O direito ao sagrado dos povos do terreiro

Umbanda e Candomblé sofrem inúmeros – e violentos – ataques. Fanatismos e discursos hipócritas de tolerância, estimulados por algumas igrejas, agravam barbárie. Direito de existir não basta: toda sacralidade deve ser respeitada

por Fran Alavina, em Outras Palavras

Por que há pessoas de fé que não reconhecem o sagrado do outro? De fato, esta pergunta poderia ser uma simples questão de filosofia da religião, porém se trata de algo maior que uma simples especulação teórica: é uma questão de fato, sentida na pele por nós, povo do axé.

(mais…)

Ler Mais

Umbanda e Candomblé: conhecer é o caminho para a quebra do preconceito

No 1º Encontro dos Povos de Terreiro, em Minas Gerais, representantes dos povos de axé comentam o desafio da tolerância

Agatha Azevedo, Brasil de Fato

Com a benção dos mais velhos e dos mais novos, o itan e o oriki — formas de cântico e oração dos povos de axé no idioma yorubá — iniciam os trabalhos, as celebrações e as festividades dessa cultura milenar que resiste nos territórios tradicionais ao redor do mundo. E é sob este manto de ancestralidade espiritual que cada dia do 1º Encontro dos Povos de Terreiro “Ègbé — eu e o outro” se inicia, sempre respeitando os tempos dos orixás e do sagrado. O evento foi organizado pelo Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira, e aconteceu entre 13 e 16 de junho, em Belo Horizonte (MG).

(mais…)

Ler Mais

Raça e as políticas de gestão da morte: sobre mortes silenciosas e silenciadas

Das 65,6 mil pessoas assassinadas em 2017, 75,5% eram negras. O racismo estrutural encontra-se exatamente na constituição de uma população “mais matável”

Por José Clayton Murilo Cavalcanti Gomes, no Justificando

Na quarta-feira, dia 05 de junho de 2019, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgaram o mais recente Atlas da Violência, documento que utiliza dados do Ministério da Saúde para determinar o número de assassinatos por ano no Brasil. O relatório aborda a violência no ano de 2017, além de fazer um comparativo dos dez anos anteriores ao ano objeto da pesquisa e adensar o entendimento do material com informações como cor, idade, gênero e escolaridade da vítima. O documento constatou que em 2017, as cidades brasileiras registraram cerca de 65,6 mil homicídios, o que representa 179 mortes violentas por dia.

(mais…)

Ler Mais

Estude e embranqueça: o inacreditável nazista da Educação

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Até que seria de se esperar de um governo ligado tão profundamente às milícias tivesse fixação em “Mão Branca”.

Afinal, era um personagem que os grupos de extermínio criaram – ou que, em algumas versões, absorveram da criatividade da mídia, interessada em vender jornais –  colocando cartazes sobre cadáveres, no final dos anos 70/início dos 80.

(mais…)

Ler Mais

Em Minas Gerais, 1º Encontro Nacional de Povos de Terreiro celebra resistência

Mais de 400 lideranças se unem na construção de diálogos democráticos contra o avanço do autoritarismo

Agatha Azevedo, Brasil de Fato

Com o tema “Égbé – eu e o outro”, o Encontro Nacional de Povos de Terreiro é realizado em Belo Horizonte (MG) desde quinta-feira (13) até o próximo domingo (16). A programação contém análises sobre a situação do Brasil e do mundo, mesas de discussão sobre temas como mulheres negras e saberes ancestrais, racismo religioso, representação simbólica das culturas negras e das religiões de matriz africana, educação e estratégias de defesa dos corpos e da natureza, entre outros.

(mais…)

Ler Mais

STF enquadra homofobia e transfobia como crimes de racismo ao reconhecer omissão legislativa

O Plenário concluiu nesta quinta-feira (13) o julgamento das ações que tratam da matéria e decidiu que, até que o Congresso Nacional edite lei específica, as condutas homofóbicas e transfóbicas se enquadram na tipificação da Lei do Racismo.

No STF

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que houve omissão inconstitucional do Congresso Nacional por não editar lei que criminalize atos de homofobia e de transfobia. O julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, de relatoria do ministro Celso de Mello, e do Mandado de Injunção (MI) 4733, relatado pelo ministro Edson Fachin, foi concluído na tarde desta quinta-feira (13).

(mais…)

Ler Mais

Instituições de 5 estados lançam ‘Rede de Observatórios da Segurança’ para monitorar violência e violações

Por Edmund Ruge, no Rio On Watch

Instituições de cinco estados brasileiros se uniram para lançar a Rede de Observatórios da Segurança, uma iniciativa colaborativa para rastrear uma ampla gama de indicadores de violência e direitos humanos. A partir de 1º de junho, a Rede começou a monitorar 16 indicadores que variam de crimes raciais, de gênero e de intolerância religiosa à violência policial e massacres no sistema carcerário brasileiro.

(mais…)

Ler Mais

Quilombolas que foram alvo de Bolsonaro criticam arquivamento de processo de racismo

Presidente disse que o “afrodescendente mais leve lá pesava 7 arrobas” e que eles “não fazem nada”

Por Igor Carvalho, no Brasil de Fato

Na última quinta-feira (7), a segunda instância da Justiça Federal arquivou o processo em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) respondia por racismo contra comunidades quilombolas da cidade de Eldorado (SP). Lideranças locais, escutadas pelo Brasil de Fato, criticaram a decisão judicial.

(mais…)

Ler Mais

Fim do processo: Bolsonaro é absolvido em acusação de discriminar quilombolas

No Extra

O presidente Jair Bolsonaro foi inocentado de vez no processo no qual era acusado de racismo contra negros e quilombolas. O Tribunal Região Federal da 2ª Região (TRF-2) certificou o trânsito em julgado — isto é, a impossibilidade de novos recursos que pudessem alterar a decisão — em 15 de maio. O Ministério Público Federal (MPF) havia entrado com uma ação de danos morais, em abril de 2017, depois que o então deputado federal citou visita a um quilombo e destacou que o “afrodescendente mais leve de lá pesava sete arrobas” — unidade de medida usada na pesagem de bovinos e suínos.

(mais…)

Ler Mais

Masculinidade Negra

A branquitude criou imagens visuais que aproximam a mulher negra, como a “doméstica”, a nós, homens negros, fica uma imagem de violência. 

Por João Bigon e Wesley Teixeira*, em CartaCapital

Que quer o homem? Que quer o homem negro? Mesmo expondo-me ao ressentimento de meus irmãos de cor, direi que o negro não é um homem. (FANON, 1952)

Não podemos reduzir toda essa experiência da masculinidade negra à palmitagem, esse não pode ser um bordão, ou frases de efeito, para explicar a complexidade da construção humana. Pois sim, nós homens negros também somos humanos, com toda sua profundidade, apesar de durante muito tempo não termos sido considerados ou construídos para isso.

(mais…)

Ler Mais