Os eleitores do Jair: será a Benedita? Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

– Alô! Professor Bessa?

– Sim.

– Aqui é o Nilomar… Não sei se você ainda se lembra de mim…

Ninguém lembra nem do próprio nome, quando acordado abruptamente por um telefonema inesperado às 9h30 da madrugada, como aconteceu naquele domingo, num final de inverno de 1996. Cliquei rapidamente: “Localizar arquivo”. Procurei “Nilomar Doc” na minha memória. Ai veio de bubuia a minha infância e os aniversários na casa da vovó Marelisa, Rua Monsenhor Coutinho, 380, em Manaus. Do outro lado, bem em frente, morava um Nilomar que paquerava uma de minhas primas, a Vânia ou a Ceíta, estava perdidamente apaixonado por uma delas.

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Um deputado do PSL encomendou um assassinato em plenário. Mais um absurdo do Brasil miliciano. Por João Filho

No The Intercept Brasil

VESTINDO UMA FARDA militar repleta de medalhas de condecorações, um deputado bolsonarista subiu ao púlpito para oferecer um freela para assassinos: R$ 10 mil em troca da morte de um suspeito de ter assassinado uma mulher naquela mesma manhã, na região metropolitana de Vitória, Espírito Santo. Estava ali um representante do povo, na casa do povo, requisitando os serviços de um matador de aluguel. Um homem com carreira militar, condicionado a cumprir e a fazer cumprir as leis, estava ali, na casa onde se fazem leis, procurando um parceiro para a co-autoria de um crime. Poderia ser uma cena de comédia surrealista, mas é só mais um episódio corriqueiro no Brasil bolsonarista, o Brasil miliciano do PSL.

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Lindomar Padilha, do Cimi: “No Brasil, os povos indígenas são vistos como estorvo”

Tomás Sopas Bandeira, no 7Margens

“O ataque aos territórios previamente demarcados já se tem intensificado e a tendência é piorar muito mais. São constantes os ataques, as invasões e mesmo as queimadas criminosas”, diz Lindomar Dias Padilha, um dos responsáveis do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), acerca da situação que se vive na Amazónia e no Brasil. O Cimi, organização de matriz católica, nasceu em plena ditadura militar com o propósito de “favorecer a articulação entre aldeias e povos, [tendo promovido] as grandes assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural”.

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O que as queimadas na Amazônia têm a ver com a economia e por que as eras Dilma e Bolsonaro fogem à regra

Por Vitor Hugo Brandalise, da BBC News Brasil

O aumento das queimadas na Amazônia no governo Bolsonaro – quase o dobro em relação a 2018 – foge a uma regra verificada em outros anos de recorde de incêndios, segundo pesquisas acadêmicas e cientistas ouvidos pela BBC Brasil News. Desta vez, a alta não acompanha mudanças de ciclos econômicos ligados à valorização do preço de matérias-primas, como carne de gado e soja, ou a uma corrida para comprar terras em momentos de incerteza na economia.

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Os 12% do presidente – em que lugar da sociedade habita o bolsonarista convicto?

Por Reginaldo Prandi*, no Jornal da USP

Para classificar o grau de afinidade e rejeição dos brasileiros e brasileiras ao presidente, Mauro Paulino e Alessandro Janoni construíram uma escala de seis pontos baseada no voto declarado em Bolsonaro no segundo turno, na avaliação de seu governo e na confiança em suas palavras. O grupo dos mais afinados com Bolsonaro é formado pelos que votaram nele, aprovam seu mandato e concordam com suas declarações. São seus adeptos fiéis, entusiastas fanáticos, para não dizer adoradores em qualquer circunstância. Representam 12% da população com 16 anos ou mais. É o chamado grupo heavy do presidente, aquele núcleo duro de apoiadores irrestritos constituído por bolsonaristas radicais. Outros 30% estão no extremo oposto: não votaram em Bolsonaro, reprovam seu governo e discordam do que ele diz. Sobram 58% que se distribuem pelas categorias intermediárias, ora apoiando, ora rejeitando palavras e medidas do presidente, a depender de cada situação (pesquisa nacional do Datafolha com 2.878 entrevistados em 29 e 30 de agosto, Folha de S. Paulo, 4/7/2019, p. A10).

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Amazônia em Chamas: 90% da madeira exportada são ilegais, diz Polícia Federal

Conforme as investigações, 25 empresas do setor madeireiro são suspeitas de cometer irregularidades no Documento de Origem Florestal (DOF). A imagem é da apreensão de madeira no Porto Chibatão, em Manaus

Por Elaíze Farias, na Amazônia Real

Manaus (AM) –  A Floresta Amazônica está enfrentando as mais altas taxas de desmatamento e incêndios florestais dos últimos nove anos. Grande parte das derrubadas de árvores de espécies nobres segue o caminho do crime ambiental na produção madeireira. “Sendo otimista, 90% da madeira que sai da Amazônia é ilegal”. A afirmação é do superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva. Com a experiência de atuar há dez anos na região, sendo quatro em Roraima, quatro no Maranhão e dois anos no Amazonas, ele alerta: “A gente vê aquelas fraudes, aquelas coisas ruins que aconteceram na Mata Atlântica há 100 anos, estão acontecendo do mesmo jeito na Amazônia”.

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“Bolsonaro entrega Amazônia com anuência do Congresso e Judiciário”, diz arcebispo de Rondônia

Dom Roque Paloschi fala sobre a construção do Sínodo, desmatamento ilegal, agronegócio, populações vulneráveis e soberania nacional

Redação RBA*

MAB – Vivendo de perto os conflitos sociais na Amazônia, Dom Roque Paloschi, atual arcebispo de Rondônia e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) desde 2015, é categórico em fazer um contraponto ao discurso do presidente Jair Bolsonaro sobre a Amazônia. “…não é a igreja que está internacionalizando a Amazônia, é o governo brasileiro, com o Congresso Nacional e com a anuência do judiciário… Se alguém está abrindo as portas da Amazônia para o capital internacional é este governo que está aí”, afirma.

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