Bolsonaro, o invencível? Por Antonio Martins

Parte da esquerda acha que o capitão não perde espaço – e, ao contrário, cresce ainda mais – quando vem à luz a reunião ministerial monstruosa de 22/4. É um erro grave, que se baseia em saudosismo e leva à paralisia. Há um antídoto

No Outras Palavras

Quem perdeu a capacidade de formular projeto, e pensar mesmo a médio prazo, vive esperando uma bala de prata que destrua o adversário e encerre o pesadelo. Não há isso na fita da reunião ministerial de 22 de abril. Dada a ausência, muita gente de esquerda, em análises e conversas nas redes sociais, voltou a entrar em depressão. Bolsonaro estaria fortalecido. Seus apoiadores fascistas já preparariam uma contra-ofensiva. Moro teria parido um rato. Estas avaliações expressam almas feridas, mas não são capazes de analisar objetivamente os fatos – o que impede de projetar as ações seguintes.

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Na 18ª Semana dos Museus, museus comunitários combatem a pandemia com ações no território e aulas virtuais

No RioOnWatch

A 18ª Semana de Museus (SNM) é uma ação de promoção dos museus brasileiros coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) que reúne instituições museológicas, durante uma semana -este ano entre os dias 18 e 24 de maio- em torno de atividades abertas ao público. Este ano o mote norteador da 18ª Semana de Museus é: “Museus para a Igualdade: diversidade e inclusão”, porém os eventos presenciais planejados para a 18ª SNM foram cancelados e as atividades foram oferecidas em uma programação online.

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Deborah Duprat: Um mais que devido reconhecimento

Tania Pacheco

Estava pensando exatamente em como escrever sobre ela quando recebi o texto de Daniel Sarmento e Julio José Araujo Junior: “Deborah Duprat: o ‘até logo’ de uma heroína constitucional“. Li, me emocionei, postei e fiquei na dúvida se haveria algo mais a ser dito. Acho que ainda há, nem que seja apenas em termos da minha visão pessoal sobre a saída dela da PFDC.

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Assembléia Nacional de Resistência Indígena

Em Comissão Guarani Yvyrupa – CGY

Vivemos tempos de novas ameaças. A pandemia da Covid-19 chegou para piorar o quadro de violências sofridas pelos povos indígenas. Apenas no último ano, 150 terras indígenas sofreram cerca de 160 invasões; crimes cometidos por grileiros, madeireiros, missionários e garimpeiros se agravaram devido incentivos do Governo Bolsonaro. Além dos assassinatos de lideranças indígenas que tem crescido nos últimos anos, agora o novo coronavírus também está nos matando. Em menos de 2 meses, 26 povos indígenas estão sendo afetados diretamente pela Covid-19. Já são mais de 30 parentes mortos e mais de 140 contaminados de norte a sul do país.

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Padre Josimo: “Se eu me calar, quem os defenderá?” Por Gilvander Moreira[1]

Feliz de um povo que não esquece seus mártires”, gosta de repetir Dom Pedro Casaldáliga. De fato, é imprescindível resgatar a memória dos mártires e processo histórico, do contrário não é possível compreender o presente e forjar um futuro digno. Dia 10 de maio de 2020, celebramos 34 anos do martírio do padre Josimo Moraes Tavares: 10/5/1986 a 10/5/2020. Por isso, o recordamos. Após tentativa de assassinato contra padre Josimo, no dia 15 de abril de 1986, quando cinco tiros foram disparados contra a Toyota em que ele viajava na defesa dos camponeses, profundamente ameaçado de morte – e de ressurreição! -, incompreendido por colegas padres e agentes de pastoral, inclusive, padre Josimo foi convocado a elaborar um relatório de suas atividades e a esclarecer as circunstâncias que levaram a tantas ameaças de morte contra ele.

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Helenice Rocha: “E daí?”

Em sua página

Exatamente há 100 anos, Freud publicou aquele que talvez seria o texto mais denso e mais controverso de toda sua produção teórica.

Com o título “além do princípio do prazer” o pai da psicanálise deu nome e consistência a uma força que diferentemente de Eros, ou pulsão de vida, visava o retorno ao inorgânico, ao zero, ao nirvana. A essa força ele chamou “pulsão de morte”.

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Agroecologia ou Colapso (1). Por Paulo Petersen e Denis Monteiro

No esforço por repensar o mundo, é preciso olhar ao campo. Ali há um sistema de produção cooperativo e sustentável. Subestimado inclusive pelo marxismo ortodoxo, está sendo redescoberto. Será uma das bases para o pós-capitalismo

Em Outras Palavras

No dia 8 de abril, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) publicou uma proposta para retomada do Programa Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA). O documento foi assinado por 774 organizações, redes e movimentos sociais do campo e das cidades e propõe a alocação imediata de 1 bilhão de reais para compra e distribuição de alimentos para as populações em situação de fome e de insegurança alimentar e nutricional, montante que deve chegar a 3 bilhões até o fim de 2021. Como procuraremos demonstrar, esta proposta é coerente com a perspectiva agroecológica para transformação dos sistemas alimentares, cuja configuração hegemônica atual é responsável pelo encadeamento de crises que tem nos levado a um verdadeiro impasse civilizatório. Apresentamos aqui o sentido político desta proposição nesse momento histórico de extrema gravidade marcado pelo súbito aprofundamento de crises pré-existentes deflagrado pela disseminação do coronavírus. 

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Bolsonaro, generais e seguidores querem fazer do Brasil uma imensa Guayaquil

Por José R. da Silva Maramonhanga

No Equador, a cidade portuária de Guayaquil registra o maior crescimento exponencial dos contágios e mortes causadas por Covid-19. “Brasileiro no Equador relata urubus no céu de Guayaquil após acúmulo de corpos de vítimas do coronavírus pelas ruas”, publicava o G1, do monopólio Globo, no último dia 16/4.[1] Imagens correram o mundo mostrando cadáveres jogados nas ruas de Guayaquil e dentro das residências, sem recolhimento, além de cenas dos hospitais colapsados e das pessoas do lado de fora, passando mal, sem atendimento.

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Bolsonaro não é louco. Por Ruth de Aquino

De O Globo, no Blog do Juca

Vamos chamar a coisa pelo nome. O presidente eleito por milhões de brasileiros não é louco. Psicóticos e neuróticos podem ser classificados assim. Eles sofrem e enxergam o sofrimento do outro. Eles não têm método. Bolsonaro é diferente. Pelos estudos da psiquiatria inglesa no século XIX, Bolsonaro se encaixaria em outra categoria: a dos psicopatas.

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Massacre de Eldorado dos Carajás: reviver o 17 de abril em defesa do território

Por Euzamara de Carvalho*, do Direito e Movimentos Sociais, no Brasil de Fato

A data alusiva ao Dia Internacional da Luta Camponesa — o dia 17 de Abril — se constitui como um marco de reafirmação e fortalecimento da luta pela terra. Sua promulgação se deu mediante a brutalidade do assassinato de 19 camponeses sem terra no chamado Massacre de Eldorado dos Carajás, que ocorreu em 17 de abril de 1996 no município de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará. O assassinato ocorreu durante a ação de remoção forçada das famílias acampadas na região, que se encontravam em marcha como protesto contra a demora da desapropriação de terras, principalmente as da Fazenda Macaxeira.

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