Extinção da Uerj é “guerra cultural” contra universidades, dizem instituições de ensino

Na última quinta-feira (19), a tramitação do PL que propõe a extinção Uerj foi publicada no Diário Oficial

Redação Brasil de Fato

Onze instituições públicas de ensino e pesquisa do estado do Rio de Janeiro divulgaram na última segunda-feira (23) um manifesto em defesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) diante da tramitação do Projeto de Lei 4.673/21, de autoria do deputado Anderson Moraes (PSL-RJ), que propõe a extinção Uerj e a transferência do seu patrimônio e alunos para a iniciativa privada. 

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Proposta bolsonarista que pede extinção da UERJ é publicada no Diário Oficial

Reitor da UERJ repudia publicação do Projeto de Lei protocolado em maio

O Dia

Protocolado em maio deste ano, o Projeto de Lei do deputado estadual Anderson Moraes (PSL – RJ), que propõe a extinção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (19).

O PL n. 4673/21 também concede direito para que os bens da UERJ e seus alunos sejam remanejados para universidades particulares. Além disso, o que não for contemplado na absorção seria transferido para outras unidades de ensino superior do estado, como a UEZO e a UENF.

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Privatizando os lucros públicos

Além de aumentar as tarifas e desmontar um importante braço logístico do Estado que diminui a desigualdade regional atendendo todos os municípios do país entregando material didático e campanhas sanitárias, a privatização dos Correios entrega ao setor privado uma das estatais mais lucrativas do Brasil – que, só em 2020, lucrou R$ 1,53 bilhão, sendo a empresa pública com um dos melhores retornos à União.

Por Camila de Caso, na Jacobin

Jair Bolsonaro tenta manter seu cambaleante governo entregando ao mercado financeiro a agenda econômica liberal privatista e a cada novo escândalo o preço do apoio do chamado Centrão e da burguesia fica mais alto. Não estamos mais na década de 90, não se pode mais entregar as empresas públicas a preço de banana chamando de privatização. O nacionalismo da direita não permite. 

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A privatização só é um bom negócio para os ricos

A Eletrobras é uma empresa superavitária que, só em 2019, lucrou R$ 13,7 bilhões. O projeto de privatização aumenta a tarifa para a população, enfraquece a soberania nacional através da falaciosa narrativa da “eficiência” do setor privado. Basta ver que os recentes apagões – em 2018 no Nordeste e em 2020 no Amapá –, foram ocasionados por empresas privadas e socorridos pela equipe técnica da Eletrobras.

Por Juliane Furno*, em Jacobin

Bolsonaro sancionou com vetos a Medida Provisória 1031/21 que permite a privatização do Grupo Eletrobras. A proposta, que recebe o nome de “capitalização”, prevê uma nova rodada de vendas de ações da empresa na qual está vetada a participação do Estado. Ou seja, em síntese, o objetivo do lançamento no mercado acionário é para que o Estado nacional perca seu papel de acionista majoritário com direito a voto. Dessa forma, o conjunto de decisões fundamentais inseridas no âmbito da maior empresa de eletricidade da América Latina deixará de estar nas mãos do Estado e passará aos ditames do setor privado.

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MAB pontua sete consequências da lei que autoriza privatização da Eletrobras

Para o movimento, venda trará aumento da tarifa, risco de apagões, desemprego, violação de direitos e ameaça à soberania

Redação Brasil de Fato

Após o governo Bolsonaro assinar, nesta terça-feira (13), a lei 14.182/2021, que autoriza a privatização da Eletrobras, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) emitiu nota reforçando o alerta dos danos da entrega da empresa ao capital privado. “O povo trabalhador será a grande vítima dessa iniciativa do atual governo”, afirma o movimento.

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Por que é insano privatizar a Eletrobrás

País sofre há três décadas tarifaços e apagões desnecessários. Uma revolução tecnológica, em curso, permitiria produzir energia farta, limpa, barata e gerada em parte localmente. Em vez disso, optamos por saída preguiçosa e convencional

Roberto Pereira D’Araújo*, em entrevista a Antonio Martins, em Outras Palavras

Um novo aumento nas contas de energia elétrica estorvará os brasileiros, já às voltas com forte inflação de alimentos, a partir deste mês. Em vinte anos, desde o desmonte do antigo “sistema elétrico” público, as tarifas residenciais subiram 60% acima da inflação; as industriais, 162%. Agora ocupam, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), os segundo lugar entre as mais caras do mundo, perdendo apenas para as da Alemanha. Mas ainda assim, os riscos de racionamento não estão afastados. Nem o de se multiplicarem os apagões, que são cada vez mais frequentes desde 2008 e deixaram o Amapá às escuras por mais de uma semana, em novembro do ano passado.

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O banqueiro e o sem-terra

“Haverá futuro para o Brasil e o mundo enquanto o capital financeiro tratar o planeta como um imenso cassino e perseguir, como prioridade, o aumento de sua riqueza privada?”, questiona Frei Betto, escritor, autor de ”Por uma educação crítica e participativa” (Rocco), entre outros livros. Eis o artigo. 

No IHU

Terça, 10 de maio de 2005, São Paulo, capital. A pedido de Olavo Setúbal que, com frequência, me convidava para almoçar na sede do banco Itaú, no Jabaquara, daquela vez levei João Pedro Stédile, dirigente do MST. Homem culto e aberto, o banqueiro já me havia dito que preferia conversar com quem não pensava como ele.

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