MPF recomenda não construção de obras em Resex no Pará sem consentimento do ICMBio e consulta a comunidades

Prefeitura de Salinópolis tem projeto de pavimentação de trechos de rodovia e de construção de ponte na área da Reserva Extrativista Maracanã

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou recomendação à prefeitura de Salinópolis, no nordeste do Pará, e à Secretaria de Estado de Transportes (Setran) para que não executem ou financiem a construção de obra ou qualquer outra interferência na Reserva Extrativista (Resex) Maracanã sem que exista o consentimento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e sem consulta prévia, livre e informada a todas as comunidades tradicionais possivelmente afetadas.

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Pistoleiros da Fazenda Estrondo abrem fogo contra Geraizeiros em Formosa do Rio Preto (BA)

Jossinei Lopes Leite, diretor da associação comunitária da Cachoeira, foi atingido com um tiro na perna. Na semana anterior, a fazenda sofreu mais uma derrota no Poder Judiciário.

Da AATR e Agência 10envolvimento, na CPT

Na manhã da última quinta-feira, 31 de janeiro, na zona rural do município de Formosa do Rio Preto, na Bahia, pistoleiros que atuam como “agentes de segurança” da Fazenda Estrondo efetuaram múltiplos disparos de arma de fogo contra geraizeiros que resistem ao avanço dos empresários sobre suas terras tradicionalmente ocupadas.

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A mineração brasileira vai para o buraco?

O padrão de operação das mineradoras brasileiras nos últimos anos e a quantidade desproporcional de tragédias e desastres envolvendo o setor alerta empresas e investidores que o Brasil não é um bom lugar para fazer negócio

Por Bruno Milanez, no El País Brasil

A empresa de consultoria internacional EY (Ernst & Young) publica anualmente seu relatório os “10 riscos de negócio para mineração e metalurgia”. Na edição 2019-2020, entre esses riscos, era citado, em primeiro lugar a obtenção da “licença social para operar”, ou seja, a obtenção da legitimidade junto à população que permita abrir e tocar os negócios. Além desse, a consultora ainda mencionava “fraude” e “elevação de custos”, dentre as prioridades. Nesta edição, não esteve presente o critério “riscos regulatórios”, que costuma aparecer com alguma regularidade no radar da EY. Há pessoas que dizem que empresas gostam de risco, pois é aí que se encontram as oportunidades de maior lucro; porém, a não ser que sejam empresas kamikazes existe um limite razoável para o tamanho desse risco.

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Rede Jubileu Sul Brasil manifesta apoio às famílias de Brumadinho (MG) e repudia crime socioambiental irreparável da Vale S.A.

Por Karla Maria, Rede Jubileu Sul Brasil

O crime socioambiental causado pela Vale S.A. no dia 25 de janeiro, em Brumadinho (MG), foi o pano de fundo para a reunião da coordenação da Rede Jubileu Sul Brasil realizada em São Paulo no último final de semana. A indignação ante o crime anunciado e denunciado muitos anos antes por entidades-membro da Rede foi apresentada e serviu de norte para o planejamento das ações de 2019 em torno de um dos eixos prioritários da rede, a Dívida Ecológica.

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Crime da Vale e do Estado: sinal vermelho! Quando ocorrerá a próxima tragédia? Por Gilvander Moreira[1]

O crime anunciado da Vale e do Estado, que se iniciou às 12h28 do dia 25 de janeiro de 2019, uma sexta-feira que se tornou mais uma Sexta-feira da Paixão com centenas de mortos, rio Paraopeba matado, invadido pela lama tóxica que poderá apunhalar ainda mais o rio São Francisco que já está na UTI. Sinais vermelhos têm sido acendidos inúmeras vezes em Minas Gerais, no Pará e em outros estados, em territórios sob a cobiça das grandes mineradoras que vêm causando devastação socioambiental em progressão geométrica.

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Exclusivo: documento revela descaso da Vale com o risco de morte em ferrovia

A Pública teve acesso a mais de mil pedidos de afetados pela ferrovia Carajás no Pará e Maranhão; em um desses casos mineradora considerou não atender demanda, mesmo com risco de acidente fatal

Por Thiago Domenici, Agência Pública

Entre 2011 e 2017, a Vale S.A. registrou ao menos 1.228 pedidos de reclamação, denúncia, sugestão e solicitação de pessoas e comunidades atingidas pela Estrada de Ferro Carajás (EFC), segundo documento obtido com exclusividade pela Pública. A ferrovia, que escoa o minério de ferro das minas da companhia no Pará ao terminal de exportação no Maranhão passa por 27 cidades e atravessa mais de cem comunidades – muitas sem nenhum tipo de proteção ou meios de travessia seguros para a população.

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Pistoleiros abrem fogo contra geraizeiros em Formosa do Rio Preto, na BA

Jossinei Lopes, diretor da associação comunitária da Cachoeira, foi atingido com um tiro na perna

Por AATR*, no MST

Na manhã desta última quinta-feira (31/1), em Formosa do Rio Preto, no interior Bahia, pistoleiros que atuam como “agentes de segurança” da fazenda Estrondo efetuaram múltiplos disparos de arma de fogo contra geraizeiros que resistem ao avanço dos empresários sobre suas terras tradicionalmente ocupadas. 

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‘Brumadinho é uma tragédia estrutural, um ponto previsível numa curva de grandes desastres que ainda pode aumentar’

Por Julia Neves – EPSJV/Fiocruz

A Barragem I, da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, se rompeu na última sexta-feira (25 janeiro) em Brumadinho, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Em pouco tempo, o mar de lama atingiu casas, uma pousada, escritórios e um refeitório da empresa, deixando até o fechamento desta entrevista, quase cem mortos e 259 desaparecidos.

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“Privada ou estatal, Vale sempre esteve a serviço da acumulação capitalista e é isso que precisa mudar”

Gabriel Brito*, da Redação Correio da Cidadania

Sete dias após o rompimento da barragem de minério de ferro da Mina do Córrego do Feijão, Brumadinho (MG), são 110 mortos (71 já encontrados) e 231 desaparecidos. Tal como em Mariana, em 2015, todos os atos desta peça dantesca se repetem, desde governos a empresas, passando por uma mídia regularmente alimentada pela publicidade da Vale, a maior mineradora do mundo. Sobre o que muitos fazem questão de interpretar como crime ambiental, entrevistamos o sociólogo e agrônomo Raimundo Gomes da Cruz, que há décadas acompanha os empreendimentos da empresa e seu histórico de depredação humana e ambiental.

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Justiça mantém condenação de mineradora por contaminação de chumbo em Santo Amaro (BA)

União e Funasa também foram condenadas por não adotarem medidas para coibir e reparar os danos ambiental e humano

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

Santo Amaro da Purificação, na Bahia, é considerada a cidade mais poluída por chumbo do mundo. Agora, a mineradora Plumbum, responsável por essa contaminação, terá que pagar pelos danos ambientais e humanos causados. Assim determinou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que negou recurso da empresa contra condenação já estabelecida em 1º grau. O Ministério Público Federal defendeu que “todas as condenações foram devidamente fundadas em vasta documentação probatória por meio de vários relatórios técnicos feitos por peritos imparciais”.

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