A Consciência Negra é nossa!

Se temos o Dia da Consciência Negra, devemos agradecer a Zumbi e outros milhares que não se curvaram aos que insistiam em enxergar um paraíso racial. Negros e negras que fizeram de suas histórias as histórias do Brasil.

Por Ynaê Lopes dos Santos, na DW

Existe um ditado que circula entre várias sociedades africanas que diz: “Até que os leões inventem as suas histórias, os caçadores sempre serão os heróis das narrativas de caça“. Gosto muito desse provérbio, pois ele conta de forma simples uma premissa que muitas vezes pode passar despercebida: a história não é uma via de mão única, uma reta que nos leva ao presente. A história é emaranhado, é trança, é trama e é tessitura. E são muitas as pontas que permitem a conexão com esse tempo que já passou.

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Dicionário de expressões (anti) racistas é lançado pela Defensoria da BA em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra

Publicação tem o objetivo de conscientizar a população a deixar de reproduzir esses termos no cotidiano

Por Lucas Cunha – DRT/BA

Sabe aquela expressão que a gente fala sem nem pensar? Quem nunca sentiu “inveja branca” ou chamou aquela pessoa metida ou grosseira de “boçal” que atire a primeira pedra. Mas, não dá para continuar falando que fulana tem um “pé na senzala” depois de aprender que este palavreado é uma infeliz recordação da escravidão no Brasil, época em que o único lugar permitido às mulheres negras era a cozinha da casa grande.

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Para professora da FGV Direito Rio, combater racismo deve ser pauta prioritária no país

Segundo docente, pandemia revelou desigualdade no acesso à saúde e ao mercado de trabalho

Plurale

“O fim da escravidão não significou o fim do racismo, e a discriminação ainda deve ser pauta prioritária no país” é o que afirma a professora da FGV Direito Rio, Elisa Cruz, ao analisar a importância do Dia da Consciência Negra, festejado no dia 20, e de todo o debate levantado junto aos movimentos negros ao longo deste mês de novembro.

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Frantz Fanon e a islamofobia contemporânea

Apesar de não ter usado o termo “islamofobia”, Frantz Fanon ainda é fundamental para compreendermos as várias metamorfoses do racismo.

Por Gercyane Mylena, na Revista Opera

Se o trabalho de Frantz Fanon (1925-1961) é essencial para pensar a islamofobia contemporânea, no contexto francês em particular, é porque ele compreendeu melhor do que outros os desenvolvimentos históricos de seu tempo, que hoje se refletem em nosso próprio. Embora ele nunca tenha usado o termo “islamofobia”, que reapareceu nas notícias nos anos 2000 após completar pelo menos um século de eclipse, Frantz Fanon – que era médico, psiquiatra, ensaísta e militante anticolonialista – tinha compreendido perfeitamente sua lógica básica. 

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Três culpas. Por Eugênio Bucci

“Um dia, quando formos chamados a explicar por que conferimos a este bárbaro a mais completa impunidade, não teremos nada que declarar além da nossa pusilanimidade como nação.”

No A Terra é Redonda

A angústia que consome os seres sensíveis do nosso tempo tem pelo menos três fontes. A primeira é a destruição acelerada dos recursos naturais do planeta, o que traz aquecimento global, pandemias e alterações climáticas extremas, com mais enchentes, mais secas e mais ventanias. Em segundo lugar, vem a dissolução das paredes da privacidade. Algoritmos extraem dados íntimos de toda gente para abastecer estratégias que desinformam e semeiam medo, preconceito e ódio. A desinformação industrializada, por sua vez, gera a terceira fonte de angústia: o declínio da democracia. Em toda parte, o autoritarismo ganha força, inclusive entre aqueles que, alegando defender as liberdades, são truculentos.

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“Meus filmes são um soco no estômago”, diz Silvio Tendler

Aos 70 anos, o cineasta Silvio Tendler lança o documentário “A Bolsa ou a Vida” e já planeja o próximo filme

Por Katia Marko e Leonardo Melgarejo, no Brasil de Fato

Silvio Tendler nasceu em 1950. Ele é cineasta, documentarista, professor e historiador. É conhecido como o “Cineasta dos Sonhos Interrompidos”. Conta histórias como a dos presidentes Juscelino Kubitscheck e João Goulart, do político e líder guerrilheiro Carlos Marighella, do poeta Castro Alves, do médico e ativista do combate à fome Josué de Castro, do geógrafo Milton Santos, do cineasta Glauber Rocha e tantas outras. Ganhou o apelido justamente por contar histórias de personagens essenciais à trajetória do Brasil, mas que não conseguiram completar suas obras.

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