Carta da Teia Dos Povos

Na CPT

Teia dos Povos divulga Carta, reafirmando a necessidade de reconexão com a mãe terra, de unir forças na luta pela terra e território e chamando à união dos povos e movimentos sociais e representativos, na luta contra o imperialismo, nefasto à natureza e aos saberes populares. “É preciso enfrentar o capitalismo e o imperialismo; compreender que é necessária uma luta árdua de todos os Povos para enfrentar essa crise civilizatória imposta pelo capitalismo. Porque além de se apropriar de tudo, o capitalismo transformou tudo em mercadoria, individualismo, egoísmo e consumismo. Construiu no seio da humanidade uma luta de classe feroz e destruiu a função do trabalho, que outrora aqui e em África era para construir a vida e a vida em abundância para todos e todas. O capital se apropriou do trabalho e deu a ele a função da escravidão e da acumulação de todo o trabalho desenvolvido pela humanidade. Então estamos numa sociedade capitalista de classe que impôs para toda humanidade a força e o seu modo de vida escravocrata e destrói todos os seres da natureza. Impôs a guerra para que todos que não concordam com esse modo de vida sejam destruídos”. Confira a Carta na íntegra:

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Relato de um geraizeiro: a luta por manter viva uma identidade

Adeilson Ferreira Agostinho, Comunidade Água Boa II, em Rio Pardo, fala da luta para manter viva a cultura de sua comunidade

por  MAB MG

“A cultura geraizeira é bem marcada pelo extrativismo. Desde criança eu e minha família sempre praticamos o extrativismo. Nós acordávamos de madrugada, colocávamos os bois no carro de boi e andávamos cerca de cinco quilômetros até chegar na área de uso comunitário da comunidade ‘Areião’. Ao chegar, coletávamos os pequis e quando juntava a quantidade desejada, a gente sentava ao redor do monte e descascava todos os pequis. Isso levava quase o dia todo e quando voltávamos para a casa, a gente colocava o pequi para cozinhar e retirar o óleo, essa era a fonte de sustento da família, ou melhor, da comunidade, pois todas as famílias iam coletar pequi no período de safra.

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#BrequeDosApps: enfrentando o uberismo. Por Marco Aurélio Santana e Ruy Braga

A generalização do uberismo e tudo o que ele significa em termos de precarização da vida e do trabalho não se restringe ou restringirá à categoria dos entregadores. Trata-se, como bem reparou Paulo “Galo” Lima dos Entregadores antifascistas, do projeto do capital para a classe trabalhadora como um todo. Há muito em jogo nessas dinâmicas. Por isso, o breque merece toda nossa solidariedade ativa.

No Blog da Boitempo

Os entregadores e as entregadoras de aplicativos realizam hoje sua segunda mobilização em menos de um mês. Ao participarem do movimento de paralisação das entregas, esses trabalhadores e essas trabalhadoras precários transformam-se na ponta de lança da resistência das classes subalternas aos desdobramentos deletérios da difusão do assim chamado “uberismo” no país: um regime de mobilização e controle da força de trabalho que se apoia na espoliação radical dos direitos trabalhistas via a “plataformização” do trabalho, isto é, a submissão dos trabalhadores ao despotismo da “nuvem algorítmica” monopolizada por  startups  capitalizadas por fundos de investimentos de risco. Em síntese, um modelo de exploração do trabalho que se serve de tecnologias digitais para espoliar direitos trabalhistas. Trata-se de um regime de acumulação que vem amadurecendo há uma década, mas, que ganhou visibilidade com o sucesso de empresas globais como a Uber. E no momento atual marcado pelos riscos e pelas incertezas trazidas pela pandemia do novo coronavírus, os entregadores e as entregadoras decidiram se rebelar contra o despotismo e a exploração inerentes ao uberismo.

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Luíza Cavalcante: “Temos presenciado a fome na zona rural”

Por Chico Ludermir*, Marco Zero Conteúdo

No final dos anos 1990, Luíza Cavalcante ocupava, junto com outras 300 famílias, uma terra que estava há 25 anos improdutiva, na zona rural de Tracunhaém, Mata Norte de Pernambuco. Depois de conflitos que se arrastaram por uma década, o que incluiu o despejo violento dos acampados, o envenenamento da terra e o assassinato e prisão de trabalhadores e trabalhadoras, o conjunto de assentamentos Chico Mendes foi, enfim, demarcado (ver filme Engenho Prado – Guerra de Baixa Intensidade na Zona da Mata Norte de Pernambuco).

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Heroínas desta história. Por Maria Rita Kehl

Prefácio do livro homônimo, relatos de mulheres em busca de justiça por familiares mortos pela ditadura

No A Terra é Redonda

A dinâmica da vida social exige que as práticas de linguagem se renovem continuamente. Novas invenções, novos estilos artísticos, novas práticas sociais exigem novas nomeações. Algumas nascem como gírias e se incorporam ao repertório cotidiano. Outras nascem eruditas, mas o povo se apropria delas e exige que saiam do panteão. No entanto, alguns fenômenos existentes no mundo são impronunciáveis. Talvez pelo horror que evocam, permanecem num estado de exceção em que não podem ser nomeados.

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Sábados Resistentes: “Direito ao Luto, à Memória e à Verdade: ontem e hoje”

Retomando a programação dos Sábados Resistentes deste ano, interrompida desde o mês de março devido à crise ocasionada pelo Coronavírus no país, o Memorial da Resistência, instituição da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e o Núcleo de Preservação da Memória Política retomarão esta atividade mensalmente, a partir deste mês de julho, em formato virtual. Os Sábados Resistentes é um projeto desenvolvido em parceria pelo Núcleo Memória e o Memorial da Resistência desde 2008.

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Acampamento São José: 17 anos de resistência nas Terras de Atalaia

Em Atalaia, interior de Alagoas, o acampamento organizado pelo MST produz alimento e resistência há quase duas décadas

Por Rafael Soriano, da Página do MST

Desde a primeira ocupação onde hoje se firma o território do acampamento São José já se vão 17 anos, de lutas, enfrentamento, plantio e partilha, organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na Zona Rural do município de Atalaia (a 45 km de Maceió), o acampamento abriga mais de 70 famílias que vivem da terra e dela tiram seu sustento, alimentando a cidade. Durante todo este tempo os camponeses organizados resistiram ao desejo de um consórcio de fazendeiros e políticos, ligados as oligarquias locais e estaduais, de reconcentrar a terra.

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Atingidos bloqueiam trilhos da Vale contra corte de auxílio

Decisão da Fundação Renova em plena pandemia afeta renda e induz retorno da pesca de peixes ainda contaminados

Vitor Vieira, Século Diário

Na noite de quarta-feira (1) e manhã desta quinta (2), os trilhos do trem da empresa Vale entre Minas Gerais e Espírito Santo foram bloqueados em diversos pontos como forma de protesto das comunidades diante da decisão de cancelamento do auxílio emergencial pela Fundação Renova para os atingidos pelo crime socioambiental da Samarco/Vale-BHP no Rio Doce, ocorrido em 2015. No Espírito Santo, houve bloqueios na altura de Mascarenhas (Baixo Guandu) e Maria Ortiz (Colatina).

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Reafirmação dos direitos humanos é tema de novo debate, em comemoração ao aniversário da Terra de Direitos

Com 18 anos de atuação, a organização propõe uma reflexão com convidadas/os especiais sobre a resistência popular

Na Terra de Direitos

Diante do contexto de retrocesso em políticas sociais, institucionalização do ódio, restrição a participação popular e a crescente criminalização de movimentos e lideranças sociais, a reflexão e a reafirmação da continuidade da luta por direitos humanos, justiça e igualdade social segue como horizonte da Terra de Direitos.

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