O modo de funcionamento da humanidade entrou em crise. Por Ailton Krenak

Em entrevista exclusiva, o líder indígena Ailton Krenak reflete sobre o significado da pandemia e faz um alerta:“se voltarmos à chamada ‘normalidade’, não valeram de nada as mortes de milhares de pessoas”

Por Bertha Maakaroun, no Jornalistas Livres

O mundo está em suspensão. O momento é de recolhimento, de silêncio. A experiência do isolamento social, para enfrentar o horror do novo coronavírus, pode trazer lições valiosas à humanidade. “Se essa tragédia serve para alguma coisa é mostrar quem nós somos. É para nós refletirmos e prestar atenção ao sentido do que venha mesmo ser humano. E não sei se vamos sair dessa experiência da mesma maneira que entramos. Tomara que não”, afirma o escritor Ailton Krenak, de 66 anos, um dos mais destacados ativistas do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas e doutor honoris causa pela Universidade de Juiz de Fora.

(mais…)

Ler Mais

Todos viveremos a batalha de Milão

Newsletter do The Intercept Brasil, por Leandro Demori

No dia 27 de fevereiro (que parece século passado), quando a Itália ainda tinha poucos casos confirmados de coronavírus, o prefeito de Milão divulgou em suas redes um vídeo da campanha Milano non si ferma (Milão não para). Em inglês, para atingir sobretudo os turistas que àquela altura já estavam cancelando suas férias na península por causa da epidemia.

Dois dias antes, o prefeito gravara um vídeo garantindo a data de estreia de uma das maiores feiras de móveis do mundo, um evento tradicional na cidade: 16 de junho.

(mais…)

Ler Mais

Coronavírus: como vencer o capitalismo de desastre? Por Naomi Klein

No The Intercept Brasil

PASSEI DUAS DÉCADAS estudando as transformações que acontecem sob a cobertura de um desastre. Aprendi que podemos contar com uma coisa: durante momentos de mudança cataclísmica, o anteriormente impensável de repente se torna realidade. Nas últimas décadas, essa mudança foi principalmente para o pior – mas nem sempre foi esse o caso. E não precisa continuar no futuro.

(mais…)

Ler Mais

Racismo e xenofobia também são ‘assassinos contagiosos’, diz Bachelet

ONU

O surto de coronavírus pode ter forçado milhões ao redor do mundo a se “distanciar socialmente”, mantendo um metro de distância para impedir a propagação, mas isso não impedirá as pessoas de se unirem contra o racismo, declarou em Genebra nesta sexta-feira (13) a alta-comissária da ONU para os direitos humanos.

Michelle Bachelet dirigia-se ao Conselho de Direitos Humanos, cujos membros reuniram-se para para debater o progresso desde o lançamento da Década Internacional de Afrodescendentes, em 2014.

(mais…)

Ler Mais

Capitalismo versus… o que? Por Maria Rita Kehl

Um comentário crítico da coluna “Liberdade, igualdade, fraternidade” de Contardo Calligaris publicada no jornal Folha de S. Paulo

Em A Terra é Redonda

Li, com o interesse de sempre, a coluna de Contardo Calligaris no jornal Folha de S. Paulo no dia 5 de março. O tema é tão importante que tive vontade de entrar no debate. No caso, para discordar de alguns pontos que alicerçam os argumentos do colega psicanalista. O que é raro: concordo quase sempre com o que ele escreve. Aprendo a pensar melhor com a leitura de suas colunas, pois Contardo preserva a prática iluminista, antidogmática, de expor ao leitor o percurso de seu pensamento. Pensamos “junto com ele”. No caso da coluna “Liberdade, igualdade, fraternidade”, pensei e… discordei.

(mais…)

Ler Mais

As filhas de Eva e a sociedade de classes. Por Marcio Sotelo Felippe

Na Revista Cult

Ao ensejo da abjeta agressão do ser que ocupa a presidência a uma jornalista, do carnaval e da proximidade do dia da mulher, algumas reflexões sobre a questão feminina.

Conta o historiador Tito Lívio a história, célebre na Antiguidade, de Lucrécia. Mulher de Colatino, tornou-se objeto de desejo obsessivo de Sexto Tarquínio, filho do rei Tarquínio, o Soberbo. Ele hospeda-se na casa de Lucrécia e Colatino e no meio da noite esgueira-se para o leito de Lucrécia. Confessa-lhe o desejo e a faz submeter-se diante da ameaça de colocar um escravo nu degolado ao lado do seu corpo para que parecesse ter sido morta em flagrante adultério.

(mais…)

Ler Mais

Feminicídio cresce no Brasil e explode em alguns estados

Compilação inédita de dados mostra registro de 1.310 mulheres mortas por violência doméstica em 2019

Por Folha de Dourados

Espancamento, estrangulamento, uso de machado, pedra, pau, martelo, foice, canivete, marreta, tesoura, facão, enxada, barra de ferro, garfo, chave de fenda, bastão de beisebol, armas de fogo, mas, em especial, facas. Consolidação inédita dos dados de 2019 mostra que a estatística do feminicídio trilhou a contramão dos demais crimes violentos e cresceu 7,2% no país, com expansão expressiva em alguns estados.

(mais…)

Ler Mais

MPF recomenda que Exército pare de discriminar mulheres em processos seletivos para oficiais temporários

Seleções para cargos militares temporários, que são destinados a profissionais de diferentes áreas do conhecimento, contêm dispositivos que beneficiam claramente candidatos do sexo masculino

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), recomendou ao Comando da 4ª Região Militar do Exército Brasileiro que adéque seus próximos editais e seleções públicas, de forma a evitar práticas e exigências discriminatórias contra candidatas mulheres em benefício de candidatos homens.

(mais…)

Ler Mais

Medo do tráfico e das milícias asfixiam mobilizações populares nas periferias, diz geógrafo (2)

Por Matheus Pichonelli, no Yahoo Notícias

Confira a segunda parte da entrevista com geógrafo e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Marcelo Lopes de Souza, que em seu novo livro, “Ambientes e territórios: uma introdução à ecologia política”, discute questões como injustiça ambiental, racismo ambiental e ecofascismo, que, segundo ele, se revela à luz de um imaginário em que os elementos e valores neofascistas estão cada vez mais presentes na sociedade brasileira:

(mais…)

Ler Mais

Banana de Bolsonaro a jornalistas é síntese e símbolo da concepção que a gorilagem faz. Por Janio de Freitas

Coisas assim permitem alargar conceito de parasita restringido por Paulo Guedes a funcionários públicos

Na Folha

A banana gestual que Bolsonaro dirigiu a um grupo de jornalistas, sem sequer pergunta ou observação que o incomodasse, fez mais do que um instante apalhaçado em telejornais mundo afora.

Proporciona uma síntese e um símbolo da concepção que a gorilagem faz não só dos jornalistas, mas de toda a sociedade que eles representam, na intermediação entre os homens e a vida do seu planeta.

(mais…)

Ler Mais