A Amazônia está à venda: quem der menos leva

Leis federais e estaduais vêm sofrendo mudanças que estimulam o roubo de florestas públicas, que são desmatadas para assegurar sua posterior privatização

Por Brenda Brito e Jeferson Almeida, no El País

O desmatamento na Amazônia continua crescendo e afasta cada vez mais a chance de o país cumprir a meta de redução prevista para 2020. Pelos compromissos assumidos em 2010, o Governo Federal definiu que chegaria no próximo ano com uma taxa anual de 3.900 km2 de perda da cobertura florestal na Amazônia. No entanto, em 2018 esse índice chegou a 7.900 km2 (o maior da década) e os sistemas de alerta já indicam aumento de 20% do desmatamento entre agosto de 2018 e abril de 2019. Esses números mostram que Brasil continua destruindo um de seus maiores patrimônios sem gerar melhoria de qualidade de vida na região, que continua com indicadores socioeconômicos abaixo da média nacional.

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Está aberta a nova temporada de privatizações

Transnacionais querem depenar patrimônio brasileiro – e STF facilitou a negociata: em recente decisão, autoriza a venda de estatais sem autorização do Congresso nem licitação. Luta por soberania é pauta crucial para greve geral

por Paulo Kliass, em Outras Palavras

O Supremo Tribunal Federal (STF) adotou uma decisão bastante polêmica na quinta-feira, dia 6 de junho. O plenário foi chamado a se manifestar a respeito da necessidade de autorização legal prévia para que seja levada à privatização qualquer empresa estatal.

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MAB denuncia Projeto de Lei que quer privatizar a água

O Movimento dos Atingidos por Barragens é contrário às iniciativas em curso no parlamento e no governo para privatizar e entregar a água ao controle dos bancos e empresas multinacionais.

No Mab

Em manobra do governo federal com o senado, o Projeto de Lei nº 3.261/19 do senador Tasso Jereissati/PSDB substituiu a então Medida Provisória 868/19 e acabou sendo aprovado recentemente em regime de urgência. Agora, o projeto será submetido a votação na Câmara dos Deputados abrindo caminho para tornar a água propriedade privada dos grandes grupos econômicos.

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Carta Terra e Território propõe barrar retrocessos e unir pauta agrária e ambiental

Bandeiras históricas de defesa do campo e do meio ambiente são reafirmadas em compromisso com a sociedade brasileira

Por Juca Guimarães, no Brasil de Fato

Com uma metodologia baseada na ampla discussão de ideias e em um processo coletivo de escrita e reflexão, o Seminário Terra e Território: Diversidade e Lutas produziu um documentário histórico sobre a luta agrária e ambiental no Brasil, com denúncias dos retrocessos impostos pelo atual governo e sete compromissos das 50 organizações participantes.

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As consequências de uma derrota profunda no STF

Por Paulo Moreira Leite, em seu blog

Ao decidir que as subsidiárias de  estatais podem ser vendidas sem o crivo do Congresso, como ocorre com as empresas-matrizes, o STF tomou uma deliberação que terá longo alcance sobre nosso desenvolvimento econômico e mesmo político. Nossa soberania, como nação, será imensamente afetada.   

O Estado brasileiro administra, hoje, 134 estatais. Dessas, 88 são subsidiárias: 36 pertencem a Petrobras, 30 a Eletrobrás, 16 ao Banco do Brasil.

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Com decisão do STF só vai sobrar o pau da bandeira

Por Ribamar Fonseca, no Brasil 247

“A Justiça está do nosso lado”. A declaração do presidente Bolsonaro, feita logo após um encontro com o ministro Dias Toffoli, se confirma agora, com a decisão do Supremo Tribunal Federal de liberar a venda, sem precisar de licitação e autorização do Congresso, das subsidiárias da Petrobrás. O pacto entre os presidentes dos três poderes começa a funcionar, para desgraça do Brasil e do seu povo, diante da ausência de nacionalistas no Legislativo, no Judiciário e nas Forças Armadas. Inicia-se, assim, o cumprimento da promessa do ministro Paulo Guedes, feita aos americanos durante um evento nos Estados Unidos, de que ele e Bolsonaro vão vender tudo, até o Banco do Brasil e a Caixa. Recorda-se o que disse o então ex-presidente Itamar Franco quando o presidente Fernando Henrique Cardoso, em pleno processo de dilapidação do nosso patrimônio público, concluía a venda da Vale do Rio Doce: “Só vai sobrar o pau da bandeira”. FHC não conseguiu deixar apenas o pau da bandeira porque Lula foi eleito e acabou com a farra das privatizações, mas o capitão-presidente deverá agora completar o serviço iniciado pelo tucano.

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A privatização do saneamento saiu do jeito que as empresas queriam

por João Peres, em The Intercept Brasil

EM SEU PERFIL público no LinkedIn, o consultor Diogo Mac Cord de Faria se define assim: “executivo sênior, com mais de 15 anos de experiência como consultor. Neste período, pude assessorar investimentos da ordem de R$ 40 bilhões em vários setores de infraestrutura (por meio de concessões públicas), como energia elétrica, saneamento básico e mobilidade urbana.”

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