Jacqueline Muniz pede proteção após ameaças por criticar operação que deixou 121 mortos no Rio

Antropóloga especialista em segurança pública, foi alvo de ataques e perseguição após criticar a Operação Contenção

por Ricardo Villa Verde, em Agenda do Poder

A professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), Jacqueline Muniz, pediu para ingressar no Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos, após sofrer uma série de ameaças e ataques virtuais. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. (mais…)

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Massacre no Rio de Janeiro: “O Estado, nessa concepção, só existe para matar”. Entrevista com Michel Gherman

A Operação Contenção altera a função do Estado, que “se faz ausente em suas obrigações civis, mas demonstra-se presente unicamente em termos de repressão e morte nas favelas e comunidades”, avalia o professor

Por: Thiago Gama | Edição: Cristina Guerini, em IHU

O que a política de segurança pública do Rio de Janeiro e a guerra em Gaza têm em comum? O fio condutor, na análise do professor Michel Gherman, é uma gramática ideológica comum da extrema-direita global: a primazia da segurança sobre os demais valores humanos, a desumanização do inimigo e a crença de que a solução é sempre militar, nunca política. (mais…)

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A chacina como estratégia: A barbárie da extrema-direita e o jogo internacional

O massacre no Rio não foi um mero desvio de segurança, mas um cálculo político da extrema-direita para romper a ordem democrática e interromper a projeção global de um Brasil que se reconectava com o mundo sob a bandeira do diálogo e da justiça climática

Por Carlos R. S. Milani*, A Terra é Redonda

A chacina de 28 de outubro, a mais letal desde a redemocratização, evidenciou uma ruptura com o estado democrático de direito no Brasil e indicou o caminho que pretende trilhar a extrema-direita rumo às eleições de 2026. Internacionalmente, o massacre de criminosos, suspeitos e inocentes – qualificado de “operação de sucesso” pelo governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, e respaldado pelos governadores de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, entre outros – não apenas revelou uma faceta antidemocrática de parcelas importantes da política institucional, da sociedade e da mídia brasileira. Pesquisas de opinião apontam que aproximadamente 57% dos moradores do Rio apoiaram o método, muito embora boa parte não tenha mudado a percepção de insegurança e o sentimento de insatisfação com as políticas públicas nesse setor depois de 28 de outubro. Além disso, o massacre afetou profundamente a imagem do Brasil no exterior às vésperas da COP do clima a ser realizada em Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro. (mais…)

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O massacre de Cláudio Castro. Por Paulo Sérgio Pinheiro

Mais de trinta anos após o Carandiru, a espetacularização do extermínio persiste não por ineficiência, mas como projeto de poder que instrumentaliza a morte para fins políticos, desafiando o Estado Democrático de Direito

No A Terra é Redonda

Décadas de experiência demonstram que o uso estratégico da inteligência é o caminho mais eficaz para enfrentar o tráfico de drogas e as milícias. Operações baseadas em informações precisas reduzem riscos para a população e para os agentes de segurança. Apesar desse consenso, o Brasil insiste em ações espetaculosas e militarizadas, incapazes de desarticular redes criminosas ou atingir os fluxos financeiros que as sustentam.
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Narcoterrorismo: A arma retórica da necropolítica e do imperialismo. Por Carol Proner*

Do Rio de Janeiro ao Caribe, a guerra ao “narcoterrorismo” revela-se um projeto duplo de dominação: internamente, consolida a necropolítica sobre as periferias; globalmente, recicla o imperialismo sob um novo jargão jurídico-militar

No Brasil 247

1. A brutalidade como método

Extrema brutalidade policial, disse a ONU sobre a operação mais letal da história do Rio de Janeiro. O escritório da ONU no Brasil afirmou que as autoridades devem garantir investigação independente, protetiva às famílias, testemunhas e defensores de direitos humanos, tendo assegurada a possibilidade de responsabilização de crimes inafiançáveis, como homicídios ilegais, execuções sumárias e tortura. (mais…)

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Identificada em restaurante, Jacqueline Muniz, professora da UFF, sofre ameaças de internautas após crítica a massacre no Rio

Jacqueline Muniz teve sua imagem publicada nas redes sociais acompanhada de mensagens com incitação à violência

Brasil de Fato

Jacqueline Muniz, professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), foi alvo de ameaças no sábado (1º), quando estava em um restaurante no Humaitá, bairro na zona sul do Rio de Janeiro. Ela foi fotografada e sua imagem foi compartilhada nas redes sociais acompanhada de mensagens de incentivo ao uso da violência física. (mais…)

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