Transporte precário, convite ao feminicídio

Mulheres são quem mais usa ônibus. Mas a longa espera e a iluminação precária as obrigam a recorrer à insegurança da frota pirata. Assassinato de servidora do MEC em Brasília chama atenção para seu drama: cidades planejadas contra elas

por Cleo Manhas, em Outras Palavras

Fala-se muito em direito à cidade, especialmente após os movimentos occupy ocorridos na Europa, Estados Unidos em 2011/2012 e Brasil, a partir das jornadas de junho de 2013. Não que o termo seja novo, ao contrário, por aqui veio na onda da abertura democrática com movimentos por moradia, especialmente os organizados no Fórum de Reforma Urbana. Dali vieram frutos, como o Estatuto das Cidades, aprovado em 2001, além da criação, em 2003, do Ministério das Cidades, extinto desde a posse do atual governo.

(mais…)

Ler Mais

Feminicídio cresce 53% em um ano na Paraíba, aponta Anuário Brasileiro da Violência

Estudo indica que 74% das mulheres mortas na Paraíba em 2018 foram vítimas de feminicídio

Redação BdF

A Paraíba registrou um crescimento de 53% no número de casos de feminicídio entre 2017 e 2018, segundo dados do Anuário Brasileiro da Violência 2019. O aumento foi de 22 casos em 2017 para 34 em 2018, a quarta maior alta em relação aos estados brasileiros, atrás apenas de Sergipe (163,9%), Amapá (145,2%) e Rondônia (100%).

(mais…)

Ler Mais

A cada quatro horas uma menina com menos de 13 anos é estuprada no Brasil

Dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que mostram que assassinatos no Brasil caíram 11%, enquanto mortes nas mãos da polícia aumentaram 19%, cujas vítimas são homens (99%), negros (75%) e jovens (78%)

por Naiara Galarraga Gortázar, em El País

O adolescente Marcus Vinícius da Silva, de 14 anos, e sete pessoas mais morreram por disparos durante uma operação policial no Complexo da Maré, no Rio, numa quarta-feira de junho do ano passado. O garoto ia para a escola quando foi atingido por um tiro estômago. A fria estatística indica que naquele dia 17 brasileiros foram mortos por tiros da polícia. Eles representam um inquietante fenômeno que está crescendo no Brasil. As mortes em ações policiais aumentaram 19% no ano passado, embora os assassinatos em geral tenham caído 11%, segundo o detalhado Anuário de Segurança Pública 2019 elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apresentado nesta terça-feira em São Paulo. Os especialistas (acadêmicos, policiais, juízes, procuradores) que elaboraram o relatório de 200 páginas ressaltaram que não existe relação de causa e efeito entre os dois índices.

(mais…)

Ler Mais

Pelo retrovisor, na Amazônia, uma vida em chamas

A mãe foi envenenada pelo garimpo. A irmã assassinada com 25 facadas pelo marido. Fez vários bicos para sobreviver. Em Santarém (PA), enquanto a floresta é destruída, um taxista agarra-se na fé e conta como sua vida também arde

por Alessandra Cardoso, em Outras Palavras

Depois de cinco dias de viagem pela região do Tapajós, buscando informações e diálogos para iniciar um trabalho sobre infraestrutura para escoamento de grãos e seus impactos sociais e ambientais, a melhor síntese das muitas impressões que colhi me foi apresentada nos últimos 30 minutos da viagem, em Santarém, a caminho do aeroporto.

(mais…)

Ler Mais

13 anos da lei Maria da Penha: mulheres vítimas de violência doméstica

Artigo traz reflexão sobre a luta das mulheres contra a violência e ausência de atuação política

Por Lucinéia Miranda de Freitas*, na Página do MST

Pela vida das Mulheres, 
Somos todas Marielle!

De Margarida Alves, liderança sindical assassinada em 12 de agosto de 1983 à Dilma Ferreira, dirigente do MAB, assassinada em 22 de março de 2019. De Maria da Penha, vítima de tentativa de feminicídio em 1983, às milhares de Marias, Marielles, Marianas, Fabianas, Mateusas, Fátimas. Vítimas de diversas formas de violências todos os dias, revelam um quadro social onde o patriarcado é estruturante.

(mais…)

Ler Mais

América Latina: la región con más asesinatos a mujeres defensoras

Según un informe de Global Witness, Filipinas y Colombia fueron los países más mortales con 24 víctimas cada uno. Durante el 2018 fueron asesinadas 17 activistas mujeres, registrándose un aumento en el número global de víctimas femeninas. América Latina sigue siendo el lugar más peligroso para el activismo ambiental.

Por José Díaz, en Servindi

No es una novedad que la labor de defensor ambiental se ha convertido en una actividad peligrosa en los últimos años. Sin embargo, las últimas cifras de la organización Global Witness revelan un escalofriante aumento en el asesinato violento de los defensores ambientales durante el 2018. En total, fueron asesinados 164 activistas a nivel global.

(mais…)

Ler Mais

Privilégios que negam direitos: desigualdade extrema e sequestro da democracia na América Latina e o Caribe

A desigualdade social está presente na maioria dos países do mundo e constitui um dos problemas mais preocupantes da atualidade. Nesse sentido, a América está listada como um dos continentes mais desiguais, isto porque os índices de pobreza aumentam a cada ano em números alarmantes, para os quais são apresentadas diversas causas como a corrupção, a violência, a migração, etc. Mas, o que faz a América ocupar o primeiro lugar em desigualdade social?

por Victoria López Gutiérrez, em El Diario / IHU On-Line

O continente americano está dividido em três regiões, não obstante, a divisão mais notória se estabelece pela hegemonia norte-americana, enquanto o restante dos países considerados latino-americanos tem níveis muito mais baixos no que diz respeito ao desenvolvimento e acesso a serviços básicos para seus habitantes. A realidade é esmagadora: enquanto existem economias prósperas, com baixos níveis de desigualdade, há países onde as estatísticas de violência e pobreza são muito maiores que seu desenvolvimento econômico.

(mais…)

Ler Mais

A necropolítica como regime de governo

O próprio funcionamento dos Estados da América Latina promove em muitas ocasiões políticas da morte

por Debora Diniz e Giselle Carino, em El País

Brasil e Colômbia disputam a miserável primeira posição de país mais arriscado para ser um defensor de direitos humanos no mundo. Se a questão for terra ou meio ambiente, Colômbia é o país mais violento; se forem os direitos das mulheres ou população LGBT, Brasil lidera o ranking de homicídios. A fronteira entre as questões de direitos humanos é uma tentativa de classificar onde estão os temas de maior risco em cada país, porém histórias concretas de ativistas ameaçados ou mortos mostram como a fronteira é nebulosa. Yirley Velasco é campesina, sobrevivente do Massacre El Salado, na Colômbia, foi vítima de violência sexual em 2000. Sofre ameaças de morte pelo trabalho político em defesa dos direitos das mulheres em Montes de María, onde María del Pilar Hurtado foi morta na frente dos filhos. Talíria Petrone é deputada federal, amiga de Marielle Franco, vereadora assassinada por milícias no Rio de Janeiro. É voz ativa pelos direitos humanos na política nacional brasileira e vem sofrendo ameaças de morte.

(mais…)

Ler Mais

Minas Gerais teve 622 feminicídios nos últimos quatro anos

Desde que a Lei do Feminicídio entrou em vigor, 1.772 vítimas foram alvo do ódio assassino de companheiros e ex em Minas

Por Guilherme Paranaiba, no EM

O ataque brutal cometido por um homem de 39 anos, que terminou com a ex-namorada dele e outras três pessoas mortas em Paracatu, no Noroeste de Minas, chama novamente a atenção para um tipo de crime que resiste em recuar no estado. A Polícia Civil ainda investiga os motivos que levaram Rudson Aragão Guimarães a matar primeiro Heloísa Vieira Andrade, de 59, com quem já havia se relacionado, antes de assassinar a tiros três pessoas dentro de uma igreja da cidade. Um dos objetivos da investigação é comprovar se o ataque à primeira vítima tem ligação com o relacionamento anterior, o que enquadraria o caso na categoria de feminicídio. Seria um número a mais em um crime que experimenta números aterradores em Minas.

(mais…)

Ler Mais