Política predatória, por Cândido Grzybowski

do Ibase

Temos uma data, 5 de junho, como Dia Mundial do Meio Ambiente. Seria para lembrar e celebrar. Porém, temos quase nada a festejar em termos de meio ambiente neste dia 5 de junho de 2018, ao menos entre nós brasileiros. Vivemos um monumental retrocesso nas conquistas legais e institucionais que vínhamos fazendo no campo socioambiental para preservar florestas e biodiversidade. Agora, estão liberadas as práticas mais predatórias de colonização, com ocupação de terras e desmatamento, violências e mortes, em nome do agronegócio e da mineração. Como celebração nos resta somente a corajosa resistência a tal política pelos povos indígenas, quilombolas, posseiros e ribeirinhos, que lutam em defesa de seus direitos de cidadania, seus territórios e dos bens comuns da sociedade como um todo. (mais…)

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Entusiasmo e resistência na chegada ao IV ENA

Por Leandro Uchoas e Catarina de Angola, na ANA

Ao longo desta quinta-feira (31/5), delegações de todos os estados do Brasil ocuparam o Parque Municipal e o Plug Minas, em Belo Horizonte (MG). Atravessando milhares de quilômetros, carregando bagagens e saberes, começaram a chegar os participantes para o IV Encontro Nacional de Agroecologia (IV ENA) cujo lema é Agroecologia e Democracia Unindo Campo e Cidade. Mulheres, homens, jovens, agricultores e agricultoras familiares, povos indígenas, povos tradicionais, quilombolas, reunidos em uma grande construção coletiva da agroecologia no Brasil. (mais…)

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Carta do I Conversatório de Mulheres do Oeste do Pará

Agricultoras familiares, agroextrativistas, ribeirinhas, indígenas, pescadoras, quilombolas e trabalhadoras urbanas, nos reunimos no I CONVERSATÓRIO DE MULHERES para dialogar sobre temas relacionados aos nossos territórios e nossas vidas. Antes de tudo, reiteramos que a floresta, os rios, lagos e igarapés, os recursos madeireiros e toda a rica biodiversidade que compõem o nosso território são elementos constituintes de nossa própria existência, permeiam nossos sentidos de vida, nossas realidades e imaginários, nossa materialidade cotidiana e nossa sagrada ancestralidade. (mais…)

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Carta de Carajás – Por Soberania Popular na Mineração

No Movimento pela Soberania Popular na Mineração-MAM

Comprometidos com a luta pela transformação profunda da realidade a partir dos conflitos que a mineração impõe aos povos do mundo, cerca de mil pessoas, homens e mulheres – jovens, indígenas, ribeirinhos, quilombolas – de 16 estados brasileiros e organizações da Colômbia, Peru, África do Sul, Guatemala e Equador, participaram do I Encontro Nacional do MAM – Movimento pela Soberania Popular na Mineração, realizado na cidade de Parauapebas no Pará, nos dias 18 a 21 de maio de 2018. (mais…)

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Empresa que integra fundo de Harvard comprou terras griladas na Bahia

Propriedade de fundo bilionário da universidade americana explora terras no cerrado com longo histórico de expulsões, fraudes e mortes

Ciro Barros, A Pública

No rosto dos trabalhadores da Vila Taguá, em Cotegipe (BA), a expressão é de expectativa. Muitos vieram de municípios vizinhos à igrejinha do povoado, nesta manhã quente e chuvosa, ansiosos por contar suas histórias. Todas elas estão relacionadas a conflitos agrários envolvendo os 140 mil hectares da Gleba Campo Largo, que hoje pertence quase inteiramente à Caracol Agropecuária, empresa que está entre os ativos de um fundo dos doadores da Universidade Harvard com patrimônio de US$ 37 bilhões. Os trabalhadores querem que a área ocupada pela Caracol, segundo eles fruto da grilagem de terras públicas, seja destinada à reforma agrária como estabelece a Constituição. (mais…)

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Atingidos do “Joana D’Arc” permanecem sem justiça em Rondônia

Mais uma vez o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia adia resolução das famílias atingidas pela usina de Santo Antônio no assentamento Joana Darc

No MAB

Ontem (8), a 2ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia na Sessão de Julgamento nº 586, adiou novamente a resolução da situação das famílias atingidas pela usina hidrelétrica de Santo Antônio nos projetos de assentamento Joana D’Arc 1, 2, 3 e agrovilas. Esteve em julgamento recurso da Santo Antônio Energia contra decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública que condenou o consórcio a reassentar e indenizar as famílias atingidas em favor de pedido do Ministério Público do Estado de Rondônia. (mais…)

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A pedido do MPF, Justiça Federal determina regulamentação do uso das águas do Rio Araguari (AP)

Imap está impedido de emitir licenças ambientais e deve instituir cobrança pelo uso dos recursos hídricos do rio para os empreendimentos já existentes e para os próximos

Ministério Público Federal no Amapá

A Justiça Federal obrigou o Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) a cumprir acordo firmado com o Ministério Público Federal (MPF) a fim de regulamentar o uso dos recursos hídricos do Rio Araguari. Foi estabelecido o prazo de 60 dias para o Imap criar o Comitê de Bacia, elaborar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Araguari e submetê-lo à aprovação do comitê. A determinação objetiva o cumprimento do termo de conciliação judicial homologado pela Justiça Federal em fevereiro de 2017. Por meio do acordo, o Imap se comprometeu a criar o Comitê de Bacia do Rio Araguari em até 180 dias; o prazo esgotou-se, em agosto do ano passado, sem que o Imap cumprisse o acordado. (mais…)

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