Carta ao G7: por que a vida de um haitiano não vale a de um ucraniano? Por Jamil Chade

No UOL

Senhoras e senhores líderes do G7, Ao viajar por algumas das principais capitais europeias nessas últimas semanas, reparei como são várias as janelas de apartamentos, de empresas ou de padarias que estendem, orgulhosamente, a bandeira amarela e azul da Ucrânia. Um gesto simples e poderoso de solidariedade a um povo que sofre hoje uma invasão e, acima de tudo, a destruição de seus sonhos e suas vidas. Praticamente um desastre humanitário e 7 milhões de refugiados. (mais…)

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O triste fim de Ciro Gomes, rebaixado por si mesmo a cabo eleitoral de Bolsonaro. Por João Filho

Vídeos do pedetista atacando Lula viraram febre nas redes sociais bolsonaristas. É puro oportunismo eleitoral.

No The Intercept Brasil

Na semana passada, Ciro Gomes foi entrevistado pela Jovem Pan, a emissora alinhada à extrema direita bolsonarista. Na entrevista, o apresentador do programa Pânico, Emílio Surita, confessou o medo do país virar socialista se Lula vencer a eleição: “eu falo para os jovens com a idade dos meus filhos: vão embora do Brasil, porque se for o que a gente tá vendo aí [eleição do Lula], vamos ser um país pobre, velho e socialista”. (mais…)

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Em vídeo, jovem negro é morto por PM e testemunhas comemoram

Nicolas Silva, 19, foi baleado por policial de folga enquanto participava de um roubo em uma avenida movimentada na capital paulista, em abril; pessoas filmam rapaz se contorcendo no chão sob gritos de “raça do caralho”

Por , na Ponte

Nicolas Gualberto Silva, 19, está caído no chão da Avenida Salim Farah Maluf, no bairro do Tatuapé, na zona leste da capital paulista. Enquanto se contorce após ter recebido quatro disparos por um policial militar, testemunhas o registram. Em dois vídeos que a reportagem acessou, aparecem carros passando pelo local enquanto os ocupantes buzinam e comemoram: “aê, caralho, mandou para o inferno essa porra!”. (mais…)

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Günther Anders: “A obsolescência do homem”

 Nestes nossos dias, vale revisitar este texto atualíssimo escrito pelo filósofo judeu alemão Günther Anders em 1956:

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“Para sufocar antecipadamente qualquer revolta, não deve ser feito de forma violenta. Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. Basta criar um condicionamento coletivo tão poderoso que a própria ideia de revolta já nem virá à mente dos homens. O ideal seria formatar os indivíduos desde o nascimento limitando suas habilidades biológicas inatas… (mais…)

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Semayat Oliveira, do Mano a Mano: ‘podcast causou espanto nas pessoas brancas’

Consultora de jornalismo e co-apresentadora do podcast de Mano Brown comenta como as pessoas negras são retratadas pela grande mídia: “o mundo é o mesmo, o que mudou é o ponto de vista”

Por Gil Luiz Mendes,k na Ponte

A voz de Semayat Oliveira chegou aos ouvidos de milhões de pessoas nos últimos dois anos. Consultora jornalística e co-apresentadora do podcast Mano a Mano, ao lado do rapper Mano Brown, ela ganhou destaque por suas inserções durante debates que foram da violência policial ao pagode, passando pela política brasileira, incluindo entrevistas com dois ex-presidentes da República. (mais…)

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Professora é demitida após aluno reclamar de aula sobre Iluminismo e exclusão histórica das mulheres

Aula sobre a exclusão de mulheres da economia e da política desde o século 18 provocou reação de aluno da 8ª série de uma escola privada em Porto Alegre. Após pressão, a professora foi demitida

Por Gilson Camargo, no ExtraClasse

O filósofo e economista escocês Adam Smith viveu no século 18 e é considerado um dos fundadores do pensamento liberal do Iluminismo. Autor de Riqueza das Nações, em suas teorias Smith quase não menciona as mulheres do seu tempo e, quando o faz, insinua que elas, caso tivessem acesso a renda e conhecimento, poderiam atrapalhar o crescimento da economia.

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Petro, os ninguéns e a nova Colômbia. Por Ivan Olano Duque

Gustavo Petro e Francia Marquez assumiram ontem. Três cenas dão pistas sobre a mudança – política, ética e estética – em curso. No centro, a altivez das maiorias e a esperança de justiça social e descolonização, em horizonte de paz e vivir sabroso

Do Nuso, no Outras Palavras*

É o primeiro governo popular e de esquerda na história da Colômbia. Ninguém contesta isso. Em 200 anos de vida republicana houve alguns impulsos reformistas, como o primeiro governo de Alfonso López Pumarejo em 1934 ou a Constituição de 1991 ‒ que foi fruto de um processo de paz e do esforço de uma geração ‒, mas o poder sempre foi em um quadro oligárquico: um punhado de sobrenomes, homens ricos e parentes. As poucas irrupções populares nas instituições não conseguiram derrubar esse quadro. Até agora.

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