Lula responde a Trump no NYT: “a democracia e a soberania do Brasil não são negociáveis”

“Presidente Trump, continuamos abertos a negociar qualquer coisa que possa trazer benefícios mútuos. Mas a democracia e a soberania do Brasil não estão em discussão.”

Tania Pacheco

As duas frases acima sintetizam boa parte do artigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado hoje no The New York Times. Sob o título “Lula: a democracia e a soberania do Brasil não são negociáveis”, o presidente brasileiro se dirige diretamente ao estadunidense Donald Trump, afirmando ter orgulho na da nossa Justiça e defendendo as posições assumidas pelo País interna e externamente. E, sereno mas firme, diz ainda: ‘É desonesto chamar regulamentação de censura, especialmente quando o que está em jogo é a proteção de nossas famílias contra fraudes, desinformação e discurso de ódio. A internet não pode ser um terreno sem lei, onde pedófilos e abusadores têm liberdade para atacar nossas crianças e adolescentes’. (mais…)

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Participa do reino divino quem subverte hierarquias e domínio (Lc 14,1.7-14). Por Frei Gilvander Moreira

No Evangelho de Lc 14,1.7-14 estão postas condições e orientações para sentar à mesa do Reino divino, não apenas para participar da festa em igualdade de condições com todas as pessoas comensais, mas como tecer relações humanas e sociais que construam uma sociedade desierarquizada, com igualdade de condições, com respeito à dignidade de todos e todas. (mais…)

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O Brasil e o brasileiro que Trump subestimou

Ao mirar Lula, Trump o elevou ao patamar de grande liderança global. Enxergou o que nem mesmo a opinião pública brasileira parecia enxergar

Por Bruno Sindona, no Le Monde Diplomatique Brasil

Em 2008, o presidente Lula chamou de “marolinha” a crise internacional iniciada nos Estados Unidos. E, de fato, o tsunami que afundou diversas economias foi, no Brasil, surfado com vigor, impulsionado por fatores externos, mas principalmente por um gigantesco plano de estímulo econômico que a sociedade teima em esquecer. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o Minha Casa, Minha Vida foram lançados no epicentro da crise e conduziram o Brasil nessa onda, verdadeiros propulsores de desenvolvimento que elevaram o país a um novo patamar. O investimento em energia, por exemplo, nos tirou do apagão e nos tornou o segundo maior produtor de energia do planeta. (mais…)

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Deus quer poderosos destronados e ricos de mãos vazias. Por Frei Gilvander Moreira

No Evangelho de Lucas, em Lc 1,39-56 se narra “a visita de Maria a Isabel” e o Cântico de Maria, o Magnificat. Pertence aos relatos do nascimento e infância de João Batista e de Jesus (Lc 1-2). O contexto é de aldeias do campo: Maria é da aldeia de Nazaré e vai a uma aldeia da Judeia para servir sua prima Isabel que estava grávida. Lucas não pretende, em primeiro lugar, mostrar como isso aconteceu, mas reler na década de 80 do século I esses acontecimentos à luz da morte-ressurreição de Jesus, a fim de iluminar a caminhada das primeiras comunidades cristãs. Não se trata, pois, de crônica histórica, mas de leitura teológica. Lucas 1,49-56 se divide em dois momentos: Lc 1,39-45, onde o Deus da vida se revela aos pobres e Lc 1,46-56, o Cântico de Maria (Magnificat), um cântico revolucionário. (mais…)

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Da humilhação na política externa. Por José Sócrates

A humilhação está por todo o lado. Nas televisões, nos jornais, nas redes sociais. Especialmente nestas, das quais não sabemos ainda como nos podemos defender. A nova violência institucional é a humilhação, como podemos ver sempre que uma informação sobre um processo judicial salta para os jornais sem que o visado tenha a mínima possibilidade de se defender.

A nova moda da sociedade da humilhação é a do insulto gratuito e da acusação não provada. E, no entanto, mesmo nos momentos de maior convulsão social, o exercício diplomático sempre pareceu apartado desta doença fútil da humilhação. Até Trump ganhar as eleições. A partir daí a humilhação parece fazer parte das ferramentas da política externa norte-americana. (mais…)

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Ozzy Osbourne e o lado sombrio da utopia

Vocalista do Black Sabbath, morto neste mês, foi contraponto sombrio à geração de 68, lisérgica e revolucionária. Vindo de cidade fabril, entre fuligem e exploração, viu as trevas do sistema – e percebeu que a profecia de outro futuro convivia com o realismo capitalista das maiorias

Por Heribaldo Maia*, em Outras Palavras

Ozzy Osbourne, cofundador do Black Sabbath e um dos maiores frontman da história do rock, já estava muito mal de saúde em decorrência de sua vida pregressa, de um acidente e do avançar do Parkinson. Ozzy faleceu em 22 de julho deste ano, logo após uma emocionante despedida dos palcos no show “Back to the beginning”, dezessete dias antes (5/7) em Birmingham, Inglaterra, no Villa Park, estádio de seu time de coração: o Aston Villa. O show reuniu grandes nomes do rock e do metal — gênero que ajudou a criar –, homenageando a carreira de Ozzy e do Black Sabbath. O show ainda contou com uma apresentação da icônica banda no encerramento — e com a formação original: além de Ozzy, lá estavam Tony Iommi, Bill Ward e Geezer Butler. O Príncipe das Trevas se foi, mas antes se despediu dos seus companheiros, dos seus pupilos e do público, lembrando a todos nós que não iria em silêncio. (mais…)

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