Caso Samarco: Instituições e órgãos públicos reforçam proibição da pesca e consumo de peixe do rio Doce

Anvisa participou de reunião e informou que nota técnica emitida não fundamenta tomadas de decisão acerca de liberação ou proibição de pesca e consumo de pescado da área atingida pela lama

Ministério Público Federal no Espírito Santo

As instituições dos Sistema de Justiça do Espírito Santo que atuam em defesa das pessoas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, em Mariana (MG), junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema/ES), a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), divulgaram nota pública para reforçar que a pesca continua proibida, assim como o consumo de peixe proveniente do Rio Doce e da costa marinha afetada pelos rejeitos da Samarco.

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Caminhada em Pernambuco rechaça energia nuclear

Zoraide Vilasboas, Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania / Articulação Antinuclear Brasileira

A pretensão do governo federal de impor a construção de quatro a oito usinas nucleares no Brasil, como indica o Plano Nacional de Energia 2030, esbarra na forte convicção dos pernambucanos contrários à implantação de usina atômica em Itacuruba, às margens do “Velho Chico”, no sertão nordestino.

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Doses diárias de veneno: do copo de água à comida na mesa

por Pedro Calvi / CDHM 

O estudo “Por Trás do Alimento”, feito pelas organizações Agência Pública, Repórter Brasil e Public Eye e divulgado no dia 15 de abril deste ano, revelou que foram encontrados resíduos de agrotóxicos nas águas consumidas por moradores de 1.300 cidades brasileiras, entre elas metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. Os dados foram obtidos junto ao Ministério da Saúde, que faz testes periódicos sobre a qualidade da água que chega às torneiras das residências. Porém, tais resultados não são divulgados de forma didática e compreensível para a população. A pesquisa analisou dados coletados entre os anos de 2014 e 2017 e mostrou que, todos os dias, os moradores de 25% das cidades brasileiras são submetidos a uma mistura de 27 produtos químicos, alguns classificados pela Anvisa como extremamente ou altamente tóxicos e até associados ao desenvolvimento de doenças crônicas como câncer, disfunções hormonais e reprodutivas.

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MPF denuncia Gás Verde por despejo de chorume no Rio Sarapuí, na Baixada Fluminense

Segundo o órgão, empresa que processa o biogás do aterro de Gramacho cometeu crime ambiental por lançamentos de resíduos e omissão no tratamento do chorume

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou a empresa Gás Verde, responsável pelo processamento do biogás gerado com o lixo no aterro de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com pescadores da região, haveria tubulações gigantescas do aterro direto ao leito d’água, sendo uma vala com dezenas de metros, camuflada por plantas na margem, com despejo de chorume. O MPF quer a condenação da empresa pelas práticas do crime previsto no artigo 54, §2º V, e §3º, da Lei nº 9.605/98, ou seja, crime ambiental por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos. (Processo n° 0005923-54.2013.4.02.5110)

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CDHM discute contaminação da água por agrotóxicos

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) debate, nesta quarta-feira (12/06), o acesso a informações sobre a contaminação, através de agrotóxicos, da água para beber. O encontro acontece a partir das 14hs no plenário 9

CDHM

O Grupo de Trabalho de Agrotóxicos da Associação Brasileira de Agroecologia vai apresentar dados do estudo “Por Trás do Alimento”, feito pelas organizações Agência Pública, Repórter Brasil e Public Eye. O trabalho, divulgado no dia 15 de abril deste ano, revelou que foram encontrados resíduos de agrotóxicos nas águas consumidas por moradores de 1.300 cidades brasileiras, entre elas metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. Os dados foram obtidos junto ao Ministério da Saúde, que faz testes periódicos sobre a qualidade da água que chega às torneiras das residências. Porém, tais resultados não são divulgados de forma didática e compreensível para a população. 

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Mina Guaíba: um empreendimento de altíssimo impacto ambiental e lobby da indústria dos combustíveis fósseis. Entrevista especial com Paulo Brack

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

O projeto de abrir uma mina a céu aberto em uma área de quatro mil hectares nos municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas “para trazer à tona 166 milhões de toneladas de carvão mineral para uso em gaseificação, termoelétricas a carvão, ou mesmo em um Polo Carboquímico”, proposto pela Copelmi Mineração, ainda não foi “explicitado e esclarecido à sociedade gaúcha”, adverte o biólogo Paulo Brack. Segundo ele, apesar de a região concentrar as maiores reservas de carvão do Rio Grande do Sul, o projeto da Mina Guaíba “surge a reboque do desejo de uma exploração mineral que representa o lobby da indústria dos combustíveis fósseis e por setores da economia imediatista, negacionistas das mudanças climáticas”, mas vai na contramão das orientações internacionais sobre a crise climática.

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Titânio no Sul; zinco, chumbo, cobre e fosfato na Campanha

“Isso aí vai contaminar tudo”, reage o agricultor João Varlei Luiz, sobre os planos de mineração em Caçapava do Sul

Por Ayrton Centeno, no Brasil de Fato / MST

“Isso aí vai contaminar tudo”, reage o agricultor João Varlei Luiz ao ser perguntado sobre os planos da Nexa Resources, Votorantim e lamgold de minerar cobre, chumbo, zinco, prata e, quem sabe, ouro em Caçapava do Sul. Na sua memória estão bem vivos os acontecimentos de 1981. Naquele ano, vazou mercúrio das instalações da Companhia Brasileira de Cobre (CBC) no mesmo município. “Não dava nem pra chegar perto do Camaquã pelo cheiro que tinha a água do rio. Morriam os peixes e o gado não podia beber”, relembra Luiz, conhecido como “Dedé” na comunidade em que vive, o quilombo Tio Dô, no município vizinho de Santana da Boa Vista.

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Caso Samarco: Ministérios Públicos e Defensorias Públicas contestam liberação do consumo do pescado do Rio Doce pela Anvisa

Instituições externam preocupação com orientação descontextualizada da Anvisa pela Fundação Renova, razão pela qual adotarão as medidas cabíveis

Ministério Público Federal no Espírito Santo

As instituições dos Sistema de Justiça que atuam em defesa das pessoas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, em Mariana (MG), divulgaram nesta sexta-feira (7), nota pública contestando a liberação do consumo diário de 200 gramas de peixe pescado no Rio Doce e na costa marinha afetada pelos rejeitos da Samarco. A quantidade foi “liberada” esta semana por uma nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mesmo apresentando vários metais na amostra.

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Fiocruz realiza análises de contaminação para Brumadinho

Por Penélope Toledo, do INCQS, na Agência Fiocruz de Notícias

Em 25 de janeiro de 2019, o mundo se chocou com o desastre ambiental em Brumadinho, Belo Horizonte, onde uma barragem de rejeitos de mineração pertencente à empresa Vale do Rio Doce se rompeu. Para calcular o risco de contaminação dos materiais biológicos dos bombeiros e dos animais utilizados no resgate das vítimas, o Instituto de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/ Fiocruz) está realizando ações de análises laboratoriais.

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Acordo de R$ 25 milhões com a Brasilit possibilitará construção de unidade de saúde em Capivari, entre outros benefícios para trabalhadores expostos ao amianto

Clínica de Diagnóstico por Imagem atenderá expostos ao amianto; conciliação prevê exames periódicos por 30 anos

MPT

Campinas – O Ministério Público do Trabalho e a Brasilit celebraram acordo judicial, pelo qual a empresa se comprometeu a doar o valor de R$ 25 milhões para encerrar ações em trâmite pela 8ª Vara do Trabalho de Campinas. A conciliação foi homologada pelo Cejusc 1º Grau, órgão do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas, em 31 de maio de 2019, tendo sido realizadas inúmeras audiências para a finalização, sob a supervisão e mediação da juíza Ana Cláudia Torres Vianna, marcando mais um acordo celebrado na 5ª Semana Nacional da Conciliação Trabalhista.

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