Secretaria de proteção pessoal de Lula contradiz GSI sobre uso de carros blindados

Em meio a impasse entre militares e PF pela segurança presidencial, uso de veículos do GSI virou um problema

Por Thiago Domenici, em Agência Pública

Cabe somente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomar uma decisão até a próxima sexta-feira, 30 de junho:  tornar a Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República (SESP) permanente ou devolver sua segurança pessoal para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional). (mais…)

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Policiais: mais conservadores, mas maioria democrata e contra golpe

liberação das armas de fogo não é uma pauta de policiais. “Ela parece ser uma pauta do governo Jair Bolsonaro e das lideranças policiais que estão se candidatando”, constata pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre PoliciaisDemocracia e Direitos.

por Edelberto Behs, em IHU

“Saber que os profissionais da segurança pública, por inúmeras razões, não estão capturados pela narrativa golpista é uma informação fundamental hoje no cenário político e institucional brasileiro”, aponta a pesquisa. (mais…)

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WikiFavelas: Radiografia do poder miliciano

Dicionário de Favelas Marielle Franco mostra a ascensão das milícias e como opera o controle territorial armado no RJ. Na esteira da “guerra às drogas”, elas capitalizaram a cultura do medo. Diversificaram seus “negócios” e miram a política

por Rede Fluminense de Pesquisas sobre Violência, Segurança Pública e Direitos

Moïse Kabagambe, refugiado africano, trabalhador precarizado, negro, foi assassinado à luz do dia e aos olhos de muitos em um quiosque na orla da Barra Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Seu assassinato, pelas mãos de homens brancos a marretadas, nos conta um tanto sobre como o racismo estrutural deste país impede qualquer tipo de interação social do corpo negro sem ser criminalizado ou estigmatizado. Além disso, nos conta sobre os ilegalismos e suas territorialidades na cidade do Rio de Janeiro, diante do fato que de tal crime carrega como marca ter sido realizado (e naturalizado) em área de controle territorial das milícias.

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‘Nova UPP’ de Claudio Castro é moeda de troca política, diz pesquisador

Comunidades do Jacarezinho e da Muzema foram ocupadas nesta quarta (19) pelas forças policias fluminenses: “violação de direitos humanos”, afirma Pedro Paulo da Silva, do LabJaca

por Gil Luiz Mendes, em Ponte

A comunidade do Jacarezinho, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, e da Muzema, localizada na zona oeste, foram as primeiras a serem ocupadas pelas forças de segurança do governo fluminense como parte do Projeto Cidade Integrada. O programa criado pelo atual governador Cláudio Castro (PL) segue a mesma linha de um plano executado em 2008 pelo então governador Sérgio Cabral (MDB), que tinha como principal marca a criação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).

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O puxadinho do Jair na segurança pública

Bolsonaro insufla valores autoritários das instituições policiais e dificulta discussão de soluções eficientes para o setor

por Renato Sérgio de Lima*, na piauí

Fechamos 2021 com muitos ainda acreditando que as instituições brasileiras estão funcionando com vigor e são, como o Lexotan de Augusto Heleno, um remédio para conter os ímpetos autoritários do governo Jair Bolsonaro. Mas eles esquecem que, como em todo remédio, há efeitos colaterais que não podem ser desconsiderados ou menosprezados. E, o mais grave, que práticas autoritárias se assemelham aos vírus que passam por mutações oportunistas e/ou às superbactérias que de tanto serem expostas a tratamentos parciais ou incorretos criam resistências e ficam imunes a medicamentos.

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Poderá a universidade acalmar a selvageria das PMs?

Exame do diálogo entre instituições de ensino de todo o país e academias de polícia. Ele revela como a cultura de violência e a aversão à ideia de cidadania formam os policiais. Em sete anos, mortes pela polícia multiplicou quase três vezes

Por Christina Queiroz, na Pesquisa FAPESP | Artes: Juliana Russo

Para contribuir com o aprimoramento de políticas de segurança pública brasileiras, marcadas por características de combate oriundas da cultura militar e aspectos repressivos do direito penal, pesquisadores acadêmicos antes centrados em análises sobre a presença de diferentes manifestações de violência na sociedade começam a olhar para um aspecto específico desse assunto em seu escopo de trabalho: os desafios de organizações policiais. Ao mesmo tempo, profissionais da segurança pública têm investido na carreira acadêmica como forma de identificar soluções para problemas do seu cotidiano e de suas corporações. Em um contexto marcado por dificuldades de diálogo, nos últimos anos profissionais de instituições de segurança e da academia buscam brechas para desenvolver iniciativas de aproximação. Pesquisas recentes resultantes desse movimento permitem propor caminhos para enfrentar desafios envolvendo violência urbana, letalidade policial e morte de agentes.

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E se a solução for extinguir a polícia?

Cresce nos EUA, na esteira do Vidas Negras Importam, a luta por outra segurança pública. A atual, percebe-se, não contém o crime — porque busca calar a revolta das maiorias e preservar o racismo estrutural. É hora de pensar seu fim

Por Keeanga-Yamahtta Taylor*, no The New Yorker| Tradução: Gabriel Rocha Gaspar, em Outras Palavras

As revoltas de maio e junho de 2020 forçaram os Estados Unidos a um ajuste de contas com a profunda marca impressa pelo racismo na sociedade. O linchamento público de George Floyd [ocorrido em 25 de maio] perfurou o véu da segregação, que acoberta a realidade de que milhões de afro-estadunidenses vivem sob o peso sempre crescente da morte. Dezenas de milhares de pessoas negras vitimadas pela rápida disseminação da covid-19; a execução, registrada em vídeo, de Ahmaud Arbery por dois homens brancos na Geórgia; os relatos do brutal assassinato de Breonna Taylor pela polícia de Louisville; e, depois, o terrível homicídio de Floyd em Minneapolis abriram os olhos do grande público para o Estado policial sob o qual vive o país.

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