A postura do clã Bolsonaro no caso Marielle

Presidente e filhos se dividiram entre silêncio, desprezo e em minimizar importância do crime ao longo de um ano de investigações. Após prisão de suspeitos, família adota tom mais defensivo.

Por Jean-Philip Struck, na Deutsche Welle

Brasil, 14 de março de 2018. Horas após os assassinatos da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, praticamente todos os pré-candidatos à Presidência lamentaram as mortes e cobraram investigações rigorosas. “Barbárie” e “crime grotesco” deram o tom de algumas declarações.

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Padre Amaro será ouvido em audiência de instrução

Defesa espera que justiça reconheça processo de criminalização indevida

Por Mário Manzi, da CPT Nacional

A terceira e última audiência de instrução e julgamento de Padre Amaro Lopes de Souza ocorre na manhã desta quarta-feira (13), no Fórum da Comarca de Anapu (PA). À ocasião, será colhido o depoimento de Padre Amaro, que figura como réu dos crimes de esbulho possessório (quando uma propriedade é tomada forçadamente por um terceiro) , extorsão, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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PFDC firma termo de cooperação com Movimento dos Atingidos por Barragens

Protocolo focará em denúncias de violências, perseguições e outras ações arbitrárias contra populações impactadas por esses empreendimentos no Brasil

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão

Contribuir para a garantia dos direitos de populações impactadas pela construção e operação de barragens no Brasil – especialmente no que se refere à proteção à vida, à dignidade, à moradia, à função social da propriedade e também à liberdade de expressão e de associação.

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Quem mandou matar Marielle? E por quê? Por Eliane Brum

Bolsonaro, que governa o Brasil pela administração do ódio, deveria ser o maior interessado em desvendar o crime

No El País Brasil

Quando soube que Marielle Franco havia sido assassinada, eu tinha acabado de chegar de Anapu, a cidade que recebeu o sangue de Dorothy Stang. Quatro tiros tinham arrebentado a cabeça bonita de Marielle e também aquele sorriso que fazia com que mesmo eu, que nunca a conheci, tivesse vontade de rir com ela. Ainda hoje tenho quando vejo a sua fotografia. E rio com Marielle. E então lembro o horror da destruição literal do seu sorriso. E então eu não choro. Eu escrevo.

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Por que precisamos de um Subsistema de Atenção à Saúde Indígena de responsabilidade federal

Povos indígenas realizam mobilizações país afora contra a municipalização da saúde indígena. Artigo discute a importância do subsistema seguir em esfera federal

Por Paulo Daniel Moraes*, no Cimi

A construção de um subsistema específico e diferenciado para a atenção à saúde dos povos indígenas deu seus primeiros passos junto com o movimento da reforma sanitária no Brasil, por ocasião da histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde em 1986, e durante as discussões que culminaram na promulgação da Constituição Federal Cidadã de 1988, que teve o Sistema Único de Saúde (SUS) como uma de suas maiores conquistas. Em 1997 o Ministério Público Federal (MPF) realizou uma audiência pública onde foi estabelecida de forma inequívoca a responsabilidade federal pela gestão da saúde indígena, de acordo com o artigo 231 da Constituição Federal.

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Mulheres Indígenas da Tradição ganham perfis em livro divulgado no Dia Internacional da Mulher

O livro, escrito pelas mulheres indígenas, é uma parceira do Centro de Cultura Luiz Freire, Cimi Regional Nordeste e Movimento de Mulheres Indígenas de PE

Por Renato Santana, no Cimi

Com significativa participação na trajetória de resistência dos povos indígenas do Nordeste, as chamadas Mulheres da Tradição são pouco mencionadas pela historiografia, ocupada de forma majoritária por lideranças masculinas. Parte das biografias silenciadas, ou restritas às aldeias, agora podem ser acessadas pelo público.

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A fase anal do Brasil: o Bolsonaro no Carnaval

Por Andrés del Río e André Rodrigues, no Justificando

O Carnaval é uma das expressões culturais populares brasileiras mais conhecidas quase em todo canto do mundo. Tudo vive e se manifesta no carnaval brasileiro e sua diversidade faz ele ser único. Neste ano, depois de vivenciar dois meses do inferno astral governamental, a população foi às ruas e se expressou maciçamente sobre a situação política nacional. E, claro, a rejeição e a insatisfação com o governo atual e seus delírios foram os principais alvos de manifestação popular.

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Não deixe que eles mudem o sentido do Dia da Mulher

Por Tatiana DiasAmanda AudiBruna de LaraJuliana GonçalvesPaula BianchiNayara FelizardoSílvia Lisboa, no The Intercept Brasil

Eles morrem de medo da gente. De mulheres que transam porque querem (quanto medo esses homens têm de serem ridicularizados na cama, né?); que não transam quando não querem (haja medo de rejeição); que criam os próprios filhos; que resolvem não tê-los; que vestem, fazem e falam o que querem. De mulheres que sobrevivem, resistem e se organizam. É por isso que eles são agressivos, endurecem no discurso, tentam controlar os costumes, definir de que maneira deveríamos nos comportar e desqualificam nossos movimentos. É porque eles têm medo.

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Mangueira 2019: a noite em que o Carnaval mudou a História

Por Alexandra Lucas Coelho, no Sapo

Éramos 3500 a desfilar na Mangueira “a história que a História não conta”. E connosco estava o país que resiste desde 1500 até Bolsonaro. A Mangueira não ganhou só o Carnaval. Deu uma nova bandeira ao Brasil. O morro desceu para a História.

1. Este Carnaval carioca foi a contra-eleição de Bolsonaro, o avesso onde a luta se encontra, nas ruas como no sambódromo. Mas o que desfilou com a Mangueira na noite de segunda para terça foram 500 anos de contra-história. Uma contra-história que se estende a Portugal, avesso dos manuais. Então, se a Mangueira desfilou por um Brasil índio, negro, pobre, de “mulheres, tamoios, mulatos”, que o ex-colonizador encare também o que ficou “atrás do herói emoldurado”, como diz o samba-enredo.

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Dia da Mulher: ‘Checaram duas vezes se eu era deputada ou não’, diz 1ª indígena eleita para o Congresso

Na Câmara, Joênia Wapichana costuma abrir discursos em língua tradicional. ‘Valores indígenas conduzem meu trabalho como parlamentar’, afirma.

Por Marília Marques, G1 DF

“Kaimen!” – é com esse “bom dia” na língua do povo Wapichana que a deputada federal Joênia Batista (Rede) costuma abrir os discursos no plenário da Câmara. Eleita em 2018 por Roraima com 8,4 mil votos, a parlamentar se tornou a primeira indígena a ocupar uma cadeira no Congresso Nacional.

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