Uma horta que muda vidas

A maior horta urbana da América Latina fica em Manguinhos, no Rio de Janeiro. Projeto comunitário transformou a paisagem da favela e a vida de quem nele trabalha ou recebe os alimentos ali colhidos.

Por Philipp Lichterbeck, na DW

Rose Rodrigues e Roberto Nascimento colhem rúcula, coentro, repolho, espinafre e berinjela nos canteiros, amarram as folhas e as colocam num carrinho de mão. Os dois percorrem então a favela de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, para distribuir aos moradores a colheita da horta comunitária, como fazem todas as quartas-feiras pela manhã.

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Leonel Radde: esquerda precisa revisar debate sobre segurança pública

O vereador petista, integrante dos policiais antifascistas, defende que se dispute contra a direita a narrativa do combate ao crime; veja vídeo na íntegra

Por Camila Alvarenga, no Opera Mundi

No programa SUB40 desta quinta-feira (08/07), o fundador de Opera Mundi, Breno Altman, entrevistou Leonel Radde, vereador de Porto Alegre filiado ao Partido dos Trabalhadores e policial civil antifascista, sobre segurança pública. Para ele, a esquerda falha no debate sobre o setor, pois “tem sempre um discurso antagônico aos órgãos de segurança” e oferece “respostas complexas para problemas complexos”.

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‘Como achar que um negro é dono de uma bicicleta tão cara?’, reflete antropólogo ao criticar ‘racismo estrutural’ em caso no Leblon

No Extra

O cenário é a calçada em frente ao Shopping Leblon, na tarde do último sábado. Em meio aos muitos pedestres que vêm e vão, Igor Martins Pinheiro, de 22 anos, agacha-se ao lado de uma bicicleta elétrica, como mostram câmeras de segurança instaladas na rua. Em menos de dois minutos, o rapaz rompe a corrente do cadeado com um alicate, à luz do dia, e deixa o local empurrando o equipamento, sem chamar atenção ou ser incomodado. Cerca de meia hora depois, no mesmo local, Tomás Oliveira e Mariana Spinelli, proprietária do item furtado, interpelaram Matheus Ribeiro, que estava sobre uma bicicleta elétrica similar, relatando o crime recém-ocorrido. A abordagem do casal, filmada pelo instrutor de surfe, gerou intensos debates e virou caso de polícia. Igor, preso na manhã desta quinta-feira por agentes da 14ª DP (Leblon), é branco e loiro. Matheus é negro e usa cabelo no estilo black power. Especialistas ouvido pelo EXTRA enxergam no ocorrido um exemplo do chamado “racismo estrutural”.

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Historiadora Lilia Schwarcz traça paralelo entre a gripe espanhola e a pandemia de Covid-19 em evento do STF

Para a professora, a história guarda lições para que a sociedade atual aprenda com os erros e acertos do passado

STF

A antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz participou, nesta sexta-feira (11), do evento virtual “Registros históricos em períodos de pandemia: um olhar para a Covid-19”, promovido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A professora da Universidade de São Paulo (USP) e de Princeton, nos Estados Unidos, traçou um paralelo entre a gripe espanhola de 1918 e a atual pandemia da Covid-19 e destacou as lições que a sociedade deve apreender com a crise.

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Kabengele Munanga: Como um país que vive com racismo e com sexismo pode se dizer democrático?

Aos 79 anos, antropólogo Kabengele Munanga defende papel do intelectual de influenciar na transformação social

Por Gabriel Rocha Gaspar, na ECOA

“Tenho a pretensão de ser um intelectual”, diz o professor doutor Kabengele Munanga.

As aspas podem parecer falsa humildade se comparadas ao currículo do antropólogo brasileiro de origem congolesa. Nascido de pais iletrados na pequena cidade de Bakwa-Kalonji, Munanga foi o primeiro africano a lecionar na USP (Universidade de São Paulo), e o primeiro negro docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da universidade, em 1980. Recebeu a Ordem de Rio Branco, comenda máxima do ministério das Relações Exteriores, e a Comenda do Mérito Cívico-Cultural da Presidência da República Federativa do Brasil — além do título de Cidadania Baiana, pela assembleia legislativa do Estado da Bahia.

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O Racismo em forma de brincadeira: A Toxicidade do Racismo Recreativo

Esta matéria faz parte da série de matérias do projeto antirracista do RioOnWatch. Conheça o nosso projeto que traz conteúdos midiáticos semanais ao longo de 2021: Enraizando o Antirracismo nas Favelas. Para contribuir com essa pauta, clique aqui.

Por Andreia Meireles, no RioOnWatch

O Brasil durante mais de três séculos passou por um processo de escravização que gerou diversas questões de exclusão social e alienação cultural da população negra. Sofrer séculos sem a garantia de direitos básicos até hoje não deslanchou políticas de reparação.

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Intelectuais, artistas e judeus progressistas denunciam em manifesto conteúdo nazifascista e genocida do governo Bolsonaro: “É preciso chamar as coisas pelo nome”

Lilia Schwarcz , David Tygel e Silvio Tendler então entre os mais de 230 artistas e intelectuais judeus que assinaram manifesto reafirmando as “inclinações nazistas e facistas”, além de genocidas, do governo Bolsonaro. Embora não cite Michel Gherman, o documento é lançado em meio à polêmica envolvendo o presidente da entidade que teoricamente representa os judeus do Rio de Janeiro, em negação às fortes denúncias do historiador, que afirma que, para estudar o holocausto, é fundamental estudar e entender o nazismo que o originou.

Abaixo, a excelente resposta de Michel Gherman ao presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj) e, em seguida, a íntegra do manifesto com as respectivas assinaturas. Novas adesões podem ser feitas aqui.

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Judith Butler: O futuro da pandemia

No blog da Boitempo

Independentemente de como assimilamos esta pandemia, nós a compreendemos como global; ela deixa claro o fato de que estamos implicados em um mundo compartilhado. A capacidade de criaturas humanas vivas de afetar umas às outras é, por vezes, uma questão de vida ou morte. Como são muitos os recursos partilhados de forma desigual, e muitos também são aqueles que possuem apenas uma pequena ou extinta fração do mundo, não podemos reconhecer a pandemia como global sem enfrentar tais desigualdades.

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Ailton Krenak: Por que não conseguimos olhar para o futuro?

No Trip Transformadores, o cineasta Fernando Meirelles bate um papo com o líder indígena sobre a crise do clima, as mudanças que enfrentamos e o retorno das civilizações à natureza

Trip

No último ano, todos pararam para ouvir Ailton Krenak. A voz do líder indígena, que há décadas alerta para a destruição do planeta em nome do desenvolvimento, nunca fez tanto sentido. “A pandemia mostrou que a ideia de governar o mundo está vencida. No meio da crise, esse pensamento convencido e orgulhoso começou a olhar em volta de si e falar: ‘Será que tem alguma outra coisa pra gente pensar?'”, diz Krenak, um dos homenageados pelo prêmio Trip Transformadores 20/21. “Sair da caixinha, na verdade, é porque a caixinha se desmanchou. Nós estamos todos nus. Talvez aquele espelho que os europeus trouxeram pra trocar com a gente na praia tenha se invertido e agora eles estão vendo a sua própria cara, a cara do engano”.

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O paradoxo da pandemia. Por Slavoj Žižek

Temos que aceitar ser uma espécie dentre as outras na Terra e, ao mesmo tempo, pensar e agir como seres universais

No A Terra é Redonda

O cansaço gerado pela pandemia agora se estende à teoria: no começo deste ano, eu me cansei de escrever sobre o assunto – a mesma situação não cessava de se eternizar e, no final, não aguentávamos mais estabelecer pela enésima vez as mesmas constatações. Existe um paradoxo aqui: no momento em que a submissão a hábitos e costumes repetitivos é acusada de tornar a vida entediante, o que nos afunda no cansaço típico destes tempos é justamente a ausência de tais hábitos e costumes. Estamos cansados de viver em um estado de exceção permanente, de esperar por novas diretivas estatais – incapazes, como somos, de encontrar momentos de descanso em nossas vidas cotidianas.

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