A quem interessa a pulverização aérea de agrotóxicos nos territórios?

Campanha Permanente traz discussão sobre violações de direitos provocadas pela pulverização aérea de agrotóxicos e ações de enfrentamento ao problema

Por Angélica Almeida, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Na semana em que chegamos à marca de 150 agrotóxicos autorizados em 2020, a Campanha Permanente lançou luz, em sua série semanal de videoconferências, sobre os riscos de contaminação provocados pela pulverização aérea de agrotóxicos e como agricultoras/es familiares, povos e comunidades tradicionais e seus movimentos têm se organizado nos diferentes municípios e estados para barrar violações de direitos. O diálogo contou com a presença de Talita Furtado, professora de Direito da Universidade Federal Rural do Semiárido, doutoranda em direito pela UnB e membro do Núcleo Tramas, com a mediação de Alan Tygel e Naiara Bittencourt, integrantes da Campanha Permanente.

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Em meio à pandemia, governo Bolsonaro aprova 118 agrotóxicos em dois meses

Número de novos registros no período de isolamento social é maior do que no ano passado; aplicação de agrotóxico é serviço essencial, segundo decreto presidencial

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

Mesmo durante a quarentena, o Governo Federal continua a aprovar novos agrotóxicos para serem vendidos no mercado brasileiro. Desde março deste ano foram publicados o registro de 118 novos produtos, sendo 84 destinados para agricultores e 34 para a indústria. No mesmo período, as empresas produtoras de pesticidas solicitaram ao Ministério da Agricultura a liberação de mais 216 produtos, que estão sendo avaliados agora pelo governo.

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Bacia do rio Doce sofre mais uma contaminação: rompe lagoa de dejetos e contamina o rio Casca em MG

No Mab

O rio Casca, afluente do rio Doce, foi atingido na noite de quinta-feira (30) pelo rompimento de lagoa de dejetos de uma granja de suínos. A provável fonte poluidora está localizada na zona rural do município de Urucânia, próximo ao município de Ponte Nova, em Minas Gerais. A lagoa recebe dejetos sem tratamento e tem volume estimado de 12 mil m3. Além do rio, foram atingidas casas de cinco famílias de uma comunidade próxima a lagoa e um córrego com percurso de 1,2km.

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Invasão de madeireiros no “arco do desmatamento” aumenta risco de contágio na Amazônia

Indígenas relatam intimidações por homens armados nos castanhais e açaizais; fiscalizações em campo diminuem, enquanto falta estrutura para atendimento a casos graves de Covid-19 entre os povos da floresta

Por Caio de Freitas Paes, em De Olho nos Ruralistas

Pouco a pouco, o coronavírus avança na Amazônia. Não é exagero dizer que a doença tem potencial para provocar um verdadeiro genocídio dos povos da floresta. Além da estrutura de atendimento concentrada nas capitais, já sobrecarregada, há um fator que dificulta ainda mais o combate à pandemia: as constantes invasões em terras indígenas e unidades de conservação. O povo Mura denuncia uma investida de grileiros e madeireiros que começou em plena pandemia. Os invasores ocupam áreas à beira de sua reserva, a Terra Indígena Lago Capanã, em Manicoré (AM).

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Coronavírus: detectados os primeiros casos de COVID-19 em indígenas

Índio da tribo Marubo teve contato com norte-americanos; caso foi registrado em Atalaia do Norte, a 1.138 quilômetros de distância de Manaus

Por Jornal GGN

Um indígena da tribo Marubo mostrou sinais de contaminação por coronavírus depois de entrar em contato com norte-americanos na cidade de Atalaia do Norte, localizada na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia.

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Fiocruz atesta presença de cianobactérias potencialmente tóxicas no Guandu

Por Emanuel Alencar, em ((o))eco

Um relatório de análise molecular de cianobactérias na captação da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontou alta presença de algas potencialmente tóxicas no dia 13 de janeiro, dez dias após o início da crise da água no Rio. O grupo de nove pesquisadores verificou a presença majoritária de cianobactérias do gênero Planktothricoides, cujas espécies possuem genes capazes de produzir substâncias que conferem gosto e odor na água, assim como de produzir cianotoxinas, como microcistina (hepatotoxina), saxitoxinas e BMAA (neurotoxinas). A Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) atestou que no dia 6 de janeiro a contagem de cianobactérias na captação do Guandu estava dentro dos parâmetros da legislação. Por esse motivo não foram feitas análises dos microrganismos.

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Raposa Serra do Sol registra primeira invasão garimpeira desde demarcação

Desde dezembro, algumas centenas de garimpeiros buscam ouro em uma área da terra indígena no município de Normandia, na fronteira com a Guiana. Lideranças dizem que há indígenas escravizados e danos ambientais

Na FolhaBV

Pela primeira vez desde a demarcação, há 11 anos, a Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR) enfrenta o surgimento de um garimpo ilegal de larga escala. Para lideranças da região, o motivo é a expectativa gerada pela proposta do presidente Jair Bolsonaro para legalizar a atividade. Desde dezembro, algumas centenas de garimpeiros buscam ouro em uma área da terra indígena no município de Normandia, na fronteira com a Guiana. 

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Governo publica portaria que estabelece registro automático para agrotóxicos

Segundo especialistas, medida tende a ser preparação para a aprovação do “pacote do veneno” na Câmara

Erick Gimenes, Brasil de Fato

O Ministério da Agricultura (Mapa) publicou na quinta-feira (27) uma portaria em que concede liberação automática a novos agrotóxicos que não forem analisados dentro de 60 dias pelo órgão. As regras passam a valer em 1º de abril.

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