Em meio à COP, Temer quer aprovar mais subsídios à indústria fóssil

Contrariando os objetivos que levam lideranças de todo o mundo a se reunir na Conferência do Clima da ONU, governo brasileiro aposta em mais incentivos ao setor de petróleo e gás

Em 350.org

A 23a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 23) começou na segunda-feira (06) em Bonn, na Alemanha, com baixas expectativas. O encontro de líderes mundiais tem como principal objetivo traçar as diretrizes que guiarão a regulamentação e implementação do Acordo de Paris. Dois anos se passaram desde o tratado e quase nada foi feito para honrar os compromissos ali estabelecidos. Ou pior, políticas nacionais – como as do Brasil para o setor de energia – têm feito o exato inverso: estimulado indústrias que ao invés de diminuir irão aumentar exponencialmente as emissões de gases causadores do efeito estufa. (mais…)

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Nota Pública: Cansado do descaso das autoridades, o povo de Correntina reage em defesa das águas

Na CPT – Movimentos sociais e estudantis, organizações, e pastorais assinam Nota Pública para denunciar a crise hídrica sofrida pelas comunidades do Oeste da Bahia devido a degradação dos rios e nascentes pelo agronegócio. Diante do descaso do Estado e dos órgãos de fiscalização, a população realizou manifestação em defesa das águas e da vida na última quinta-feira (02), na região do Distrito de Rosário, em Correntina, na Bahia. Confira:

Nota Pública

A mídia está a noticiar que na manhã de quinta-feira, 02/11/2017, feriado de Finados, houve manifestação de populares nas Fazendas Igarashi e Curitiba, no distrito de Rosário, município de Correntina, na Bahia. Segundo imagens e áudios que circulam pela Internet, estas fazendas teriam sido invadidas e parte de suas máquinas, instalações e pivôs quebrados e incendiados, e que os autores destas ações são populares de Correntina. Segundo os relatos, participaram da ação entre 500 a 1.000 pessoas. (mais…)

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RJ – Seminário “A Chegada do Gás de Xisto e do Fracking ao Brasil”

Por Um Brasil Livre de Fracking

O Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA/IFCS/UFRJ) e o Instituto Brasileiro de Análises Socioeconômicas (IBASE) convidam para o seminário que marca o lançamento do livro “Fracking e exploração de recursos não convencionais no Brasil: riscos e ameaças”, organizado pelo IBASE. (mais…)

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Especial Amazônia Resiste: À espera de Belo Sun

Indígenas Juruna veem o peixe rarear em seu território enquanto o maior projeto de ouro a céu aberto do Brasil se aproxima; documento dos Juruna exige o direito à consulta prévia, previsto em tratado internacional em vigor no país desde 2003

por Ciro Barros e Iuri Barcelos – Agência Pública

Na área de influência direta da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Xingu, os índios Juruna juntam os cacos. “Nós não sabemos se no futuro a gente vai ter condições de continuar vivendo aqui”, conta o professor Natanael Juruna, morador da aldeia Müratu, uma das três da Terra Indígena (TI) Paquiçamba. A jusante da barragem, eles veem sua principal fonte de renda e subsistência, o peixe, rarear. Um monitoramento independente feito pelos indígenas em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Instituto Socioambiental (ISA) revela que a produção pesqueira caiu praticamente pela metade entre os meses de janeiro de 2015 e 2016, período no qual houve o barramento do rio. Os dados da própria Norte Energia apontam para a questão da mortandade de peixes: segundo o 11º Relatório de Monitoramento Socioambiental Independente, entre novembro de 2015 e junho de 2016, mais de 19 toneladas de peixes morreram – o dobro do que os Juruna pescaram em três anos. (mais…)

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Os interesses econômicos por trás (ou debaixo) da lama de rejeitos da mineração

Os dois anos do maior crime socioambiental do país provocado por uma empresa minerária revelam o lobby de um setor altamente lucrativo junto aos poderes Legislativo e Judiciário

Katia Machado – EPSJV/Fiocruz

Novembro de 2017: em meio a incertezas sobre a possibilidade de retorno ao antigo modo de vida, moradores dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, região central de Minas Gerais, atingidos há dois anos pela lama da mineradora Samarco e suas acionistas BHP Billiton e Vale, ainda vivem em casas alugadas em Mariana (MG). Tampouco a construção das novas vilas que irão abrigar as famílias começou. Não bastasse a morosidade na reparação dos danos, até hoje as principais multas impostas à mineradora pelos órgãos ambientais dos governos federal e dos dois estados afetados — Minas Gerais e Espírito Santo — ainda não foram pagas. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), das 68 penalidades aplicadas, que totalizam quase R$ 552 milhões, 67 estão em fase de recurso. Apenas uma, parcelada em 59 vezes, começou a ser quitada: o valor corresponde a 1% do total. A isso se soma a suspensão da ação penal movida para punir os responsáveis pelas mortes do maior crime socioambiental do Brasil. A decisão que põe em banho-maria o processo movido contra 22 funcionários e diretores da Samarco e suas controladoras, bem como da VogBR, que inspecionava a barragem na ocasião, foi tomada pela Justiça Federal em Ponte Nova, na Zona da Mata, para análise da alegação da defesa sobre suposto uso de prova ilícita na ação penal. A impressão — ou a certeza — que se tem é que o rompimento da Barragem do Fundão, que matou 19 pessoas, destruiu centenas de casas, deixou um milhão de famílias sem água e trabalho e acabou com a biodiversidade da bacia do Rio Doce, ao derramar quase 40 bilhões de litros de rejeitos de minério, não tem um fim. (mais…)

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Rio Doce: a lama oculta

Dois anos exatos após o maior crime ambiental do Brasil, mídia esconde outro crime: as manobras de duas mega-corporações globais para esconder sua responsabilidade e permanecer irresponsáveis como sempre

Reportagem de Arthur Viana* – Outras Palavras

A moto de Paula rasgava as ruas de Bento Rodrigues uma última vez; logo não haveria mais nada ali. Corre que a barragem estourou!, gritava ela, junto ao barulho de sua buzina e a outro que parecia turbina de avião – o som da lama chegando para varrer o pequeno distrito do mapa[1]. Era pouco mais de quatro da tarde, porém a história do rompimento da barragem de Fundão, no distrito de Bento Rodrigues, cidade de Mariana, estado de Minas Gerais, Brasil, não começa nem ali e nem naquele momento. Afinal, para a lama descer, a barragem teve que romper e uma barragem não rompe facilmente – ou ao menos não deveria. Contudo, essa, a do Fundão, responsabilidade da empresa Samarco S.A., estourou em 5 de novembro de 2015, configurando um dos maiores crimes socioambientais da história da humanidade, o maior já registrado no Brasil e o maior envolvendo mineração no mundo. Ao subir o morro no qual se refugiou após salvar sabe-se lá quantas vidas desavisadas, é isso que Paula viu, e faça o esforço de imaginar: 62 milhões de metros cúbicos de lama com rejeitos de minério, quantidade que se estima ter escorrido dos depósitos rompidos da Samarco[2], indo em direção a casas, animais, à cidade toda. Assustador. A quem teve tempo, restou correr – mas correr para onde? (mais…)

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Manifesto dos atingidos pela Samarco: Dois anos de lama, dois anos de luta!

No MAB

Dois anos do rompimento da barragem de Fundão. Aniversário das incertezas. Dois anos e tudo que nós, atingidos, temos de concreto são pilhas de documentos redigidos a partir de horas exaustivas de reuniões e assembleias infindáveis. As ações mitigatórias nas áreas de moradia, educação, patrimônio, entre outras, possuem ainda caráter de emergência. Até quando nossas prioridades serão vistas como emergenciais? (mais…)

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Bento Rodrigues: dois anos depois

Da CPT

Bento Rodrigues dois anos após o maior crime socioambiental da história brasileira, provocado pela SAMARCO (=Vale e BHP Billiton), que resultou em 19 pessoas mortas, em 1 aborto forçado e em centenas de lares destruídos.

Até hoje nem o terreno para o reassentamento das famílias foi legalizado e nenhuma pessoa ou empresa foi responsabilizada pelo crime! (mais…)

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