Aula inaugural da ENSP debateu mineração e devastação ambiental

Por Joyce Enzler, no Informe Ensp

No dia 20 de março, a Direção, o corpo acadêmico e funcionários da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) celebraram, com os alunos, o início do ano letivo. O evento ocorreu no auditório do Museu da Vida/Fiocruz e apresentou o tema A vida vale mais! Megamineração, Crimes Ambientais e Justiça Social.  

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Fernanda Giannasi e sua luta para banir o amianto. Ela também já sofreu preconceito

por Tania Malheiros

Há mais de 30 anos, uma paulista de Ribeirão Preto, vem jogando luz e abastecendo a sociedade de informações sobre os perigos causados pelo amianto (produto cancerígeno). Neta de imigrantes italianos, para levar adiante o árduo trabalho em prol da saúde e segurança dos trabalhadores, enfrenta uma engrenagem de poder que movimenta e alimenta gigantes da economia. Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8/3), o Blog entrevista FERNANDA GIANNASI, engenheira civil e de segurança do Trabalho, pioneira na luta contra o amianto, que abraça outras causas, como a defesa dos trabalhadores da tecnologia nuclear e sílica. Desde a década de 90, é coordenadora da Rede Virtual-Cidadã pelo Banimento do Amianto para a América Latina; e fundou a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA). Premiada no Brasil e exterior, pelo conjunto da obra, já recebeu ameaças, mas avisa: “Começaria tudo outra vez, se preciso fosse”, como cantou Gonzaguinha.  

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Que o “mina Guaíba” não repita Brumadinho. Por Jacques Távora Alfonsin

No Sul21

Quando uma determinada empresa de mineração pede licença à administração pública para estabelecer-se num determinado lugar, os efeitos do projeto respectivo sempre afetam profunda e gravemente o meio ambiente. Obedecida a lei, a licença pode ser dada, ou não, conforme se comprove que a execução do projeto garanta os cuidados que a sua execução exija. EIA-RIMA é a sigla para os estudos de impacto ambiental que o empreendimento causará (EIA), reunidos depois num relatório conhecido como RIMA, relatório do respectivo impacto.

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Medidas para descomissionamento de usina de urânio em MG são apresentadas por procurador em evento na Áustria

Projeto lista dificuldades enfrentadas internacionalmente na desativação de usinas nucleares e busca estratégias para superá-las

Procuradoria-Geral da República

Uma iniciativa da Agência Internacional de Energia Atômica que auxilia países membros no descomissionamento de instalações nucleares e na remediação de áreas contaminadas contou com a participação de representante do Ministério Público Federal (MPF). A Reunião Técnica sobre a Fase II das Restrições à Implementação do Descomissionamento e Projeto de Remediação Ambiental, realizada em Viena, Áustria, teve, na tarde desta terça-feira (26), apresentação do procurador da República Lucas Gualtieri sobre o caso da Unidade de Tratamento de Minérios (UTM), situada no município de Caldas, sul de Minas Gerais. O descomissionamento é o processo de desmantelamento que ocorre no fim da vida útil das usinas. A remediação ambiental consiste em um conjunto de medidas destinadas a recuperar áreas contaminadas.

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Proposta de privatização do urânio ameaça Constituição e preocupa ativistas

Entrega do governo Bolsonaro à iniciativa privada poderia enfraquecer capacidade de fiscalização pelo Estado brasileiro

Rafael Tatemoto, Brasil de Fato

O anúncio do governo Bolsonaro (PSL) de que pretende quebrar o monopólio estatal sobre a exploração do urânio, garantido pela Constituição brasileira, causa apreensão em organizações sociais e trabalhistas ligados à mineração. Isso porque a entrega para a iniciativa privada pode ampliar os ricos para a população e trabalhadores nas áreas onde o minério existe. 

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Agrotóxicos e autismo: relação demonstrada

Maior pesquisa já feita sobre a exposição a venenos agrícolas, durante a gravidez, conclui que ela aumenta risco de desenvolver transtorno. Dados parecem devastadores

Por Raquel Torres, no Outra Saúde

Durante a gravidez e na primeira infância, a exposição a alguns dos agrotóxicos mais usados no mundo está ligada a um maior risco de as crianças desenvolverem o Transtorno do Espectro Autista. Essa é a conclusão de um dos maiores estudos já realizados sobre esses efeitos, e o artigo foi publicado ontem no British Medical Journal.

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MPF denuncia igreja e pastor por danos à Rebio Tinguá

Pastor fez construções para realizar eventos da igreja em área da unidade de conservação

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra a Igreja Evangélica Boas Novas, localizada no bairro de Duque de Caxias/RJ, e o pastor Anderson Pereira do Nascimento, responsável pelo empreendimento, por causarem danos ambientais à Reserva Biológica (Rebio) do Tinguá. Durante a fiscalização, os agentes ambientais constataram diversos fatores que causam danos diretos e indiretos à unidade de conservação. Dentre eles, estão o despejo sem tratamento de resíduos sólidos e sanitários no curso do rio, a supressão da vegetação e o impedimento da regeneração natural da floresta. Os servidores chegaram a encontrar uma construção de fossa que era utilizada pra despejo de resíduos sanitários.

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Resíduos de Brumadinho já matam os peixes do rio São Francisco

Dados da Fundação S.O.S. Mata Atlântica mostram que alguns trechos do Velho Chico já estão com água imprópria para uso da população; Concentração de ferro, manganês, cromo e cobre está acima dos limites permitidos por lei

Por Joana Oliveira, El País Brasil

Um dos maiores temores dos ambientalistas depois do rompimento da barragem da Vale Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro, concretizou-se: os rejeitos da barragem já contaminaram o rio São Francisco. Os dados recolhidos pela Fundação S.O.S. Mata Atlântica —que monitora o impacto ambiental da tragédia através de uma expedição pelo rio Paraopeba (afluente do Velho Chico)— mostram que alguns trechos do Alto São Francisco já estão com água imprópria para uso da população.

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“Certificadora alemã agiu de forma criminosa em Brumadinho”

Em entrevista, promotor responsável por investigar desastre afirma que técnicos da alemã TÜV Süd tinham conhecimento dos riscos da barragem, mas a certificaram como estável por pressão da Vale

Por Alexander Busch, na DW

Após o rompimento da barragem 1 da mina Córrego do Feijão, na cidade mineira de Brumadinho, veio à tona o envolvimento no desastre da certificadora alemã TÜV Süd, contratada pela Vale. Engenheiros da empresa atestaram a estrutura como estável em setembro de 2018.

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