Vilma Reis: Decidimos interromper a hegemonia branca na política

A socióloga tentará ser a primeira mulher negra a governar Salvador e avisa: “Não haverá nada sobre nós, sem nós”

Por Igor Carvalho e José Eduardo Bernardes, no Brasil de Fato

Durante o encontro internacional da Coalizão Negra por Direitos, no mês de novembro, em São Paulo, o movimento negro definiu como uma prioridade a conquista de espaços representação política.

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A destruição da razão como projeto

“Pode-se imaginar para onde se dirige um país que se comprometeu com a idiotice total. As consequências do desprezo ao conhecimento e ao senso comum serão fatais, não só na Amazônia”

Por Philip Lichterbeck, na DW

Cada assassinato de um indígena no Brasil diz algo sobre a relação esquizofrênica do país consigo mesmo. Muitos brasileiros não querem saber sobre as raízes indígenas de seu país e não querem ouvir a mensagem dos primeiros brasileiros sobre paz, respeito e preservação da natureza. É uma mensagem sensata. Mas a extrema direita do Brasil a odeia. Por trás disso há um profundo desprezo pela ciência, pela razão e pelo senso comum. Desprezo este que está se espalhando cada vez mais pelo Brasil. E com consequências mortais.

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Vamos falar de alternativas? Por Rubens R.R. Casara

Na Revista Cult

Para Christian Laval e Pierre Sauvêtre

Neoliberalismo: compreender para se revoltar

neoliberalismo não é um fenômeno passageiro, como demonstra a facilidade com que se adapta às mais variadas circunstâncias e ideologias. Toda vez que é anunciado o fim do neoliberalismo, ele retorna repaginado e mais forte. Mais do que uma ideologia efêmera, esse modo de ver e atuar no mundo transformou o Estado, a sociedade e o indivíduo de uma maneira profunda em atenção aos interesses do mercado e dos detentores do poder econômico. As regras do mercado e a lógica da concorrência passaram a condicionar todas as esferas da vida. Criou-se um “novo sistema de normas que se apropria das atividades de trabalho, dos comportamentos e das próprias mentes. Esse novo sistema estabelece uma concorrência generalizada, regula a relação do indivíduo consigo mesmo e com os outros segundo a lógica da superação e do desempenho infinito”, como escrevem Christian Laval e Pierre Dardot em Comum: ensaios sobre a revolução no século 21 (Boitempo). Deu-se, com o neoliberalismo, uma profunda mutação antropológica que leva seres humanos a se perceberam como “empresas”, tratarem e serem tratados como objetos negociáveis e/ou descartáveis. A acumulação tendencialmente ilimitada do capital é a meta a condicionar a transformação do Estado, das relações sociais e da subjetividade.

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Os fiéis na balança. Por Janio de Freitas

Marcelo Crivella é um pastor evangélico em missão na prefeitura do Rio

Na Folha

O cerco à modesta democracia vem de mais quadrantes do que se tem reconhecido. Os generais do capitão, o próprio e determinadas forças econômicas não são tudo o que pressiona a democracia. Nem, talvez, a força portadora de maiores ambições. O movimento liberticida tem uma dimensão esquecida, que recente arbitrariedade traz à tona.

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Rabino Michel Schlesinger: “Uma sociedade de escuta e diálogo nos aproxima da defesa dos Direitos Humanos”

Por Renato Barreto, na Sur

Desde muito jovem, Michel Schlesinger, nascido em São Paulo, já se envolvia com projetos voltados à comunidade judaica. Após graduar-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), ele escolheu dedicar-se ao rabinato, prosseguindo com estudos rabínicos e mestrado no Instituto Schechter, em Jerusalém. Em 2005, completou a sua formação em Israel, recebendo a ordenação rabínica e o seu título de mestre em Talmude e Lei Judaica.

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Argentina colocou seus torturadores na cadeia. Já o Brasil…

Nossos vizinhos, quando erram, saem a reparar o erro. Nós optamos por afundar na lama

Na Carta Capital

A Argentina, país que o Brasil adora odiar, terá cruzado duas vezes com o eterno rival nestes últimos dias no terreno em que os rancores costumam ser mais exacerbados: o futebol. Num amistoso pouco amistoso em Riad, na Arábia Saudita, a burocrática seleção do Tite perdeu do conjunto de Messi numa partida que, pontapés à parte, foi um convite à narcolepsia. 

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Câmara foi racista ao passar pano em racismo de deputados do PSL. Por João Filho

No The Intercept Brasil

OS DEPUTADOS DO PSL têm se sentido cada vez mais à vontade para barbarizar a vida política brasileira. Até o ano passado, Jair Bolsonaro era um dos poucos parlamentares que usava o mandato para expressar seu desprezo pelos valores democráticos. Com o bolsonarismo, isso virou padrão. Todo dia tem um figurão do PSL xingando opositores, atacando as instituições, perseguindo jornalistas, exaltando assassinos e fazendo ameaças de todo tipo contra a democracia. A coisa já está fora de controle.

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Ao negro escravizado eram oferecidos pão, pano e pau, pancada. Isso acabou? Por Chico Alencar

Horrizamo-nos diante do Holocausto dos judeus no século XX. Esquecemo-nos do Holocausto e da Diáspora africana

Chico Alencar*, no Brasil de Fato

Para Joel Rufino dos Santos (1941-2015), mestre eterno, suave quilombola dos nossos tempos

Joaquim Nabuco (1849-1910), nascido na aristocracia, constatou: “a escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. Escravidão, além de exploração brutal da mão de obra, é a negação do outro como pessoa, sua invisibilização. Durante um, dois, três, quatro séculos a escravidão vigorou oficialmente no Brasil. Aos negros escravizados eram “oferecidos” três pês: pão, pano e pau, pancada. Isso acabou?

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Entrevista: ‘Negar e silenciar é confirmar o racismo’, diz Roger Machado

Por Bruno Sousa, no The Intercept Brasil

VOCÊS DEVEM TER VISTO ou ao menos ouvido falar da entrevista coletiva de Roger Machado, técnico do Esporte Clube Bahia, no mês passado. A derrota por 2×0 para o Fluminense ficou em segundo plano depois da pergunta feita pela repórter Caroline Patatt, do canal FoxSports: ‘Queria que você falasse sobre a importância dessa campanha’, se referindo a iniciativa feita pelo Observatório da Discriminação Racial no Futebol, em que os dois únicos técnicos negros da Série A do Campeonato brasileiro se enfrentaram e entraram juntos em campo com uma camisa contra o racismo no esporte.

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