Violência sem culpa: o passeio desavergonhado do mal

Por Cynthia Torres Cristófaro, em Alguém em Nós

Outro dia, numa rua totalmente congestionada nos dois sentidos, eu estava parada com a janela do carro aberta pensando na vida. Levei um susto enorme quando um homem passou de motocicleta entre os carros que tentavam ir e os carros que tentavam vir e, bem na minha janela, gritou bem alto para mim: “vai se f… você também!”. Parece bobo, mas fiquei tão ofendida.

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Jeremy Corbyn junta-se a milhares de manifestantes em Londres contra visita de Trump

Da Lusa, na RTP

Milhares de manifestantes, incluindo o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, concentraram-se hoje no centro de Londres para protestar contra a visita de Estado do Presidente dos EUA, Donald Trump, ao Reino Unido.

“Somos novos, somos velhos, somos brancos, somos negros, somos deficientes, somos LGBT, somos um mosaico completo de diversidade e inclusão”, saudou Corbyn, num discurso para os manifestantes.

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A sociedade do cubículo

Por Guilherme Carvalho, em Macaréu Amazônico

O ar anda carregado. O clima tenso. A negatividade parece dominar as mentes e as energias. O pior das pessoas a quem dedicávamos afeto e considerávamos próximas veio à tona de uma maneira que nos pegou de surpresa. Muitos(as) agora preferem que seus filhos manuseiem armas do que o lápis, que profiram impropérios em vez de palavras construtivas; que sintam orgulho das maldades praticadas contra pobres, pretos(as), favelados(as), gays, lésbicas, indígenas e quilombolas do que defender os direitos humanos, que se deliciem com a destruição da nossa casa comum do que defendê-la contra as atrocidades do capitalismo globalizado. Não esperávamos. Contudo, de alguma forma foi bom que isso tenha acontecido. Máscaras caíram. O “eu” de cada um(a) não consegue mais ser abafado. Para o bem ou para o mal.

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Brasileiro abandonou ‘máscara’ de cordial e assumiu sua intolerância, diz Lilia Schwarcz

Por Camilla Veras Mota, da BBC News Brasil

As manifestações em 2013 e o impeachment da presidente Dilma Rousseff “abriram a tampa da democracia no Brasil e permitiram aflorar sentimentos que andavam um pouco reclusos”, diz a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz.

Para ela, até então o brasileiro zelava por uma imagem “de muito receptivo, muito aberto”, que servia de verniz para uma intolerância e um autoritarismo que ficavam escondidos e que estavam enraizados na própria história do país – a característica mais marcante do “homem cordial” descrito em 1936 pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda.

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Deep Fake, a mais recente ameaça distópica

Estas pessoas não existem: são “criadas” por Inteligência Artificial. Fotos, vídeos e textos muito verossímeis multiplicam os riscos de manipulação total. Emerge imenso problema: como regular a ciência, em meio à crise civilizatória?

Por Michael K. Spencer | Tradução: Gabriela Leite, em Outras Palavras

Em 2019, vivemos em um mundo no qual vídeos e imagens deepfake de pessoas, totalmente fabricadas, podem ser criadas por inteligência artificial

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“Os privilegiados são analisados por pessoas; as massas, por máquinas”

Doutora em Matemática pela Universidade Harvard luta para conscientizar sobre como, segundo ela, o ‘big data’ aumenta a desigualdade

Por Ana Torres Menárguez, em El País

Cathy O’Neil (Cambridge, 1972), doutora em matemática pela Universidade Harvard, trocou o mundo acadêmico pela análise de risco de investimento dos bancos. Achava que esses recursos eram neutros do ponto de vista ético, mas sua ideia não tardou a desmoronar. Percebeu como a matemática poderia ser “destrutiva” e empreendeu uma mudança radical: somou-se ao grupo de finanças alternativas do movimento Occupy Wall Street, que nasceu em 2011 em Nova York para protestar contra os abusos do poder financeiro, e começou sua luta para conscientizar sobre como o big data “aumenta” a desigualdade e “ameaça” a democracia.

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O recesso da democracia e as disputas em torno da agenda de gênero

“As disputas em torno da agenda de gênero compõem, atualmente, a crise das democracias liberais. São também uma chave na conexão entre conservadorismos, a mobilização de públicos e a ascensão de projetos autoritários por meio do voto.”

Por Flávia Biroli, no blog da Boitempo

A contestação das agendas da igualdade de gênero e da diversidade sexual tem tido um lugar de relevo nos conservadorismos atuais e em sua capacidade de constituir e mobilizar públicos.

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A Terceira Guerra Mundial já começou e a gente nem se deu conta!

Se alguém souber de um planeta disponível, me avise. Quero ir pra lá.

Por Flávio Aguiar, no blog da Boitempo

Estávamos acostumados com as guerras convencionais. A Alemanha invade a Polônia. E a catástrofe começa. Este é apenas um exemplo. Agora, a catástrofe já começou. E a gente nem se deu conta.

A cena geopolítica de hoje é dominada pela beligerância do governo norte-americano, que cada vez mais se parece com uma guerra de todos os tipos contra tudo e contra todos.

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