Palmares é Transição para o século XXI. Por Diosmar Santana Filho

Em Ecossocial

O momento que vivemos exige questionar fundo dentro de nós mesmos o que realmente somos como povos e que natureza seremos neste século, sem temer em mostrar tudo que conseguimos ser como totalidade ou totalização nos últimos 521 anos de invasão, exploração, apropriação de terras, territórios e territorialidades dos povos originários sobre as quais se ergueu o colonialismo «civilizatório» que espoliou a África e a América. 

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Um grito: Padura escreve sobre as manifestações em Cuba

“Os cubanos precisam recuperar a esperança e ter uma imagem possível de futuro.”

Por Leonardo Padura, no blog da Boitempo

Parece bem possível que tudo o que aconteceu em Cuba desde o último domingo, 11 de julho, tenha sido encorajado por um maior ou menor número de pessoas contrárias ao sistema, algumas delas até mesmo pagas, com o objetivo de desestabilizar o país e causar uma situação de caos e insegurança. Também é verdade que em seguida, como costuma acontecer nesses eventos, ocorreram atos oportunistas e lamentáveis de vandalismo. Mas acredito que nenhuma das evidências tira um pingo de razão do grito que escutamos. Um grito que também é fruto do desespero de uma sociedade que atravessa não só uma longa crise econômica e uma crise pontual de saúde, mas também uma crise de confiança e uma perda de expectativas.

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Feminismo negro está no centro da luta anticapitalista, diz Nilma Lino Gomes

Ex-ministra dos direitos humanos considera que a esquerda só pode avançar se incorporar as lutas contra o racismo e o patriarcado

Por Camila Alvarenga, no Opera Mundi

No programa 20MINUTOS ENTREVISTA desta quarta-feira (14/07), o jornalista Breno Altman entrevistou Nilma Lino Gomes, ex-ministra das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos durante o governo Dilma Rousseff, sobre o avanço do movimento negro no Brasil. 

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Lições do 3 de julho

A luta política contra os neofascistas se dará em todos os espaços

Valério Arcary, A Terra é Redonda

“Não se deve mudar a tática quando se está ganhando” (Sabedoria popular francesa).

A jornada nacional de 3 de julho foi uma vitória, e deixou três lições. A primeira é que a força da Frente Única da Esquerda pode manter nas ruas uma forte pressão pelo impeachment. A queda de Bolsonaro não é para amanhã, mas está colocada como uma possibilidade no horizonte. Não é iminente. Ainda estamos na escala das dezenas de milhares nas grandes cidades, e a derrubada do governo de extrema direita exige a presença de uma massa de milhões.

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Um mosaico multicor contra o fascismo

Protestos foram ainda maiores e capilarizados que os de maio. Em boa medida, por sua organização plural: centenas de movimentos encontraram-se nas ruas; nenhum se sobrepôs aos demais. Esta configuração, rara no Brasil, precisa ser mantida

por José Antonio Moroni e Ana Cláudia Teixeira, em Outras Palavras

Um mosaico ocupou novamente as ruas no último sábado (19) para gritar “Fora Bolsonaro“, por vacina e por comida. Com criatividade e dor, foram feitas intervenções artísticas em várias partes do país.

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Kabengele Munanga: Como um país que vive com racismo e com sexismo pode se dizer democrático?

Aos 79 anos, antropólogo Kabengele Munanga defende papel do intelectual de influenciar na transformação social

Por Gabriel Rocha Gaspar, na ECOA

“Tenho a pretensão de ser um intelectual”, diz o professor doutor Kabengele Munanga.

As aspas podem parecer falsa humildade se comparadas ao currículo do antropólogo brasileiro de origem congolesa. Nascido de pais iletrados na pequena cidade de Bakwa-Kalonji, Munanga foi o primeiro africano a lecionar na USP (Universidade de São Paulo), e o primeiro negro docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da universidade, em 1980. Recebeu a Ordem de Rio Branco, comenda máxima do ministério das Relações Exteriores, e a Comenda do Mérito Cívico-Cultural da Presidência da República Federativa do Brasil — além do título de Cidadania Baiana, pela assembleia legislativa do Estado da Bahia.

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Para Boaventura, será preciso se manter nas ruas para garantir ‘eleições livres’ em 2022

Sociólogo português afirma que omissão de jornais sobre atos de sábado mostra que “elites brasileiras não aprenderam absolutamente nada”

Por Vitor Nuzzi, da RBA

A omissão em parte do noticiário das manifestações do último sábado (29) é demonstração de que “as elites brasileiras não aprenderam absolutamente nada” sobre a democracia, segundo o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. “Penso que se não houver gente na rua até 2022 podemos ver o processo (político-eleitoral) altamente comprometido”, afirmou o professor e diretor emérito do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Ao lado do cineasta Silvio Tendler, ele participou, ontem (31) à noite, de debate organizado pelo Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (SinproRio), que está completando 90 anos.

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10 Pontos sobre o #29M pelo “Fora Bolsonaro”

Confira em síntese algumas perspectivas das manifestações ocorridas no último sábado

Por Igor Felippe, da Página do MST

Neste sábado (29) ocorreram manifestações pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, unindo centenas de milhares de pessoas que foram às ruas, de máscaras, no maior protesto contra o governo durante a pandemia. Confira abaixo alguns apontamentos de repercussão sobre a pluralidade, engajamento e perspectivas políticas da conjuntura.

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Movimentos, sindicatos e até ministro do STF repudiam ação truculenta da PM em Recife

Governo de Pernambuco se pronuncia sobre violência policial, mas não esclarece quem ordenou ação do Batalhão

Redação Brasil de Fato

A repressão à manifestação do último sábado (29) em Recife (Pernambuco) segue gerando reações condenando a ação truculenta da Polícia Militar. Ao final do protesto, o Batalhão de Choque agiu com violência e abuso de poder ao dispersar a população com bombas, spray de pimenta e balas de borracha. 

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