Sem ações para punir e frear os culpados pela devastação, narrativa de sustentabilidade é “esparadrapo em alguém com traumatismo craniano”. É preciso tocar na ferida: a produção agrícola subordinada à política reacionária e ao domínio do capital financeiro
Por Antônio A. R. Ioris*, em Outras Palavras
Como diz o ditado, ninguém morre de tédio no Brasil. Pelo contrário, novos problemas surgem, sem que os velhos desafios tenham sido enfrentados. Entre as últimas urgências, vemos que a degradação ambiental se tornou crônica e incontrolável, a população tem um entendimento precário do que fazem e de quanto ganham os políticos, e a economia é cada vez mais dependente de atividades primárias (agricultura e mineração) e primitivas (garimpo, apostas virtuais e investimento especulativo). Relacionado a tudo isso, juros altos, privilégios crescentes e tecnologias antigas deixam o futuro cada vez mais distante e o presente menos convincente. (mais…)
