Quilombolas voltam a denunciar invasões e violações no Sapê do Norte

Destruição de cercas é uma das ações recorrentes atribuídas à empresa Suzano

Por Mariah Friedrich, Século Diário

A Comissão Quilombola do Sapê do Norte, território que compreende os municípios de São Mateus e Conceição da Barra, voltou a denunciar uma série de ataques atribuídos à empresa Suzano (ex-Aracruz Celulose e ex-Fibria) em áreas tradicionais da região. As ações incluem destruição de cercas, cortes de roças, danos a plantações e intimidação de moradores por meio de vigilantes privados, e têm afetado diretamente o modo de vida e a subsistência de famílias que dependem da agricultura e da criação de animais. (mais…)

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Nota de Apoio – Em defesa do rio Tapajós, em defesa da vida!

Organização manifesta seu apoio aos parentes e parentas que se mobilizam desde o dia 22 de janeiro, em Santarém (PA).

Por Coiab

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) manifesta seu apoio aos parentes e parentas que se mobilizam em defesa do rio Tapajós, desde o dia 22 de janeiro, em Santarém (PA). A manifestação é símbolo da luta legítima dos povos indígenas do Tapajós contra a dragagem do rio e contra os projetos que ameaçam seus territórios, seus modos de vida e a própria existência dos povos que protegem e dependem desse rio. (mais…)

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Indígenas do Baixo Tapajós ocupam há uma semana a entrada da Cargill e exigem presença do governo federal

Movimento indígena mantém ocupação contra decreto de privatização do rio Tapajós; nova reunião com o governo federal está prevista para esta sexta-feira, 30

Por Conce Gomes, Tapajós de Fato

Povos indígenas do Baixo Tapajós ocupam há uma semana a área de entrada da empresa norte-americana Cargill, em Santarém, no oeste do Pará, e exigem a presença do governo federal no local para tratar das reivindicações. De acordo com informações do movimento, a presença de representantes do governo federal está prevista para está sexta-feira (30), às 15h, em Santarém. (mais…)

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Padre Júlio: fora das redes, doações para projetos caem e fiéis querem ajuda do Vaticano

Nota de Combate: as doações podem ser feitas exclusivamente através do PIX Chave 63.089.825/0097-96.

Comunidade afirma que tenta conversar com Dom Odilo e Dom Cícero, mas sem sucesso; Papa pode receber abaixo-assinado

Por Ludmila Pizarro | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

Desde a proibição do uso das redes sociais pelo padre Júlio Lancellotti, em dezembro de 2025, a arrecadação para as ações da Pastoral de Rua, que atende a população em situação de rua na capital paulista, está em franco declínio. Segundo a aposentada Idalina Rodrigues, 58, conhecida como Ida, voluntária há cinco anos do Centro Comunitário Santa Dulce dos Pobres, da paróquia do padre Júlio, as doações já caíram mais de 20% em menos de dois meses. (mais…)

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Nega Pataxó entregou o seu peito à lança: a impunidade do crime do Invasão Zero na Bahia

Dois anos depois, a memória de Nega Pataxó não se organiza apenas em torno da violência de sua morte, mas em torno daquilo que ela continua a produzir. Sua última imagem – o corpo estendido no pasto, o maracá ainda erguido – não é apenas vestígio da violência, é um acontecimento que desloca e instaura sentidos

Por Felipe Milanez, Olivia von der Weid e Daniela Duarte Lima, Le Monde Diplomatique Brasil

Um tempo antes de ser assassinada, a pajé Nega Pataxó havia recebido um canto e transmitido aos seus familiares, também cantando este canto em alguns rituais. Ela tinha uma voz potente, aguda, alta, marcante e muito afinada. Esse canto hoje parece ser premonitório para seus parentes. Tanto pela tragédia, quanto pela coragem. Antes de morrer, em 2023, em visita à Aldeia Marakanã, no Rio de Janeiro, Nega cantou: (mais…)

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O dia que nunca pensamos que chegaria

A um mês do julgamento no STF do caso Marielle e Anderson, Brasil encara a possibilidade histórica de romper um ciclo de impunidade

Luyara Franco e Larissa Amorim *, Le Monde Diplomatique Brasil

Durante anos, o caso Marielle e Anderson foi atravessado por uma sensação compartilhada por milhões de brasileiras e brasileiros: a de que a justiça talvez nunca chegasse. O tempo passou, os silêncios se acumularam, as respostas foram adiadas, e o país aprendeu, à força, a conviver com a ausência de explicações para um dos crimes mais graves da história recente da democracia brasileira. Por isso, a marcação do julgamento para os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026 não é apenas uma data no calendário: é o dia que, por muito tempo, nunca pensamos que chegaria. (mais…)

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Racismo, discurso de ódio e extrema direita: por que os terreiros lutam e não recuam

Encruzilhadas exigem posições em diálogo com as lutas históricas por democracia, direitos e políticas públicas

Por Francisco Nonato do Nascimento Filho*, Brasil de Fato

No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, os terreiros brasileiros saem às ruas para denunciar os efeitos estruturais do racismo religioso e enfrentar o avanço do discurso de ódio da extrema direita, representado pelo bolsonarismo. A data é marcada pela presença e pelo legado ancestral da saudosa Mãe Gilda de Ogum, fundadora do Axé Abassá de Ogum, vítima de racismo religioso, cuja memória inspira a resistência e fortalece a luta dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana. (mais…)

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