Michael Löwy: a Opção Ecossocialista como alternativa radical à crise civilizatória (final)

Na parte final do novo ensaio: as sintonias e dissensos entre as teorias de emancipação social e o ambientalismo. Por que as duas correntes podem — e precisam — se reencontrar. A transição necessária para uma lógica pós-capitalista (a primeira parte pode ser lida AQUI)

No Outras Palavras

Bases Teóricas

Ainda que o ecossocialismo seja um fenômeno bastante recente, suas bases teóricas podem ser rastreadas até Marx e Engels. Pois questões ambientais não eram tão salientes no século XIX como na nossa era de catástrofe incipiente ecológica, estas preocupações não exerciam um papel central nos trabalhos de Marx e Engels. Ainda assim, seus escritos usam argumentos e conceitos vitais para a concepção de uma alternativa socialista e ecológica frente ao sistema prevalente.

(mais…)

Ler Mais

Em Brumadinho como em Mariana… A “irresponsabilidade organizada”. Por Henri Acselrad

Na Folha

Mais uma vez lama, destruição, morte, desamparo e desolação.

Ante o desastre em Brumadinho – MG, algumas falas governamentais inicialmente divulgadas pela mídia evocam a necessidade de orações. Outras declaram perplexidade ante fatos há muito e por muitos prenunciados – desde associações de peritos criminais até inúmeros grupos de pesquisa de Universidade públicas. Outros, ainda, dizem nada poder fazer, por tratar-se, no caso, de evento de responsabilidade de uma empresa privada: “o governo federal não tem nada a ver com isso”.

(mais…)

Ler Mais

A capacidade de julgar, distinguindo o bem e o mal, nos actuais tempos

O que fazer face a todas estas situações? Só conheço uma forma. Actuar em todos os campos da sociedade em defesa da democracia e aprofundá-la em todas as suas instituições.

Por Irene Flunser Pimentel, no Público

Aqui há uns dois anos, o jornalista e escritor Olivier de Guez entrevistou-me, como a outros portugueses, para tentar desfazer aquilo a que ele chamava mistério português, o único país da Europa onde não havia movimentos populistas de extrema-direita, racistas e xenófobos importantes, e muito menos no Parlamento. O resultado das entrevistas foi um artigo, intitulado La mélancolie portugaise, rempart contre le national-populisme (Points, 13/4/2017). No entanto, se o jornalista francês cá voltasse hoje, veria que a situação, embora não completamente, já é outra.

(mais…)

Ler Mais

Raça, género e classe: a mesma luta

Não é necessário escolher entre luta de classes ou lutas feministas e anti-racistas. Estamos perante um único processo de metamorfose, em que a multiplicidade de novos vectores se vai opondo à velha cultura patriarcal, colonial e neoliberal.

Por Vítor Belanciano , no Público

No seguimento das ocorrências no Bairro da Jamaica, houve quem afirmasse que o racismo é apenas uma questão de pele negra, independentemente da condição social. E existiu quem lembrasse que, mesmo que assim seja, quanto mais fragilizada for a condição social de alguém mais difícil será o acesso a uma cidadania plena. 

(mais…)

Ler Mais

Bannon aponta Eduardo Bolsonaro como líder local de seu Movimento de extrema-direita

Filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Eduardo se disse “muito orgulhoso” de ter sido escolhido para a missão

Por Thaís Bilenky, da Folha de Pernambuco

O estrategista americano Steve Bannon anunciou nesta sexta-feira (1º) o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder na América do Sul do The Movement, articulação de direita populista que ele comanda no mundo.

(mais…)

Ler Mais

Michael Löwy: a Opção Ecossocialista como alternativa radical à crise civilizatória

O pensador que ajudou a conceber a articulação entre marxismo e movimentos verdes volta a ela, aprofunda-a e sustenta: pode ser caminho, diante da crise civilizatória e da onda conservadora

Por Michael Löwy, em Great Transition/Outras Palavras

Primeira Parte

Introdução

A civilização capitalista contemporânea está em crise. A acumulação ilimitada de capital, a mercantilização de tudo, a exploração impiedosa do trabalho e da natureza e uma brutal competição solapam as bases de um futuro sustentável e portanto colocam em risco a própria sobrevivência da espécie humana. A ameaça profunda e sistêmica que enfrentamos demanda uma transformação profunda e sistêmica: uma Grande Transição.

(mais…)

Ler Mais

“A democracia pode morrer democraticamente”, adverte Boaventura de Sousa Santos

Por Sandra Bitencourt (*), no Sul21

O Colóquio “Democracia e crise política 2014- 2018”, promovido pelo Centro de Estudos Sociais (CES) de Lisboa com a participação do Instituto Novos Paradigmas (INP) reuniu, nesta quinta-feira (25), Tarso Genro, Boaventura de Sousa Santos, Pilar del Río, Francisco Louçã e Leonardo Avritzer, entre outros intelectuais e pesquisadores, no Centro de Informação Urbana de Lisboa.

(mais…)

Ler Mais

Ana Cláudia Quintana Arantes: “Morrer é o nosso maior exercício de entrega”

Ana Cláudia Quintana Arantes defende que a medicina tem de saber acompanhar os que morrem, respeitando-os. Considera que a missão dos cuidados paliativos é a de “oferecer às pessoas a oportunidade de viverem até ao dia que a morte chega” e permitir-lhes cumprir com os outros “maior exercício de entrega” Está em Portugal a lançar o seu livro “A Morte é um dia que vale a pena viver”

Por São José Almeida, no Público

Nasceu, estudou Medicina e exerce-a em São Paulo, no Brasil. Ana Cláudia Quintana Arantes tem 50 anos e há mais de 20 que se dedica à especialidade de cuidados paliativos, sendo também médica geriatra e gerontologista. É uma das pioneiras em paliativos no Brasil, disciplina que lecciona como professora universitária.

(mais…)

Ler Mais

Fiori: EUA sacramentaram opção por Bolsonaro

Por Eleonora de Lucena, no Tutameia

Para o cientista político José Luís Fiori, a eleição de Jair Bolsonaro é resultado de uma “operação complexa, envolvendo vários atores externos, com o objetivo fundamental de interromper a série de governos petistas do país”, uma ofensiva iniciada em 2012/2013 e que sofreu mudanças com a derrota de Hillary Clinton em 2016.

(mais…)

Ler Mais

Plágio, politicamente correto e paranoia no Inep de Bolsonaro

Oito anos após massacre feito por militante de extrema-direta na Noruega, artigo que o inspirou e teoria conspiratória que ajudou a trazer à luz – o “marxismo cultural” – continuam a fazer estragos

Por Eduardo Wolf*, na Veja

No dia 22 de julho de 2011, Anders Breivik realizou o maior ataque em solo norueguês desde a Segunda Guerra Mundial. Em um intervalo de poucas horas, 8 pessoas morreram e 209 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba preparado por Breivik em Oslo. Na ilha de Utoya, onde integrantes da juventude do Partido Trabalhista norueguês participavam de um acampamento, Breivik matou 69 pessoas e feriu outras 110. Antes de cometer os ataques, o perturbado militante de extrema-direita enviou um manifesto de mais de 1.500 páginas para mais de mil contatos de sua caixa de e-mail. Em meio a inúmeras citações e referências, pode-se dizer que o fundamento de toda a paranoica teoria conspiratória desse norueguês de 32 anos era o assim chamado “marxismo cultural”. No coração de sua loucura, cópias e paráfrases de trabalhos da extrema-direita americana sobre o tema. Entre eles, chama a atenção a menção a um artigo de 1992 escrito por um obscuro indivíduo chamado Michael Minnicino e intitulado “The New Dark Age: The Frankfurt School and ‘Political Correctness’” (“A Nova Idade das Trevas: A Escola de Frankfurt e o Politicamente Correto”).

(mais…)

Ler Mais