Defensoria Pública da União cobra R$ 10 milhões da Magalu por racismo

Por Marcos de Vasconcellos, no Monitor do Mercado

A Defensoria Pública da União foi à Justiça cobrar R$ 10 milhões da Magazine Luiza por causa do programa de trainee exclusivo para negros criado pela empresa. Aos olhos da DPU, a Magalu cometeu racismo.

Os R$ 10 milhões cobrados na Ação Civil Pública, protocolada nesta segunda-feira (5/10), deveriam ser pagos como multa por danos morais coletivos, já que o programa, segundo a defensoria, discrimina milhões de trabalhadores, brancos e de outras etnias, inviabilizando o acesso ao mercado de trabalho.

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Brasil: um país sadomasoquista. Por Rubens R.R. Casara

Na Revista Cult

Pseudo-conservadorismo cristão

Em recente (e polêmica) declaração, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil é um país conservador e cristão, o que  explicaria os índices de aprovação do modo bolsonarista de conduzir a nação. Não é verdade.

Em um país marcado por índices de desigualdade, violência, exploração e insegurança elevadíssimos, “não há muito o que conservar”, diria um verdadeiro conservador. De igual sorte, os valores historicamente associados à imagem de Cristo, que segundo a narrativa bíblica foi um líder perseguido, torturado e morto pelos detentores do poder político, dificilmente se mostram hegemônicos em um país que aplaude e vota massivamente em defensores da tortura e da violência estatal.

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Ler Fanon no século XXI. Por Immanuel Wallerstein

Apresentação da trajetória política e da obra de Franz Fanon

No A Terra é Redonda

Discute-se a atualidade do pensamento de Frantz Fanon, em torno de três eixos principais que constituem outros tantos dilemas – o uso da violência, a afirmação da identidade e a luta de classes –, demonstrando como, no tempo presente, estas questões continuam a ser decisivas na luta por um sistema-mundo mais justo e solidário.

Frantz Fanon nasceu na Martinica, em 1925, e morreu de leucemia, demasiado novo, em 1961. Em 1952, já médico e psiquiatra, publicou o seu primeiro livro, Peau noire, masques blancs [Pele negra máscaras brancas, EdUFBA]. Trata-se de uma obra notável, que teve algum impacto nos círculos intelectuais da França da altura. Era um cri de coeur apaixonado a exprimir a sua “experiência de um homem negro mergulhado num mundo branco”, palavras que Francis Jeanson, autor do prefácio, usou para sintetizar o tema do livro.

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Assistimos à instalação de ampla e violenta visão de mundo. Por Felipe Milanez

Na Carta Capital

Mentiras absurdas na ONU propaladas ao mundo inteiro ecoaram o fogo no Pantanal, fogo na Amazônia, fogo no Cerrado e acobertaram a proteção ao agronegócio e a mineradoras, a perseguição e ameaças a lideranças indígenas.

Junte-se a isso terror, intimidação, agressividade, autoritarismo e frases como: “e daí se eu levar os missionários” para evangelizar os índios, “qual o problema?”; morrem 140 mil pessoas e “daí?”; morre sertanista da Funai em meio a invasão de terras indígenas e segue o silêncio.

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Boaventura: “Só os míopes desprezam a utopia”

Confinado numa aldeia portuguesa, ele acaba de concluir novo livro. A pandemia abre o século XXI, argumenta, e surgem três cenários possíveis. É preciso lutar, com “otimismo trágico”, pela saída pós-capitalista. Ou aguardar, em apatia, o pior

Boaventura de Sousa Santos a José Cabrita Saraiva, no I / Outras Palavras

No livro que acaba de enviar para a editora defende que o século XXI começa agora. Entre as mudanças que antevê, aponta o fim do turismo internacional e o redimensionamento de centros comerciais.

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Juiz Nicolitt: ‘A pele negra é a pele do crime, como diz o Baco Exu do Blues’

Magistrado que mandou soltar violoncelista negro preso sem provas no Rio diz que, em um ano, se apreende a mesma quantidade de drogas em São Gonçalo do que foi apreendida em um avião da FAB

Por Caê Vasconcelos, na Ponte

André Luiz Nicolitt | Foto: Reprodução

Na magistratura há 19 anos, André Luiz Nicolitt sabe da importância que é ser um dos pouquíssimos juízes negros no Brasil. Em uma decisão histórica, assinada no último sábado (5/9), o juiz de Direito do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro), além de conceder liberdade provisória ao músico negro Luiz Carlos Justino, 23 anos, questionou o racismo por trás da prisão do violoncelista.

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Sobre identitarismos, antirracismos e lugares de fala. Por Dennis de Oliveira

No Jornal da USP

Determinados fenômenos ganham mais repercussão em função das diversas análises do que por eles em si. Foi o caso do filme da Beyoncé,  Black is King, produzido pelos estúdios Disney. O filme em si seria mais uma das megaproduções de um dos maiores oligopólios midiáticos se não fosse a repercussão da polêmica gerada pela crítica da professora Lilia Schwartz e as respostas em vários outros artigos, entre eles o de Djamila RibeiroAline RamosAza Njeri (que propõe uma leitura afrocentrada da produção de Beyoncé), entre várias outras. A repercussão continuou com um pedido de “desculpas” da própria Lilia Schwartz em seu Instagram no dia 4 de agosto. E, depois, Maria Rita Kehl volta a colocar o tema em pauta com um artigo intitulado “Lugar de cale-se”.

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