pneumonia e Covid-19.

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Somente com a revolta dos de baixo haverá uma ruptura no ciclo de governanças dos de cima no Brasil

Quando os de baixo se movem, os de cima caem. E somente com a sua queda poderemos repensar o Brasil para todos

POR ROBERTO ANTÔNIO LIEBGOTT, IVAN CESAR CIMA E JACSON ANTÔNIO LOPES SANTANA, DA COORDENAÇÃO COLEGIADA DO CIMI REGIONAL SUL

Chega-se quase ao desespero quando se assiste aos telejornais que mostram, pelo segundo ano consecutivo, o Brasil em chamas. Em 2019, as queimadas foram predominantemente na Amazônia e no Cerrado. Neste ano de 2020, o fogo consome a natureza nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Os biomas Amazônico, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica estão sendo devastados. E o governo limita-se ao discurso vazio de que “a meta é reduzir desmatamentos e queimadas”, desde que se faça a regularização fundiária que, em essência, é a legalização da grilagem e a concessão de todas as terras públicas para os grupos criminosos ligados a madeireiras, fazendeiros e garimpeiros. E, para agravar ainda mais o contexto devastador, acusam os indígenas de desejarem a exploração irrestrita das terras, especialmente através do garimpo.

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A batalha A’uwe (Xavante) em Mato Grosso: uma situação étnica que exige mais cuidados. Por Aloir Pacini

“Além das vidas ceifadas, os indígenas seguem com outros desafios paralelos à crise pandêmica: buscam reverter as invasões de suas comunidades com barreiras sanitárias pois estão em estado crítico. Um alerta foi dado no dia 10 de junho 2020 e depois no dia 25 do mesmo mês. Marãiwatséde é a terra A’uwe mais invadida e desmatada, o que impacta no seu cuidado frente à pandemia especialmente na desconfiança em relação às intenções do Estado, mesmo sabendo do seu direito à saúde”, escreve Aloir Pacini, padre jesuíta, antropólogo e professor da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT.

IHU On-Line

A pandemia pelo corongo [1] (novo coronavírus, covid-19 etc.) tem dizimado milhares de vidas humanas e não-humanas ao redor do mundo. O normal transfigurou-se, o direito de ir e vir passou a ser limitado para todos: desde as pessoas e mesmo os meios de transportes estão restritos para necessidades vitais. Fomos impedidos temporariamente de nos deslocarmos até para nossos locais de trabalho, e até mesmo barcos de cargas estão em alto mar impedidos de aportar por causa de restrições portuárias. Voltar aos países exportadores muitas vezes traz grandes prejuízos. Para além das questões econômicas refletidas em todo o globo, vivemos períodos de intensificação das desigualdades sociais, e aqui levantamos questionamentos sobre as condições sócio-culturais políticas e econômicas que predispõem populações de maior vulnerabilidade e de riscos evidentes, de uma forma mais dramática como os povos indígenas, moradores de rua, presídios e periferias das grandes cidades no Brasil.

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Pandemia, direitos e povos indígenas

“Os povos indígenas estão sendo duplamente afetados, inclusive com sinais crescentes de racismo e machismo por parte de algumas elites e autoridades, a exemplo do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que acaba de ser denunciado no Tribunal Penal Internacional de Haia por crimes contra a humanidade e genocídio por seu descaso consciente em face da pandemia e da crise de saúde”, escreve Jesus González Pazos, membro da organização de cooperação ao desenvolvimento Mugarik Gabe, em artigo publicado por Naiz, com tradução do Cepat.

IHU On-Line

9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas. Poderíamos pensar que é mais um dia daqueles que a Organização das Nações Unidas buscou implementar, ao longo do ano, e que contém uma diversidade, por vezes um tanto fantasmagórica, de comemorações variadas.

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Dona Domingas Damásio, anciã tupinambá, morre vítima de covid-19

Lembrada pela atuação destacada na luta pela demarcação territorial e pelo direito à educação escolar indígena, dona Domingas vivia em Sapucaieira, na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, sul da Bahia

Por Haroldo Heleno, Nathalie Pavelic, Daniela Alarcon e Patrícia Navarro*, no Cimi

Mais uma estrela de brilho maior se apaga no céu luminoso do povo Tupinambá, no sul da Bahia. Dona Domingas Damásio agora pertence ao panteão de lutadores no mundo dos antepassados e encantados, de onde continuará mobilizada junto aos Tupinambá. Ela morreu no dia 5 de agosto, vítima da Covid-19. Guerreira que resistiu a numerosos ataques, foi retirada de seu povo em meio à necropolítica do governo federal, que tem atingido fortemente as “bibliotecas vivas” de coletividades indígenas de todo o país. Também em consequência da Covid-19, em 17 de maio, os Tupinambá já haviam perdido seu Pedro Alcântara, ancião que vivia na localidade do Acuípe do Meio.

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Marcados para morrer: invasores sobem tom de ameaça ao povo Pankararu

Contrariando a justiça, ex-posseiros avançam sobre território indígena em Pernambuco e perseguem lideranças; Funai segue de braços cruzados

Por Nanda Barreto, no Cimi

Sob constantes ameaças de invasores de suas terras, há tempos o povo Pankararu não sabe o que é viver em paz. Eles temem pela segurança da comunidade e reivindicam providências do governo federal. A cada novo caso de violência, lideranças acionam autoridades e indicam o risco iminente de confronto. No final de julho, uma placa instalada dentro do território demarcado acendeu um alerta: nela estavam expostos mais de 10 nomes de indígenas marcados para morrer.

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Justiça determina que Polícia Federal adote medidas para proteger indígenas e ribeirinhos em Nova Olinda do Norte (AM) após relatos de abusos e ilegalidades

Decisão liminar também ordena que o Estado do Amazonas não impeça a circulação dos povos indígenas e ribeirinhos na região, que faz parte de projeto de assentamento agroextrativista do Incra

Procuradoria da República no Amazonas

A Justiça Federal determinou, em decisão liminar, que a União, por intermédio da Polícia Federal (PF), adote as medidas cabíveis para proteção dos indígenas e populações tradicionais do município de Nova Olinda do Norte e região, considerando as fronteiras com Borba e Maués (AM). A PF deve ser enviada à região, em razão dos potenciais abusos e ilegalidades relatados pelos comunitários que habitam o local em operação deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) no rio Abacaxis na última segunda-feira (3). A decisão foi proferida após ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF).

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