Hitler gargalhava quando o nazismo era confundido com a esquerda

Por João Carlos Magalhães, no The Intercept Brasil

O que Adolf Hitler diria do disparate de que o nazismo “é de esquerda”, como afirmam o presidente Jair Bolsonaro, o ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, e o guru do bolsonarismo Olavo de Carvalho? Ele provavelmente iria rir alto.

De fato, gargalhar era o que Hitler e seus colegas nazistas faziam quando eram confundidos com os “vermelhos”, com quem disputaram na porrada o poder durante os turbulentos anos que antecederam o início do Terceiro Reich. Quem conta é o próprio Hitler, em “Minha Luta”, o misto de autobiografia e manifesto de ódio lançado em 1925 no qual a ideologia nazista foi consolidada.

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Para conselheiro nomeado por Moro, mulher tem tara sexual por policiais

Wilson Salles Damázio associou ainda homossexualidade a “desvio de conduta”

Da Folhapress, na Gaúcha ZH

O ministro da Justiça, Sergio Moro, empossou no Ministério da Justiça um conselheiro que, em entrevistas à imprensa, associou a homossexualidade a “desvio de conduta” e afirmou que, para a mulher, é o máximo “estar dando para um policial”.

As declarações foram dadas pelo delegado federal aposentado e ex-diretor do Sistema Penitenciário Federal Wilson Salles Damázio, que assumiu na semana passada vaga no Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP). 

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Bancada negra na Câmara aumentou – mas só se você considerar que Rodrigo Maia é um deles

Por Bruno Sousa, no The Intercept Brasil

Em agosto de 2016, o então presidente Michel Temer viajou à China para participar da reunião do G-20. Como não tinha um vice, Rodrigo Maia, que já era presidente da Câmara dos Deputados na época, assumiu a presidência interina da República pela primeira vez – cargo que ocuparia outras 14 vezes. Mas o que Rodrigo Maia ou Michel Temer tem a ver com essa história? Calma que eu explico.

Com as eleições de outubro passado, o número de deputados federais negros subiu 20%, passando de 104 a 125. Me interessei, então, em descobrir quem eram os tais deputados. Quando pensamos nos parlamentares que compõem nosso Congresso, afinal, a primeira coisa que vem à cabeça são homens brancos, na casa dos 50 anos, imagem de fato muito próxima à realidade.

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Como explicar o Brasil para um extraterrestre. Por Rubens R R Casara

Na Cult

Circula uma anedota sobre o Brasil na qual um extraterrestre, ao chegar ao planeta Terra, mais precisamente ao pousar sua aeronave no Brasil, solicita ao primeiro terráqueo que encontra pela frente para ser levado ao líder do país para ser informado do que está acontecendo por estas bandas do universo. O brasileiro, então, se limita a repetir, por várias vezes, “mas que vergonha! Mas que vergonha”. Essa piada, que alguns podem considerar sem graça, coloca duas questões importantes: quem são os atuais donos do poder e, principalmente, o que está acontecendo com o Brasil.

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Livro aborda a presença negra na história da educação no ES. Lançamento dia 25

Na UFES

Vozes Negras na História da Educação: Racismo, Educação e Movimento Negro no Espírito Santo (1978-2002). Esse é o título do primeiro livro do professor do Departamento de Educação da Ufes Gustavo Forde, que será lançado no dia 25 de março, às 18h30, no auditório do prédio IC-IV, campus de Goiabeiras. O evento contará com uma palestra e um momento de autógrafos. A entrada é gratuita.

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The Intercept Brasil: Como derrubamos duas páginas de ódio sem dar audiência para elas

Por Alexandre de Santi e Tatiana Dias, do TIB

Desde o atentado na escola de Suzano, temos discutido aqui no Intercept qual é a melhor maneira de abordar casos de disseminação de ódio, ameaças, suicídios e terrorismo. A gente já decidiu, por exemplo, que não vai dar os nomes e nem informações detalhadas sobre assassinos e os espaços que costumam incitar e aplaudir violência. O que eles querem é notoriedade – e nós não vamos contribuir para isso.

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PFDC pede ao Inep explicações sobre comissão que pretende fiscalizar conteúdo das provas do Enem

Instituto tem cinco dias para justificar adoção da medida, que teria como objetivo avaliar se questões teriam “pertinência com a realidade social”

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, deu um prazo de cinco dias para que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) preste informações sobre a comissão instituída pelo órgão para avaliar o conteúdo das questões do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

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O que une e separa Trump e Bolsonaro

Os dois tuiteiros têm muitas características em comum, mas há também grandes diferenças. Bolsonaro não esconde sua admiração pelo presidente dos EUA e quer transformar país norte-americano no principal aliado do Brasil.

Por Alexander Busch. na DW

A primeira viagem oficial do presidente Jair Bolsonaro provavelmente será também a mais importante. O encontro dele com o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta terça-feira (19/03), cerca de cem dias após o início do mandato, marca uma reviravolta na política externa brasileira. Bolsonaro viaja a Washington para se oferecer como apoiador à “grande potência do norte”: no governo dele, os EUA deverão ser o principal aliado do Brasil.

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Datena e o jornalismo mundo cão vendem o ódio bolsonarista há 3 décadas na TV

Por João Filho, no The Intercept Brasil

LOGO DEPOIS de saber que seu filho havia matado oito pessoas e se suicidado, Tatiana foi perseguida na rua por um repórter do Brasil Urgente. Bastante incomodada, ela escondeu o rosto e tentou escapar das perguntas. A dor que ela estava sentindo parecia irrelevante para o jornalista. Ele continuou a perseguição pela calçada com uma abordagem inacreditável:

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Ai, Suzano, não chores por mim. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

A chacina na escola estadual de Suzano, região metropolitana de São Paulo, na quarta-feira, com dez mortos e onze feridos, é uma reedição de Realengo, no subúrbio carioca, quando um ex-aluno invadiu a escola em abril de 2011, matou doze estudantes, feriu dez se suicidou. Os dois casos reproduziram o “school shootting” frequente nos Estados Unidos. A reação que ambos provocaram se assemelham: os jovens atiradores foram satanizados como “monstros” e “psicopatas” e, para prevenir outros massacres, surgiram propostas genéricas e descabeladas.

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