Justiça Federal condena administrador de páginas no Facebook por publicações discriminatórias contra indígenas Tenharim, no AM

Francisco das Chagas de Souza veiculou textos com ofensas, incitação ao ódio, injúrias e conteúdo discriminatório contra o povo indígena Tenharim

A Justiça Federal condenou o administrador das páginas “A Crítica de Humaitá” e “Chaguinha de Humaitá” no Facebook, Francisco das Chagas de Souza, pela veiculação de textos e comentários com ofensas, incitação ao ódio, injúrias e conteúdo discriminatório contra o povo indígena Tenharim. A sentença foi proferida em ação penal ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas.

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O drama íntimo dos maracatus que perdem integrantes para os cultos evangélicos

Por Maria Carolina Santos, na Marco Zero

Para dona Ceça, a conversão do filho ao cristianismo evangélico “quebrou as pernas dela”. Era ao lado dele que ela conduzia o dia a dia do maracatu Cruzeiro do Forte, o único de baque solto do Recife. No Nação Leão Coroado, três membros abandonaram um dos grupos mais antigos de Pernambuco após se converterem. Uma perda de memórias e conhecimento. No Nação Porto Rico, a filha do mestre já saiu (e voltou) após virar evangélica. No Encanto do Pina, o problema não está dentro, mas ao lado: uma vizinhança evangélica que não aceita o batuque e a dança para os orixás. As tensões entre evangélicos e membros de maracatus não chegam a minguar a quantidade de integrantes dos grupos que vão às ruas no carnaval ou em festas como as dessa semana em que se comemora o Dia do Maracatu, mas afetam – ainda que temporariamente – a estrutura dos grupos.

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Cabane-se: o chão, Abraão, é mais embaixo. Por José Ribamar Bessa Freire

Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: “Tome seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei”. (Gênesis, 22)

No Taqui Pra Ti

Alter do Chão, distrito de Santarém (PA) à margem direita do rio Tapajós, foi um dos últimos bastiões da Cabanagem (1835-1840) – conflito armado de índios, negros e mestiços contra o colonizador português. Por isso, recebeu de um líder cabano o título de “terra das últimas esperanças de salvação”. É nessa terra que residem hoje os estudantes indígenas Vandria Borari e Gilson Corrêa de Melo. Mas o general português Soares de Andrea, barão de Caçapava, que reprimiu os cabanos, disse que aquele chão era “o lugar para onde todos os demônios iam”. Foi para lá que se dirigiu Abraão Weintraub, ministro da Educação. Lá encontrou os estudantes.

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Bolsonaro consegue ofender, de uma vez, 56 milhões de brasileiros. Por Guilherme Boulos

Não é só retórica. O que ele diz, ele pensa. O que ele pensa se torna as atitudes que toma

Na Carta Capital

Uma semana após outra, Bolsonaro segue empenhado em bater o próprio recorde de disparates. Num único dia, conseguiu defender abertamente o nepotismo, a censura e a inexistência da fome no Brasil. Num intervalo entre as declarações, foi flagrado chamando o Nordeste de “Paraíba” e atacando diretamente o governador do Maranhão, Flávio Dino.

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‘Você não tem cara de advogada’: o racismo no meio jurídico

Em reportagem da TVT, quatro advogadas negras que desafiam o racismo no meio jurídico relatam o dia a dia de fóruns e tribunais

Por Redação RBA

São Paulo – “Você quer ser advogada? Você não tem cara de advogada.” A frase, uma de muitas ouvidas por advogadas negras em fóruns e tribunais pelo país, é uma das mais evidentes expressões de racismo no meio jurídico. Maria Ferreira, Ângela Borges Kinbango, Andreia Nascimento e Carmem Lúcia Lourenço Felipe são sócias no escritório Borges e Mariano e se impõem em um ambiente majoritariamente branco e masculino. O cotidiano delas e as dificuldades que enfrentam para superar preconceitos – além de negras, mulheres – foi mostrado em reportagem do Seu Jornal, da TVT, na edição da quinta-feira (25), Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. “O juiz de leigo, quando eu entrei na sala de audiência, o autor da ação era um homem, ele me perguntou se eu era o Leonardo. Porque para ele era muito mais fácil eu ser um cliente trans, do que ser uma advogada negra”, conta Maria.

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Mulheres negras denunciam nas ruas o racismo por trás de pautas do governo Bolsonaro

Movimento autônomo afirma que pacote “anticrime” e reforma da Previdência vão impactar mais na vida da população preta

por Rute Pina, em Brasil de Fato

Com nove grandes temas e reivindicações, mulheres negras fizeram um ato na contra o racismo em São Paulo (SP) nesta quinta-feira (25), Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha.

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25 de julho: A visibilidade da mulher negra e a luta para romper o silêncio

A data oportuniza a discussão sobre os meios para superar a opressão histórica sobre as mulheres negras

por Fabiana Reinholz, em Brasil de Fato

Mesmo pertencendo a maior parcela da população, uma vez que vivemos em um país no qual temos uma maioria de negros e mulheres, as mulheres negras permanecem sendo as mais exploradas e negligenciadas socialmente. Realidade que pode ser constatada nos dados que tratam do mercado de trabalho, no mapa da violência ou na representatividade política. A frente e por trás disso, o racismo e preconceito, cada vez mais arraigados. O dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Afro-Latina, Americana e Caribenha e também Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, é uma boa oportunidade para a reflexão sobre essa situação.

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Dia da Mulher Negra: Eroldina Soares e sua história de tristeza e luta

Ela nunca admitiu ser chamada de negra, prefere ‘morena’, e é o símbolo da luta dessas mulheres e vítima do racismo estrutural

por Guilherme Soares Dias, em CartaCapital

Eroldina Soares nasceu em 25 de julho de 1936, em uma fazenda chamada Braunal na borda do Brasil com o Paraguai. Neta de uma escravizada liberta, chamada Vitória, ela nunca admitiu ser chamada de negra, prefere “morena”, mas é o símbolo da luta dessas mulheres e vítima do racismo estrutural e estruturante da nossa sociedade. Ela faz parte da geração que migrou do campo para a cidade, é resistência, sabedoria, alegria e fortaleza. Enfrentou um marido machista, a fome, enchentes, aguentou ser empregada doméstica por anos, conviveu com a solidão da mulher negra, com um cabelo que estava fora dos padrões de beleza, mas seguiu sua trajetória dançando, sorrindo e ensinando o que era bem viver na prática.

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Chacina da Candelária: 26 anos de luta pela vida da juventude pobre

Ato no centro do Rio de Janeiro lembra assassinato de oito adolescentes e denuncia violência policial

Redação Brasil de Fato

Na madrugada de 23 de julho de 1993 oito jovens em situação de rua foram assassinados por policiais militares enquanto dormiam nas proximidades da Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. O episódio que chocou o Brasil completa 26 anos nesta terça-feira (23). A Chacina da Candelária é lembrada todos os anos por mães e parentes de vítimas da violência policial.

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