Alvim não fez nada diferente do que Bolsonaro prega

Mesmo quando Bolsonaro era um inexpressivo deputado do baixo clero, sempre foi nítida a natureza racista e fascista de seus posicionamentos

Por Gustavo Freire Barbosa, na Carta Capital

Somos julgados não só pelo que falamos, mas também pelo que deixamos de falar – ou pela edição interna que fazemos no sentido de selecionar os assuntos que achamos que merecem nossa indignação.

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A legislação brasileira criminaliza a incitação ao nazismo. Por Roberto Tardelli

Na condição de secretário especial da Cultura, Roberto Alvim produziu um discurso e estética nazista para um número incontável de pessoas

Na Carta Capital

Vamos falar sobre o medo. Não há ser vivo na face da Terra que não sinta medo, que eu despretensiosamente diria ser decorrente de uma certeza de morte. A caça foge de medo de seu predador, esteja ou não ele faminto, porque sabe, nesses saberes pré-constituídos, que pode morrer, por ele atacada. Temos medo da polícia porque sabemos tratar-se de uma força estatal, superiormente armada. Temos medo. Temos medo de altura, temos medo de situações desconhecidas, temos medo que nos trazem nossos repertórios de vivências pessoas ou coletivas.

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Caso Goleiro Bruno: o “não” é civilizatório. Por Djeff Amadeus e Carla Joana Magnago

Um criminalista e uma criminalista contrários à contratação do goleiro Bruno

No GGN

A consciência histórica, segundo Gadamer, é o principal acontecimento do século XX. Por isso, quando os olhos do mundo estavam voltados para o chanceler alemão Wily Brandt, no memorial da resistência judaica, no Gueto da Varsóvia, ele, movido pela vergonha em razão do holocausto, olhou para o chão, dobrou as pernas e… ajoelhou-se para o mundo.

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O esvaziamento da noção de subalternidade, a sobrevalorização da fala e os silêncios como resistência. Por Raquel Lima*

No Buala

Resumo: Partindo do artigo de Gayatri Chakravorty Spivak “Can the subaltern speak?” e considerando a sua recorrente aproximação aos movimentos feministas globais, proponho uma reflexão sobre o esvaziamento da noção de subalternidade, a sobrevalorização da fala e os silêncios como resistência, para demonstrar como esses conceitos são apropriados por um discurso obliterante de ferramentas que poderiam promover novos vocabulários e formas de protesto e emancipação feministas. Parto da análise de lutas concretas de diferentes mulheres do Norte e Sul Global para localizar algumas limitações formais que impossibilitam movimentos articulados e interseccionais de lutas feministas. Concluo que transformações sociais válidas terão que considerar a diversidade e especificidade das formas de opressão, à luz dos contextos políticos, geográficos e sociais em que se inserem, assim como as lógicas coloniais, capitalistas e patriarcais de produção de conhecimento que nos tornam agentes mais ou menos implicadas nessa equação.

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Como líderes indígenas estão lutando para adiar o fim do mundo

Por Fred Di Giacomo, Colaboração para Ecoa

“2019 não foi; está sendo ainda um ano pesado, [um ano] de chumbo. Foram contabilizadas as mortes de lideranças indígenas em 2019, [o número] foi maior que o do ano passado. Foram assassinatos selecionados de lideranças que estão trabalhando na defesa dos direitos do seu povo. Não tinha ninguém fazendo nada ilegal. Então, nós estamos abalados com esse ano, com a violência que invadiu o nosso cotidiano. Nós estamos vivendo um período de assombro. 2019 é um desafio enorme e [o livro] ‘Ideias para adiar o fim do mundo’ aparece como uma espécie de revelação da crise que nós estamos passando globalmente”.

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Quantos anos a gente voltou só no ano passado? Por Gregorio Duvivier

“Foi a partir de 2015 que tudo começou a passar tão rápido que a duração dos anos foi negativa. Terminávamos os anos antes do começo. No final de 2015 estávamos em 2010, e com o impeachment de 2016 voltamos pra 2002. O MDB no poder em 2017 nos levou de volta a 1985. E a eleição de Bolsonaro em 2018 jogou a gente pra 1964. (…) Agora, no final de 2019, chegamos aos anos 1930. “

Na Folha

As últimas eleições foram marcadas pelo saudosismo. “O Brasil feliz de novo”, dizia o slogan do PT, mas poderia ser todos os outros partidos. Todos concordavam: 1) que o Brasil não estava feliz, e 2) que a chave pra felicidade estava no retorno a algum passado. Só restava debater qual seria o ano de destino da nossa máquina do tempo.

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SP: Vídeo flagra agressão de PM com barra de concreto em motoqueiro que passava

Homem, atingido na noite de Natal (25/12), permaneceu internado por quatro dias e recebeu dezenas de pontos na cabeça

Por Arthur Stabile, na Ponte

Um PM pega uma barra de concreto, anda alguns metros, se prepara. Logo na sequência, ele dá um golpe certeiro na cabeça de um motoqueiro que passava pela rua, sem nem sequer abordá-lo antes disso. O caso aconteceu no Jardim Jaqueline, zona oeste da cidade de São Paulo, na noite de Natal (25/12) e foi flagrado por câmeras de segurança.

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Sobre o “Mais Médicos” e a experiência de uma cubana entre nós

Por André Reichhardt

Me hospedei na casa de uma médica cubana que fez parte do programa Mais Médicos em 2014, no município de Capim Grosso, interior da Bahia. Perguntei como foi a sua experiência e, claro, sobre os mitos e fatos que ouvimos no Brasil a respeito do programa.

Quanto ao pagamento recebido por cada médico cubano, o governo Dilma havia feito um acordo com o governo cubano de que cada médico custaria 10 mil reais ao Brasil, por mês. Destes 10 mil, cada médico ficava com 2800,00 reais, que na época correspondia a 1400,00 CUC (moeda convertível cubana). Para termos comparação, o salário que recebiam aqui era em torno de 60 CUCs.

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Cláudio Santoro: um século de silêncio no Amazonas. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“As estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra”. (Gabriel Garcia Márquez: Cem anos de solidão. 1967)

Há cem anos, nascia em Manaus, na rua Oriental, nº 16, Cláudio Franco de Sá Santoro, o primogênito dos 12 filhos de Cecília e Giotto Michelangelo, no momento em que a gripe espanhola, conhecida como “La dansarina”, devastava o planeta, deixando mais de 50 milhões de mortos, incluindo no Brasil o presidente da República, Rodrigues Alves. Na capital do Amazonas, a média diária pulou de 5 cadáveres para 80, segundo a estatística mortuária registrada no relatório do médico Alfredo da Matta. Os coveiros fizeram greve reclamando do excesso de trabalho e os cadáveres começaram a apodrecer nas casas, praças, ruas, hospitais, atraindo urubus.

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