Amyra El Khalili: “Economia verde”: Entenda como novo modelo econômico pode ser prejudicial para América Latina e Caribe

Os recursos naturais estratégicos engrossaram os negócios da geopolítica internacional, como mais um incremento de guerras

Em Diálogos do Sul

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável– Rio+20 (2012), fomos abordados por uma avalanche vinda dos ativistas internacionais que denunciavam os perigos da “economia verde” tão propalada pela mídia e pelas grandes Ongs ambientalistas, com a anuência de políticos ideologicamente alinhados, tanto com a direita quanto com a esquerda, neste continente latinoamericano-caribenho.

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Nacionalidade e racismo em profunda conexão com o capitalismo

Silvio Almeida escreve sobre “Raça, nação e classe”, de Étienne Balibar e Immanuel Wallerstein, clássico sobre a questão racial que mostra de uma perspectiva dialética como a formação das classes é racialmente orientada ao mesmo tempo em que a constituição das raças é economicamente determinada, tendo a nação como ponto de mediação histórica entre ambas.

Por Silvio Luiz de Almeida*, no Blog da Boitempo

Raça, nação e classe nos oferece uma das mais sofisticadas e radicais análises já feitas acerca da questão racial. A força do livro está na análise estrutural do racismo, o que significa dizer que, para além dos diferentes contextos históricos e das diferenças culturais em que a “raça” se manifesta, há um esforço para que questões identitárias saiam da flutuação ideológica e sejam conectadas com o processo de reprodução da sociabilidade capitalista, com seus conflitos, seus antagonismos e suas permanentes crises.

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Dragão do Apocalipse e Mulher em dores de parto: e nós? Por Gilvander Moreira[1]

O contexto do capitalismo com agronegócio causando brutal devastação sociambiental crescente, dizimando os biomas do Cerrado, da Mata Atlântica, da Amazônia, do Pantanal, dos Pampas e da Caatinga, desterritorializando o campesinato e os Povos e Comunidades Tradicionais, desertificando territórios, envenenando a terra, as águas, o ar e os alimentos com exagero de agrotóxicos e metais pesados jogados nos cursos d’água, desmatamento “sem fim” que levou a irupção da pandemia da covid-19, inclusive, nos leva a perguntar: está em ação o dragão do Apocalipse? A mulher em dores de parto do Apocalipse também está em ação? Quem vencerá? E nós, de que lado estamos?

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Páscoa em tempos de pandemia. Por Gilvander Moreira[1]

Com quase 3 mil por dia, já ultrapassando no Brasil 312 mil mortos pela pandemia da covid-19, potencializada pela política de morte (necropolítica), planejada e executada para ser genocida, sob coordenação do antipresidente e de todo o desgoverno federal com a cumplicidade da maioria dos senadores e deputados/as, e do Supremo Tribunal Federal (STF), o povo brasileiro está afundado em uma das mais brutais “sexta-feira da paixão” da história do Brasil. Como celebrar a Páscoa de Jesus Cristo e nossa páscoa em meio a milhares de mortes que poderiam ter sido evitadas? Como e onde encontrar forças e luzes para construirmos um domingo de ressurreição com condições de vida digna para todos/as? Como ter esperança de uma nova aurora em meio a tantas trevas?

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Covid, a última herança do Colonialismo

Desde século XVI, impérios europeus produziram mudança antropológica abrupta. Capital converteu a agricultura, antes integrada aos ecossistemas, em commodities cultivadas nas colônias. Daí vieram o latifúndio, o agronegócio e… as pandemias!

Por Rob Wallace, no New Internationalist  |Tradução: Simone Paz, em Outras Palavras

O SARS-CoV-2, o coronavírus por trás da Covid-19, avança. Infecta centenas de milhares de pessoas por dia no mundo inteiro. Em países que não souberam lidar corretamente com o surto — entre eles, os EUA, a Grã-Bretanha e o Brasil — a retórica do governo muitas vezes sugeriu, no início e antes da vacina, deixar o coronavírus “seguir seu curso”. Com pouco apoio científico, políticos como Donald Trump declararam que uma imunidade de rebanho mítica — deixando milhões de mortos em seu rastro — nos salvaria.

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“Não estamos emancipadas, estamos cansadas e em crise”. Entrevista com Silvia Federici

por El Periódico, no IHU / tradução é do Cepat

Sua mãe, Dina, uma árdua dona de casa italiana, costumava se queixar de que ninguém valorizava seu trabalho. “Não é um trabalho real”, esclarecia para o seu marido. Anos e leituras depois, nos anos 1970, Silvia Federici (Parma, Itália, 1942) reivindicou um salário para o trabalho doméstico, que a Oxfam acabaria avaliando em 9,2 bilhões de euros por ano.

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Os fugitivos do capital. Por Elaine Tavares

Em Palavras Insurgentes

A cena de um grupo de haitianos/venezuelanos/brasileiros tentando cruzar a fronteira do Peru, desde o Acre, é de partir o coração. Dezenas deles, que não encontrando formas de sobreviver no Brasil, decidem partir para outro ponto do globo, sendo impedidos, barrados, escorraçados. Seu destino parece ser a fuga permanente. Os haitianos, maioria no grupo, saíram do Haiti, onde desde há décadas o império estadunidense estende seus tentáculos, seja nas ditaduras sanguinárias, seja nos golpes disfarçados – como a tal ajuda humanitária com os cascos azuis – seja em mais uma tentativa de perpetuação no poder, como é o caso agora do último presidente, Jovenel Moïse. O Haiti é uma ferida aberta de tormentos e dores. E por isso os jovens fogem de lá, buscando um espaço para viver em paz. Mas, ao que parece, por mais que se desloquem, não encontram guarida.  

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Agroecologia, ancestralidade e capitalismo: rupturas, permanências e reconstruções

Por Patrik Almeida*, na CPT/BA

A extração de minério e a instalação de empresas do agronegócio na região da Chapada Diamantina preocupa grande parte da população que vive nas áreas de exploração desses empreendimentos. Permeada pelo ideal da produtividade em massa e da obtenção de lucro, essas empresas impactam grandemente os ecossistemas e as relações sociais das comunidades circunvizinhas afetando diretamente no bem estar social da população. 

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Boaventura: a grande disputa pelo antissistema

Divórcio entre Capitalismo e Democracia produziu a enorme instabilidade política que marca o Ocidente. Muitos atacam o establishment. Mas quem vencerá: os que já não suportam as lógicas do capital, ou os que nunca admitiram a democracia?

Por Boaventura de Sousa Santos*, em Outras Palavras

O crescimento global da extrema-direita voltou a dar uma nova importância ao conceito de antissistema em política. Para entender o que se está a passar é necessário recuar algumas décadas. Num texto deste tipo não é possível dar conta de toda a riqueza política deste período. As generalizações serão certamente arriscadas e não faltarão omissões. Mesmo assim, o exercício impõe-se pela urgência de dar algum sentido ao que, por vezes, parece não ter sentido nenhum.

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Fraternidade e Diálogo: Compromisso de Amor (CFE/2021). Por Gilvander Moreira[1]

Desde 1963, há 58 anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), anualmente, durante os 40 dias da quaresma, promove a Campanha da Fraternidade (CF), – de cinco em cinco anos ecumênica a partir de 2000, sob coordenação do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), que tem colocado para estudo, reflexão e ação assuntos desafiadores, clamores ensurdecedores no seio da sociedade. Para este ano de 2021, o Tema é “Fraternidade e Diálogo: Compromisso de Amor”. E o Lema: “Cristo é a nossa Paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Efésios 2,14).

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