Assassinatos de jovens negros no Brasil aumentam 429% em 20 anos

Os negros constituem a maioria das vítimas, ocupando, em média, quatro em cada cinco casos de homicídios no ano de 2017

por Alexandre Putti, em CartaCapital

Em um momento em que a redução da maioridade penal volta a ser discutida como solução para a segurança, uma pesquisa realizada pela Fundação Abrinq mostra que as vítimas de homicídio no Brasil têm cor. Em 20 anos, o número de jovens negros assassinados aumentou 429%, ante 102% de jovens brancos.

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No Rio, parlamentares negras enfrentam racismo propondo políticas públicas

Em dois meses, três deputadas foram barradas na Alerj e no Congresso; PL visa formação antirracista para servidores

Clívia Mesquita, Brasil de Fato

Desde fevereiro, quando tomaram posse como deputadas estaduais, a rotina de trabalho de mulheres negras na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) é marcada por “constrangimentos”. Nos espaços de poder e decisões importantes, dominado historicamente por homens brancos, Dani Monteiro (PSOL), é categórica: “Corpos negros e femininos não são bem-vindos aqui”.

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Sérgio Moro e Dona Diquinha: uma surra de terço. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

– “É algo que pode acontecer” – admitiu Sérgio Moro, ministro da Justiça, comentando três dias depois o fuzilamento do músico Evaldo Rosa por soldados do Exército, que dispararam 80 tiros no carro da família a caminho de um chá de bebé, em Guadalupe, no Rio. Além do morto, dois feridos: o sogro do músico e um pedestre que tentou ajudar as vítimas.

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Prisão abusiva de imigrante africano faz do Centro de Florianópolis praça de guerra

Guarda Civil Municipal ameaça fuzilar população que protesta contra agressão e detenção arbitrária de trabalhador senegalês

Por Raquel Wandelli, no Jornalistas Livres

O Centro de Florianópolis virou um campo de xenofobia, racismo e violência contra trabalhadores africanos no início da tarde de pleno sábado (13/30). Pelo menos oito homens da Guarda Civil da Ronda Municipal apreenderam a mercadoria de um trabalhador senegalês que vendia camisetas e bermudas na rua Álvaro de Carvalho, empurraram-no para dentro do camburão e o levaram para o 5° DP, onde foi preso sob alegação de desacato, resistência à prisão e agressão aos policiais. Vídeos gravados por outros imigrantes do Haiti e Senegal mostram, contudo, que o rapaz não reagiu, pelo contrário, ele foi o agredido. Nas imagens, os guardas ameaçam a população apontando seu fuzil para as pessoas em volta das viaturas que questionam a prisão arbitrária. Alguns homens gritam batendo no peito: “Atira, vai, podem atirar, covardes!”. Um homem repete em vão: “Mas ele não fez nada!”. Passantes também recebem a agressão química e uma mulher com o filhinho de três anos entra em desespero ao se sentir sufocada pelo gás.

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Essas mães repudiam o pacote anticrime de Moro

Marcia, Glaucia, Janaína e Laura têm uma luta em comum: provar que os filhos foram mortos ilegalmente em ações policiais. Casos vão de execução por causa de um pacote de pipoca a tiro no rosto dentro do camburão.

Karina Gomes, Deutsche Welle

Moradoras de comunidades no Rio de Janeiro, Marcia Jacintho, Glaucia Santos, Janaína Alves e Laura Azevedo são incansáveis, apesar da dor constante. São mães que se tornaram a voz de seus filhos, executados por policiais em ações nas favelas.

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Nota da AJD de condolências, denúncia e exigência de apuração da morte de Evaldo Rosa dos Santos

Nota da AJD de condolências, denúncia e exigência de apuração da morte de Evaldo Rosa dos Santos, falecido em decorrência de ataque de destacamento do Exército que efetuou 80 tiros contra o carro em que estava com sua família

“Mas mesmo assim
Ainda guardo o direito
De algum antepassado da cor
Brigar sutilmente por respeito
Brigar bravamente por respeito
Brigar por justiça e por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar, brigar, brigar
A carne mais barata do mercado é a carne negra”
(Elza Soares)

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Os 80 tiros contra família no Rio seriam ‘legítima defesa’ com pacote de Moro

Primeira justificativa dos militares foi de que “bandidos atiraram do carro”. Advogado avalia que medo e iminência de conflitos servirão para impunidade de policiais e militares

por Redação RBA

Militares do Exército brasileiro atiraram 80 vezes contra o carro que alegaram estar de posse de bandidos armados e que teriam atirado contra eles, segundo a primeira nota publicada pelo Comando Militar do Leste. O veículo, na verdade, era conduzido pelo músico Evaldo dos Santos Rosa, que foi atingido e morreu. Ele levava consigo a mulher, o filho, o sogro e uma amiga da família. Iam para um chá de bebê no bairro de Guadalupe, zona norte do Rio de Janeiro. A situação levantou mais uma vez o temor de que o pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, leve a impunidade desse tipo de ação.

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Novo estudo sugere que algoritmos de anúncios do Facebook e uma máquina de estereotipar raça e gênero

Por Sam Biddle, no The Intercept Brasil

Como exatamente o Facebook decide quem vê o que é um dos grandes segredos na era da informação, escondido atrás de acordos de confidencialidade, lei de sigilo comercial e uma cultura geral de opacidade. Uma nova pesquisa realizada por especialistas na Universidade Northeastern, na Universidade do Sul da Califórnia e pelo grupo de defesa do interesse público Upturn não revela como funcionam os algoritmos de segmentação do Facebook, mas traz um resultado alarmante: eles parecem exibir determinados anúncios, incluindo os de habitação e emprego, de uma forma que se alinha com os estereótipos de raça e gênero. Isso ocorre mesmo quando os anunciantes pedem que as peças sejam exibidas a um público amplo e inclusivo.

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RE 494601: o reconhecimento do racismo religioso?

Além de declarar a constitucionalidade do abate religioso de animais, o STF tangenciou a questão da violência contra as religiões de matriz africana como uma das facetas do racismo estrutural

Por Thiago de Azevedo Pinheiro Hoshino[1] eWinnie Bueno[2], no Jusdh

“É como voto. Saravá!” A saudação, vigorosamente respondida pelas(os) afro-religiosas(os) presentes no plenário do STF, encerrou o pronunciamento do Min. Roberto Barroso na última quinta-feira. Com ela se arrematou a tese de repercussão geral do Recurso Extraordinário 494601: “É constitucional a Lei de Proteção Animal que, a fim de resguardar a liberdade religiosa, permite o sacrifício ritual de animais em cultos de religiões de matriz africana”. Seguindo o entendimento do Min. Fachin[3] pela total improcedência, a Corte Constitucional rejeitou os argumentos do Ministério Público do Rio Grande do Sul, colocando fim a uma controvérsia de mais de quinze anos que ameaçava as expressões religiosas das tradições de matriz africana.

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Conheça a Nkanda, primeira plataforma online do Brasil com cursos sobre feminismo negro

Temas abordados apresentam o pensamento de importantes intelectuais como Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento

Por Pedro Borges, Alma Preta

plataforma virtual Nkanda é o primeiro portal com cursos sobre feminismo negro e mulher negra. O projeto é desenvolvido pelo Coletivo Di Jeje, grupo formado por pesquisadoras negras. Um dos objetivos da iniciativa é a de colocar a mulher afro-brasileira como sujeito e não mais objeto de pesquisa.

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