‘Crescimento da extrema-direita é consequência do neoliberalismo’, diz Noam Chomsky

Em seminário realizado em SP, filosófo estadunidense alerta: a democracia declina diante do poder corporativo

Por Leonardo Fernandes e Pedro Ribeiro Nogueira, no Brasil de Fato

Na Suécia, país-estandarte da social democracia europeia, a extrema-direita xenófoba conquistou 17,5% dos votos em eleições realizadas nesta semana. Associando sua raiva aos imigrantes, como acontece em diversas partes da Europa, dos EUA e até no Brasil, a razão do crescimento da direita radical pode não estar tão associada ao ódio irracional contra populações vulneráveis, mas ao sentimento de abandono diante da aplicação de políticas neoliberais, como aconteceram nos últimos anos na Suécia. (mais…)

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Um bilhão de famintos no mundo. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

Na última terça-feira, dia 11, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou os números da fome no mundo. Quase um bilhão de famintos (821 milhões). E isso considerando os países que dispõem de dados, o que significa que o número pode ser maior. Só no continente africano estão 256 milhões de pessoas passando fome.  Na América Latina, aonde os números haviam diminuído, a fome voltou a crescer, afetando 32 milhões de pessoas.  (mais…)

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Brasil atende a interesses do latifúndio e do capital internacional, diz pesquisadora

Para Larissa Mies Bombardi, em vez de seguir o caminho da segurança e soberania alimentar, país “se vira do avesso” para transformar o território nacional em base para o capitalismo internacional

por Redação RBA

Autora do Atlas de Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia, a professora do Programa de Pós Graduação em Geografia Humana da Universidade de São Paulo (USP) Larissa Mies Bombardi acredita que, para entender a configuração da agricultura no Brasil, é preciso antes compreender a existência de uma questão agrária mal resolvida. “Nós não fizemos a lição de casa, que era promover o acesso à terra. Temos uma classe social, o campesinato, que foi e é permanentemente excluída da terra. E se temos as experiências agroecológicas trazidas pelos camponeses, por outro lado, temos a força enorme do latifúndio”, afirmou, em entrevista nesta quinta-feira (13), aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual(mais…)

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‘O suicídio está associado, inclusive, à crise social-econômica que o mundo vive’. Entrevista com Carlos Estellita-Lins

Portal EPSJV/Fiocruz

O mês de setembro ganha a cor amarela como parte da campanha de prevenção ao suicídio. Por conta disso, o Portal EPSJV/Fiocruz foi ouvir o pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) Carlos Estellita-Lins, com atuação clínica em psicanálise e psiquiatria e estudioso do tema, para entender o recrudescimento do suicídio em algunas grupos populacionais e a relação entre suicídio e as transformações ambientais. Trata-se de um problema de saúde pública mundial: a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 800 mil pessoas morram desta forma anualmente, uma a cada 40 segundos, o que equivale a 1,4% dos óbitos totais. A média global de mortes voluntárias é de 10,7 por cem mil habitantes, sendo 15 por cem mil entre homens e oito entre as mulheres. (mais…)

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Polêmica: Esquerda sem Antígona?

Todas as ferramentas conceituais e experimentais da esquerda estão sujeitas a uma submissão às formas sociais do capital. Os escritos de Adorno e Kurz nunca fizeram tanta falta.

Por Thiago Canettieri, em Outras Palavras

A peça Antígona, integrante da Trilogia Tebana, escrita por Sófocles[1], é, talvez, uma das mais conhecidas passagens da tragédia grega sobre o luto e a morte.  Quando Creonte, rei de Tebas, entrega o trono a Édipo, que havia derrotado a Esfinge, este também se casa com Jocasta e, com ela, tem quatro filhos: Etéocles, Polinices, Antígona e Ismene. Como se sabe, Édipo havia matado Laio, antecessor de Creonte, seu pai, e se casou com a própria mãe, Jocasta. Ao descobrir tal infortúnio Édipo se cega e pede para ser exilado. Com isso, o trono passa para seus dois filhos homens: Etéocles e Polinices, que prometem revezar no trono. O primogênito, Etéocles, reina primeiro, mas não cumpre a promessa, iniciando uma guerra entre os irmãos que, em batalha, se matam. A maldição de Édipo segue seu curso, mesmo com seu exílio. Assim, Creonte reassume o trono de Tebas que, por sua vez, determina que todas as honras da morte, com sua pompa e circunstância, sejam dadas a Etéocles, enquanto proíbe que Polinices, considerado um traidor, seja sepultado ou receba o funeral devido. Antígona, então, decide cumprir as exéquias e sepultar o irmão que teve seu corpo jogado às aves de rapina e outros animais. Ela acaba sendo detida pelos guardas que vigiavam o corpo, é levada até Creonte que a condena morrer presa em uma caverna. Lá, Antígona se mata. (mais…)

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Argentina: crise, falsa saída e contágio

Fuga de capitais é grave e reflete desajustes da economia global. Mas governo Macri submete-se aos “remédios” do FMI e ataca direitos sociais, para “proteger” investidores externos

Por Mark Weisbrot*, em entrevista a Greg Wilpert, no Democracy Now | Tradução: Inês Castilho, em Outras Palavras

Nos últimos dias, a crise econômica na Argentina está se tornando cada vez mais séria. Semana passada, o presidente Maurício Macri anunciou um novo aumento nas taxas de juros do país, elevando-as a 60% — as mais altas do mundo. A medida visa deter a fuga de capitais e o declínio da moeda argentina. O peso já caiu mais de 50% desde o começo do ano, e despencou mais uma vez no início da semana. Macri planeja também aumentar os impostos sobre exportação e introduzir medidas de austeridade ainda mais duras do que as já introduzidas este ano. O ministro das Finanças do país, Nicolas Dujovne, descreveu assim seu plano: (mais…)

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Boaventura: “Temo espiral de guerra após ataque a Bolsonaro”

Em entrevista, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos comenta atentado sofrido por candidato à Presidência, polarização da sociedade e ameaças à democracia brasileira. “Estou preocupado com clima de violência.”

Na DW

Após o recente ataque a faca contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, de 77 anos, manifesta preocupação com a polarização da sociedade brasileira. (mais…)

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O capitalismo, a banalização da vida e o Netflix. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

Foi na televisão que comecei minha vida profissional. Era 1982 e eu era repórter da Tv Caxias, em Caxias do Sul. Antes disso não era muito ligada em TV. Mas, depois que fui descobrindo suas entranhas, me apaixonei. Sou fascinada por tudo o que se produz na telinha. Espectadora voraz. Desde as primeiras matérias que produzi já percebi o poder desse veículo. Produtor da  ideologia poderosa da classe dominante, por vezes escapa, e pode até produzir conhecimento. É raro, depende muito das pessoas, mas acontece. Eu mesma, ao longo da vida televisiva, muitas vezes consegui fazer passar a luta dos sem-terra, as greves dos trabalhadores, enfim, outra informação. Gotas, mas, enfim… Há que resistir em qualquer lugar.  (mais…)

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Boaventura no ‘Entre Vistas’: democracia e capitalismo são incompatíveis

Programa da TVT, que foi ao ar nesta terça-feira (4), discutiu também a união das esquerdas frente ao fascismo

por Redação RBA

O programa Entre Vistas, da TVT, recebeu nesta terça-feira (4), o professor e sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Entre os temas abordados, o professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra falou sobre a presença do colonialismo no Brasil, a incompatibilidade da democracia com o capitalismo, além da união das esquerdas frente ao fascismo. Ao lado do apresentador Juca Kfouri, compuseram a roda de debates o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Deiverson Cozzi e a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo Ana Tercia Sanches. (mais…)

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La lucha campesina contra el Neoliberalismo por un mundo “más allá de los Bancos”

El encuentro anual entre el FMI y el Banco Mundial tendrá lugar en Bali, Indonesia,  del 8 al 14 de octubre de 2018. La Vía Campesina lanza un potente llamado a la movilización de sus miembros y aliados.

La Vía Campesina

La Vía Campesina llama a sus miembros, movimientos sociales aliados y a organizaciones de la sociedad civil de todo el mundo para que se reúnan y actúen conjuntamente contra las políticas del Fondo Monetario Internacional (FMI) y el Banco Mundial,  instituciones que se reunirán en su encuentro anual de 2018 en Bali, Indonesia, entre el 8 y el 14 de octubre de 2018. (mais…)

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