Desmonte da Previdência: governo compromete presente e futuro de brasileiras/os

Coalizão Antiausteridade se posiciona criticamente em relação à reforma da previdência e se soma à grande mobilização nacional contra a medida no dia 22 de março

Na Plataforma de Direitos Humanos Dhesca Brasil

A crise econômica que se abateu sobre o país e as políticas de ajuste fiscal que vêm sendo implementadas desde 2015 têm imposto inúmeros retrocessos aos brasileiros. Tais ajustes surgem em um contexto de crise internacional do capital, que para se sustentar, em um novo ciclo, opera concentrando renda e riqueza nos países ricos e impondo a austeridade econômica solução possível aos países do chamado Sul Global.

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Não basta não ser racista, devemos ser anti-racistas

Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e a importância da data no Brasil

Da Página do MST

Uma das formas pelas quais a produção capitalista se estruturou no mundo tem com base material no racismo. Isso provocou a exclusão violenta de grande parte da humanidade, seja nas terras africanas com territórios ocupados e sua população mercadorizada, seja em terras americanas com genocídio da população nativa e escravização da população negra sequestrada além mar.

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Estratégias norte americanas

Por Paulo Metri*

A hegemonia dos Estados Unidos da América (EUA) em relação aos demais países, nas últimas três décadas, foi construída por ações que começaram em passado distante. Ênfase na soberania para a formação desta hegemonia é encontrada, inclusive, em afirmações dos próprios pais fundadores.

Como esta posição é conquistada através de iniciativas em diversas áreas, como a econômica, a educacional, a tecnológica, a política, a diplomática e a militar, além de firme posição política de busca da liderança, e como as iniciativas soberanas da Rússia e da China estão em ascensão, poderá ocorrer que a hegemonia estadunidense será ameaçada no futuro. Aliás, a hegemonia dos EUA foi conquistada com o deslocamento da hegemonia inglesa, que prevaleceu até a segunda grande guerra.

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‘Capitalismo gore’ e a carnavalização da política. Entrevista especial com Ivana Bentes

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

“Prenderam os executores de Marielle, mas quem mandou matar? Essa é a pergunta que importa agora”, diz a jornalista Ivana Bentes à IHU On-Line, ao comentar a recente prisão de dois suspeitos do assassinato da vereadora carioca e de seu motorista, Anderson Gomes, que foram brutalmente executados há um ano. Segundo ela, “o caso Marielle Franco vem num crescente desde o Carnaval e as homenagens que foram feitas em diferentes escolas de samba, nos blocos apontam para um fenômeno singular de ressignificação da sua morte e a fixação de Marielle Franco em um imaginário político brasileiro e global que atravessa fronteiras”. 

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Milton Santos | 12 livros em PDF para download

Farofa Filosófica!

Milton Santos (1926 – 2001) destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970. Sua obra caracterizou-se por apresentar um posicionamento crítico ao sistema capitalista, e seus pressupostos teóricos dominantes na geografia de seu tempo.

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Marildo Menegat: A crítica do capitalismo, em tempos de barbárie

Um professor de Filosofia ligado à “crítica do valor” relança livro e sustenta: Bolsonaro não é aberração, mas a nova norma do sistema; para não sermos tragados por ele, precisamos ler Marx a partir de novas óticas

Por Marco Weissheimer, do Sul21, no Outras Palavras

As crises cíclicas do capitalismo sempre produziram situações destrutivas com regressões à barbárie. Essas crises, porém, não são meramente cíclicas. Elas também vão se acumulando e se tornando cada vez mais crises sistêmicas e estruturais, onde a regressão à barbárie é cada vez mais permanente. Nós já estamos vivendo uma situação de barbárie permanente, onde o sistema insiste em funcionar com a mesma lógica, mesmo que a humanidade e a natureza não sobrevivam a ele. Essa é uma das teses centrais do livro A Crítica do Capitalismo em Temos de Catástrofe (Editora Conseqüência), de Marildo Menegat, professor de Filosofia, do Programa de Pós-Graduação de Políticas Públicas em Direitos Humanos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Perry Anderson e o Brasil do Capitão. Por Cândido Grzybowski

do Ibase

Começamos o ano com a sensação de tragédias em série. De repente, tudo parece fora de lugar, fora dos trilhos. Algumas tragédias esperadas, como o começo do novo governo Bolsonaro. Mas ninguém imaginava algo assim: um grupo seleto de generais dando um mínimo de coerência nos bastidores, uma agressiva proposta de capitalismo selvagem na economia e de democracia para poucos na esfera jurídica, com um desconcertante conjunto de ministros em outras áreas, com agendas e falas fora do tempo e do lugar, como nas relações exteriores, educação, direitos humanos e meio ambiente. A prometida política de menos Estado e mais livre mercado já deu um grande alerta do que pode acontecer em diferentes territórios da cidadania do Brasil: a destruição e morte em Brumadinho. A isto se soma o tórrido verão com suas devastadoras tempestades, sinais de mudança climática que o novo governo nem admite como evidência científica. E temos as tragédias cotidianas de violência e morte, aumentadas pelo “liberou geral”, seja contra as mulheres ou contra as e os moradores das grandes periferias socialmente segregadas pelo racismo e pobreza, seja contra indígenas, quilombolas, posseiros e sem terra. Agora já podemos nos armar para nos matar mais facilmente, de acordo com uma das primeiras medidas do novo governo. Onde vamos parar com isto?

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O fetichismo e as formas políticas: o Estado burguês na forma burlesca. Por Mauro Luis Iasi

A bizarrice burlesca do governo atual não é uma característica contingente. Ela é a forma necessária do Estado burguês em um momento em que nenhuma racionalidade minimamente séria consegue mais ligar as intensões neoliberais aos resultados obtidos

“Se há um idiota no poder
é porque os que o elegeram
estão bem representados.”
Barão de Itararé

No Blog da Boitempo

Marx estava convencido de que o fetichismo da mercadoria constituía a base real daquilo que Hegel entendia como uma das dimensões da alienação: o estranhamento, esse processo pelo qual as objetivações humanas se distanciam daqueles que as criaram e se voltam contra ele como uma força hostil que os controla.

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As incessantes fábricas do ódio, do medo e da mentira. Por Boaventura de Sousa Santos

Em Alice/CES/UC

Quando o respeitado Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, renunciou ao cargo em 2018, a opinião pública mundial foi manipulada para não dar atenção ao facto e muito menos avaliar o seu verdadeiro significado. A sua nomeação para o cargo em 2014 fora um marco nas relações internacionais.

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Impacto destrutivo do capitalismo já é maior do que todas as destruições anteriores da vida no planeta. Entrevista especial com Marildo Menegat

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Ao analisar a Revolução 4.0 e seus efeitos, Marildo Menegat destaca que ela é um aprofundamento da Terceira Revolução Tecnocientífica, a da microeletrônica. “Ela amplia soluções na elaboração de informações em alguns pontos que não eram ainda suficientemente rentáveis para o capital, quando essa transformação tecnológica iniciou-se nos anos 1950-60”, contextualiza. “Na década de 1980, ela já era dominante na indústria automobilística em países como o Japão. Mas ainda faltava se desenvolver o robô, que poderia ser definido como uma máquina com ‘órgãos de sentidos e inteligência artificial’. Essas máquinas – que parecem ‘quase humanos’ – são o eixo central da Revolução 4.0.”

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