“As redes sociais estão dilacerando a sociedade”, diz um ex-executivo do Facebook

Chamath Palihapitiya lamenta ter participado da criação de ferramentas que destroem o tecido social

No El País

Um ex-alto executivo do Facebook fez um mea culpa por sua contribuição para o desenvolvimento de ferramentas que, em sua opinião, “estão dilacerando o tecido social”. Chamath Palihapitiya, que trabalhou na empresa de Mark Zuckerberg de 2007 a 2011, da qual chegou a ser vice-presidente de crescimento de usuários, acredita que “os ciclos de retroalimentação de curto prazo impulsionados pela dopamina que criamos estão destruindo o funcionamento da sociedade. Sem discursos civis, sem cooperação, com desinformação, com falsidade”. (mais…)

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Este Brasil, por Janio de Freitas

Na Folha

Ninguém, parece mesmo que ninguém, tenta pensar o Brasil em seu pleno sentido e em seus possíveis amanhãs. É um país sem estratégia, sem ideia do que é e conviria vir a ser no mundo. Na grande tecitura internacional, não vive do que faça para uma inserção desejada, mas do que cada dia lhe traz. Segue adiante porque os dias se sucedem. Condicionado integralmente pelo mundo exterior, perplexo, lerdo, segue. (mais…)

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Quem tripudia direitos humanos chama a si mesmo de lixo, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Direitos humanos dizem respeito à garantia de não ser assaltado e morto, de professar a religião que quiser, de abrir um negócio, de ter uma moradia, de não morrer de fome, de poder votar e ser votado, de não ser escravizado, de poder pensar e falar livremente, de não ser preso e morto arbitrariamente pelo Estado, de não ser molestado por sua orientação sexual, identidade, origem ou cor de pele. Mas devido à deformação provocada por políticos escandalosos, líderes espirituais duvidosos e formadores de opinião ruidosos, a população acha que direitos humanos dizem respeito apenas a ”direito de bandido”, esquecendo que o mínimo de dignidade e liberdade do qual desfrutam estão neles previstos. (mais…)

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Privatize-se até a PQP, por José Saramago*

Regressados de uma viagem a Argentina e Bolívia, os meus cunhados Maria e Javier trazem-me o jornal Clarín de 30 de agosto. Aí vem a notícia de que vai ser apresentada ao Parlamento peruano uma nova lei de turismo que contempla a possibilidade de entregar a exploração de zonas arqueológicas importantes, como Machu Pichu e a cidade pré-incaica de Chan Chan, a empresas privadas, mediante concurso internacional. (mais…)

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Precisamos falar sobre gênero

Enquanto a precarização da vida dilui vínculos e constitui novas subjetividades, a construção política das inseguranças pode obscurecer os circuitos reais em que essa precarização se estabelece. Diante de mudanças profundas no mundo do trabalho e com a financeirização da vida, trata-se da mobilização política de estereótipos e preconceitos presentes na sociedade para ativar inseguranças e situá-las como questões de ordem moral. 

Por Flávia Biroli, no blog da Boitempo* (mais…)

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A nova onda conservadora no Brasil

Fatores históricos e insatisfação da classe média podem ajudar a explicar posições tradicionais em relação a temas como aborto e pena de morte, assim como moralismo exacerbado e ascensão de Bolsonaro, apontam analistas.

Na DW

Após eleger em 2014 o Congresso mais conservador em cinco décadas, a sociedade brasileira atingiu o ápice do conservadorismo dos últimos anos em dezembro de 2016, segundo uma pesquisa divulgada pelo Ibope. De acordo com o levantamento, 54% dos brasileiros têm posições tradicionais em relação a questões como legalização do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, pena de morte e redução da maioridade penal. (mais…)

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Brasil é 2º país com pior noção da própria realidade

Em pesquisa que confrontou dados oficiais com percepção de entrevistados em temas como criminalidade e saúde, brasileiros só ficaram à frente dos sul-africanos. Suecos são os com maior noção da realidade.

Na DW

Os brasileiros têm a tendência de perceber um quadro pior do que a realidade ou têm pouca familiaridade com características do seu próprio país. Segundo uma pesquisa realizada em 38 países, os brasileiros só ficam à frente dos sul-africanos em um ranking que mede a percepção equivocada que as pessoas têm da realidade à sua volta. (mais…)

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Porque a democracia está se autodestruindo

IHU On Line

Primeiro o Brexit. Depois, em setembro, o avanço da direita nas eleições da Alemanha e, poucas semanas depois, um resultado semelhante nas austríacas. E a Itália que se aproxima a um voto entre os mais delicados de todos os tempos, cujo resultado provável é de um Parlamento sem maioria, enquanto xenofobia e fascismos estão em toda parte como notícias diárias, começando pelo próprio país. O que está acontecendo na Europa? Na quarta-feira, 6 de dezembro, será realizada uma discussão sobre esse tema em Trento, na Fundação Bruno Kessler, na conferência “Europa 2017: uma revolução eleitoral?” organizada pelo Instituto histórico ítalo-germânico e pelo Departamento de sociologia e pesquisa social da Universidade. (mais…)

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Por que os jovens não entendem a substância do fascismo. Artigo de Mariapia Veladiano

IHU On Line

“Fascismo é uma experiência política, social e humana iliberal e violenta. Um problema é que, para os jovens, a substância iliberal do fascismo é inimaginável. Não tanto porque eles crescem imersos nas liberdades fundamentais do indivíduo e do cidadão: eles falam quando querem e daquilo que querem, eles se movem para onde o desejo os leva, encontram-se, agregam-se e desagregam-se. Protestam. Mas, acima de tudo, porque se percebem como ilimitados.” A opinião é da escritora italiana Mariapia Veladiano, publicada no jornal La Repubblica, 05-12-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Eis o texto: (mais…)

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Mario Sergio Cortella: “Mídias sociais favoreceram a imbecilidade”

Cortella comenta a cultura do ódio que se disseminou pelo país: na internet todos têm uma opinião, mas poucos têm fundamentos para ancorá-la

Por Renata Martins, na Deutsche Welle/Carta Capital

A instantaneidade e conectividade das mídias sociais fomentam um ambiente hostil em que todos têm “alguma opinião sobre algo, mas poucos têm fundamentos refletidos e ponderados para iluminar as opiniões”, diz o filósofo e professor universitário Mario Sergio Cortella, em entrevista à DW Brasil. (mais…)

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