Por que os deuses dos indígenas deveriam ser inferiores ao dos cristãos? Por Juan Arias

Ou o ser humano recupera sua essência de estar intimamente enxertado na natureza, como estão os indígenas que desprezamos e lutamos para exterminar, ou seremos asfixiados

No El País

Muitos ficaram ofendidos e até escandalizados com a decisão do ministro do STF Luís Roberto Barroso de impedir as Igrejas de entrar nas comunidades indígenas que ainda não tiveram contato com a chamada civilização ocidental.

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Antítese de Bolsonaro, primeira-ministra cita Bob Marley e chacoalha a ONU. Por Jamil Chade

No Uol

Se Jair Bolsonaro causou constrangimento e indignação em sua participação na ONU, coube a uma mulher despontar como a antítese do presidente negacionista. Num discurso no mesmo púlpito que foi usado pelo brasileiro, a primeira-ministra de Barbados abandonou o texto que havia sido preparado por seu serviço diplomático e chacoalhou a Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Mia Amor Mottley subiu ao pódio, na sexta-feira, determinada a dizer o que líderes queriam evitar escutar. E imediatamente foi elevada a uma espécie de celebridade diplomática, com comentários de que, finalmente, o mundo tinha uma líder.

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Curso internacional em Educação Ambiental de Base Comunitária e Ecologia Politica na América latina: “Utopia, Esperança e Práxis no centenário de Paulo Freire”

Começa hoje às 16 horas, AQUI, a quarta edição do curso Educação Ambiental de Base Comunitária e Ecologia Política na América Latina, organizado pelo Grupo de Estudos em Educação Ambiental Desde El Sur (GEASur), no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Este ano o tema será “Utopia, esperança e práxis no centenário Paulo Freire”, e o curso será realizado em parceria com o grupo de pesquisa Saúde EAC/ LAPSA/IOC/Fiocruz e com o curso de pós graduação em Ensino em Biociências e Saúde/IOC.

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#Fail Tecnologia e Política: pensar e fazer mundos a partir de suas falhas e ruínas. De 27/09 a 01/10, no canal da UFRJ

Mesa de abertura dia 27, às 17 horas, com Achille Mbembe (Universidade de Witwatersrand, África do Sul) e Margarida Mendes (Goldsmiths, University of London). Mediação de Fernanda Bruno (UFRJ)

“Habitar as falhas: essa é a provocação e o convite lançados nesse encontro. Explorar o domínio da falha como lócus privilegiado para o entendimento do nosso tempo, assim como para sua urgente reimaginação e reconstrução num momento histórico que acumula uma sobreposição de panes: a falha da promessa tecnológica e o crescente poder extrativo das plataformas digitais; a falha da democracia e a ascensão dos neototalitarismos; a falha ambiental e o novo regime climático; a falha epistemológica e o colapso dos regimes modernos de verdade; a falha econômica e as ruínas do neoliberalismo. E, por fim, a “falha das falhas” materializada na pandemia de COVID-19.

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Como surgiu a política identitária e qual sua relação com a ideologia liberal?

Este fenômeno que parece ter surgido com o Occupy Wall Street, o Me too e o Black Lives Matter, vem de muito antes

Carolina Maria Ruy, no Brasil de Fato 

Igualdade de gênero, combate ao racismo, preservação ambiental e tudo mais que se relaciona com a evolução e emancipação humana faz parte do repertório de partidos e de movimentos progressistas, como os sindicatos e o movimento estudantil. São pautas que se aprimoram ao longo do tempo de acordo com as prioridades que o momento histórico exige. Assim, secretarias especiais e organizações paralelas convivem e complementam a luta central contra a exploração e pela dignidade do trabalhador.

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Os monstros da Paulista. Por Fausto Salvadori

Newsletter da Ponte

Debaixo do sol quente e do céu azul do Sete de Setembro, ouvindo vuvuzelas e palavras de ordem edificantes sobre Deus, pátria e família, eu contemplava multidões de pais, mães, avós, filhos, bandeiras, sorrisos e crianças, e em meio a tudo isso pensava em como monstros deveriam se parecer.

O que aquelas pessoas reunidas ali na Paulista defendiam, eu sabia, era uma monstruosidade. Não uma monstruosidade disfarçada, como nas manifestações verde e amarela de 2016, em que os defensores da intervenção militar, da ditadura e da tortura ocupavam as bordas do ato e do discurso central — ainda que convivendo tranquilamente e sem problema com os demais, é bom lembrar. No Sete de Setembro da Paulista de 2021, contudo, a mobilização foi toda construída em torno da ideia de rompimento da ordem democrática para salvar um governo de extrema-direita, responsável direto pela morte de 400 mil pessoas (segundo o cálculo do epidemiologista Pedro Hallal).

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Chile, 48 anos depois. Por José Luís Fiori

“Aprendam a lição (porque) muito mais cedo do que tarde, se abrirão novamente as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor. Tenho a certeza que meu sacrifício não será em vão”
(Salvador Allende, às 9:30 horas da manhã do dia 11 de setembro de 1973).

No A Terra é Redonda

O golpe militar, a morte de Salvador Allende e o fim do governo da Unidade Popular, na manhã nublada, fria e melancólica de Santiago do Chile, daquele 11 de setembro de 1973, foi um momento trágico da história política da esquerda latino-americana, e foi também um momento de mudança irreversível do pensamento crítico e progressista do continente.

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