Aos 20 anos, Fórum Social Mundial debate ‘outro mundo possível pós-covid-19’

Lula, Angela Davis e ativistas de todo o mundo participam do painel especial de abertura, no dia 23. Diversidade de gênero e raça, justiça social e preservação ambiental estarão entre os temas debatidos

Por Redação RBA

Entre os dias 23 e 31 de janeiro, movimentos sociais, ativistas de diversos setores da sociedade civil e organizações sindicais de todo o mundo se reúnem virtualmente para a realização do Fórum Social Mundial (FSM). Nesta edição, o evento, que deu novo impulso aos movimentos progressistas no início do século 21, em especial na América Latina, completa 20 anos. Com o tema ” Um Outro Mundo é Possível Pós-Covid-19″, os participantes pretendem discutir saídas para as crises do capitalismo mundial.

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Os perigos profissionais da militância. Por Valerio Arcary

No Brasil de Fato

Chegando na encruzilhada tive que me arrezolver… prá esquerda fui contigo… Coração soube escolher (Guimarães Rosa)

Viver é perigoso, já sabemos. A militância tem, também, muitos perigos. Há os perigos que decorrem do compromisso na luta: as represálias dos inimigos de classe. Há os perigos políticos: pressões oportunistas, tendências dogmáticas, aventuras eleitoralistas, ilusões esquerdistas, rotinas sindicalistas, obtusidades intelectuais, de tudo.

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Em Maceió, organizações sociais cobram plano de enfrentamento aos efeitos da pandemia

Protesto exige celeridade na construção do Plano para o Enfrentamento dos Efeitos Econômicos e Sociais da pandemia do Covid-19 entre os mais pobres

Por Gustavo Marinho, da Página do MST

Reunindo uma série de organizações, entidades e movimentos populares, esta quarta-feira (06) é marcada por protestos na porta da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Campus A.C. Simões, em Maceió.

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Movimento Zapatista lança Declaração pela Vida

No Servindi

Encontros, diálogos e intercâmbios nos cinco continentes promoverão durante o ano de 2021 um grupo de organizações indígenas e zapatistas com o apoio de numerosas coalizões e redes internacionais.

Através de uma breve mensagem divulgada no dia 1º de janeiro de 2021 no site Enlace Zapatista convida “todos os homens honestos e todos os  Abajos   que se rebelam e resistem em muitos cantos do mundo” a aderir e participar desses encontros e atividades “

No continente europeu, os eventos estão previstos para ocorrer em julho, agosto, setembro e outubro de 2021. Nos outros continentes, a previsão é que ocorram em data posterior.

Delegação com representantes do Congresso Nacional Indígena – Conselho de Governo Indígena (CNI-CIG), Frente dos Povos em Defesa da Água e da Terra de Morelos, Puebla e Tlaxcala e Exército Zapatista de Libertação Nacional ( EZLN). 

Apesar das diferenças nos movimentos e identidades que subscrevem, eles reconhecem que há uma unidade básica na identificação do capitalismo como o executor de um “sistema explorador, patriarcal, piramidal, racista, ladrão e criminoso.

Ele destaca a convicção de que existem muitos mundos que vivem e lutam no mundo. “E que qualquer pretensão de homogeneidade e hegemonia ameaça a essência do ser humano: a liberdade”. 

“A igualdade da humanidade é no respeito à diferença. Em sua diversidade está sua semelhança”, indica o manifesto.

O manifesto é assinado por numerosas articulações da Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Catalunha, Chipre, Escócia, Eslováquia, Europa, França, Grécia, Inglaterra, Irlanda, Nigéria, Noruega, Portugal e País Basco.

Além disso, da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Itália, Peru, Portugal, República Tcheca, Rússia, Suíça, Togo e México. 

Da mesma forma, convida você a assinar e endossar a declaração PELA VIDA enviando um e-mail indicando: nome completo do seu grupo, coletivo, organização ou o que seja, no seu idioma e na sua geografia. 

As assinaturas serão adicionadas à medida que chegarem. As adesões  devem ser enviadas para o email:  firmasporlavida@ezln.org.mx .

Deutsch Übersetzung (Alemán)
Traduction en Français (Francés)
Norsk oversettelse (Noruego)
Перевод на русский язык (Ruso)
English Translation (Inglés)
Ελληνική μετάφραση (Griego)
Euskarazko Itzulpena (Euskera)
فارسی (Farsí)
Tradução em portugês (Portugués)
Traducione Italiano (Italiano)

***

Primeira parte:
Uma declaração… pela vida

Primeiro de janeiro do ano de 2021.

Aos povos do mundo:
Às pessoas que lutam nos cinco continentes:
Irmãs e irmãos, companheir@s:

Durante esses meses anteriores, temos estabelecido contato entre nós por diversos meios. Somos mulheres, lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, travestis, transsexuais, intersexuais, queer e muito mais, homens, grupos coletivos, associações, organizações, movimentos sociais, povos originários, associações de bairros, comunidades e um longo etc etc que nos dá identidade.

Nos diferenciam e distanciam terras, céus, montanhas, vales, estepes, selvas, desertos, oceanos, lagos, rios, arroios, lagoas, raças, culturas, idiomas, histórias, idades, geografias, identidades sexuais e não sexuais, raízes, fronteiras, formas de organização, classes sociais, poder aquisitivo, prestígio social, fama, popularidade, seguidores, likes, moedas, graus de escolaridade, formas de ser, afazeres, virtudes, defeitos, prós, contras, mas, contudo, rivalidades, inimizades, concepções, argumentações, contra argumentações, debates, desacordos, denúncias, acusações, desprezos, fobias, filias, elogios, repúdios, vaias, aplausos, divindades, demônios, dogmas, heresias, gostos, desgostos, modos e um longo etc etc que nos faz distintos e, não poucas vezes, contrários.

Só nos unem muito poucas coisas:

Fazer nossas as dores da terra: a violência contra as mulheres; a perseguição e desprezo às diferenças em sua identidade afetiva, emocional, sexual; o aniquilamento da infância; o genocídio contra os povos originários; o racismo; o militarismo; a exploração; a espoliação; a destruição da natureza.

O entendimento de que é um sistema o responsável destas dores. O verdugo é um sistema explorador, patriarcal, piramidal, racista, ladrão e criminoso: o capitalismo.

O conhecimento de que não é possível reformar este sistema, educá-lo, limá-lo, domesticá-lo, humanizá-lo.

O compromisso de lutar, em todas as partes e por todas as horas – cada qual em seu terreno –, contra este sistema até destruí-lo por completo. A sobrevivência da humanidade depende da destruição do capitalismo. Não nos rendemos, não estamos à venda e não cederemos.

A certeza de que a luta pela humanidade é mundial. Assim como a destruição em curso não reconhece fronteiras, nacionalidades, bandeiras, línguas, culturas, raças; assim a luta pela humanidade é em todas as partes, todo o tempo.

A convicção de que são muitos os mundos que vivem e lutam no mundo. E que toda pretensão de homogeneidade e hegemonia atenta contra a essência do ser humano: a liberdade. A igualdade da humanidade está no respeito à diferença. Em sua diversidade está sua semelhança.

A compreensão de que não é a pretensão de impor nossa visão, nossos passos, companhias, caminhos e destinos, o que nos permitirá avançar, e sim a escuta e o olhar do outro que, distinto e diferente, tem a mesma vocação de liberdade e justiça.

Por estas coincidências e sem abandonar nossas convicções, nem deixar de ser o que somos, temos concordado:

Primeiro: Realizar encontros, diálogos, intercâmbios de ideias, experiências, análises e avaliações entre aqueles que nós encontramos empenhados, desde distintas concepções e em diferentes terrenos, na luta pela vida. Depois, cada um seguirá seu caminho ou não. Olhar e escutar o outro talvez nos ajudará ou não em nossos passos. Mas conhecer o diferente é também parte de nossa luta e de nosso empenho, de nossa humanidade.

Segundo: Que estes encontros e atividades se realizem nos cinco continentes. Que, no que se refere ao continente europeu, se concentrem nos meses de Julho, Agosto, Setembro e Outubro do ano de 2021, com a participação direta de uma delegação mexicana formada pelo CNI-CIG, a Frente de Povos em Defesa da Água e da Terra de Morelos, Puebla e Tlaxcala, e o EZLN. E em datas ainda a marcar, apoiar segundo nossas possibilidades, para que se realizem na Ásia, África, Oceania e América.

Terceiro: convidar quem compartilha das mesmas preocupações e lutas parecidas, a todas as pessoas honestas e a todos os de abaixo que se rebelem e resistam nos muitos rincões do mundo, a que se somem, aportem, apoiem e participem nestes encontros e atividades; e que firmem e façam suas esta declaração PELA VIDA.

Desde um dos pontos da dignidade que une aos cinco continentes.

Nós.

Planeta Terra.

1 de janeiro de 2021.

Desde diversos, díspares, diferentes, dessemelhantes, desiguais, distantes e distintos rincões do mundo (em arte, ciência e luta em resistência e rebeldia):

[As assinaturas podem ser conferidas em Zapatista]

Desde las montañas del Sureste Mexicano.
Por las mujeres, hombres, otroas, niñ@s y ancian@s del
Ejército Zapatista de Liberación Nacional:

Comandante Don Pablo Contreras y Subcomandante Insurgente Moisés.
México.

Si usted (es) quiere (n) firmar esta Declaración, mandar su firma a  firmasporlavida@ezln.org.mx.  Por favor nombre completo de su grupo, colectivo, organización o lo que sea, en su idioma, y su geografía.  Las firmas se irán agregando conforme vayan llegando.

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Ex-presas políticas cobram do STF e do Congresso medidas por agressão a Dilma Rousseff

Em carta endereçada ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional, 23 vítimas da tortura na ditadura militar cobram providências das instituições democráticas contra agressão de Jair Bolsonaro. Entre as signatárias, Maria Amélia de Almeida Teles, Eleonora Menicucci, Iara Seixas e Lenira Machado. “Não permitiremos que nosso país mergulhe de novo no fascismo e no obscurantismo”, apontam

Vinte e três ex-presas políticas e vítimas da ditadura militar entregaram nesta terça-feira, 29 de dezembro, carta endereçada aos integrantes do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, manifestando solidariedade à ex-presidenta Dilma Rousseff e cobrando providências das autoridades sobre as agressões feitas pelo presidente Jair Bolsonaro.

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Esperançar. Por Chico Alencar

A passividade é sequela de séculos da hegemonia da escravização da maioria da nossa gente

No A Terra é Redonda

Mestre Paulo Freire (1921-1997), que sabia que “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”, criou o verbo “esperançar”. Ele queria se contrapor à noção, largamente difundida, da mera espera, que pode ser até menos que expectativa: uma certa passividade, a imposição ideológica da cultura da vassalagem, da submissão, da inação.

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Simone Weil: retirar-se de si para dar lugar ao outro. Artigo de Donatella Di Cesare

No IHU On-Line

Radical, apaixonada, sincera, intransigente, irredutível, pronta para qualquer sacrifício e refratária a todo compromisso – esse é o retrato de b que emerge dos seus escritos e dos testemunhos de quem a conheceu.

A opinião é da filósofa italiana Donatella Di Cesare, professora da Universidade de Roma “La Sapienza”, em artigo publicado em L’Espresso, 20-12-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

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Para Emicida, Brasil tem um ‘racismo extremamente sofisticado e letal’

Em entrevista, cantor diz que o Brasil criou ‘uma mitologia a respeito de si mesmo de que esse tipo de segregação não se reproduz no seu solo, quando na verdade a especificidade do racismo brasileiro é muito sofisticada.’

Por France Presse, no G1

Jovem e carismático, o rapper Emicida construiu um império cultural a partir da periferia de São Paulo, fundindo diferentes ritmos, realidades e perspectivas de um país polarizado com desigualdades abismais e um “racismo sofisticado e letal”. Seu segredo? Ser o ponto de encontro dessas correntes e tensões.

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“Concerning Violence” e os desafios da obra e pensamento de Frantz Fanon. Por Mariana Carneiro

A partir do livro “Os Condenados da Terra”, do revolucionário marxista anticolonialista Frantz Fanon, o sueco Göran Hugo Olsson realizou, em 2014, Concerning Violence (A Respeito da Violência), título dado por Fanon a um dos capítulos da sua obra.

No Esquerda.net

O colonialismo não é uma máquina pensante. Nem um corpo dotado de aptidões racionais. É a violência no seu estado natural e só sucumbirá quando for confrontada com uma violência maior.

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Guilherme Boulos: “A unidade da esquerda é importante mas sozinha não garante a vitória. É preciso se reconectar com o povo”

Em entrevista à Pública, o ex-candidato à prefeitura de SP diz que as forças progressistas não podem se unir só na hora da eleição, e precisam construir juntas caminhos para enfrentar o bolsonarismo e a crise decorrente da pandemia

Por Andrea DiP, A Pública

Com vasta trajetória no movimento social e uma jovem carreira na política institucional, o filósofo, psicanalista, e líder do MTST Guilherme Boulos (Psol) chegou ao segundo turno das eleições municipais em São Paulo com uma votação expressiva, especialmente nas periferias de São Paulo. Apesar da derrota nas urnas, ele levou 2.168.109 votos na disputa contra o prefeito eleito Bruno Covas (PSDB), quase o mesmo número que a soma de todos os votos recebidos no primeiro turno por candidatos do Psol a prefeituras em todo o Brasil. 

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