Defensoria Pública e Educação em Direitos Humanos em um mundo em crise: qual caminho seguir? Por Wagner Giron de la Torre*

Fonte: Cadernos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo

“Temos de educar o povo, de forma a impedi-lo que pule no nosso pescoço”
Ralph Waldo Emerson – filósofo.

Considerações necessárias para o desenvolvimento do tema

Os horizontes da contemporaneidade reprimem qualquer boa expectativa com relação ao tema da educação em direitos humanos. Nos dias que correm – apesar do discurso diluído com certa insistência sobre os direitos humanos na ordem política como um todo – falar-se sobre dignidade humana se afigura um tanto quanto difícil. (mais…)

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Sabedoria: “os exploradores terão vida efêmera”, por Gilvander Moreira*

Na Bíblia, no livro de Sabedoria, que é teologia política, em Sab 1,16 – 2,20, em gênero literário poético, o sábio desnuda o estilo de vida dos injustos e exploradores que são, de fato, mortais, pois serão varridos da história – por nada acrescentarem de bom à história da humanidade. Com ironia fina, o autor demonstra a estupidez das ações e crenças dos injustos e opressores, que “serão como se nunca tivessem existido e terão vida efêmera” (Sab 2,2.5). Eles vivem no hedonismo e gozando a vida à custa do sangue de muitos (Cf. Sab 2,6), em festas luxuosas e orgias (Cf. Sab 2, 7.9). Vivem rindo à toa, como já denunciava Raul Seixas na música Ouro de tolo: “… você aí parado com a boca aberta cheia de dentes, esperando a morte chegar…” (mais…)

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Relatório vê cumplicidade de bancos europeus em Mariana

Para ONG alemã, grandes instituições financeiras europeias foram coniventes com o desastre ao manterem relações comerciais com a BHP e a Vale, acionistas da Samarco.

Na DW

Grandes instituições financeiras europeias também têm uma parcela de culpa no desastre de 2015 em Mariana, por não excluírem de suas relações comerciais a BHP Billiton e a Vale, acionistas da Samarco, acusa um relatório divulgado nesta sexta-feira (11/05) pela ONG Facing Finance, de Berlim. A ONG afirma que 25,8 bilhões em investimentos, empréstimos e títulos foram disponibilizados por bancos europeus às duas empresas entre 2010 e 2017, apesar de já haver evidências de falhas no gerenciamento da represa desde 2007.  (mais…)

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O Brasil do golpe à luz de Gramsci

Baseada no mote “Já fizemos e faremos de novo”, discurso da esquerda pode ter-se tornado repetitivo e vazio. Faltam ideias generosas, como o resgate da democracia e a reinvenção da política

Por Luiza Dulci*, em Outras Palavras

Antonio Gramsci, importante teórico marxista e fundador e militante do Partido Comunista Italiano, viveu num dos períodos mais efervescentes do século XX, os anos 1920, quando os movimentos operários viviam o auge da sua organização política em diversos países do continente. A esperança revolucionária, no entanto, foi derrotada pela ascensão dos movimentos fascistas, dos quais o próprio Gramsci foi vítima direta. Na prisão, dedicou-se àquela que é sua obra mais conhecida, Os cadernos do cárcere, escrita, portanto, no calor do fracasso revolucionário. (mais…)

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Marx e a ciência política

Toda a ciência social digna de seu nome toma por base alguma concepção materialista da história e, assim, é tributária do pensamento de Marx.

Por Luis Felipe Miguel, no Blog da Boitempo

A obra de Karl Marx deixou sua marca em uma grande quantidade de campos do saber. Ele foi um filósofo, mas se tornou um economista. É um dos pais fundadores da sociologia. No caminho, revolucionou a ciência da história. O marxismo – um rótulo que não o agradava – evoluiu na forma de uma quase infinidade de correntes e leituras divergentes, contribuindo de diferentes maneiras para essas e outras disciplinas científicas (direito, antropologia, geografia, linguística). E não são apenas os marxistas que se alimentam das ideias de Marx. Elas assentaram muitas das bases do fazer científico nas humanidades. Thomas Kuhn dizia que as chamadas “ciências sociais” permanecem no estágio pré-científico, uma vez que nelas não vigora qualquer paradigma que seja compartilhado por todos os praticantes; a cada vez, temos que justificar nossas escolhas teóricas de fundo. Sem discutir aqui os limites da compreensão de Kuhn sobre o trabalho científico, é conveniente anotar que tal cizânia se liga às implicações políticas mais imediatas da ciência social, que sofre, assim, uma pressão maior para cumprir um papel de legitimação ideológica. Mas se pode dizer, sem medo de errar e contra o próprio Kuhn, que toda a ciência social digna de seu nome toma por base alguma concepção materialista da história e, assim, é tributária do pensamento de Marx. (mais…)

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Como se busca eliminar a democracia

Teremos eleições. Estratégia do poder econômico e das máfias parlamentares é esvaziar poderes do presidente eleito, convertendo-o no ocupante de um posto decorativo

Por José Luis Fevereiro*, em Outras Palavras

A democracia tal como o mundo ocidental a conhece desde o pós-guerra está em risco. O desenvolvimento do capitalismo sob hegemonia do capital financeiro, a globalização da produção de mercadorias e dos fluxos de capital, as novas crises de superprodução, o enorme avanço da concentração de renda a partir da apropriação concentrada dos ganhos de produtividade da inovação tecnológica, tornaram a democracia disfuncional para o Capital. (mais…)

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Em busca de novas narrativas – parte 5. Por Cândido Grzybowski

do Ibase

Ainda pensando nos princípios e valores éticos que devem estar na base de uma economia do cuidado, trago aqui algumas questões incontornáveis sobre ciência e tecnologia. O extraordinário desenvolvimento científico e sua aplicação prática na forma tecnológica transformaram radicalmente nossas relações entre nós mesmos e as de troca com a natureza, condição da vida. Não é minha intenção focar no como se deu tal desenvolvimento, mas na nova ética que ele impõe.   (mais…)

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Em busca de novas narrativas – parte 4. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

Nas minhas reflexões sobre imaginários e narrativas mobilizadoras para um outro mundo possível, não dá para esquecer em nenhum momento que a barbárie avança mais rápido a cada dia. Parece até que já não há mais estratégia de mudança possível diante da lógica sem regulação de um capitalismo globalizado e financeirizado. A narrativa dos arautos deste capitalismo, hoje, é que não há alternativas possíveis a ele, como se a história tivesse acabado. Só que para exercer seu domínio, o capitalismo traz de volta toda a brutalidade e violência, muita desigualdade e destruição, com guerras e sofrimento humano inimagináveis. Resistências e insurgências existem em toda parte, localizadas, territorializadas, fragmentadas e dispersas, sem articulação estratégica, apesar dos problemas comuns vividos. (mais…)

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“O capitalismo “humano” de ontem é a fonte do capitalismo “selvagem” de ontem (nas periferias do mundo) e de hoje (no mundo inteiro)”. Entrevista especial com Valter Pomar

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

Além das incertezas sobre qual será o futuro político após as eleições presidenciais deste ano, dentro do Partido dos Trabalhadores “a questão principal é saber com qual linha política o PT vai sobreviver” daqui para frente, diz o historiador e dirigente nacional do Partido dos Trabalhadores, Valter Pomar. Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, ele reflete sobre as estratégias adotadas pelo partido nos últimos anos e rebate as críticas de que o PT não fez um debate interno a partir dos acontecimentos de 2013. Ao contrário, insiste, “foi feito um debate dentro e fora do PT, dentro e fora da esquerda. O problema não está, portanto, em que não tenha havido debate. O problema é que tenha prevalecido uma posição errada”. (mais…)

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