O risco à civilização e o surgimento do Homo stupidus stupidus. Por Rubens. R. R. Casara

Na Cult

Guerras, catástrofes e crises são cada vez mais necessárias ao capitalismo. A capacidade de produzir, acumular e circular valores a partir da desgraça e do infortúnio explica, em muito, o sucesso de um modelo que muitos acreditavam estar fadado a desaparecer a partir de suas contradições. O ato de destruir, para em seguida reconstruir, torna-se natural e, ao mesmo tempo, pode ser tido como fundamental à manutenção de uma estrutura em que até a dor e o sofrimento acabam transformados em mercadorias.

Não por acaso, hoje, vários retrocessos são percebidos em todo o mundo (não se pode, porém, descartar que o Brasil ocupe uma posição de destaque na dinâmica mundial como um laboratório em que se testa a mistura entre conservadorismo, ultra-autoritarismo e neoliberalismo). Voltar para evitar o fim, repetir e reconstruir para lucrar a qualquer custo, isso em um espiral infinito.

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Renda Universal, nova aposta do feminismo?

Invisível e sem remuneração, trabalho doméstico consome tempo e liberdade das mulheres. Para se livrarem do “patrão de casa”, elas precisam superar um sistema que flerta com o desemprego em massa e o fascismo

Por Nuria Alabao | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Todas sabemos: a crise continua. Crise econômica, mas também ecológica, política e de cuidados. Alguns falam de crise civilizatória. (Já não acreditamos que tudo melhorará amanhã na História). Dessa crise, conhecemos as consequências mais obscuras: a emergência da ultradireita em todo o planeta, o anoitecer do século está apenas começando. Uma ultradireita que diz oferecer uma saída radical, uma saída violenta e reacionária a essa crise sistêmica, e à indeterminação e ao medo de nossas vidas por um fio. Precisamos de propostas ousadas. Estamos obrigadas a criar meios que nos levem a outro modelo de sociedade, mas também a incorporar os movimentos tornem isso possível. Decrescer redistribuindo recursos e dinheiro; frear as mudanças climáticas que ameaçam toda a vida; reduzir a jornada de trabalho e reparti-lo; vencer batalhas contra o capital que nos permitam conquistar novos direitos — como uma Renda Básica Universal (RBU), que nos dê mais poder e mais liberdade…

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Enquanto isso, por Cândido Grzybowski

do Ibase

Em cem dias de Governo Bolsonaro, nem dá para fazer um balanço das iniciativas e dos possíveis impactos, porque não existem. A característica predominante é das falas desconcertantes, desconexas e espantosas por parte do Presidente, sua família de políticos números 1, 2 e 3 e do núcleo de ministros mais alinhados com a estreita visão de valores e costumes. Será isso a nova política? É isso que o Brasil precisa para se reerguer como povo e nação num mundo de incontornáveis interdependências ecológicas, políticas, econômicas e culturais? E o que significa a ocupação de postos estratégicos do governo por militares de alta patente? Como tentar entender o sentido do ultraliberalismo de Guedes no contexto de um discurso nacionalista velho combinado com a subserviência ao poder imperialista americano?

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#17Abril|Día Internacional de la Lucha Campesina 2019: ¡Derechos Campesinos YA! ¡Con Reforma Agraria y justicia social!

Llamado de Acción de La Vía Campesina

La Vía Campesina

Este 17 de Abril, Día Internacional de la Lucha Campesina, con nuestra memoria  viva y con la rebeldía heredada por nuestros 19 compañeros Sin Tierra asesinados impunemente en la llamada “Masacre de Eldorado dos Carajás” en Brasil; como cada año llamamos a nuestros miembros, amigxs y aliadxs a unificar acciones potentes a nivel global; afirmando que solo es posible tener Derechos Campesinos con  Reforma Agraria y Justicia Social.

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Nancy Fraser propõe o Feminismo para 99%

Coautora de manifesto que corre o mundo, filósofa sustenta: capitalismo está esgotado, mas velha esquerda perdeu-se. Cada vez mais populares novas lutas antipatriarcais podem ser parte decisiva da virada

por Isabel Valdés, no El País| Tradução: Felipe Calabrez, em Outras Palavras

Quando Nancy Fraser (Baltimore, EUA, 1947) lembra-se do 8 de março, ela visualiza ruas e praças lotadas em cidades ao redor do mundo, mas também uma oportunidade de estabelecer uma coordenação entre organizações de mulheres em diferentes países. Isso, diz a filósofa, é algo relativamente novo, “o começo de uma base para internacionalizar o feminismo, a partir de baixo”. Ela avalia que o movimento está passando por um renascimento e é uma alternativa a esse “capitalismo em crise”. Mas não se trata de qualquer feminismo. Em 5 de março, foi lançado o manifesto “Feminismo para os 99%”, que Fraser assina com Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya. No texto, elas analisam duas visões do feminismo. Uma liberal, que vê “o feminismo como um servo do capitalismo”, personificado por mulheres como Sheryl Sandberg [a número dois do Facebook] ou Hillary Clinton. A outra visa “a um mundo justo, cuja riqueza e recursos naturais sejam compartilhados por todos e onde a igualdade e a liberdade sejam condições reais de vida, não apenas aspirações”.

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Desmonte da Previdência: governo compromete presente e futuro de brasileiras/os

Coalizão Antiausteridade se posiciona criticamente em relação à reforma da previdência e se soma à grande mobilização nacional contra a medida no dia 22 de março

Na Plataforma de Direitos Humanos Dhesca Brasil

A crise econômica que se abateu sobre o país e as políticas de ajuste fiscal que vêm sendo implementadas desde 2015 têm imposto inúmeros retrocessos aos brasileiros. Tais ajustes surgem em um contexto de crise internacional do capital, que para se sustentar, em um novo ciclo, opera concentrando renda e riqueza nos países ricos e impondo a austeridade econômica solução possível aos países do chamado Sul Global.

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Não basta não ser racista, devemos ser anti-racistas

Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e a importância da data no Brasil

Da Página do MST

Uma das formas pelas quais a produção capitalista se estruturou no mundo tem com base material no racismo. Isso provocou a exclusão violenta de grande parte da humanidade, seja nas terras africanas com territórios ocupados e sua população mercadorizada, seja em terras americanas com genocídio da população nativa e escravização da população negra sequestrada além mar.

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Estratégias norte americanas

Por Paulo Metri*

A hegemonia dos Estados Unidos da América (EUA) em relação aos demais países, nas últimas três décadas, foi construída por ações que começaram em passado distante. Ênfase na soberania para a formação desta hegemonia é encontrada, inclusive, em afirmações dos próprios pais fundadores.

Como esta posição é conquistada através de iniciativas em diversas áreas, como a econômica, a educacional, a tecnológica, a política, a diplomática e a militar, além de firme posição política de busca da liderança, e como as iniciativas soberanas da Rússia e da China estão em ascensão, poderá ocorrer que a hegemonia estadunidense será ameaçada no futuro. Aliás, a hegemonia dos EUA foi conquistada com o deslocamento da hegemonia inglesa, que prevaleceu até a segunda grande guerra.

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‘Capitalismo gore’ e a carnavalização da política. Entrevista especial com Ivana Bentes

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

“Prenderam os executores de Marielle, mas quem mandou matar? Essa é a pergunta que importa agora”, diz a jornalista Ivana Bentes à IHU On-Line, ao comentar a recente prisão de dois suspeitos do assassinato da vereadora carioca e de seu motorista, Anderson Gomes, que foram brutalmente executados há um ano. Segundo ela, “o caso Marielle Franco vem num crescente desde o Carnaval e as homenagens que foram feitas em diferentes escolas de samba, nos blocos apontam para um fenômeno singular de ressignificação da sua morte e a fixação de Marielle Franco em um imaginário político brasileiro e global que atravessa fronteiras”. 

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Milton Santos | 12 livros em PDF para download

Farofa Filosófica!

Milton Santos (1926 – 2001) destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970. Sua obra caracterizou-se por apresentar um posicionamento crítico ao sistema capitalista, e seus pressupostos teóricos dominantes na geografia de seu tempo.

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