As vítimas do Araguaia: famílias de camponeses mortos na ditadura pedem reparação

Na região onde atuou a guerrilha do Araguaia, massacrada pela ditadura, um movimento de trabalhadores rurais e pesquisadores recupera documentos oficiais do regime militar para provar que os camponeses também foram vítimas da repressão

Por Natália Suzuki e Matheus Faustino, na Repórter Brasil

ASSIM COMO OS INTEGRANTES da Guerrilha do Araguaia — movimento de enfrentamento armado à ditadura formado na divisa do Pará com o Tocantins, entre as décadas de 1960 e 1970 — camponeses daquela região também foram alvo do regime militar na Amazônia. Meio século depois, filhos e netos desses trabalhadores ainda lutam para que o Estado reconheça seus parentes como vítimas de crimes políticos. (mais…)

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Coletivo Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça realiza audiência pública nacional sobre efeitos transgeracionais da violência de Estado da ditadura

Organizada junto ao Conselho Nacional de Direitos Humanos, sessão busca reconhecimento dos impactos da violência da ditadura civil-militar de 1964 nos descendentes de perseguidos políticos

No dia 15 de agosto, das 14h às 18h, um novo marco na luta por justiça e reparação histórica ocorrerá em uma audiência pública nacional virtual. O Coletivo Filhos(as) e Netos(as) por Memória, Verdade e Justiça, em parceria com Conselho Nacional de Direitos Humanos e da Cidadania (CNDH), realizará um amplo debate público sobre os efeitos transgeracionais da violência de Estado, produzidos pela ditadura civil-militar (1964-1985). (mais…)

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História: Como a ditadura tentou cooptar a MPB

Censura à criação musical foi dramática. Mas, em paralelo, regime quis modernizar  indústria fonográfica com farto incentivo fiscal. Isso permitiu às gravadoras sofisticar sua produção, inclusive com músicos críticos. Mas houve um preço…

Por Ricardo Queiroz Pinheiro*, na coluna Outras Canções, em Outras Palavras

Introdução

A produção musical brasileira nos anos 1970 se deu sob uma engrenagem em que censura, mercado e Estado operavam em aliança. Gravadoras multinacionais, seus corpos técnicos e executivos, produtores e artistas agiam dentro de um padrão regulado por incentivos fiscais, critérios comerciais e vigilância ideológica. Havia margem de ação — e ela foi usada. Nem sempre contra o regime, muitas vezes com ele. A agência existiu, mas seu exercício estava condicionado por interesses que intervieram na criação musical e, não raro, ditavam as regras. (mais…)

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MPF realiza reunião sobre implantação do futuro Memorial da Casa da Morte em Petrópolis (RJ)

Órgãos públicos e sociedade civil debatem criação de memorial sobre a repressão no regime militar

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) realizou, nesta terça-feira (8), reunião, na cidade de Petrópolis (RJ), sobre a futura implantação de um centro de memória no imóvel conhecido como Casa da Morte. Estiveram presentes representantes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), da Universidade Federal Fluminense (UFF), das Secretarias Municipais de Turismo e de Educação, do Instituto Municipal de Cultura e do Grupo Pró-Memorial Casa da Morte. (mais…)

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MPF recomenda a retirada de nomes de ditadores militares de escolas públicas e ruas no RS

Locais prestam homenagem a Castelo Branco e Costa e Silva, apontados como responsáveis por crimes cometidos durante a ditadura militar

Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul a criação de uma comissão técnica com o objetivo de mudar o nome de três escolas estaduais que homenageiam figuras apontadas como responsáveis por graves violações de direitos humanos durante a ditadura civil-militar (1964-1985) no Brasil. (mais…)

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Como escritores, editoras e Academia Brasileira de Letras apoiaram ditadura militar

Nomes como Rachel de Queiroz e Rubem Fonseca e editoras como Record ajudaram no roteiro do golpe e seus desdobramentos

Por Sérgio Barbo | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Não foi só o front dos militares que sustentou a ditadura brasileira de 1964. Uma outra fronteira, a literária, também ajudou a manter o apoio ao regime. “Nós não gostávamos de Jango, de forma que derrubá-lo foi uma boa ideia”, declarou a escritora Rachel de Queiroz em entrevista à TV Câmara, em maio de 2000. Ao lado de Rachel estavam autores e intelectuais de renome, como Rubem Fonseca, Gilberto Freyre, Dinah Silveira de Queiroz, Guimarães Rosa, Ariano Suassuna e Austregésilo de Athayde. Compartilhavam a mesma trincheira ideológica, as editoras Record, José Olympio, Agir, O Cruzeiro, Globo, Bloch, Ao Livro Técnico e GRD – de Gumercindo Rocha Dórea. (mais…)

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