A queda de Temer pode marcar o fim de um ciclo político. Saiba o motivo

Presidencialismo de coalizão: entender esse conceito é fundamental para perceber como a política nacional se estruturou desde os anos 90 e como entrou na atual crise

Voyager

No recente depoimento que Luis Inácio Lula da Silva deu ao juiz responsável pela operação Lava-Jato, Sérgio Moro, o ex-presidente afirmou que os procuradores não entendiam como funcionava a política brasileira. “O que eu estou percebendo, desde o PowerPoint, é que o que está sendo investigado é um estilo de governar. Se as pessoas que estão fazendo essa denuncia querem saber como se governa, elas precisam sair do Ministério Público e entrar num partido político” (Luis Inácio Lula da Silva). Que “jeito” de governar seria esse? (mais…)

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Movimentos tradicionais, autonomistas e um novo ciclo de lutas no Brasil. Entrevista especial com Alana Moraes

Patricia Fachin – IHU On-Line

A crise petista transformou a esquerda em um “lugar de muita melancolia”, que produz uma “fixação” por “Bolsonaros”, ao invés de criar “afetos mais potentes para continuar caminhando, pensando novas possibilidades, criando brechas”, avalia a socióloga Alana Moraes na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line. Segundo ela, as tentativas de resposta à crise vêm “clamando por fórmulas que simplificam a questão”, seja no discurso que defende a “unidade das esquerdas”, no grito “Fora Temer” ou no discurso do “pacto pela estabilidade democrática”. (mais…)

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Muros do condomínio esquerdista transformados em pontes de diálogo pragmático com a maioria inconformada. Entrevista especial com Moysés Pinto Neto

Patricia Fachin – IHU On-Line

A consciência de que todo o sistema político brasileiro foi atingido pelas recentes delações dos executivos da Odebrecht “só não é compartilhada pelos mais fanáticos dos dois lados da polarização pós-2014”, afirma Moysés Pinto Neto à IHU On-Line. Na avaliação dele, as delações “arrasadoras” das últimas semanas demonstram que a “corrupção representa, no Brasil, uma cultura de saque das elites que permanece desde a Colônia e é extremamente difundida na sociedade”. (mais…)

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Esquerda e progressismo são hoje duas coisas diferentes na América Latina. Entrevista especial com Eduardo Gudynas

Por: João Flores da Cunha | Tradução: Juan Luis Hermida – IHU On-Line

Nos últimos anos, a América Latina viu diversos de seus países serem governados por partidos progressistas e ligados à esquerda: o Partido dos Trabalhadores no Brasil, o kirchnerismo na Argentina, os bolivarianos na Bolívia, no Equador e na Venezuela, e a Frente Ampla, no Uruguai. Embora tenham suas raízes na esquerda, porém, esses governos “são um tipo de esquema político diferente da esquerda que lhes deu origem. Esquerda e progressismo são hoje, na América Latina, duas coisas diferentes”. Essa é a visão expressa pelo ambientalista e pesquisador uruguaio Eduardo Gudynas, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. (mais…)

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Hierarquia de opressão: sobre o lugar da luta

Se o debate é bom para o diálogo e o avanço da luta, o mesmo não se pode dizer da disputa interna que pode enfraquecê-la

Marcia Tiburi – Revista Cult

Audre Lorde, uma das mais instigantes pensadoras do feminismo negro, afirmou em um texto importantíssimo que não há hierarquia de opressão. A luta contra a opressão deve ser de todos. E se é de todos ninguém deve ser apagado nessa luta. (mais…)

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Os “Intelectuais” Homologados

Villas, Pondés e afins são produtos de uma época sombria. Nunca criticam estruturas. Diluem, em favor da rapidez e do simplismo, o tempo e esforço exigidos pelo trabalho do pensamento

Por Fran Alavina* – Outras Palavras

Não é de hoje que os intelectuais passaram a exercer uma função midiática para além das antigas aparições públicas, nas quais a fala do acadêmico se apresentava como um diferenciador no âmbito do debate público. Entre a tagarelice das opiniões de pouca solidez, porém repetidas como se certezas fossem, a figura do conhecedor, do estudioso, ou mesmo do especialista surgia como um tipo de freio às vulgarizações e distorções do cotidiano. Não que isso representasse uma alta consideração e respeito da mídia hegemônica em relação ao conhecimento acadêmico, uma vez que a fala do intelectual ao se inserir em um debate cujas regras lhes são alheias facilitava a distorção de suas falas, todavia mantinha-se a diferença explícita entre o conhecimento e a simples informação. (mais…)

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A combinação explosiva do judiciário e a mídia, a poderosa energia da sociedade e o grande déficit de pensamento. Entrevista especial com Luiz Werneck Vianna

Patricia Fachin – IHU On-Line

A principal “novidade” na cena pública brasileira não é mais a crise política em si, a atuação do Judiciário e as repercussões da Operação Lava Jato, mas a atuação da “mídia eletrônica”, que é “composta de uma juventude (…) que vem se apropriando desse espaço de forma muito eficiente, e eu diria, sem treinamento e sem conhecimento do país, e sem educação política para dar conta desse turbilhão que se tornou a vida política brasileira”, critica o sociólogo Luiz Werneck Vianna, na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line. (mais…)

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Boaventura: a Europa será capaz de aprender?

Arrogância colonial cegou Velho Continente para inovações que se produziam no Sul Global. Agora, esgotados e incapazes de criar, europeus abrirão os olhos?

Por Boaventura de Sousa Santos* – Outras Palavras

Um sentimento de exaustão histórica e política assombra a Europa e o Norte Global em geral. Após cinco séculos a impor soluções ao mundo, a Europa parece incapaz de resolver os seus próprios problemas, e entrega a sua resolução às empresas multinacionais por via de tratados de livre comércio, cujo objectivo é eliminar os últimos resquícios da coesão social e da consciência ambiental obtidas depois da segunda guerra mundial. Nos EUA, Donald Trump é mais consequência que causa da desagregação de um sistema político altamente corrupto, disfuncional e anti-democrático, em que o candidato mais votado em eleições nacionais pode ser derrotado pelo candidato que obteve menos três milhões de votos dos cidadãos. Domina a convicção de que não há alternativas ao estado crítico a que se chegou. Os líderes mundiais, reunidos recentemente no Fórum Econômico de Davos, reconheceram que os 8 homens mais ricos do mundo têm tanta riqueza quanto a da metade mais pobre da população mundial, mas nem por isso lhes passou pela cabeça apoiar políticas que contribuam para redistribuir a riqueza. Pelo contrário, exortaram os desgraçados do mundo a melhorarem o seu desempenho para amanhã também serem ricos. (mais…)

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