Boitempo libera série completa com David Harvey no YouTube

Ao longo de seis vídeos produzidos e legendados pela TV Boitempo, o autor discute alguns dos principais temas de seu livro mais recente sobre Marx e o capital no século XXI.

Na Boitempo

Já está disponível, na TV Boitempo, uma série especial sobre o capital no século XXI conduzida por ninguém menos que David Harvey! Ao longo de 6 vídeos legendados em português, o geógrafo marxista discute alguns dos principais temas de seus livros mais recentes, A loucura da razão econômica e Os sentidos do mundo em conversa com seu tradutor Artur Renzo.

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Brasil é laboratório de um capitalismo destrutivo e incapaz de controlar o mercado, afirma Jessé Souza

‘Bolsonaro teve todo o tempo para se preparar e aprender com o exemplo alheio, mas preferiu não fazer nada’, diz sociólogo

Por Leonardo Miazzo, Carta Capital

Os movimentos negacionistas que despertam a atenção em meio à pandemia do novo coronavírus representam um novo fenômeno e têm participação direta da extrema-direita dos Estados Unidos. A opinião é do sociólogo Jessé Souza, autor de livros como “A Elite do Atraso”, “A Classe Média no Espelho” e, mais recentemente, “A Guerra Contra o Brasil”.

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Os intelectuais e a decadência ideológica. Por Mauro Luis Iasi

O que parece incomodar uma certa intelectualidade conservadora que ainda procura preservar seu verniz de sofisticação, é que hoje essa sua função pode muito bem ser exercida por um conjunto de desqualificados e toscos representantes de um conservadorismo tacanho: Mainardis, Olavos, Constantinos et caterva.

No Blog da Boitempo

“Seria possível dizer que todos os homens são intelectuais,
mas nem todos os homens têm na sociedade a função de intelectuais”.
ANTONIO GRAMSCI

Quando Gramsci afirma que todos são intelectuais, assim como em outro momento afirmou que todos eram filósofos, não está abolindo as distinções que se apresentam nas diversas funções específicas presentes na divisão do trabalho. Na sequência da frase que aqui nos serve de epígrafe, o comunista sardo nos diz que alguém pode eventualmente fritar um ovo ou costurar um paletó rasgado sem que com isso se torne um cozinheiro ou um alfaiate.

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Mostrando as vísceras do capital

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

O Brasil vive um momento de extrema desolação. Além de toda a tragédia provocada pela inexistência de um combate centralizado ao vírus da Covid 19, que já ceifou quase 150 mil pessoas, Amazônia e Pantanal queimam, por incêndios criminosos. Há algumas dezenas de pessoas que lutam contra as chamas, desesperadamente, de maneira quase inglória. E há um governo que corta verba para o combate aos incêndios, faz piada e divulga vídeos falsos, minimizando a tragédia que se abate sobre a terra, as gentes e os animais. Há milhões de criaturas que negam a realidade, que se manifestam contra a vacina e que aplaudem a lógica governamental. Esse é o triste cenário com o qual nos deparamos. Trágico, mas não surpreendente, afinal, o que importa para quem governa é apenas o bem-estar de uma minoria dominante. O que passa ao largo dessa pequena parcela de gente é absolutamente irrelevante. E por quê? Porque essa é a natureza do sistema capitalista no qual estamos inseridos.  

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Boaventura: A universidade pós-pandêmica

Poucas instituições estarão tão ameaçadas. Mas nenhuma será tão importante para ajudar as sociedades pensar um mundo regido por novas lógicas. Mais: para transformar, a universidade precisará revolucionar-se. Eis algumas pistas

Por Boaventura de Sousa Santos*, em Outras Palavras

Para compreendermos o que pode vir a passar-se com a universidade é necessário lembrar os ataques principais de que era alvo a moderna universidade pública (UP) antes da pandemia. Foram dois os ataques globais. Provinham de duas forças que se podem sintetizar em dois conceitos: capitalismo universitário e ultradireita ideológica. O primeiro ataque intensificou-se nos últimos quarenta anos com a consolidação do neoliberalismo como lógica dominante do capitalismo global. A universidade passou a ser concebida como área de investimento potencialmente lucrativo.

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Precários de todos os países, uni-vos

Greve dos entregadores, nesta quarta, pode ser esboço de novas lutas. O 0,1% nada produz — mas extrai, saqueia e devasta. Contra ele, é preciso somar as periferias do mundo e a antiga classe média, em extinção. Fazê-lo é nosso desafio

Por Nouriel Roubini, no Project Syndicate | Tradução: Simone Paz, em Outras Palavras

As grandes manifestações e protestos que se seguiram ao assassinato de George Floyd por um policial de Minneapolis discutem racismo estrutural e brutalidade policial nos Estados Unidos, mas não só. Aqueles que foram às ruas em mais de cem cidades norte-americanas, direcionam uma crítica mais ampla ao presidente Donald Trump e ao que ele representa. Uma vasta subclasse de americanos cada vez mais endividados e socialmente paralisados — afro-americanos, latinos e, cada vez mais, brancos — vêm se revoltando contra um sistema que fracassou.

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Cabe à cidadania ativa criar possibilidades de outro futuro – parte I. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

Estamos mergulhados em uma conjuntura de impasses e incertezas, que exige visão estratégica, determinação e sentido de urgência. De um lado, a pandemia com suas ameaças à vida no aqui e agora. De outro, devido a ela, foram postos a nu e convergiram todos os males das corrosivas e destrutivas estruturas e processos em que assenta a globalização capitalista neoliberal. Como nos lembra o equatoriano Alberto Acosta, a pandemia não pode ser vista dissociada do “… patriarcado, colonialismo, discriminação, extrativismos, violências, ecocídios, etnocídios, imperialismos…”. E nós, cidadania brasileira, temos isto tudo combinado com a ameaça fascista e o desgoverno do capitão presidente. Bota desafio para pensar e agir em tal contexto!

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Capitalismo e crise: o que o racismo tem a ver com isso?

A história do racismo moderno se entrelaça com a história das crises estruturais do capitalismo.

Por Silvio Luiz de Almeida, no Blog da Boitempo

Há dois fatores sistematicamente negligenciados pelas analistas da atual crise econômica. O primeiro é o caráter estrutural e sistêmico da crise. Em geral, são destacados como motivos determinantes da crise os erros e ou excessos cometidos pelos agentes de mercado ou pelos governantes da vez. O caminho intelectual dessa explicação é o individualismo, o que reduz a crise a um problema moral e/ou jurídico. Desse modo, a avaliação da crise e suas graves conseqüências sociais – fome, desemprego, violência, encarceramento, mortes – convertem-se em libelos pela reforma dos sistemas jurídicos, pela imposição de mecanismos contra a corrupção ou ainda, por campanhas pela conscientização acerca dos males provocados pela “ganância” ou pela sede de lucro. Enfim, tanto causas como efeitos recaem apenas sobre os sujeitos e nunca são questionadas as estruturas sociais que permitem a repetição dos comportamentos e das relações que desencadeiam as crises.

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Os “poetas sociais” e o 11º mandamento. Por Roberto Malvezzi (Gogó)*

No pensamento de Francisco, uma advertência: guardai a Natureza e os mais pobres da fúria do capitalismo — e se evitará a catástrofe. Para isso, mais que fé e cúpulas políticas, aposta na poética dos movimentos sociais para buscar soluções…

Outras Palavras

Nunca na história a correlação entre economia e ecologia foi tão clara e perturbadora. Nesse momento de covid-19, as autoridades sanitárias do mundo inteiro nos orientam a permanecer em casa (Oikós) para não expandirmos a disseminação do vírus e nos contaminarmos como pessoas. Por outro lado, premidos pelas necessidades básicas do cotidiano, muitas pessoas não têm seu sustento garantido e arriscam a própria vida para sair em busca do pão de cada dia.

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