Secretário de Segurança vê risco à soberania em ação de Castro e minimiza carta dos EUA

Mario Sarrubbo, secretário Nacional de Segurança Pública, diz que pedido de governador do Rio abre precedentes perigosos

Por Rafael Custódio | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, minimizou a importância da correspondência enviada pelo governo dos Estados Unidos ao secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, em entrevista à Agência Pública nesta quarta-feira (5). Para ele, a carta é reflexo da política de cooperação internacional que o Brasil já exerce. (mais…)

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A paz (que nunca houve) acabou

O que ocorre quando parte da esquerda abraça os pressupostos da extrema direita?

Por Douglas Barros*, no blog da Boitempo

O céu amanheceu acinzentado quando os primeiros corpos começavam a ser enfileirados. Vizinhos, amigos e parentes retiravam das matas os “sem nomes”. Indigentes — em todo caso, sem nenhum julgamento — prontamente sentenciados como bandidos mortos. Tiros na nuca e corpos decapitados eram expostos. Para quem ainda estava acordando e coçando os olhos, confundia-se a cena com algo ocorrido em Gaza. (mais…)

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Relatora vota pela cassação e inelegibilidade de Castro no TSE

ConJur

A ministra Isabel Gallotti, do Tribunal Superior Eleitoral, votou nesta terça-feira (4/11) pela cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), no processo em que ele é acusado de criar cerca de 27 mil cargos fantasmas com pagamentos em dinheiro vivo para promover a sua candidatura à reeleição em 2022, o que configura abuso de poder. (mais…)

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Operação no Rio expõe contradições na atuação do Ministério Público estadual, diz defensor da DPU

Para defensor público MPRJ violou protocolo internacional e ainda falta apuração independente sobre mortes na operação

Por Rafael Custódio | Colaboração: Laura Scofield | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Em decorrência das 121 mortes na Operação Contenção, a mais letal da história do Rio de Janeiro, o defensor público Thales Arcoverde Treiger, da Defensoria Pública da União (DPU) no Rio de Janeiro, disse que chamar a ação de “chacina” ainda é pouco, pois o que ocorreu nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense, “foi um massacre”. (mais…)

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Chacina do Rio: Qual a resposta das esquerdas? Por Luiz Eduardo Soares

O banho de sangue nas favelas cariocas é exemplar na disputa por seu significado na luta política. Ouvir as maiorias é imperativo – mas não se deve abdicar de liderar, pedagogicamente, o repúdio radical a atos execráveis contra a vida: o massacre é inaceitável

Por Luiz Eduardo Soares, em Outras Palavras

No massacre do dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro, foram mortas 121 pessoas -a contagem pode aumentar-, muitas delas com a extravagância de quem não se limita a matar: manifesta o desejo de comentar o assassinato, acrescentando ao crime um superlativo e uma assinatura, produzindo excesso de significação (decapitação, mutilação, esfaqueamento, desmembramento) que, paradoxalmente, anula o significado objetivo e utilitário da prática homicida, redefinindo o gesto como um movimento além do ato, destinado a comunicar outro sentido, não contido na cena “operacional”. Mais uma vez, compulsão à repetição como “política de segurança”, em escala crescente: está em jogo, novamente, o endereçamento da abjeção social -para que lado olhar, onde  identificar a fonte do mal e do medo, mobilizando quais afetos? É aí que se instala, e intensifica, o racismo. Há um locus privilegiado, um território. O racismo é uma geografia, uma geopolítica urbana -viva Milton Santos! A operação policial não visava prover segurança, mas qualificar a insegurança. (mais…)

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Novembro negro: e novamente precisamos falar de racismo ambiental e necropolítica

por Paulo Roberto R. Soares, em Brasil de Fato

Novembro. Novembro Negro, mês da consciência negra. E como todos os anos, neste país atravessado pela colonialidade e alicerçado no racismo estrutural, temos que dar as mesmas explicações: por que um “Novembro Negro”? Por que um “Dia Nacional da Consciência Negra”, num país com maioria da população preta, parda e negra? (Um parêntese: os Estados Unidos têm um feriado nacional no aniversário de Martin Luther King – MLK Day. Neste caso, “o que é bom para os Estados Unidos [não] é bom para o Brasil”?) Seguimos… (mais…)

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