Da escravidão a Temer vampiro: Tuiuti nos lembra que Carnaval é contestação, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Carnaval é contestação e subversão. Quando é pasteurizado, transformado em produto, empacotado, vendido e transmitido, a contestação é domesticada e pode perder o que tem de melhor. Por isso, dificilmente se manifesta com grandeza em ambientes protegidos por seguranças armados, isolados por cordões mal remunerados, filtrados pela edição das câmeras de TV e que abraça a ”nata” da sociedade em ar condicionado. (mais…)

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Canadá retira estátua de figura histórica acusada de racismo contra indígenas

A estátua do fundador da cidade canadiana Halifax, Edward Cornwallis, foi removida por ordem camarária sem qualquer objecção dos canadianos. É que recentemente os historiadores descobriram que o oficial britânico que colonizou a região e fundou a cidade chegou a oferecer recompensas para quem lhe entregasse escalpes dos indígenas da região, os Mi’kmaq.

Por Susana Lúcio, no Sábado

Ao contrário do que aconteceu nos Estados Unidos em que a remoção de estátuas de comandantes da guerra civil racistas foi contestada e levou à morte de uma pessoa, no Canadá ninguém protestou contra a retirada do fundador da cidade de Halifax. (mais…)

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Secretária do Trabalho da Bahia é alvo de racismo/fascismo em festa no Hotel Catussaba

Olivia Santana registrou queixa na Central de Flagrantes contra as duas agressoras que seguem presas na unidade

No Correio 24 Horas

A secretária do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do governo do estado, Olívia Santana, foi vítima de agressões racistas na tarde deste sábado (03), no Hotel Catussaba, em Salvador. Ela participava do Baile de Carnaval do Rallye do Batom, quando uma mulher se dirigiu até ela como se fosse cumprimentá-la, quando disse que Olivia não deveria estar no Hotel Catussaba e que tinha que voltar para a favela por ser comunista. (mais…)

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O racismo é implacável: as diferenças entre privilégio e vantagem social

Por Juliana Borges, no Justificando

Estes dias, eu estava participando de um diálogo sobre machismo. Em um dado momento, afirmei categoricamente, e sem me aprofundar, que homens negros não tem privilégios, mas vantagens sociais. Fui indagada depois sobre isso, já que não me aprofundei, e acabei não respondendo porque penso que para explicar o que eu estava afirmando, eram necessárias mais do que meia dúzia de linhas numa rede social. (mais…)

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O mito do negro passivo cai por terra

Por Gabriel Nascimento, no Justificando

O pesquisador Richard Santos, no artigo O negro objetificado na obra de Caio Prado Jr. e Florestan Fernandes: uma análise das narrativas sócio-históricas na construção do pensamento social brasileiro, publicado na revista Africa e Humanidades, ao desmontar o espetáculo em volta da objetificação do negro na obra de Caio Prado Jr. e Florestan Fernandes, afirma a importante contribuição do marxista brasileiro Clóvis Moura em tal empreitada. (mais…)

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Iemanjá mostra força dos valores afro-brasileiros frente ao racismo religioso

Mobilização em todo o país revela que as religiões de matriz africanas resistem ao preconceito, discriminação e intolerância religiosa que faz vítimas apenas nos terreiros de umbanda e candomblé

Por Cida de Oliveira, da RBA

São Paulo – As flores entregues a Iemanjá ao longo desta sexta-feira (2) em festejos em várias localidades do país são mais que um presente dos filhos devotos da Mãe dos Orixás. São o símbolo da resistência contra o racismo, o preconceito, a discriminação e a violência que marcam a população afrodescendente no Brasil. E um recado de que vai ter luta. (mais…)

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Racismo, subtexto da intolerância religiosa

Não há uma perseguição generalizada a religiões no Brasil. Basicamente os intolerantes miram os praticantes do candomblé e da umbanda

por Gisele Pereira — CartaCapital

Antes de mais nada, lembremos que a tolerância outrora tão enaltecida e reivindicada é altamente questionável por seu caráter limitado no que se refere a uma ética necessária ao convívio humano. (mais…)

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Sojourner Truth traz duro discurso contra a invisibilidade

Por Roberto Tardelli, no Justificando

“Aquele homem ali diz que é preciso ajudar as mulheres a subir numa carruagem, é preciso carregar elas quando atravessam um lamaçal e elas devem ocupar sempre os melhores lugares. Nunca ninguém me ajuda a subir numa carruagem, a passar por cima da lama ou me cede o melhor lugar! E não sou uma mulher? Olhem para mim! Olhem para meu braço! Eu capinei, eu plantei juntei palha nos celeiros e homem nenhum conseguiu me superar! E não sou uma mulher? Eu consegui trabalhar e comer tanto quanto um homem – quando tinha o que comer – e também aguentei as chicotadas! E não sou mulher? Pari cinco filhos e a maioria deles foi vendida como escravos. Quando manifestei minha dor de mãe, ninguém, a não ser Jesus, me ouviu! E não sou uma mulher?” (mais…)

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