Ministro culpa “destino” pela tragédia em Brumadinho e não cita a Vale

Por Leonardo Sakamoto, no Atingidos pela Vale

“O atual governo assumiu o Brasil em uma profunda crise ética, moral e econômica. Quis o destino que, no início do mandato do presidente Bolsonaro, sofrêssemos um novo e doloroso choque com o rompimento de outra barragem de rejeitos, cujos resultados desastrosos comoveram e abalaram a todos os brasileiros e a comunidade internacional.”

Quem botou na conta do “destino” o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), foi o discurso do ministro das Minas e Energia, almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, em um evento que reuniu autoridades, investidores e executivos de empresas mineradoras de todo o mundo em Toronto, no Canadá, neste sábado (2). O texto foi disponibilizado na página do ministério por sua assessoria e pode ser lido, clicando-se aqui.

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Conselho da Vale decide afastar presidente Fabio Schvartsman

Por Valdo Cruz, no G1

O Conselho de Administração da Vale decidiu afastar o presidente da empresa, Fabio Schvartsman, e mais três diretores. A empresa ainda não fez um anúncio oficial sobre o afastamento, mas a decisão já foi tomada, segundo o blog apurou com integrantes do conselho.

A decisão foi tomada após o Ministério Público e a Polícia Federal darem prazo de dez dias para a Vale decidir se acataria o pedido de afastamento da diretoria da empresa.

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Força-tarefa que apura tragédia de Brumadinho recomenda afastamento de diretor-presidente da Vale e mais 13

Orientação é que Fabio Schvartsman e parte do grupo não tenham, inclusive, acesso a prédios da mineradora; descumprimento pode resultar em prisão, e Vale diz que recomendação será avaliada. Após rompimento de barragem em 25 de janeiro, 186 mortes foram confirmadas.

Por Fernando Zuba e Naiana Andrade, TV Globo/G1

Autoridades que trabalham na investigação da tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, recomendaram à Vale o imediato afastamento do diretor-presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, e outros 13 empregados da empresa do exercício de quaisquer funções e atividades no grupo Vale.

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Tribunal ordena paralisação da mineração Onça Puma, subsidiária da Vale que causou danos ao povo Xikrin, no Pará

Decisão do último dia 26 deu prazo de cinco dias para suspensão total das atividades da empresa, atendendo pedidos das associações indígenas

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

O Tribunal Regional Federal da 1a Região (TRF1) ordenou a paralisação imediata de todas as atividades da mineração Onça Puma, subsidiária da Vale SA que causou danos ao povo indígena Xikrin, pela contaminação do rio Cateté, em Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará. A decisão é do desembargador Antonio Souza Prudente e foi expedida no último dia 26 de fevereiro, dando prazo de 5 dias para que oficiais de Justiça, acompanhados de técnicos do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), fossem até a empresa para atestar a paralisação.

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Interlocução realizada pelo MPF em Barra do Garças garante tratamento adequado de resíduos sólidos nas TI São Marcos e Merure

Não havia uma definição sobre de quem seria a responsabilidade pela coleta de lixo nas aldeias Xavante e Bororo, localizadas na região do Araguaia, em Mato Grosso

Procuradoria da República em Mato Grosso

O Ministério Público Federal (MPF) em Barra do Garças promoveu a interlocução entre a Fundação Nacional do Índio, as prefeituras de Barra do Garças e de General Carneiro, e as lideranças das Terras Indígenas (TI) São Marcos (Xavante) e Merure (Bororo) e garantiu o tratamento adequado dos resíduos sólidos produzidos nessas aldeias, localizadas na região do Araguaia, em Mato Grosso.

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A pedido da força-tarefa do MPF e do MPPA, depósito de rejeitos da Hydro em Barcarena (PA) é vistoriado

Moradores comunicaram à força-tarefa que rio Murucupi apresentou coloração bastante diferente para um dia de chuvas

Ministério Público Federal no Pará

A pedido do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), técnico da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Pará e da brigada civil vistoriaram nesta terça-feira (26) o Depósito de Resíduos Sólidos 1 (DRS-1) da refinaria de alumina Hydro Alunorte, em Barcarena, município vizinho a Belém.

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PL que endurece pena dos responsáveis por rompimento de barragens avança no Senado

Projeto está autorizado a seguir para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para envio ao Plenário

Da Redação Brasil de Fato

As Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovaram nesta quarta-feira (27) o PL 550/2019, que reforça a efetividade da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). A proposta está autorizada a seguir para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para envio ao Plenário.

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Atingidos por rejeitos convidam Vale e Cetesb para ‘caranguejada contaminada’

Desafio foi feito em audiência pública sobre os riscos do buraco maior que o Maracanã, aberto no mangue, e que está recebendo sedimentos tóxicos. Obra que beneficia empresas tem aval do governo de SP

por Cida de Oliveira, da RBA

Moradores da Vila dos Pescadores, em Cubatão, atingidos pela Cava Subaquática e ambientalistas desafiaram gestores da VLI – empresa de logística controlada pela mineradora Vale –, da Usiminas e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) a saborear uma “caranguejada contaminada”. O convite inusitado foi feito nesta terça-feira (26), em audiência pública realizada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de São Paulo. A comissão é presidida pelo deputado Roberto Trípoli (PV).

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Índios devem ser consultados sobre construção da Ferrogrão, enfatiza MPF

Para o Ministério Público Federal, a Constituição impõe consulta prévia às comunidades indígenas e tradicionais

Procuradoria-Geral da República

“Queremos viver do nosso modo, e de acordo com o nosso bem viver”. Esse é o desejo da liderança indígena Alessandra Munduruku, que fala em nome das comunidades indígenas e tradicionais do entorno do traçado da Ferrovia do Grão (Ferrogrão). O projeto está cada vez mais perto de sair do papel e terá 933 km, conectando a região produtora de grãos do Centro-Oeste ao Porto de Miritituba (PA). Estima-se que 48 áreas de proteção podem ser impactadas pela obra, além de comunidades indígenas e tradicionais – que não foram consultadas sobre a implantação da Ferrogrão. Para o Ministério Público Federal (MPF), a Constituição Federal impõe a consulta prévia às comunidades indígenas e, no caso da Ferrogrão, o processo de licenciamento da ferrovia pode ser questionado judicialmente, caso a previsão legal não seja respeitada.

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