São Paulo: caos elétrico, poda de árvores e neoliberalismo

Por trás da interrupção prolongada do abastecimento de energia estão dois fatos ignorados pela mídia. Ao desmonte do manejo arbóreo público, seguiu-se uma lei da bancada governista – que beneficiou ENEL e construtoras, mas desorganizou um setor vital da prefeitura

por Mateus Muradas, em Outras Palavras

No final de 2023 e novamente na última semana, a cidade de São Paulo enfrentou apagões, após tempestades e quedas de árvores na cidade. Num jogo de empurra entre ENEL e prefeito Ricardo Nunes, pouco se falou sobre a real origem do problema, que foi a alteração da Lei das Podas. O problema causado pelo governo Nunes, tem data de nascimento, no dia 27 de abril de 2022, quando a base de vereadores do governo aprovou alterações significativas na Lei das Podas Urbanas. Mas o que mudou nesta lei? (mais…)

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As corporações que controlam as águas do Brasil

Um punhado de transnacionais, associadas a grandes fundos e bancos, apressa-se a controlar as empresas de saneamento. O preço é irrisório – às vezes, menos que um ano de receita. O ganho estratégico é enorme. O BNDES financia a mamata

por Dalila Calisto*, em Outras Palavras

Recentemente, a empresa Equatorial, uma das principais distribuidoras de energia elétrica do país, assumiu a gestão da Sabesp, maior empresa de saneamento do Brasil, após ter disputado e vencido, sem concorrência, o leilão que levou à privatização da empresa, em julho de 2024. Em 2021, a Equatorial já havia sido vencedora do leilão, que privatizou o saneamento no estado do Amapá. Na época, por meio do pagamento de R$930 milhões de reais, a empresa tornou-se responsável pela gestão dos serviços de distribuição de água e coleta de esgoto em dezesseis cidades do Estado, passando a atender cerca de 700 mil pessoas. (mais…)

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Hospitais federais do RJ: notas sobre as últimas mudanças

Especialista em direito sanitário, reflete sobre transferência das unidades, que devem ir para a prefeitura do Rio e a outros entes da esfera federal. Que mudanças isso trará para sua gestão? Como afastar os temores de privatização? Que será dos trabalhadores?

por Gabriela Leite, Outra Saúde

Novos passos começam a ser dados na tentativa de desatar um nó já antigo: a situação dos hospitais federais do Rio de Janeiro. Ontem (9/10), o jornal RJ2 da TV Globo teve acesso a um documento interno do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), empresa pública do Rio Grande do Sul, que já incluiu o Hospital Federal de Bonsucesso em sua rede. Essa é uma das seis unidades em questão. Além dela, há os hospitais federais do Andaraí (HFA), dos Servidores do Estado (HSE), da Lagoa (HFL), de Ipanema (HFI) e o Cardoso Fontes (HFCF). (mais…)

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Água: história de uma privatização infame

Como o governo Lula manteve (na contramão do resto do mundo) as políticas de Temer e Bolsonaro para o saneamento. Paradoxo: megafundos globais controlam as águas brasileiras com financiamento do BNDES. A universalização, pretexto falso

Por Marcos Helano Montenegro, Amauri Pollachi, Edson Aparecido da Silva e Ricardo de Sousa Morettii, em Outras Palavras

Foi após o golpe que derrubou Dilma Roussef que setores empresariais e financeiros interessados na privatização do saneamento usaram a universalização dos serviços como pretexto eficaz para alcançá-la. Identificando o possível beco sem saída em que nos meteram, os autores mostram quais são os verdadeiros desafios a superar, desnudam as mazelas da prestação privada, denunciam o papel do BNDES na oligopolização dos prestadores para ao final propor algumas das necessárias correções no rumo da política pública para o setor. (mais…)

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Água: o BNDES no festim dos privatistas

Breve registro do encontro em que corporações e fundos privados debateram, com o banco público brasileiro e integrantes dos governos Lula e Bolsonaro, formas de privatizar as águas do país. Quem terá estacionado os carros?

Não me convidaram
Pra esta festa pobre

Que os homens armaram
Prá me convencer
A pagar sem ver

(Cazuza)

por Marcos Montenegro, em Outras Palavras

Tendo o BNDES como “co-host”, ocorreu em São Paulo, em 10 de setembro, uma notória tertúlia privatista, organizada pelo GRI Club, promotor de eventos sobre negócios de infraestrutura. (mais…)

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Uma vitória contra a privatização das águas

Notável reviravolta em Jaguariúna-SP. População e servidores organizaram-se em comitê. Promoveram audiências públicas, ocuparam ruas e redes sociais e pressionaram os vereadores. Resultado: prefeito recuou em seu plano de desestatizar companhia de saneamento

por Renata Furigo, Igor Tadeu de Araújo e Marcos Montenegro, em Outras Palavras

Em 30 de agosto passado o prefeito Gustavo Reis (MDB) comunicou que havia desistido do projeto de privatização dos serviços de saneamento básico de Jaguariúna – SP, cidade de 61 mil habitantes localizada na Região Metropolitana de Campinas. O anúncio foi feito em reunião com funcionários do Departamento de Água e Esgoto da Prefeitura e com representantes do Comitê em Defesa da Água (CDA). (mais…)

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Privatização: falta água, jorram lucros

Primeiro balanço das concessões em Saneamento. Fundos e corporações neoextrativistas correm para controlar o setor. Receitas disparam e tarifas sobem acima da inflação. Atendimento às maiorias continua miserável e excludente

Por Tamara Zambiasi, em Outras Palavras

Quatro anos após a aprovação da Lei 14.026 de 2020, que alterou o marco legal do saneamento de 2007 (Lei 11.445 de 2007) ao facilitar a entrada do setor privado por meio do enfraquecimento das empresas públicas, o Brasil já registra 321 iniciativas de concessões, privatizações e parcerias público-privadas no setor. A nova lei, aprovada sob a promessa de acelerar a universalização do saneamento com maior participação de empresas privadas, foi justificada pela suposta incapacidade das empresas públicas de atingir essa meta até 2030. No entanto, ao completar quatro anos em julho, os resultados práticos ainda estão longe do esperado. (mais…)

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