Sueli Carneiro, o encontro da ancestralidade negra e a herança das lutas coletivas

Uma das principais referências do movimento negro e feminista no Brasil tem sua história narrada na biografia Continuo Preta, escrita por Bianca Santana. “Aprendi com a Sueli que a luta só é possível no coletivo”, diz autora

por Elisa Fontes, em Ponte

Foram mais de 160 horas de conversas gravadas, muitos encontros, embarques e descobertas para contar a vida de uma das maiores intelectuais do Brasil. A escritora e jornalista Bianca Santana lançou nesta terça-feira (11/5), pela Companhia das Letras, a biografia Continuo Preta: A vida de Sueli Carneiro, um retrato da ancestralidade e legado da filósofa feminista e antirracista Sueli Carneiro.

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Contra chacinas e genocídio, movimento negro vai às ruas

Hoje, atos em dezenas de cidades do Brasil protestam contra massacre no Jacarezinho-RJ e pela volta do Auxílio Emergencial de R$ 600 – sem o qual, milhões passam fome. É possível doar máscaras PFF2 para manifestantes. Veja agenda

por Coalizão Negra por Direitos

Neste 13 de maio, Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo, a Coalizão Negra Por Direitos convoca manifestações em todo o país para exigir justiça para as vítimas do massacre na Favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, e de todas as operações policiais que resultaram nas mortes nas favelas e comunidades do Brasil.

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Fachin vê indícios de “execução arbitrária” no Jacarezinho e pede investigação da PGR

Supremo colocou em pauta “ADPF das Favelas” para definir excepcionalidade de operações policiais

Redação Brasil de Fato

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou da Procuradoria-Geral da República (PGR) investigação da chacina de pelo menos 25 pessoas no Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (6). 

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A política da cor e a supremacia colonial

Para justificar barbáries e hierarquizar povos, pensamento eurocêntrico deu novo verniz ao racismo. Primeiro, deturpando conceitos de luz e trevas. Depois, pela ciência higienista. Seria o colorismo nova arma para dividir os oprimidos?

por Boaventura de Sousa Santos, em Outras Palavras

A pele é o nosso maior invólucro protetor natural. Por que é que a cor da pele tem um significado social infinitamente maior do que a cor da pupila dos olhos? Tanto na tradição cristã (incluindo o secularismo em que ela se prolongou) como na tradição budista, a escuridão e a claridade foram metáforas conceituais que pretenderam dar conta do aperfeiçoamento da pessoa humana nas suas relações com poderes que a transcendem. Referem-se a movimentos do conhecimento e da vida interior. A trajetória da escuridão para a claridade está aberta a todos os seres humanos. E, aliás, a máxima claridade (por exemplo, na presença da divindade) pode converter-se na máxima escuridão, sendo disso exemplo o horror divino de George Bataille, ou no máximo silêncio do universo, no caso do José Saramago. Porém, com a moderna expansão colonial europeia, sobretudo a partir do século XVI, a escuridão e a claridade foram sendo progressivamente utilizadas para distinguir entre seres humanos, para os classificar e hierarquizar.

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A violência contra mulheres negras que conquistam lugar na política brasileira

Nove mil mulheres foram eleitas nas últimas eleições. Do total de vereadores e vereadoras eleitos, 6,3% são mulheres negras. Porém, as ameaças sofridas pelas vereadoras expõem números sobre a violência contra mulheres negras eleitas ou candidatas.

Pedro Calvi / CLP

Uma pesquisa do Instituto Marielle Franco, feita com esse segmento e divulgada em dezembro de 2020, entrevistou 142 mulheres negras de 21 estados em todas as regiões do Brasil e de 16 partidos. Do total, 80% das candidatas negras sofreram violência virtual, 60% sofreram violência moral ou psicológica e 50% sofreram violência institucional; 18% das entrevistadas recebeu comentários e/ou mensagens racistas ou sexistas em suas redes sociais, por e-mail ou aplicativos de mensagens e 8% foram vítimas de ataques com conteúdo racista durante transmissões virtuais.

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No sonho de se verem formadas, resta às quilombolas luta e solidariedade

Em Furnas do Dionísio, mulheres de comunidade quilombola fizeram vaquinha para persistir no sonho do estudo

Por Raul Delvizio, no Campo Grande News

Para quem sonha um dia se ver formada em um curso universitário, não só precisa de muita vontade e dedicação, mas – principalmente – de oportunidade. Assim é o que espera um grupo de 11 mulheres da comunidade quilombola de Furnas do Dionísio, no município de Jaraguari, a 40 quilômetros de Campo Grande.

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Professor aprovado em concurso público da UFS é impedido de assumir o cargo. Nota de Repúdio e Indignação

Os(as) professores(as) e pesquisadores(as) na área de Ciências Sociais e Humanidades junto com militantes de movimentos sociais, signatários(as) deste documento, vêm veementemente repudiar e manifestar indignação sobre o explícito caso de arbitrariedade na Administração Pública, racismo institucional e religioso, ocorrido com o Prof. Dr. Ilzver de Matos Oliveira, negro, candomblecista, aprovado em primeiro lugar como cotista no concurso público para docente do magistério superior, nos termos do Edital nº011/2019 da Universidade Federal de Sergipe / Centro de Ciências Sociais Aplicadas / Departamento de Direito.

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Justiça Federal condena autor de comentários racistas durante transmissão de evento online no Pará

Condenado foi denunciado pelo MPF

A Justiça Federal condenou a dois anos de prisão e multa um estudante da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) denunciado em 2018, pelo Ministério Público Federal (MPF), pelo crime de racismo, por ter feito um comentário racista na página da universidade no Facebook, durante uma transmissão ao vivo que mostrava ritual indígena em Santarém (PA) de recepção dos calouros indígenas e quilombolas.

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Segundo pesquisa, 78% dos mortos pela polícia são negros

Levantamento com dados de 2020 revela que abordagens policiais refletem o racismo histórico no país. De cada cinco mortos, quase quatro são negros

Por Júlia Pereira, Rádio Brasil Atual

Dados do Monitor da Violência mostram que em 2020 no Brasil 78% dos mortos pela polícia eram negros. O número refere-se às vítimas das polícias militar e civil e significa que quase quatro a cada cinco pessoas mortas pelas polícias em 2020 eram pretas ou pardas.

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