Líder indígena Ailton Krenak critica atual modelo da sociedade: “é o mundo da mercadoria”

Convidado do Roda Viva especial do dia do Índio fez duras críticas ao atual modelo da sociedade e a falta de prioridades nos investimentos

Da Redação Fundação Padre Anchieta

O Roda Viva desta segunda-feira (19) recebe o ambientalista e escritor Ailton Krenak. O articulador indígena Denilson Baniwa perguntou sobre o que a natureza pode ensinar para essa nova geração, que “pensam que o leite vem da caixinha de supermercado”. Para Krenak, é muito difícil ensinar isso a uma sociedade que já está acostumada ao sistema fordismo, onde tudo pode ser fabricado e os processos não são tão importantes.

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Os movimentos brasileiros e Biden. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

 Li a carta para Joe Biden, o presidente dos Estados Unidos, que quase 200 entidades e movimentos brasileiros assinam. Eles pedem que o governo dos Estados Unidos não feche nenhum acordo com o governo de Jair Bolsonaro e que discuta com a sociedade brasileira as proposta que ele possa ter para ajudar a Amazônia. Um equívoco constrangedor. 

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Entrevista com o físico Marcelo Gleiser

Por Stela Guedes Caputo (UERJ), na FAEEBA

Resumo: O governo do presidente brasileiro Jair Bolsonaro aprofunda cada vez mais o desprezo pelo conhecimento, que ele já manifestava desde a campanha eleitoral. Em plena pandemia da Covid-19, enquanto o mundo aposta nas pesquisas científicas, na esperança da descoberta de vacinas (o que já aconteceu), Bolsonaro intensifica sua cruzada contra as universidades e a ciência, rejeitando dados analisados com métodos e protocolos, ignorando pesquisas e orientações médicas mundiais, ou seja, sendo negacionista. Interesses financeiros de grandes grupos econômicos, obscurantismo religioso, imensa desigualdade social, um profundo descaso pela vida e o negacionismo, já mencionado, são algumas características do bolsonarismo que faz o Brasil agonizar nesse momento.

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‘Ser mulher é uma construção cultural perfeitamente habitável’, diz Laerte Coutinho

Em entrevista a Breno Altman, cartunista falou sobre questões de gênero, as dificuldades de fazer humor durante a pandemia e Bolsonaro

Por Camila Alvarenga, no Opera Mundi

No programa 20Minutos desta sexta-feira (12/03), o jornalista Breno Altman entrevistou a cartunista Laerte Coutinho, que falou sobre a transgeneridade no país, tema que vem conquistando espaço nas discussões sobre gênero e sexualidade. Para a artista, há uma percepção com “limitação” no que se refere aos gêneros, prevalecendo uma “ideia binária” do que é ser homem ou mulher, como se fossem as “únicas duas possibilidades” que existem dentro da sociedade.

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“Sua raça é resistente à dor”: mulheres relatam racismo em atendimentos médicos

Ofensas explícitas, diagnósticos imprecisos e procedimentos desnecessários fazem pacientes negras e indígenas evitarem consultas e tratamentos

Por Marília Moreira, em AzMina

“Agora eu uso a desculpa da pandemia, mas na verdade o buraco é bem mais embaixo”. É desse modo que a estudante universitária Jé Hámãgãy, 23 anos, justifica o fato de estar evitando ir a médicos desde que o seu filho nasceu, há pouco mais de seis meses. 

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“Barões evangélicos apoiam governo que explora os pobres”

Ronilso Pacheco, da Comunidade Batista de São Gonçalo, afirma que política e religião sempre se misturam, mas que é “melhor fazer opção que contribua para os direitos humanos”.

Por Bruno Lupion, na DW

As igrejas evangélicas poderosas, que dispõem de presença na mídia e influência política , são hoje parceiras de um projeto “ultraconservador” do governo Jair Bolsonaro, que nega direitos e explora a fé dos mais pobres. Os “barões da fé”, porém, não representam a totalidade do público evangélico, e parte desses fiéis adota no seu cotidiano práticas de acolhimento e respeito das diferenças, na opinião do teólogo Ronilso Pacheco.

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Itamar Vieira Junior e seu “Torto Arado”, uma declaração de amor à terra

Autor baiano explica de que forma seu trabalho com comunidades tradicionais influenciou a escrita do premiado romance e como é ser servidor do Incra sob o governo Bolsonaro

Por Anna Beatriz Anjos, Agência Pública

Com o romance Torto Arado (Todavia), que conta a história das irmãs Bibiana e Belonísia em uma fazenda no sertão da Bahia, o escritor baiano Itamar Vieira Junior, de 41 anos, alcançou importantes prêmios literários nacionais e internacionais, como o Jabuti, conquistado em novembro passado. Mas ele garante que há coisas mais valiosas na vida do que essas distinções. “Tudo que aprendi com os camponeses, quilombolas e trabalhadores rurais eu não trocaria por nenhum título acadêmico ou prêmio”, afirma.

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Henfil e a nova legião de mortos-vivos. Por Dênis de Moraes

A atualidade da obra criativa de Henfil, expoente do humor político engajado

No A Terra é Redonda

No próximo dia 5 de fevereiro, completaria 77 anos o mineiro de Ribeirão das Neves Henrique de Souza Filho, Henriquinho, Henfil (1944-1988). Expoente do humor político engajado, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e um dos mais imaginativos e combativos artistas brasileiros do seu tempo. Reapreciada em pleno século XXI, a obra criativa de Henfil nas décadas de 1960, 1970 e 1980 reveste-se de persistente atualidade.

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Os perigos profissionais da militância. Por Valerio Arcary

No Brasil de Fato

Chegando na encruzilhada tive que me arrezolver… prá esquerda fui contigo… Coração soube escolher (Guimarães Rosa)

Viver é perigoso, já sabemos. A militância tem, também, muitos perigos. Há os perigos que decorrem do compromisso na luta: as represálias dos inimigos de classe. Há os perigos políticos: pressões oportunistas, tendências dogmáticas, aventuras eleitoralistas, ilusões esquerdistas, rotinas sindicalistas, obtusidades intelectuais, de tudo.

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Começar de novo. Por Slavoj Žižek

Em vez de procurar em vão pelo reforço em alguma esperança, devemos aceitar que nossa situação é desesperadora, e então agir firmemente quanto a ela

No A Terra é Redonda

Ainda em abril de 2020, reagindo à pandemia de Covid-19, Jürgen Habermas apontou que “a incerteza existencial está se espalhando globalmente e simultaneamente, nas mentes dos próprios indivíduos midiaticamente conectados”. Ele continua, “nunca houve tanto conhecimento de nosso desconhecimento e sobre as dificuldades de agir e viver na incerteza”.

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