Sueli Carneiro é a Personalidade Literária do Prêmio Jabuti 2022

Por Prêmio Jabuti / Geledés

Sueli Carneiro [*1950] é a primeira Personalidade Literária do Prêmio Jabuti não proveniente do Eixo Literatura. Em 2022, a organização da premiação, que chega em sua 64ª edição, se deu conta de que a personalidade homenageada não teria de ser obrigatoriamente ficcionista, uma vez que o conceito de literatura é, por definição, mais amplo que a ficção apenas.

Sueli se declara “uma intelectual orgânica”, e sua obra comprova toda a organicidade de seu pensamento. Em confronto aberto com os nós históricos de uma sociedade que se declara democrática, harmônica e mestiça em vez de engendradamente racista, ela encontrou em Michel Foucault as ferramentas teóricas para confrontar esse delírio. (mais…)

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Margareth Dalcomo, pesquisadora da Fiocruz, vence Prêmio Jabuti na categoria Ciência

No Informe Ensp

Pneumologista e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), Margareth Pretti Dalcolmo venceu o Prêmio Jabuti na categoria  Ciências com o livro Um tempo para não esquecer: a visão da ciência no enfrentamento da pandemia do coronavírus e o futuro da saúde, publicado pela editora Bazar do Tempo. “Recebo o Prêmio Jabuti especialmente sensibilizada pelo reconhecimento de uma trajetória literária de par com a científica, que traduz minhas reflexões sobre o tempo que vivemos e do qual esperamos sair com ciência e generosidade”, afirmou Dalcolmo.

A obra premiada reúne os artigos escritos semanalmente para o jornal O Globo. Os textos “constituem uma espécie de diário que documenta no calor e estupor dos acontecimentos a visão da ciência em sua essencial missão humanista”, de acordo com a sinopse da editora. (mais…)

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ONG Criola celebra 30 anos de conquistas das mulheres negras e presença de orixás femininos

Os saberes ancestrais são inseparáveis das lutas contemporâneas para a organização sediada no Rio de Janeiro

Por Jéssica Rodrigues, no Brasil de Fato

“Nós fomos orientando a nossa luta, a nossa perspectiva e o modo de pensar a partir da ancestralidade considerando figuras emblemáticas, simbólicas como as ialodês”, afirma Lúcia Xavier, cofundadora da ONG Criola. (mais…)

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Imagem capturada de vídeo

Mike Davis (1946-2022). Por Ivana Jinkings

Mike Davis nos deixou ontem, aos 76 anos, após longa batalha contra o câncer. Uma perda gigante. Mike Davis presente, sempre!

No blog da Boitempo

Mike Davis nos deixou ontem, aos 76 anos, após longa batalha contra o câncer. Há meses decidiu suspender o tratamento quimioterápico para passar seus últimos dias em casa, com a família. Um dos mais importantes autores da tradição marxista, foi açougueiro, motorista de caminhão, atuou em sindicatos e movimentos pelos direitos civis dos Estados Unidos. Participou do Congress of Racial Equality (Core), reunião de jovens pacifistas que se opunham à Guerra do Vietnã e filiou-se ao Partido Comunista da Califórnia do Sul. (mais…)

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Morre Bartolomé Clavero, jurista e promotor dos direitos indígenas

Clavero foi um reconhecido promotor dos direitos humanos, particularmente dos direitos dos povos indígenas, numa perspectiva descolonizadora

Servindi

Faleceu esta sexta-feira, 30 de setembro, o destacado jurista e historiador espanhol Bartolomé Clavero Salvador, informou a Faculdade de Direito da Universidade de Sevilha, onde era professor emérito.

Clavero foi um reconhecido promotor da institucionalização da democracia e dos direitos humanos, particularmente os direitos dos povos indígenas, numa perspectiva descolonizadora. (mais…)

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UFRB aprova título de Doutor Honoris Causa a Kabengele Munanga

UFRB

Educador, ativista da luta antirracista, intelectual e pesquisador negro, Kabengele Munanga será homenageado com a entrega do título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A proposição do título foi aprovada, por unanimidade, em reunião ordinária do Conselho Universitário (CONSUNI) da UFRB, realizada na tarde desta terça-feira, dia 06, no prédio da Reitoria. (mais…)

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Abaixo assinado: “Manifestação de apoio à concessão de título de Doutora Honoris Causa pela Unifesp a Amelinha Teles”

A Resolução 214/2021 do Conselho Universitário dispõe sobre a concessão de títulos honoríficos no âmbito da Universidade Federal de São Paulo e prevê que personalidades eminentes nacionais ou internacionais que tenham se destacado nas ciências, nas artes, na cultura, na educação e na defesa dos direitos humanos podem ser indicadas para o recebimento do título de Doutor(a) Honoris Causa (art. 6o, inc. III).

A trajetória de Amelinha Teles atesta seu compromisso inabalável com a luta pela democracia, pelos direitos humanos e pelos direitos das mulheres no Brasil. Integrou o Movimento Feminino pela Anistia e a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Foi presa política e denunciou as violências perpetradas por agentes da ditadura militar contra ela e sua família. Participou ativamente de fóruns que contribuíram na elaboração da Constituição Federal de 1988 nos temas dos direitos das mulheres e do direito à memória e à verdade. Foi membro da Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva (ALESP) e responsável por evidenciar a violência baseada no gênero praticada contra mulheres opositoras ao regime de exceção. Foi assessora da Comissão da Memória e da Verdade da Prefeitura de São Paulo (CMV). 

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