MPF lança edital para selecionar projetos a serem desenvolvidos na área de direitos humanos

Iniciativas contarão com o aporte financeiro de até 40 mil reais

O Ministério Público Federal (MPF) divulga, nesta quinta-feira (17), edital para seleção de projetos que incentivem o respeito aos direitos humanos. Serão destinados mais de 200 mil reais para o desenvolvimento de ações que farão parte da Campanha Eu Sou Respeito, a ser lançada em 14 de janeiro de 2021. “O projeto resulta de multa decorrente do fechamento de uma mostra cujo fechamento foi antecipado. Nosso objetivo é distribuir os recursos de modo a atingir um maior número de movimentos e associações que atuem na temática dos direitos humanos, por isso o limite de R$ 40 mil para cada projeto”, explica o procurador regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul, Enrico Freitas.

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Vozes dos Biomas: um olhar sobre os biomas sob o prisma da cosmogonia indígena, por Ailton Krenak

Por Sucena Shkrada Resk, no Blog Cidadãos do Mundo

O Projeto Vozes dos Biomas/Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk tem como 48º entrevistado, o líder indígena Ailton Krenak, que é escritor, comunicador e também um dos maiores pensadores de nossa contemporaneidade. Ele exerceu um papel importante, na Constituinte brasileira, em 1987, para a inserção do capítulo indígena na carta magna.

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Enquanto houver racismo não haverá democracia nem nação. Por Ariovaldo Ramos

Há vários tipos de racismo no Brasil. Mas o desfecho é um só: crise da sociedade, impossibilidade de construir uma nação, inviabilização da democracia

Na RBA

As frases foram ditas por pessoas diferentes, com idades distintas, em locais e ocasiões distantes entre si… O que há de comum? Todos foram assassinados… E por quê? Por serem negros! São frases de negros na hora da morte! Todos vítimas do racismo no Brasil. O racismo é agente da morte! O racismo é a morte do conceito de humanidade, é o pior de todos os vírus, é a impossibilidade da unidade humana, é o motor de todas as guerras.

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Emicida: “Nossos livros de história são os discos”

Artista homenageia personalidades negras no documentário ‘AmarElo – é tudo para ontem’, lançado na Netflix, que usa como fio condutor um show realizado no Theatro Municipal de São Paulo

Por Naiara Galarraga Gortázar, no El País

O Theatro Municipal de São Paulo é um dos lugares que por muito tempo estiveram fora do alcance de cidadãos negros no Brasil, mesmo que não houvesse uma lei lei segregacionista, como as que existiram nos Estados Unidos. Emicida (São Paulo, 1985), um dos artistas mais relevantes do país, fez um show no fim do ano passado neste majestoso edifício localizado no centro da metrópole. A sala onde atuaram Maria Callas e Duke Ellington acolheu um público muito mais negro e jovem que o habitual. Este poeta, desenhista e produtor musical converteu aquele concerto no fio condutor do documentário AmarElo – é tudo para ontem, que estreou no dia 8 de dezembro na Netflix. É uma homenagem às personalidades negras brasileiras ignoradas pela história e ao movimento antirracista nascido em plena ditadura, nas escadas do teatro. Sem eles, aquela criança criada na periferia por uma mãe empregada doméstica jamais haveria sonhado sequer em ser Emicida, explica o artista em uma entrevista realizada por videoconferência antes da estreia.

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‘Tinha que matar é mais’. Por Conrado Hübner Mendes

Na Folha

A brutalidade brasileira é um agregado de ações e omissões estatais e individuais com a insígnia do racismo. Debaixo da prática, há uma filosofia que a atiça. A filosofia tem um capítulo da morte, uma doutrina do matar e deixar morrer. Pela primeira vez na história, a selvageria verbal se transformou em dialeto presidencial. A correlação entre o verbo recitado lá de cima e a violência letal lá embaixo (nas periferias) não é mais dúvida nas ciências sociais.

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Um Malcolm X que é preciso descobrir. Por Sílvio Almeida

Sai no Brasil livro com seus discursos políticos. Revela-se um pensador que enxergava a relação entre racismo e capitalismo; e que, por isso, queria aliar-se com revolucionários brancos — desde que não pretendessem dirigir a luta negra…

Do Le Monde Diplomatique Brasil, no Outras Palavras

Em geral, o que conhecemos sobre Malcolm X é resultado da mitificação de sua figura. De fato, a vida de Malcolm é uma vida extraordinária, que o inscreveu na história como uma das personalidades mais importantes e influentes do século XX.

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Os herdeiros que desertaram do capitalismo

Novo sinal de um sistema em crise. Nos EUA, jovens milionários associam fortunas familiares com exploração de classe e raça. E sacam as heranças dos mercados financeiros, onde multiplicaram desigualdades, para dedicá-las às lutas sociais

Por Zoë Beery, no The New York Times | Outras Palavras

Há algum tempo, Sam Jacobs vem tendo muitas conversas com os advogados de sua família. Ele está tentando obter maior acesso ao seu fundo fiduciário de US$ 30 milhões. Com 25 anos, ele atingiu a idade em que muitos herdeiros podem gastar seu dinheiro em negócios sem pés nem cabeça, ou numa coleção de carros esportivos. Ele não quer fazer isso, mas pelos padrões de gestão de patrimônio, seu plano é igualmente péssimo: ele quer dar tudo.

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Audiência pública sobre letalidade policial e população negra movimenta canal do MPF no Youtube

Detalhes sobre os casos relatados devem ser encaminhados para pfdc@mpf.mp.br até 11 de dezembro.

Depoimentos emocionados, desabafos, estudos, propostas de mudanças relacionadas ao combate do racismo estrutural marcaram a audiência pública “Letalidade Policial e População Negra: Atuação do Governo Federal”, realizada nesta quinta-feira (2). A reunião de mais de cinco horas, promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) – órgão do Ministério Público Federal (MPF), foi transmitida pelo Canal do MPF no Youtube. O debate movimentou a rede social com comentários contra e a favor durante as explanações de agentes públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil e de entidades que atuam na área de segurança pública.

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Milly Lacombe: Meu encontro com Manoel Soares

Na Trip

Conheci Manoel Soares através de meu parceiro de vida e de trabalho Antonio Amancio. Não precisei de dois minutos para ser sugada pelo campo gravitacional de Manoel que, como ele mesmo atesta, fala pra caramba. E nesse dia ele falou. Falou e falou e depois falou um pouco mais. E quando ele fala a gente escuta porque o pensamento dele é precioso e necessário.

Se, como ensinou James Baldwin, o preço da libertação da branquitude é a libertação dos negros – a libertação total: nas cidades, nas vilas, perante a lei e na mente –, Manoel está em campanha para que todos e todas nós nos libertemos de nossas mentes e desse Brasil tão atordoado em seus preconceitos.

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O Jair que há em nós. Por Ivann Lago

Em seu blog

O Brasil levará décadas para compreender o que aconteceu naquele nebuloso ano de 2018, quando seus eleitores escolheram, para presidir o país, Jair Bolsonaro. Ex-integrante do Exército onde respondeu processo administrativo sob acusação de organização de ato terrorista; deputado de sete mandatos conhecido não pelos dois projetos de lei que conseguiu aprovar em 28 anos, mas pelas maquinações do submundo que incluem denúncias de “rachadinha”, contratação de parentes e envolvimento com milícias; ganhador do troféu de campeão nacional da escatologia, da falta de educação e das ofensas de todos os matizes de preconceito que se pode listar.

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