“O Brasil é um país construído sobre os corpos de negros e indígenas”. Entrevista com Eliane Brum

Por Ramon Aymerich, de La Vanguardia, no IHU/tradução  Cepat

Em 2017, a jornalista Eliane Brum se mudou para Altamira, cidade no coração da Amazônia. Brum queria contar sobre a destruição das cidades ribeirinhas que habitavam o curso do Xingu, grande afluente do Amazonas, que viram suas terras serem inundadas e seu modo de vida desaparecer devido à construção da hidrelétrica de Belo Monte. Ela reuniu essa experiência em Banzeiro òkòtó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo, livro em que descreve o desaparecimento destas comunidades, forçadas a viver como pobres em uma cidade violenta. (mais…)

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UE-Mercosul: Anatomia de um acordo colonial. Por Paulo Nogueira Batista Jr

Celebrado por neoliberais e governo, compromisso aprofunda desindustrialização do país, limita políticas públicas e agrava nossa condição primário-exportadora. Vale examiná-lo – e torcer para que suas contradições internas o inviabilizem

Em Outras Palavras

Meus amigos, os brasileiros que procuram defender o Brasil têm vida quase sempre difícil. Alcançamos, em geral, pouco ou nenhum sucesso e raramente temos algo a comemorar. Uma razão é a tenebrosa “quinta coluna”. Não sei se o leitor conhece a origem dessa expressão. Durante a Guerra Civil Espanhola, os republicanos diziam que pior do que as quatro colunas do General Franco, que marchavam sobre Madrid, era a quinta coluna franquista que operava dentro da capital. Pois bem, a nossa quinta coluna faz sombra à madrilenha. É um numeroso exército de oportunistas e vassalos de interesses estrangeiros. Dou meu testemunho: ao longo da vida inteira, passei grande parte do tempo lutando contra esses quinta-colunistas. (mais…)

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Programa de transição energética é aprovado no Senado com “pacotão de presentes” para gás fóssil, nuclear e agro

Proposta aprovada pelos senadores cria o Fundo Verde e permite uso de recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima para financiar projetos do PATEN.

ClimaInfo

Não bastavam os “jabutis” [matérias estranhas ao tema] beneficiando carvão e gás fóssil no projeto de lei que regulamenta as eólicas offshore. O lobby dos combustíveis fósseis também conseguiu garantir benesses para essa fonte de energia no Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN). O texto aprovado por votação simbólica no Senado na 3ª feira (10/12) agora volta para nova análise da Câmara dos Deputados que, mantida a tendência, pode inserir na proposta mais surpresas nada relacionadas à transição energética. (mais…)

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Agrossuicídio: desmatamento no Cerrado pode inviabilizar agronegócio

Nenhuma outra savana do mundo tem sido tão destruída quanto o Cerrado, e a devastação já altera as chuvas e as temperaturas, afetando as safras.

ClimaInfo

A bancada ruralista do Congresso é a mais raivosa contra a legislação ambiental. Governos de estados com grande produção agropecuária também costumam fazer vista grossa para crimes ambientais de parte do agronegócio. Que, por sua vez, articula-se em lobbies poderosos para “passar a boiada” e conseguir autorização para destruir ainda mais a vegetação nativa. (mais…)

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Fórum denuncia falta de transparência de dados sobre agrotóxicos no Estado

Grupo tenta superar inconsistências para divulgar dados detalhados à população

Por Mariah Friedrich, Século Diário

O Brasil ocupa a posição de maior consumidor mundial de agrotóxicos, como apontou levantamento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que revelou que as lavouras brasileiras utilizam mais agrotóxicos do que os Estados Unidos e a China juntos. Apesar dos impactos graves à saúde humana e da contaminação do solo, da água e da fauna, a obtenção de dados confiáveis sobre o uso desses produtos enfrenta barreiras, conforme alerta o Fórum Espírito-Santense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (Fesciat). (mais…)

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Os desafios do movimento pela reforma agrária. Por João Pedro Stédile

Ainda temos 3 milhões de famílias sem-terra, que trabalham como assalariados rurais, como meeiros e arrendatários, e que desejariam ter seu próprio espaço

Em A Terra é Redonda*

No MST nós temos uma prática social de resolvermos tudo de maneira coletiva e mesmo que eu tenha uma cara mais conhecida na sociedade brasileira, sempre procuro expressar a opinião do nosso coletivo. Quando o MST nasceu e foi construído coletivamente há 40 anos atrás e o nosso ideal era a luta pela reforma agrária que se baseia naquela visão zapatista da Revolução mexicana: “tierra es para quien la trabaja”, que foi adotada em toda a América Latina pela luta dos movimentos camponeses, isso levava uma concepção campesinos da luta pela terra, ou seja se lutava de forma massiva mas a essência era resolver os problemas das famílias camponesas e agora nós estamos numa nova etapa do capitalismo internacional. (mais…)

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