O neodilúvio e o boicote às editoras pela Mackenzie. Deus está vendo! Por Lenio Luiz Streck

No Conjur

Este é meu texto de Páscoa.

É em solidariedade e homenagem às editoras Boitempo e Contracorrente, impedidas de participar na feira de livros do centro acadêmico João Mendes Jr, órgão representativo de alunos e alunas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo. Pois é. A Reitoria censurou as duas editoras. Tempos difíceis de index, não?

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Brasileiros são a favor de democracia e de protestos. Só que não

Pesquisa da Artigo 19 e Talk aponta que maioria da população se diz a favor da democracia e de manifestações, mas ao mesmo tempo apoia a repressão a protestos e se diz contrária aos partidos

Por Fausto Salvadori, da Ponte, no Diálogos do Sul

A democracia é o melhor sistema de governo para 87% dos brasileiros. Boa notícia? Talvez não, porque brasileiro tem uma visão muito própria do que seja uma democracia. No sistema democrático desejado pelos brasileiros, não cabem partidos políticos nem liberdade: apenas 36% concordam que as pessoas podem expressar ideias e opiniões sem serem reprimidas e 83% são contrários à participação de partidos políticos em protestos.

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O risco à civilização e o surgimento do Homo stupidus stupidus. Por Rubens. R. R. Casara

Na Cult

Guerras, catástrofes e crises são cada vez mais necessárias ao capitalismo. A capacidade de produzir, acumular e circular valores a partir da desgraça e do infortúnio explica, em muito, o sucesso de um modelo que muitos acreditavam estar fadado a desaparecer a partir de suas contradições. O ato de destruir, para em seguida reconstruir, torna-se natural e, ao mesmo tempo, pode ser tido como fundamental à manutenção de uma estrutura em que até a dor e o sofrimento acabam transformados em mercadorias.

Não por acaso, hoje, vários retrocessos são percebidos em todo o mundo (não se pode, porém, descartar que o Brasil ocupe uma posição de destaque na dinâmica mundial como um laboratório em que se testa a mistura entre conservadorismo, ultra-autoritarismo e neoliberalismo). Voltar para evitar o fim, repetir e reconstruir para lucrar a qualquer custo, isso em um espiral infinito.

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Israelenses condenam fala de Bolsonaro sobre Holocausto

Memorial Yad Vashem e presidente de Israel dizem que ninguém tem o direito de determinar se os crimes do regime nazista contra os judeus podem ser perdoados, como sugeriu o líder brasileiro em evento com evangélicos.

Na DW

O museu Yad Vashem divulgou um comunicado neste sábado (13/04) no qual diz que ninguém tem o direito de determinar se os crimes hediondos do Holocausto podem ser perdoados.

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Ameaça de alunos nazistas assusta professores de escola para surdos no Rio

Ameaças fizeram Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos) suspender aulas na semana passada e acionar Polícia Federal; aluno teria ameaçado com um ‘Dia D’

Por Leonardo Coelho, especial para Ponte

Servidores do Ines (Instituto Nacional de Educação de Surdos) denunciam a existência de um grupo de alunos que se declaram nazistas e teriam ameaçado funcionários e outros alunos do espaço, localizado na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. As ameaças fizeram a direção do Instituto, referência no ensino aos surdos, suspender as aulas na última sexta-feira (5/4) e enviar um comunicado interno informando que havia denunciado o caso às Polícias Federal, Civil e Militar e reforçado a segurança do prédio.

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Parada em blitz, atriz diz que ouviu de PM: ‘sua profissão é suspeita. Atores usam drogas’

Por Marlen Couto, no Extra

A atriz Kika Kalache, conhecida por papéis em novelas como “O Clone” (TV Globo) e mais recentemente “Jesus” (Record), foi parada em uma blitz na noite desta quinta-feira no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, quando voltava de um jantar com o marido, e ficou surpresa com a justificativa de um policial militar, que a reconheceu, para revistar seu carro. Segundo a atriz, o PM, que parava veículos em busca de armas e drogas, afirmou que a profissão de Kika é “suspeita”, porque “atores usam drogas”.

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Como os povos em guerra. Por Janio de Freitas

A criminalidade urbana se incorpora ao nosso cotidiano, à nossa normalidade

Na Folha

Indutores da eliminação humana sem julgamento e sem motivação real, por policiais e militares, Jair Bolsonaro e Wilson Witzel não tiveram coragem de dar sua opinião sobre o fuzilamento de um homem de bem, o músico Evaldo dos Santos Rosa.

O primeiro não foi capaz sequer de emitir uma palavra a respeito, mesmo que pedida. O governador fluminense fugiu pelo caminho das frases feitas: “Não me cabe fazer juízo de valor”. Não só cabe: é obrigação dos dois, submetidos a exigências funcionais que se sobrepõem à covardia moral e à fuga política.

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O Vale dos Caídos no século XXI

Por Francisco Ferrandiz, no Buala

O Vale dos Caídos é o monumento mais polémico da Espanha contemporânea. Francisco Franco concebeu o projeto durante a Guerra Civil (1936-1939), a fim de receber os corpos daqueles que morreram lutando ao seu lado, “por Deus e pela Espanha”, e para comemorar seu sacrifício e martírio. O projeto começou a ser construído em 1940 e, depois de quase 20 anos de trabalho, foi inaugurado em 1 de Abril de 1959, no vigésimo aniversário da “Vitória” na guerra. É um monumento impressionante e enorme, cuja basílica foi escavada numa colina rochosa, e é coroado por uma enorme cruz de 150 metros de altura. Concebido como um panteão, há atualmente nas suas criptas subterrâneas cerca de 33.800 corpos.

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Partidos alemães condenam absurdo de Bolsonaro sobre nazismo

Distorção e falsificação da história e difamação da memória das vítimas foram algumas das reações de parlamentares à declaração do presidente e seu chanceler de que o nacional-socialismo teria sido movimento de esquerda.

Clarissa Neher , na DW

Políticos de todos os partidos que compõem o Parlamento alemão  condenaram as declarações do presidente Jair Bolsonaro e do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de que o nazismo teria sido um movimento de esquerda. Deputados ouvidos pela DW consideraram inaceitável a comparação feita pelo governo brasileiro.

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De volta à caverna: elogio à ignorância

É certo que Bolsonaro é cria da ignorância, mas, ao mesmo tempo, ele atua como um arauto, dando voz aos próprios ignorantes

Por Raphael Fagundes e Wendel Barbosa*, na Revista Fórum

Qual é o perigo da situação atual? A ignorância. A ignorância, muito mais que a miséria… É num momento semelhante, diante de um perigo como esse, que se pensa em atacar, em mutilar, em sucatear todas essas instituições que têm como objetivo específico perseguir, combater e destruir a ignorância!”.

(Discurso de Victor Hugo na Assembleia Constituinte de 10 de novembro de 1848)

A aversão ao conhecimento se dá pelo fato de ele estar associado à esquerda, de modo que ser contra a erudição é uma forma de ser contrário à esquerda, ser antissocialista. Não se reivindica o conhecimento para si, mas a necessidade de não tê-lo para viver.

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