Morre Alfredo Bosi, um dos maiores críticos literários do Brasil, de Covid, aos 84 anos

O escritor era membro da Academia Brasileira de Letras

 por Folhapress, no Diário do Nordeste

Morreu o escritor, crítico literário e professor Alfredo Bosi, aos 84 anos, devido à Covid-19. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (7) pela Companhia das Letras, editora na qual publicou livros como “Dialética da Colonização”, de 1992, e “Brás Cubas em Três Versões: Estudos Machadianos”, de 2006.

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Articulação das Pastorais do Campo emite Nota de Pesar e Indignação pela morte da liderança quilombola Fátima Barros

por Andressa Zumpano, em Articulação das Pastorais do Campo / CPT

Neste dia 06 de abril de 2021, marcado por mais de 330.000 brasileiros mortos pela COVID-19, anunciou-se a partida de mais uma companheira de nossas lutas. Fátima Barros, liderança quilombola da Ilha de São Vicente, em Araguatins-TO, faleceu hoje, depois de uma batalha pela vida em mais um dos tantos hospitais desassistidos pelo Estado Brasileiro.  

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Jornalista e ambientalista Vilmar Berna morre aos 64 anos

Em 1999, Vilmar Sidnei Demamam Berna recebeu o Prêmio Global 500 da ONU, maior reconhecimento das Nações Unidas aos que defendem o meio ambiente no mundo.

Por G1 Rio

O jornalista, escritor e ambientalista Vilmar Sidnei Demamam Berna morreu nesta sexta-feira (2), aos 64 anos, no Rio de Janeiro. Segundo familiares, Vilmar teve pneumonia grave. Nascido em outubro de 1956, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Vilmar morava em Jurujuba, em Niterói, na Região Metopolitana do Rio.

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Há 100 anos nascia Piazzolla, criador do novo tango

Um ditado argentino diz: “tudo muda, menos o tango”. Mas Astor Piazzolla revolucionou o gênero musical.

Por Suzanne Cords, na DW

O nome de um compositor e músico raramente está tão intimamente ligado a um estilo musical como o de Astor Piazzolla ao tango. E isso apesar de, no começo, ele nem gostar muito desse gênero, já que seu coração batia pelo jazz.

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Juliano Moreira: um psiquiatra negro frente ao racismo científico

Nota: Juliano Moreira nasceu em 6 de janeiro de 1873, em Salvador, BA, e morreu em 2 de maio de 1933, aos 60 anos, em Petrópolis, RJ. (TP)

Por Ana Maria Galdini Raimundo Oda e Paulo Dalgalarrondo*

Juliano Moreira (1873-1933), baiano de Salvador, é frequentemente designado como fundador da disciplina psiquiátrica no Brasil. Sua biografia justifica tal eleição: mestiço (mulato), de família pobre, extremamente precoce, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia aos 13 anos, graduando-se aos 18 anos (1891), com a tese “Sífilis maligna precoce“. Cinco anos depois, era professor substituto da seção de doenças nervosas e mentais da mesma escola. De 1895 a 1902, frequentou cursos sobre doenças mentais e visitou muitos asilos na Europa (Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Escócia).1

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“Políticas homicidas”: Sociedade de Medicina e Cirurgia do RJ lamenta morte do cirurgião Ricardo Cruz e acusa governantes de irresponsabilidade criminosa

Tania Pacheco

A Carta da SMCRJ é o documento mais contundente divulgado até o momento pela comunidade médica sobre a pandemia. Vale lê-lo enquanto homenagem ao cirurgião humanista Ricardo Cruz, sem dúvida, mas vale igualmente, como propõe a entidade, honrar a sua morte também através dessa importante denúncia, levando a ações das quais ele sem dúvida participaria, se vivo estivesse.

Homicídio é palavra reconhecidamente forte. Para alguns, talvez toque mais que genocídio, que muitos têm dificuldade em ‘diagnosticar’ e/ou aceitar. E é homicídio que a SMCRJ denuncia no documento que reproduzimos na íntegra abaixo, ao mesmo tempo em que “lamenta, estranha e repele o silêncio, a inação e a abulia da quase totalidade das entidades médicas do país e as conclama à ela se unirem pela demanda por políticas públicas de combate à pandemia, baseadas na evidência científica dos fatos”.

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Davi Kopenawa é eleito membro da Academia Brasileira de Ciências

Belíssima notícia! Qual a instituição? Entre parênteses, a Academia colocou simplesmente Povo Yanomami. Parabéns à ABC. (TP)

ABC

Após Assembleia Geral Ordinária realizada em 3/12/2020, a Diretoria da ABC divulgou o resultado das eleições para membros titulares, correspondentes, colaboradores e afiliados. Entre os titulares, 43% são mulheres; entre os afiliados, 46,7%.

Todos os eleitos tomam posse no dia 1o de janeiro. Os membros titulares, colaboradores e correspondentes receberão seus diplomas em maio de 2020, durante a Reunião Magna da ABC.

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Maradona como religião da classe trabalhadora

Craque argentino expressou a rebeldia das periferias da América Latina: a beleza em meio a bosque de pernas e a alegria frente às misérias cotidianas. Imperfeito, tornou-se, para o povo, um Deus real, possível e contestador

Por Francisco Garrido, em La Voz del Sur | Tradução: Rôney Rodrigues

Fui um dos que estavam na noite de novembro de 1992 na lateral esquerda do gol sul do Pixjuán [estádio em Sevilha, Espanha] quando um menino jogou uma bolinha de papel alumínio de seu lanche em direção a Maradona. Diego, sem deixá-la cair no chão, fez maravilhas. O estádio inteiro veio abaixo e até a defesa do Zaragoza [clube espanhol] ficou paralisada, contemplando as barbaridades que o argentino fez com a bolinha do lanche do moleque. Assista aqui:

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Réquiem para Diego. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

Hoje foi um dia que chorei um bocado. Cada vez que entrava na internet e via algum escrito sobre Diego Maradona. Uma sensação de perda, profunda e dolorida. O Maradona era um cara especial. Um tipo que tendo ficado famoso poderia ter simplesmente vivido sua fama, sua grana, tornando-se um babaca, como tantos que conhecemos. Não é fácil sair da pobreza, conquistar o mundo e não se perder. Diego perdeu-se em muitas coisas. Álcool, drogas, mulheres. Sabe-se lá que dores o atormentavam. Sabe-se lá se foi apenas deslumbramento. O pequenino de Lanus  aproveitou a vida à larga. Teve seus ataques, mostrou sua sombra, expôs os demônios. E ele poderia ter ficado nisso. Mas, não. 

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Sócrates, Che e Maradona, orai por ‘nosotros’. Por Xico Sá

“Eu, dom Ernesto, Maradona e mais oito”. Era assim que o doutor Sócrates, entre uma cerveja e outra no bar Che Bárbaro, escalava o seu escrete dos sonhos, para delírio dos argentinos e corintianos do estabelecimento

No El País

Hoje, pelo menos hoje, mesmo para a mais descrente das criaturas, é preciso ter fé nas coisas do além e imaginar uma tabelinha imediata entre Sócrates e Maradona. Pode ser no inferno ou no paraíso, menos no purgatório ―os dois gênios não admitiriam esse dantesco muro político e ideológico. O goleiro do time é o ídolo comum Ernesto Che Guevara. Sim, Che, por ser asmático, sempre preferiu jogar de guarda-metas nas peladas na Argentina e em Cuba. “Eu, dom Ernesto, Maradona e mais oito”, era assim que o doutor Sócrates, entre uma cerveja e outra no Che Bárbaro, bar e restaurante da Vila Madalena, escalava o seu escrete dos sonhos, para delírio dos argentinos e corintianos do estabelecimento.

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