Presidência da Comissão de Direitos Humanos envia informações à ONU sobre violência contra a mulher no Brasil

O documento aponta que propostas do governo não têm orçamento previsto nem prazo de execução, razão pela qual seriam “mera carta de intenções”

por Pedro Calvi / CDHM

De acordo com o Atlas da Violência de 2019, houve crescimento dos homicídios femininos no Brasil em 2017, com cerca de 13 assassinatos por dia. Ao todo, 4.936 mulheres foram mortas, o maior número registrado desde 2007. Em 2017, 66% das mulheres assassinadas eram negras. E segundo pesquisa divulgada pela Folha de São Paulo, em 2019, houve aumento de mais de 30% nos registros de feminicídio em São Paulo, Santa Catarina, Alagoas, Bahia, Roraima, Amazonas e Amapá. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 88,8% dos casos o autor foi o companheiro ou ex-companheiro. Houve, também, crescimento das mortes por arma de fogo praticadas dentro de casa.

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A quarentena, o Fascista e a violência contra as mulheres

Artigo lembra a importância da iniciativa do MST contra o vírus e violências

Por Coletivo Nacional de Gênero do MST
Da Página do MST

Não morrer dos vírus nem dos covardes!

A quarentena, deveria ser uma condição possível a todas/os com foco em salvar as vidas das pessoas de forma geral, no entanto, a necessidade dela mostra duas questões prementes de serem enfrentadas. A primeira delas é que o isolamento social se tornou um direito apenas de um setor da sociedade com emprego formal e condições econômicas, não sendo a realidade de mais de 40% da população que vivem em trabalho informal. As parcas ações estatais aprovadas não foram suficientes para garantir a permanência da classe trabalhadora em casa.

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Como a solidariedade pode reinventar o mundo

Crise não tem data para terminar, mas retorno à normalidade já está descartado. Frente a fome que avança e débil Saúde pública, ações de movimentos populares mostram um potente contraponto às iniquidades do ultraliberalismo

por Roberto E. Zwetsch*, em Outras Palavras

Há uma falsa expectativa sendo disseminada paralelamente ao avanço do contágio da Covid-19 pelo país. A situação se apresenta cada dia mais grave, com números sempre mais alarmantes, tanto de pessoas contaminadas como de óbitos, números aparentemente frios, mas que escondem uma tragédia monumental em curso. E tem gente que, com a maior desfaçatez, continua a dizer: “isso vai passar … logo”; “depois da pandemia, voltaremos à normalidade”; “todos esperamos que logo passe a pandemia para voltarmos à normalidade”. E frases ocas do tipo.

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Violência doméstica e os precipícios do machismo

Nas janelas, lenços brancos denunciam opressão. Surgem redes solidárias. No Congresso, propostas punitivas só arranham o patriarcado. Uso emergencial de hotéis durante isolamento é opção — mas elas terão até de ser expulsas de casa?…

Pelo CFEMEA, na coluna Baderna Feminista, em Outras Palavras

Uma questão que tem se destacado como um problema na situação de confinamento social por conta da pandemia é tanto o agravamento quanto o aumento da violência doméstica contra as mulheres. Lideranças do mundo todo reforçam e tomam medidas para efetivar o isolamento social como medida fundamental para conter o vírus. #Fiqueemcasa está entre as hashtags mais usadas nas últimas semanas em todas as redes sociais, por personalidades, organismos internacionais e Estados. O governo Bolsonaro segue isolado, remando contra a maré. Até Donald Trump, que ensaiou ser contra as medidas de isolamento social, reviu sua posição. 

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Isolamento social em tempos de pandemia torna a casa ainda mais perigosa para a mulher. Entrevista especial com Jacqueline Pitanguy

Socióloga analisa os dados de que a violência doméstica tem aumentado durante uma das principais ações para evitar a propagação da Covid-19: ficar em casa

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Não é de hoje que pesquisadores e estudiosos têm constatado que, quando se fala em violência de gênero, no lar as coisas não são tão doces como se imagina. Para a socióloga Jacqueline Pitanguy, essa é uma realidade comprovada em dados empíricos desde, pelo menos, 1986. “Dados da Pnad revelaram que uma porcentagem mais significativa – em torno de 80%, não tenho os números exatos – das ocorrências de violência registradas por homens aconteciam fora de casa e a maior parte delas eram cometidas por desconhecidos. Já com as mulheres ocorria o padrão reverso: a maioria dos casos registrados de violência contra a mulher aconteciam dentro de casa e por pessoas conhecidas”, detalha, em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line.

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Senado aprova PEC que torna feminicídio e estupro crimes imprescritíveis

Por Agência Senado

O Senado aprovou nesta quarta-feira (6), por unanimidade, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 75/2019, que torna o crime de feminicídio imprescritível e inafiançável. O texto, que começou a ser discutido pelo Plenário na terça-feira, teve a análise facilitada após acordo entre os líderes, que permitiu a dispensa dos prazos de discussão e garantiu a votação em primeiro e segundo turno no mesmo dia. A PEC seguirá para a Câmara dos Deputados.

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Pesquisa revela uma década de violência contra mulheres indígenas em São Gabriel da Cachoeira

De 1º de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2019 foram registrados pela delegacia do município 4.681 ocorrências ou mais de 1 caso por dia

Por Ana Amélia Hamdan, especial para Amazônia Real

São Gabriel da Cachoeira (AM) – A sobrecarga de trabalho no dia a dia, a dificuldade em ter renda própria, a dependência do companheiro, o machismo contra quem ocupa cargos de liderança, a brutalidade na hora do parto, a falta de apoio familiar, os ataques verbais e físicos, o abuso sexual, o excesso de bebida alcoólica, algumas questões culturais. A violência contra a mulher indígena e as raízes do problema têm várias faces. No município de São Gabriel da Cachoeira, região do Alto Rio Negro do noroeste da Amazônia, onde existem povos de 23 etnias indígenas, a complexidade aumenta. Devido à diversidade e às diferenças entre esses grupos, inclusive de línguas, a dificuldade passa até mesmo por dar nome a esse tipo de violência.

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“Levante do povo chileno é sustentado pela luta das mulheres indígenas”, diz liderança Mapuche

Em meio à rebelião popular que já dura quase 5 meses, Gabriela Curinao fala da grande marcha planejada para o 8M com bandeiras específicas como o direito ao aborto seguro e o fim da violência de gênero

Por Julia Dolce, na Agência Pública

Às vésperas de completar cinco meses vivendo uma rebelião popular, o Chile terá, neste domingo 8 de março, data que marca o Dia Internacional da Luta das Mulheres, mais uma grande marcha, desta vez com foco exclusivo na demanda das mulheres chilenas.

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Alerta: O ódio de classe da política bolsonarista aprofunda o racismo e o patriarcado

Assim como as teorias eugenistas do século XIX, projeto atual impõe extermínio dos espaços de resistência do povo

Por Andreia Roseno, no BdF Minas Gerais

Analisar a conjuntura fascista, expressa no fortalecimento do bolsonarismo em nossa sociedade, requer considerar que nossos passos vêm de longe e reconhecer a experiência daqueles e daquelas que sobreviveram à travessia atlântica. Mas essa história é marcada pela atuação sutil e perversa do racismo, que nos impede de acessar a potência desses nossos passos e legado.

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Por um feminismo de baderna, ira e alarde

Neste 8M, ocuparemos politicamente as ruas e as nossas casas, em festa e protesto. Não queremos flores, parabéns e elogios — mas sacudir uma ordem social irrespirável, que tem a mesma cara dos machos rivalistas e opressores

por SOS Corpo*

O feminismo veio para ocupar tudo! Não tem como conter essa forma de ver, pensar e transformar o mundo. O pensamento feminista foi fundamental para que a democracia ganhasse demandas reais em espaços do cotidiano, foi fundamental para compreendermos que ele é uma forma de organizar a vida social. Nós mulheres não só denunciamos as declarações sexistas de políticos ou escrachamos os machos que se esfregam “nelas” no metrô ou no carnaval. É mais que isso: o feminismo revelou que o espaço “privado” imposto a nós mulheres, à família e à casa nada tinha de privado, mas representou e representa violação e privação. O feminismo respondeu aos que enaltecem a família patriarcal burguesa, como núcleo sagrado abençoado por Deus, dizendo desde o seu começo que o pessoal é político e provando que pais, tios e irmãos são os principais responsáveis por estupros de meninas e assassinato de mulheres.

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