A luta pela terra e pelo território é a luta pela vida. Entrevista especial com Letícia Chimini

A luta social se funde na luta pela vida em um processo de resistência capaz de reconfigurar inclusive o que reconhecemos com ciência, alargando as fronteiras da academia para além do lobby do agronegócio e da indústria química de agrotóxicos

Por: IHU e Baleia Comunicação

De um lado, o lobby que patrocina a “ciência” para produzir pesquisas que atendem aos interesses privados e do capital. De outro, a figura do Jeca Tatu, que está intrinsicamente ligado à proteção da terra e da vida. Há centenas de pesquisas no Brasil que não têm o rigor científico questionado porque são patrocinadas pelo grande capital. “Não questionam o rigor científico de pesquisas realizadas pelas universidades públicas por bolsistas pagos pelas empresas privadas para provarem que o uso de agrotóxicos e pesticidas não fazem mal para a saúde do povo e para o meio ambiente”, adverte a doutora em Serviço Social Letícia Chimini. “Absurdos como esses sempre foram vistos com neutralidade, por serem revestidos de um rigor científico. […] De toda a forma, na pesquisa e na ciência não existe neutralidade” assevera. (mais…)

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Os Gigantes: 30 municípios têm secretarias de ambiente fundidas com agronegócio, mineração e turismo

Eles fazem parte dos cem maiores municípios do país, que somam 37% do território brasileiro; isso significa que as pastas responsáveis pela fiscalização atendem os interesses dos setores econômicos; confira relatório e vídeo do De Olho nos Ruralistas

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

Apenas 48 dos cem maiores municípios brasileiros possuem secretarias ou órgãos próprios para a gestão ambiental. Nos outros 52 casos, as atribuições de fiscalização, licenciamento, controle e monitoramento ficam a cargo de secretarias mistas. Levantamento do De Olho nos Ruralistas mostra que 30 pastas sobrepõem o meio ambiente com fomento ao agronegócio, mineração e turismo — justamente os setores que dependem da expedição de licenças ambientais para atividades poluentes ou danosas aos ecossistemas. (mais…)

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Para salvar o agro dele mesmo. Por Ricardo Abramovay

O Brasil pode liderar a transformação ecológica do sistema agroalimentar global. Para isso, é crucial fortalecer a biodiversidade na agropecuária para enfrentar a “tríplice crise planetária”. E a COP16 é o momento de o país assumir seu protagonismo

Em Outras Palavras

Não há país com melhores condições de reunir a luta contra as mudanças climáticas ao esforço de proteger e regenerar a biodiversidade que o Brasil. A distância entre esses dois objetivos nos compromissos multilaterais, nos planos governamentais e nos investimentos privados é uma forte ameaça ao sucesso da luta contra aquilo que as Nações Unidas vêm chamando de “tríplice crise planetária” (clima, biodiversidade e poluição). (mais…)

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Agronegócio é o principal responsável pela perda de vegetação nativa no Brasil, diz estudo

Segundo MapBiomas, área de pastagem expandiu 79%, e de agricultura cresceu 228% nos últimos 39 anos

Por Leonardo Fernandes, no Brasil de Fato

A Coleção 9 de mapas anuais de cobertura e uso do solo, do MapBiomas, divulgado na quarta-feira (21), revelou uma perda acelerada de área vegetal nativa entre 1985 e 2023, chegando à marca de 33% de todo o território nacional no ano passado. O relatório considera áreas de vegetação nativa, além das matas e floretas, superfícies de água e áreas naturais não vegetadas, como praias e dunas. (mais…)

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MST em Mato Grosso do Sul denuncia novo incêndio criminoso do agronegócio

Segundo relato das famílias, um carro não identificado lançou fogos desde a rodovia em direção aos barracos do Acampamento

Da Página do MST

Nesta quinta-feira (29), as famílias do acampamento Esperança, localizado em Dourados, Mato Grosso do Sul, sofreram um ataque com incêndio, que destruiu significativa parte de suas casas. Segundo relato das famílias, um carro não identificado lançou fogos desde a rodovia na qual está situado o Acampamento. (mais…)

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“O agronegócio recebe os benefícios, enquanto o ônus é distribuído entre a população”

Confira entrevista com Fernanda Savicki, pesquisadora no campo da Agroecologia e Saúde Pública, sobre o debate dos agrotóxicos no Brasil e no mundo hoje

Por Fernanda Alcântara, na Página do MST

“Precisamos superar esse debate e combater esse senso comum, que é uma grande falácia. O que realmente necessitamos é de vontade política”, afirma Fernanda Savicki, pesquisadora no campo da Agroecologia e Saúde Pública. Fernanda tem graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Paraná e doutorado em Recursos Genéticos Vegetais pela Universidade Federal de Santa Catarina, e co-coordenadora do GT contra Agrotóxicos e Transgênicos da Associação Brasileira de Agroecologia, e traz uma visão crítica e atualizada sobre os impactos do agronegócio e dos agrotóxicos na saúde coletiva. (mais…)

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Economia da destruição. Por Paulo Kliass

Há várias hipóteses sobre a origem dos incêndios que assolam o país. Mas é inegável que eles são a faceta extremada do Brasil das “commodities”: devastação do meio ambiente e desindustrialização de nossa estrutura produtiva

Em Outras Palavras

Existe um dito popular que se refere a agosto como sendo o mês de cachorro louco. Esta seria uma das possíveis explicações para a recorrência com que fatos dramáticos têm afetado a sociedade brasileira ao longo da História neste período do ano. Outras pessoas preferem atribuir ao fenômeno astrológico de Plutão retrógrado a desgraceira toda que estamos vivendo por estes dias em termos das queimadas que assolam o país. Enfim, apesar da possibilidade de se buscar razões deste tipo, o fato inegável é que boa parte dos incêndios que estão provocando imensos prejuízos materiais e sociais têm uma base criminosa. (mais…)

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