Isolamento social em tempos de pandemia torna a casa ainda mais perigosa para a mulher. Entrevista especial com Jacqueline Pitanguy

Socióloga analisa os dados de que a violência doméstica tem aumentado durante uma das principais ações para evitar a propagação da Covid-19: ficar em casa

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Não é de hoje que pesquisadores e estudiosos têm constatado que, quando se fala em violência de gênero, no lar as coisas não são tão doces como se imagina. Para a socióloga Jacqueline Pitanguy, essa é uma realidade comprovada em dados empíricos desde, pelo menos, 1986. “Dados da Pnad revelaram que uma porcentagem mais significativa – em torno de 80%, não tenho os números exatos – das ocorrências de violência registradas por homens aconteciam fora de casa e a maior parte delas eram cometidas por desconhecidos. Já com as mulheres ocorria o padrão reverso: a maioria dos casos registrados de violência contra a mulher aconteciam dentro de casa e por pessoas conhecidas”, detalha, em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line.

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Senado aprova PEC que torna feminicídio e estupro crimes imprescritíveis

Por Agência Senado

O Senado aprovou nesta quarta-feira (6), por unanimidade, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 75/2019, que torna o crime de feminicídio imprescritível e inafiançável. O texto, que começou a ser discutido pelo Plenário na terça-feira, teve a análise facilitada após acordo entre os líderes, que permitiu a dispensa dos prazos de discussão e garantiu a votação em primeiro e segundo turno no mesmo dia. A PEC seguirá para a Câmara dos Deputados.

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Pesquisa revela uma década de violência contra mulheres indígenas em São Gabriel da Cachoeira

De 1º de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2019 foram registrados pela delegacia do município 4.681 ocorrências ou mais de 1 caso por dia

Por Ana Amélia Hamdan, especial para Amazônia Real

São Gabriel da Cachoeira (AM) – A sobrecarga de trabalho no dia a dia, a dificuldade em ter renda própria, a dependência do companheiro, o machismo contra quem ocupa cargos de liderança, a brutalidade na hora do parto, a falta de apoio familiar, os ataques verbais e físicos, o abuso sexual, o excesso de bebida alcoólica, algumas questões culturais. A violência contra a mulher indígena e as raízes do problema têm várias faces. No município de São Gabriel da Cachoeira, região do Alto Rio Negro do noroeste da Amazônia, onde existem povos de 23 etnias indígenas, a complexidade aumenta. Devido à diversidade e às diferenças entre esses grupos, inclusive de línguas, a dificuldade passa até mesmo por dar nome a esse tipo de violência.

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“Levante do povo chileno é sustentado pela luta das mulheres indígenas”, diz liderança Mapuche

Em meio à rebelião popular que já dura quase 5 meses, Gabriela Curinao fala da grande marcha planejada para o 8M com bandeiras específicas como o direito ao aborto seguro e o fim da violência de gênero

Por Julia Dolce, na Agência Pública

Às vésperas de completar cinco meses vivendo uma rebelião popular, o Chile terá, neste domingo 8 de março, data que marca o Dia Internacional da Luta das Mulheres, mais uma grande marcha, desta vez com foco exclusivo na demanda das mulheres chilenas.

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Alerta: O ódio de classe da política bolsonarista aprofunda o racismo e o patriarcado

Assim como as teorias eugenistas do século XIX, projeto atual impõe extermínio dos espaços de resistência do povo

Por Andreia Roseno, no BdF Minas Gerais

Analisar a conjuntura fascista, expressa no fortalecimento do bolsonarismo em nossa sociedade, requer considerar que nossos passos vêm de longe e reconhecer a experiência daqueles e daquelas que sobreviveram à travessia atlântica. Mas essa história é marcada pela atuação sutil e perversa do racismo, que nos impede de acessar a potência desses nossos passos e legado.

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Por um feminismo de baderna, ira e alarde

Neste 8M, ocuparemos politicamente as ruas e as nossas casas, em festa e protesto. Não queremos flores, parabéns e elogios — mas sacudir uma ordem social irrespirável, que tem a mesma cara dos machos rivalistas e opressores

por SOS Corpo*

O feminismo veio para ocupar tudo! Não tem como conter essa forma de ver, pensar e transformar o mundo. O pensamento feminista foi fundamental para que a democracia ganhasse demandas reais em espaços do cotidiano, foi fundamental para compreendermos que ele é uma forma de organizar a vida social. Nós mulheres não só denunciamos as declarações sexistas de políticos ou escrachamos os machos que se esfregam “nelas” no metrô ou no carnaval. É mais que isso: o feminismo revelou que o espaço “privado” imposto a nós mulheres, à família e à casa nada tinha de privado, mas representou e representa violação e privação. O feminismo respondeu aos que enaltecem a família patriarcal burguesa, como núcleo sagrado abençoado por Deus, dizendo desde o seu começo que o pessoal é político e provando que pais, tios e irmãos são os principais responsáveis por estupros de meninas e assassinato de mulheres.

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Feminicídio cresce no Brasil e explode em alguns estados

Compilação inédita de dados mostra registro de 1.310 mulheres mortas por violência doméstica em 2019

Por Folha de Dourados

Espancamento, estrangulamento, uso de machado, pedra, pau, martelo, foice, canivete, marreta, tesoura, facão, enxada, barra de ferro, garfo, chave de fenda, bastão de beisebol, armas de fogo, mas, em especial, facas. Consolidação inédita dos dados de 2019 mostra que a estatística do feminicídio trilhou a contramão dos demais crimes violentos e cresceu 7,2% no país, com expansão expressiva em alguns estados.

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Mexicanas protestan ante la sede del Poder Ejecutivo por feminicidios

Cientos de militantes de organizaciones feministas realizaron en México una protesta, frente a la sede del Poder Ejecutivo, donde el presidente Andrés Manuel López Obrador ofrece una conferencia de prensa diaria, contra el aumento de asesinatos de mujeres.

En la puerta principal y la fachada del edificio, donde también reside el gobernante, las manifestantes se congregaron desde el amanecer y pintaron consignas como “Estado homicida”, “Nos matan, no más muertes”, mientras clamaban “¡Justicia, justicia!”. 

Sputnik / Servindi

“¡Señor, señora, no sea indiferente, se mata a las mujeres en la cara de la gente!”, coreaban las mujeres, en su mayoría jóvenes, según las imágenes difundidas por noticiarios televisivos y redes sociales.

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‘O feminicídio é uma questão cultural’, afirma Mônica Francisco

‘O feminicídio é uma questão cultural’, afirma Mônica Francisco

Por Alexandre Braz, O Dia

Em novembro do ano passado,o Instituto Igarapé divulgou dados de uma pesquisa sobre a violência contra a mulher. No Rio de Janeiro – segundo o estudo -, entre os anos de 2016 e 2018, houve aumento de 317% nos casos de feminicídio, com 167 vítimas. Das mulheres vitimadas, a maioria, ou seja, 62% eram negras. Na contramão do preconceito, do racismo e da discriminação, a deputada Mônica Francisco, do PSOL, iniciou seu primeiro mandato em 2019 tendo a defesa dos direitos humanos e das mulheres como duas de suas principais plataformas de trabalho. “O feminicídio é uma questão cultural, atravessada pela questão econômica, e também pela questão racial”, afirma a carioca nascida no Morro do Borel, na Tijuca, destacando também que “a sociedade de alguma maneira legitima, consente, a mulher como propriedade do homem”. Confira abaixo outros trechos da entrevista.

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