Um investigado por fraude ambiental comandará Meio Ambiente sob Bolsonaro

Advogado Ricardo Salles é alvo de ação por improbidade administrativa no período em que foi secretário da área no Governo Alckmin. Do Partido Novo, ele preside o movimento Endireita Brasil e defendeu “bala” como resposta ao MST

Por Beatriz Jucá, no El País

Apoiado por entidades ruralistas e presidente do Movimento Endireita Brasil, o advogado Ricardo de Aquino Salles comandará o Ministério do Meio Ambiente a partir de janeiro. O anúncio do ministro que  completa a Esplanada dos Ministérios de Jair Bolsonaro foi feito pelo presidente eleito na tarde deste domingo. Salles, que já foi secretário particular do ex-presidenciável Geraldo Alckmin e ocupou também a pasta de Meio Ambiente de São Paulo durante o Governo do tucano, vinha sendo citado há dias como nome para o cargo. O futuro ministro é alvo de ação de improbidade administrativa, acusado de manipular mapas de manejo ambiental do rio Tietê, e, durante a campanha eleitoral deste ano, chegou a sugerir o uso de munição de fuzil contra a esquerda e o MST.

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Tempo de combinar. Por Janio de Freitas

Na Folha

A falta de esclarecimento imediato por quem o devia aumentou a aparência viciosa da presença de Michelle Bolsonaro nas incoerências financeiras do motorista de Flávio Bolsonaro. Se não por ética pessoal, como obrigação de presidente eleito não podia Jair Bolsonaro dispensar-se de explicar o recebimento, por sua mulher, de um valor financeiro “atípico”.

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Politicídio Brasileiro?

Por André Márcio Neves Soares, no Justificando

O historiador holandês Luuk van Middelaar escreveu um livro sobre o assassinato da política na filosofia francesa, denominado Politicídio [1]. Inquieta o escritor, especificamente, como a França, tida com berço da democracia moderna em 1789, transformou-se num país incapaz de pensar a filosofia política, interna e externamente, justamente quando o regime político democrático mais precisava de novas ideias, no período pós-guerra.

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Uma atroz conveniência. Por Patrick Mariano

Na Cult

Antes de começar a escrever este artigo tentei encontrar o pedido de prisão feito por Raquel Dodge contra o governador do Estado do Rio de Janeiro, Fernando Pezão, bem como a decisão do ministro Félix Fischer que a determinou. Em vão, resolvi ligar na assessoria de imprensa dos dois órgãos públicos e a reposta que recebi foi a de que sobre elas havia sigilo e que não a divulgariam. Resolvi insistir e indagar até quando esse sigilo vigoraria e não obtive nenhuma projeção quanto ao tempo. Na noite do dia 1 de dezembro, dois dias após a prisão, soube que o ministro Fischer havia levantando o sigilo apenas do pedido de prisão.

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Organizar as lutas. Por Vladimir Safatle

A esquerda se deixou configurar como força reativa, incapaz de propor pautas

Na Folha

A situação brasileira atual não é apenas a figura da emergência de novos perigos e violência. Ele é a expressão de um esgotamento profundo dos modos de organização das lutas e das mobilizações.

Não se trata apenas de esperar por novos líderes, de fazer partidos voltarem “às bases” ou de resistir em nossos espaços.

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Ng’endo Mukii, cineasta queniana da animação “Retrato de Marielle”, estará dia 8 no Museu da Maré

Neste sábado, 08, às 10 horas, a cineasta queniana Ng’endo Mukii irá mostrar e falar de seu trabalho no Museu da Maré. Ng’endo trabalha com questões de ideais de beleza branco e suas implicações para as mulheres africanas e na diáspora. Também coordenou a animação “Retrato de Marielle Franco”, produzida em Nairóbi com art-ivistas e facilitada pela Rede eVoices. Agora, está produzindo em Salvador uma animação com jovens artistas baianos sobre a queniana Wangari Maathai, ativista do meio ambiente, feminista e vencedora do prêmio Nobel. (mais…)

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Noam Chomsky cumple 90: cómo un anarquista estadounidense ha hecho algo más que sobrevivir

El Salto / Servindi

El 7 de diciembre de 2018, Noam Chomsky cumple 90 años. En una encuesta del Reader’s Digest de 2013 sobre “Las 100 personas en las que más se confía en Estados Unidos” (coronada por celebridades de Hollywood), Noam Chomsky, un autodenominado anarquista, se encontraba en el puesto nº 20 (tras la nº 19, Michelle Obama, pero por delante del nº 24, Jimmy Carter). Dado que a lo largo de la historia de EE UU los antiautoritarios han sido habitualmente rechazados, económicamente castigados, psicopatologizados, criminalizados y asesinados, la supervivencia y pujanza de Chomsky son de destacar. (mais…)

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Brasil, um país do passado

No Brasil, está na moda um anti-intelectualismo que lembra a Inquisição. Seus representantes preferem Silas Malafaia a Immanuel Kant. Os ataques miram o próprio esclarecimento

Por Philipp Lichterbeck, na Deutsche Welle

É sabido que viajar educa o indivíduo, fazendo com que alguém contemple algo de perspectivas diferentes. Quem deixa o Brasil nos dias de hoje deve se preocupar. O país está caminhando rumo ao passado. (mais…)

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Trinta anos esta noite

Como impedir um retrocesso maior com relação aos direitos humanos?

Por Sergio Gardenghi Suiama*, no JOTA

 Se as datas redondas servem para alguma coisa, talvez seja para nos permitir refletir sobre a contingência histórica e o sentido que damos à nossa existência neste planeta. Em outubro de 2018, completaram-se 30 anos da Constituição, outrora chamada “Cidadã”. No mesmo mês, 57 milhões de brasileiros elegeram um presidente da República denunciado por racismo e apologista da tortura para os que não são “humanos direitos”. Uma poderosa bancada de senadores e deputados também foi eleita, com a plataforma do combate implacável ao que chamam de “ideologia de gênero” e “kit gay”. Nas ruas, apoiadores gritam: “Bolsonaro vai matar viado”. Nas mídias sociais, imagens de mamadeiras com formato de pênis lembram os “cidadãos de bem” sobre os perigos da doutrinação gayzista para nossas crianças. (mais…)

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Evangélicos parecem coesos para definir agenda de Bolsonaro, diz Monica de Bolle

Para diretora de estudos latino-americanos e mercados emergentes da Johns Hopkins University, implosão dos partidos gerou espaço político para os evangélicos, que, unidos a outros grupos fora da estrutura partidária, buscam ditar rumos do novo governo

 Por Ciro Barros, na Agência Pública

Quando o bispo Marcelo Crivella (PRB) foi eleito para a prefeitura do Rio de Janeiro, a economista Monica de Bolle, PhD pela London School of Economics e diretora de estudos latino-americanos e mercados emergentes da Johns Hopkins University, passou a sentir uma “coceira”, como ela diz. A eleição de um quadro importante da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) para a prefeitura da segunda cidade mais rica do Brasil lhe pareceu simbólica. “Como a crença nos partidos caiu enormemente, mas a crença nas igrejas não, parece que isso está levando a uma coesão maior da frente parlamentar evangélica, que está se unindo a outros grupos para definir a agenda do futuro Governo Bolsonaro”, argumenta. “Isso talvez seja a história da implosão dos partidos políticos relacionados à corrupção. No Brasil, isso deu espaço para ser ocupado por um grupo que almejava um espaço político maior tendo em vista a eleição do Crivella no Rio de Janeiro, em 2016. Agora esses grupos veem esse espaço aberto porque as pessoas não acreditam mais em partido político mesmo. Elas vão acreditar no quê? Elas vão acreditar na igreja.” (mais…)

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