“O governo não irá nos dividir”, diz líder Tuíra Kayapó

Por Juliana Arini, Amazônia Real

Líder feminina histórica do movimento indígena, Tuíra Kayapó é um dos grandes nomes do “Encontro dos Povos Mebengokrê e lideranças indígenas do Brasil”, que acontece nesta semana na Terra Indígena Capoto Jarina, no rio Xingu, em Mato Grosso. O encontro se encerra nesta sexta-feira (17). Em entrevista exclusiva à Amazônia Real, Tuíra Kayapó lembrou do gesto que tornou-se símbolo da luta de seu povo contra as barragens, há 31 anos. Ela também defendeu o surgimento de novas lideranças femininas e reforçou a união dos povos indígenas: “O governo não irá nos dividir”, declarou Tuíra, à reportagem.

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Raoni e filha de Chico Mendes lançam aliança contra Bolsonaro

Em encontro com lideranças indígenas no Mato Grosso, cacique pede união “para defender nosso povo, nossa causa, nossa terra”. “Não aceito mineração e madeireira na terra indígena”, afirma o líder caiapó.

Na Deutsche Welle 

O cacique caiapó Raoni, diversas outras lideranças indígenas e Ângela Mendes, filha do líder seringueiro Chico Mendes, lançaram nesta quarta-feira (15/01) uma aliança para se contrapor ao que consideram retrocessos impostos pelas  políticas ambientais e indígenas do governo Jair Bolsonaro.

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O esvaziamento da noção de subalternidade, a sobrevalorização da fala e os silêncios como resistência. Por Raquel Lima*

No Buala

Resumo: Partindo do artigo de Gayatri Chakravorty Spivak “Can the subaltern speak?” e considerando a sua recorrente aproximação aos movimentos feministas globais, proponho uma reflexão sobre o esvaziamento da noção de subalternidade, a sobrevalorização da fala e os silêncios como resistência, para demonstrar como esses conceitos são apropriados por um discurso obliterante de ferramentas que poderiam promover novos vocabulários e formas de protesto e emancipação feministas. Parto da análise de lutas concretas de diferentes mulheres do Norte e Sul Global para localizar algumas limitações formais que impossibilitam movimentos articulados e interseccionais de lutas feministas. Concluo que transformações sociais válidas terão que considerar a diversidade e especificidade das formas de opressão, à luz dos contextos políticos, geográficos e sociais em que se inserem, assim como as lógicas coloniais, capitalistas e patriarcais de produção de conhecimento que nos tornam agentes mais ou menos implicadas nessa equação.

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Vilma Reis cita Marielle e pede ‘resposta política contundente’: candidatura de mulher negra para a Prefeitura de Salvador

Socióloga e integrante do movimento negro garante que pré-candidatura irá às últimas instâncias no PT: “O método de escolha que nós defendemos são as prévias”

Por Evilásio Junior, de seu blog, no Geledés

Pré-candidata do PT à Prefeitura de Salvador e integrante do movimento negro nacional, Vilma Reis utiliza exemplos do Rio de Janeiro para defender a mobilização do grupo “Eu Quero Ela” na capital baiana. Na avaliação da socióloga, o momento é de reparação em relação ao recente assassinato da vereadora da capital fluminense Marielle Franco (PSOL), em março de 2018.

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Mangueira: compositora do samba vencedor de 2019 fala com o Brasil de Fato

Brasil de Fato· 

“A verdade vos fará livre” é o tema do enredo que a Estação Primeira de Mangueira vai levar no Carnaval de 2020. A temática desenvolvida pelo carnavalesco Leandro Vieira trata de uma leitura crítica da biografia de Jesus Cristo, um cristo que defende a diversidade religiosa, a liberdade de pensamento e os direitos das camadas populares.

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Porto Alegre e região metropolitana receberá Fórum Social das Resistências 2020

FSResistências2020 soma-se as outras iniciativas articuladas ao redor do mundo, como o Fórum Social Panamazônico

Redação Brasil de Fato

Movimentos sociais do Rio Grande do Sul preparam o Fórum Social das Resistências 2020, que será realizado de 21 a 25 de janeiro, em Porto Alegre e cidades da Região Metropolitana. Com o lema “Democracia, Direitos dos Povos e do Planeta”, o Fórum terá início com a Marcha de Abertura, na terça-feira (21), a partir das 17h, no Largo Glênio Peres, no centro da capital gaúcha. Trata-se de uma tradição que se repete desde o 1º Fórum Social Mundial, em 2001.

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EZLN: “Defenderemos a la Madre Tierra hasta morir si es preciso”

“Hace un año, en diciembre de 2018, el capataz que ahora manda en la finca que se llama ‘Mexico’ hizo una simulación de pedir permiso a la Madre Tierra para destruirla. Entonces, se consiguió unas cuantas personas disfrazadas de indígenas y pusieron en la tierra un pollo, trago y tortillas… Así cree el capataz que la Madre Tierra le da permiso para matarla y hacer un tren que debería llamarse como su familia”.

Por Lourdes García U., em Servindi

El miércoles 1 de enero el Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN) celebró veintiséis años de lucha en defensa de la Madre Tierra y la autonomía de los pueblos originarios dando un claro mensaje hacia el actual gobierno mexicano.

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Camponeses iniciam Vigília contra ameaça de despejo ordenado pelo Governo do Paraná

Risco de despejo atinge cerca de 200 famílias que vivem há cerca de 20 anos no complexo de Fazendas Cajati, em Cascavel

Por Setor de Comunicação e Cultura do MST-PR

Na mesma cidade que marca a origem do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), famílias acampadas fazem mobilização inédita em defesa das terras onde vivem e produzem há cerca de duas décadas. Em Cascavel, região Oeste do Paraná, cerca de 300 agricultoras e agricultores Sem Terra deram início, neste sábado (28), à “Vigília Resistência Camponesa: por terra, vida e dignidade”, para denunciar as ameaças de despejos autorizados pelo governador Ratinho Junior (PSD). A ação ocorre às margens da rodovia BR 277, km 557, onde fica o acampamento Resistência Camponesa.

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Os resistentes. Por Tarso Genro*

No Sul21

O meu tio-avô Carl Herz era Prefeito de Kreusberg -então distrito berlinense- quando os nazis chegaram ao poder. Judeu, jurista e socialdemocrata, militou junto com Ebert, Rosa Luxemburgo e Liebnekecht. Hoje Carl Herz é “nome de rua em Berlim”. Faço uma homenagem a ele, nestes dias derradeiros de fim de ano,  respondendo ao ministro Weintraub, que num vídeo do Youtube me “acusou” de ser descendente deste judeu socialista, pensando que Carl fosse meu avô. Carl, irmão de Hermann meu avô, intelectual socialdemocrata e militante de esquerda sofreu a perda do seu filho e meu primo, Gunter, assassinado no Campo de Auschwitz. Na mesma fala, Weintraub disse que tenho descendentes socialistas -minha filha Luciana e meu neto Fernando- o que para mim é a mais pura e orgulhosa das verdades.

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