Comunicado Público de organizações e movimentos sociais do Chile

Via Paula Urzua Taleikis

Chile enfrenta la mayor crisis política y social desde la salida de la dictadura militar. El estallido social detonado por las alzas de la locomoción colectiva a puesto en evidencia la rabia contenida y el descontento por las políticas impulsadas en las últimas décadas, alzas permanentes de los servicios básicos, los estancados salarios y la mercantilización de los derechos sociales entre otras.

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Em audiência na Câmara, PFDC destaca proteção de direitos fundamentais em ações voltadas ao antiterrorismo

Diálogo reuniu especialistas, instituições de Estado e organizações da sociedade civil para debater propostas do PL 1.595/2019

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC)

O Projeto de Lei 1595/2019, que busca regulamentar ações estatais para prevenir e reprimir atos terroristas no Brasil, foi tema de uma audiência pública realizada na terça-feira (15), na Câmara dos Deputados, e que contou com a participação da procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat. Promovido pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, o diálogo reuniu especialistas, instituições de Estado e organizações da sociedade civil para debater as proposições do projeto. De autoria do deputado Major Vitor Hugo (PSL/GO), o PL 1.595/2019 trata da elaboração de ações contraterroristas a serem implementadas pelo Estado brasileiro no enfrentamento de “grupos que atuem contra os princípios fundamentais da República Federativa do Brasil por meio de realização de atos terroristas”.

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O protesto indígena popular que parou o Equador

Jornalista equatoriana conta como foram os 11 dias de manifestações que pararam o país; negociações foram transmitidas ao vivo pela internet

Por Ana María Acosta, Agência Pública

Foi em 3 de outubro que os protestos tiveram início no Equador. As manifestações começaram dois dias depois de o presidente Lenín Moreno ter implementado por decreto medidas econômicas e reformas trabalhistas que integram o receituário do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Equador tomar empréstimos de mais de US$ 4 milhões.

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De Acampamento a Assentamento Dom Luciano Mendes: da dor à dignidade. Por Gilvander Moreira[1]

Após o MST[2] nascer e se fortalecer na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, com o assentamento Franco Duarte, em Jequitinhonha; o acampamento Terra Prometida, em Felisburgo; e o assentamento Esperança/Santa Rosa, em Almenara, e após ter acontecido em Unaí, MG, dia 28 de janeiro de 2004, o massacre dos quatro fiscais do Ministério do Trabalho, no mesmo ano, dia 20 de novembro de 2004, o massacre de cinco Sem Terra em Felisburgo, impulsionado pelo trabalho pastoral da irmã Geraldinha, de outras irmãs dominicanas e de militantes do GADHH[3], eis que o MST fincou pela primeira vez sua bandeira em Salto da Divisa, um município sob hegemonia do latifúndio e do capital no campo. O Acampamento Dom Luciano Mendes, do MST, em Salto da Divisa, município com seis mil habitantes, distante 7 km da cidadezinha de Salto[4] e a 880 km de Belo Horizonte, na região do Baixo Jequitinhonha, MG, após um longo processo de gestação, nasceu na madrugada do dia 26 de agosto de 2006, exatamente no dia em que o arcebispo da Arquidiocese de Mariana, MG, Dom Luciano Mendes de Oliveira, faleceu. Por isso e, principalmente, por ele ter sido ao longo de várias décadas uma referência para a igreja popular na linha da Teologia da Libertação, para as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), as pastorais sociais e para os movimentos populares, Dom Luciano foi escolhido para ser o patrono do acampamento.

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Presidente do Equador cede a movimento indígena e derruba ‘pacote de austeridade’

Governo e manifestantes chegam a acordo para encerrar crise no país. Combustíveis voltam a ser subsidiados. Comissão mista desenvolverá pacote de medidas para reduzir os gastos e aumentar receita.

Na DW

Depois de quase duas semanas de protestos que paralisaram a economia e deixaram sete mortos, o governo do Equador e o movimento indígena chegaram no final da noite deste domingo (13/10) a um acordo para revogar um controverso pacote de austeridade, que acabou com o subsídio a combustíveis e desencadeou a atual crise no país.

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Violência de Estado aumenta e número de feridos dispara no Equador; já são 11 dias de protestos

Militarização de Quito e decretos de toques de recolher fazem a repressão endurecer; manifestantes criticam blindagem midiática e postura ditatorial de Lenín Moreno

Por Lucas Rocha, na Fórum

Um novo informe da Defensoria Pública do Equador publicado neste domingo (13) dá conta de que nos últimos dois dias o número de atendimentos de manifestantes em hospitais disparou. O aumento no número de feridos se relaciona diretamente com o endurecimendo da repressão promovida pelo presidente Lenín Moreno, que já tem sido chamado de ditador por equatorianos. No sábado ele decretou 24h de toque de recolher na capital Quito e nos vales, mas recuou da medida neste domingo.

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A Perseguição a Carlos Marighella continua: agora à sua memória. Por Alenice Baeta*

“Não tive tempo de ter medo” (Carlos Marighella)

Nascido em 1911, em Salvador, BA, Carlos Marighella herdou do pai e da mãe a combatividade – um imigrante italiano operário metalúrgico e uma negra, filha de escravos trazidos do Sudão, os haussás; casal conhecido por participar de sublevações nas ladeiras do Pelourinho em Salvador contra a escravidão e exploração dos trabalhadores. Muito afeito aos estudos e leituras, Marighella entrou para a faculdade aos 18 anos no curso de Engenharia Civil, na Escola Politécnica da Bahia. Foi preso, pela primeira vez, aos 23 anos por publicar um poema que fazia críticas a um interventor opressor na Bahia, indicado por Getúlio Vargas durante o denominado “Governo Provisório” (MAGALHÃES, 2012).  Escrevia ainda versos libertários, líricos e satíricos, sob forte influência dos conterrâneos Gregório de Matos (considerado um dos melhores poetas barrocos do período colonial brasileiro) e Castro Alves (poeta humanista e abolicionista dos oitocentos).

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No Equador, a insurreição tem rosto indígena

São 72% do povo. Chegaram à capital a pé ou em caminhão. Sua rebeldia sacudiu um país que muitos diziam conformado. Aliado ao FMI, o governo tentou impor a lógica dos brancos, em sua forma mais radical. Eles estão perto de derrubá-lo

Por Silvia Arana, do Estrategia Latinoamericana , no Outras Palavras

Capilar, e acima de tudo determinado, o movimento indígena equatoriano tornou-se a coluna vertebral das mobilizações em repúdio ao plano econômico neoliberal do governo de Lenin Moreno. Os protestos começaram no dia 3 de outubro, puxados pela Associação dos Trabalhadores de Transportes, que rapidamente abriu espaço para o protagonismo da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), dos sindicatos e dos coletivos de estudantes, mulheres, artistas, profissionais e trabalhadores.

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