Uso intenso de agrotóxicos provoca crise silenciosa na saúde e meio ambiente no Oeste do Pará

Avanço da soja e do milho expõe populações de Belterra, Santarém e Mojuí dos Campos a problemas de saúde

Liege Costa, Brasil de Fato

O oeste do Pará se tornou um dos grandes polos agrícolas do Brasil destacando-se na produção de soja e milho. Os municípios de Belterra, Santarém e Mojuí dos Campos estão entre os dez maiores produtores do estado, mas o uso intenso de agrotóxicos traz consequências. (mais…)

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Pulverização aérea de agrotóxicos no Maranhão prejudica saúde mental e física de moradores de comunidades tradicionais

Projeto de Lei contra a pulverização aérea de agrotóxicos está sendo proposto por organizações da sociedade

Eanes Silva, Brasil de Fato

Aeronaves sobrevoam casas e roçados, como na comunidade Manuel do Santo, no município de Timbiras, e prejudicam comunidades tradicionais com a pulverização aérea de agrotóxicos. Durante a colheita do arroz e do milho em suas roças, os moradores se depararam com aviões pulverizando veneno e pedem socorro às autoridades. (mais…)

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“Se desejasse projetar o melhor sistema para produzir os patógenos mais mortais, você escolheria o modelo do agronegócio”. Entrevista com Rob Wallace

Inaugurando uma série de reportagens preparatórias para a COP30, Rob Wallace alerta que o modelo de produção de alimentos capitalista cria um terreno fértil para a evolução de microrganismos cada vez mais virulentos e letais

André Antunes – EPSJV/Fiocruz

No final de 2025, líderes de todo o mundo voarão para Belém, no Pará, para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30. Será mais uma tentativa de avançar no enfrentamento às mudanças climáticas, no momento em que o Acordo de Paris, pelo qual os países se comprometeram a reduzir emissões de gases de efeito estufa para limitar a média de aquecimento do planeta, completa dez anos. O epidemiologista evolucionário norte-americano Rob Wallace, no entanto, não vê grandes chances de se chegar a um acordo a partir da COP30, a despeito do grau de consenso em torno das mudanças climáticas. Para ele, a captura dos Estados nacionais, das instâncias de governança multilaterais e da ciência pelos interesses das classes capitalistas é hoje tão grande que fica difícil esperar grandes mudanças em um sistema econômico que serve aos interesses de alguns dos setores que mais emitem CO2. Wallace, integrante do Agroecology and Rural Economics Research Corps [em português, Corpo de Pesquisa em Economia Rural e Agroecologia, grupo de cientistas independentes dos Estados Unidos que estuda alternativas ao atual sistema agroalimentar], dirige uma crítica especial ao setor do agronegócio, que ele estudou mais diretamente quando analisou surtos de gripe aviária ao longo dos anos 2000. Segundo o epidemiologista, o mesmo modelo capitalista de produção de alimentos responsável por 30% das emissões anuais de gases de efeito estufa também serve de terreno fértil para a evolução de microrganismos cada vez mais virulentos e letais, com potencial para desencadearem a próxima pandemia. Nesta entrevista, que inaugura um especial sobre a COP 30, Wallace fala de mudanças climáticas, pandemia e agronegócio, conflitos de interesse na ciência, e da indissociabilidade entre ciência e política. (mais…)

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Agrotóxicos no rio Tocantins: 9 toneladas de 2,4-D, componente do ‘agente laranja’ usado na guerra do Vietnã, foram derramadas com queda de ponte

Entre os produtos químicos derramados em queda de ponte, o 2,4-D tem fácil propagação pela água

Por Rodrigo Chagas, no Brasil de Fato

A queda da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que conectava os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), além dos impactos socioeconômicos, pode desencadear uma grave crise ambiental. No domingo (22), três caminhões carregados com agrotóxicos e ácido sulfúrico caíram no rio Tocantins, espalhando 25,2 mil litros de pesticidas e 76 toneladas de ácido, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). (mais…)

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PA: Agricultura orgânica contra o colapso climático

A luta de agricultores em Altamira, região onde a floresta foi devastada por megaprojetos. Buscam mudar a cultura local de utilizar venenos. Ensinam formas de produção sustentáveis. E mostram que os pequenos negócios dependem também da floresta em pé

Por Juliana Bastos Salgado, na InfoAmazonia

Da lama amarela do garimpo à terra preta da horta, Sebastião Heraldo Lira Gomes já fez de tudo um pouco. Aos 45 anos, trabalhou como pedreiro, em empresas de pavimentação e de produção de tijolos, e já foi até garimpeiro. No garimpo, viu sua vida por um fio enquanto catava galhos na lama para fazer a limpeza do material a ser minerado. Um colega de trabalho avisou, preocupado, apontando para uma montanha de rejeitos: “Essa barreira vai desabar”. De fato desabou, e Sebastião escapou por pouco. Ele contou o “causo” enquanto plantava mudas de alface em uma das aleias na sua horta orgânica em Altamira, no sudoeste do Pará, uma cidade marcada por dois monumentos de destruição da floresta: o marco inaugural da Transamazônica e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. (mais…)

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Financiadores do assassinato político. Por Luis Felipe Miguel

O sucesso do agro brasileiro começa com o estranho desaparecimento da palavra “latifúndio” do nosso vocabulário

Em A Terra é Redonda*

O agronegócio brasileiro é mesmo um grande sucesso – de marketing. Criou o slogan “o agro é pop” e fez todo mundo acreditar que ele é o motor da economia brasileira. Na verdade, ele corresponde a apenas 7% do PIB brasileiro e infla sua participação colocando na conta todos os insumos que usa, equipamentos etc. (mais…)

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‘Tenham coragem de colocar freio nas empresas europeias que envenenam a América Latina’, cobra Stedile a parlamentares da Europa

‘Não aprovem o acordo Mercosul e União Europeia’, insistiu o líder do MST, em fala sobre impacto dos agrotóxicos

Redação Brasil de Fato

Na última quinta-feira (12), João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), participou, de forma remota, de uma audiência do Parlamento Europeu que tratava do uso indiscriminado de agrotóxicos e seus impactos na saúde humana e ambiental, e pediu que os congressistas sejam rigorosos com as grandes empresas do setor, que fazem fortuna exportando veneno para os países da América do Sul. (mais…)

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