Prêmio Compolítica para Artigos de Conjuntura (2018): “Comunicação e Política no Brasil Contemporâneo”

Por Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política 

Em meio a um dos mais graves momentos de crise política no Brasil e aos questionamentos sobre o papel da Comunicação nesse contexto, a Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política (COMPOLÍTICA) anuncia a abertura das inscrições para o Prêmio Compolítica para Artigos de Conjuntura (2018), com o tema “Comunicação e Política no Brasil Contemporâneo”. A iniciativa tem a intenção de estimular a produção de artigos acadêmicos de conjuntura e premiar trabalhos inéditos que ajudem a entender o contemporâneo em suas múltiplas dimensões, com especial ênfase nas relações entre Comunicação e Política. (mais…)

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“A esquerda perdeu sua imaginação, seja para reformas moderadas, seja para um projeto de transformação mais incisivo”. Entrevista especial com José Maurício Domingues

Patricia Fachin – IHU On-Line

A esquerda, não só no Brasil, mas no mundo, “não tem projeto claro de futuro, a menos que se considere que o que se passa na China tem caráter democratizador e socialista, quando na verdade se trata apenas do triunfo do aspecto nacionalista da Revolução Chinesa e uma versão particular de desenvolvimento capitalista”, diz o historiador e sociólogo José Maurício Domingues à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. (mais…)

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“Frente de esquerda para quê?”. Entrevista com Vladimir Safafle

O filósofo da USP duvida da realização de eleições em 2018 e afirma que o campo progressista ainda não sabe o que oferecer aos brasileiros

Sergio Lirio – CartaCapital / IHU On-Line

Após incursões em sua área de formação, a Filosofia, Vladimir Safatle volta a se concentrar no debate político contemporâneo. O título de seu mais recente livro, Só mais um esforço, a ser lançado no início de setembro, é uma referência a uma famosa frase do Marquês de Sade de estímulo aos concidadãos desanimados com os rumos da Revolução Francesa. Há, portanto, no âmago da análise, uma mensagem de esperança em relação ao futuro do Brasil, erguida sobre camadas de críticas agudas aos rumos da esquerda, ao chamado lulismo e à eterna conciliação das elites. (mais…)

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Boaventura: a esquerda sem imaginação

Por não ousar novas formas de Democracia, Estado e Economia; e por não enfrentar articuladamente as três faces da dominação, ela tem sido incapaz de deter a ofensiva brutal do sistema

Por Boaventura de Sousa Santos – Outras Palavras

A dominação social, política e cultural é sempre o resultado de uma distribuição desigual do poder, nos termos da qual quem não tem poder ou tem menos poder vê as suas expectativas de vida limitadas ou destruídas por quem tem mais poder. Tal limitação ou destruição manifesta-se de várias formas, da discriminação à exclusão, da marginalização à liquidação física, psíquica ou cultural, da demonização à invisibilização. Todas esta formas podem-se reduzir a uma só – opressão. Quanto mais desigual é a distribuição do poder, maior é a opressão. (mais…)

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Somos todos Espártaco

Um livro recente revela: globalização tornou a riqueza e o poder tão concentrados como nos tempos de Roma antiga. Mas há gente — inclusive entre a esquerda — empenhada em dizer que o problema são os “populismos”

Por Nuno Ramos de Almeida* – Outras Palavras

No ano 73 antes do nascimento de Cristo, e 106 anos antes da sua crucificação, o gladiador Espártaco liderou uma revolta de escravos que fez tremer Roma. Quase um terço da população da bota italiana era constituída por escravos. A insurreição aguentou dois anos e foi afogada num banho de sangue pelas tropas dirigidas pelo cônsul romano Marco Licínio Crasso. Foram crucificados seis mil escravos para servirem de exemplo de que qualquer veleidade de liberdade seria esmagada com sangue. (mais…)

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O combate às desigualdades exige um novo pacto capaz de atualizar os princípios que deram origem ao Estado de bem-estar social. Entrevista especial com Tatiana Roque

Patricia Fachin – IHU On-Line

A crise da esquerda é “ainda mais profunda” do que os diagnósticos que estão sendo feitos até o momento, porque eles pressupõem a existência de um “projeto de esquerda antenado com a nossa época, logo capaz de disputar a sociedade”. Entretanto, esse projeto “não existe”, constata Tatiana Roque à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. (mais…)

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O desafio de conceber uma nova representatividade a partir do povo. Entrevista especial com Daniel de Mendonça

João Vitor Santos – IHU On-Line

Para compreender o populismo de Ernesto Laclau, é necessário ir além da ideia de líderes ou de governos populares. Daniel de Mendonça, professor da Universidade Federal de Pelotas – UFPel, destaca que o populismo não se atém a uma ideologia específica. Ou seja, ele parte da pluralidade de demandas coletivas heterogêneas para só então constituir uma homogeneidade representativa para fazer frente a um poder, ou hegemonia, instituída. “O populismo é, antes, uma forma de construir identidades coletivas”, completa. “O populismo não é uma lógica institucional, mas anti-institucional: é a construção de um povo contra as instituições estabelecidas. É fundamental que este elemento contrário ao status quo esteja presente para que possamos verdadeiramente falar em populismo”. (mais…)

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Guerra e devastação nuclear, a ameaça voltou

Noam Chomsky explica como as provocações militares dos EUA, e a rápida ampliação de seu arsenal atômico, multiplicam o risco de um conflito que dizimaria o planeta

Entrevista a George Yancy* | Tradução: Inês Castilho – Outras Palavras

Nos últimos meses, à medida em que a perspectiva de um governo Trump perturbador tornou-se uma perturbadora realidade, decidi procurar Noam Chomsky, o filósofo cuja escrita, fala e ativismo têm, por mais de 50 anos, oferecido insights e desafios sem paralelo aos sistemas políticos norte-americano e global. Nossa conversa, como aparece aqui, aconteceu por meio da troca de uma série de mensagens eletrônicas, nos últimos dois meses. Embora o professor Chomsky estivesse extremamente ocupado, em razão de nossa relação intelectual no passado ele gentilmente arrumou tempo para essa entrevista. (mais…)

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Poder e mercado contra a humanidade e o planeta

Cândido Grzybowski – Ibase

A reunião de líderes do G20 – governantes das 20 maiores economias do mundo –, em Hamburgo, na Alemanha, é daqueles eventos que nada de novo produzem, mas aparam eventuais arestas e afinam compromissos comuns no sentido de manutenção do status quo dominante. Arestas e até contradições existem em profusão, mas nada a por o sistema capitalista em colapso neste momento. Um evento que tem Trump e Putin como estrelas, sob a coordenação da anfitriã Merkel, a poderosa que banca a agenda mais neoliberal possível para a Europa, diz tudo. O que o Temer foi fazer lá nem precisa de maiores comentários. Dificilmente a gente encontra um entre os 20 governantes que não está mal nas pesquisas de avaliação nos seus próprios países. (mais…)

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