Como a fome reduz a capacidade cognitiva

No momento em que quase um em cada seis brasileiros não tem o que comer, e metade da população vive em insegurança alimentar, estudo revela: alterações no cérebro levam famintos a “enxergar o mundo em baixa resolução”

Por Alessandra Monterastelli, em Outra Saúde

Os períodos prolongados de fome, que o ser humano enfrentou diversas vezes em sua trajetória, parecem ter retornado no momento em que os poderes econômicos e políticos mais prometiam o bem-estar. Isso tem ampliado os estudos científicos sobre a relação entre o estado faminto e a atividade cerebral. Nosso corpo teria desenvolvido um sistema próprio de “baixo consumo de energia” para emergências? Nesse caso, quais as consequências?

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Democracia na berlinda. As eleições 2022 para além da escolha presidencial. Entrevista especial com Rudá Ricci

“14 milhões de pessoas a mais estão passando fome no país em comparação com o primeiro levantamento do Inquérito Nacional realizado em 2020”, diz o cientista político

Por: Edição: Patricia Fachin, em IHU

A polarização neste ano eleitoral será inevitável e a disputa entre Jair Bolsonaro e Lula na corrida presidencial “é irreversível”. Este é o diagnóstico do cientista político Rudá Ricci, expresso em sua exposição virtual no debate sobre “As expressões das desigualdades no contexto global e local e os desafios com as eleições 2022”, juntamente com Marcelo Ribeiro, no evento promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU nesta segunda-feira, 04-07-2022.

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A fome explode e o “agro” planta combustíveis

Lavouras de biodiesel espalham-se e já ocupam área que poderia alimentar 2 bilhões de pessoas. Produção engorda civilização do automóvel enquanto devasta biomas, inflaciona alimentos e expulsa lavradores e indígenas de suas terras

Por George Monbiot*, no The Guardian

O que dizer de governos que, em meio a uma crise alimentar global, preferem alimentar máquinas? Você pode dizer que são loucos, indiferentes ou cruéis. Mas essas palavras mostram-se muito insuficientes quando você quer descrever a queima de alimentos enquanto milhões morrem de fome.

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Contra a fome e por comida de verdade, alimentos são doados na 19ª Jornada de Agroecologia

Cerca de 20 toneladas de alimentos produzidos por acampamentos e assentamentos da reforma agrária do Paraná devem beneficiar famílias de nove comunidades de Curitiba e Região Metropolitana

Por Franciele Petry Schramm, na Página do MST

Solidariedade. Foi essa a palavra formada na disposição das mais de 100 caixas coloridas que armazenavam quase 20 toneladas de alimentos distribuídos na 19ª Jornada de Agroecologia neste dia 25, em Curitiba. E foi esse o sentimento de quem produziu, distribuiu ou recebeu uma variedade de frutas, verduras, legumes, grãos e pães em uma ação que uniu movimentos sociais do campo e da cidade.

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Contra os fascistas, o Estômago!

Órgão ruge: discursos vazios não o satisfazem e, apesar de sua acidez implacável, só de ossos ninguém vive. Pesquisas indicam: desgoverno cairá, sobretudo, por falhar em servir 33 milhões de buchos. Afinal, alguém vai pagar o prato

Por João Paulo Ayub Fonseca*, em Outras Palavras

No contexto de miséria social em que vivemos, somente ele, o Estômago, poderá nos salvar. Tudo caminha para que esse órgão resolva, ao menos por hora, a grande encrenca onde nos metemos. Acostumado a dissolver com seu suco gástrico toda sorte de matérias (acidez implacável!), o Estômago é um agente extremamente atuante nos mais variados domínios da vida individual e coletiva.

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A fazenda do desespero chamada Brasil

Ela produz grãos na mesma grandeza com que devasta – natureza, corpos, esperança – e condena 33,1 milhões de seus trabalhadores à fome. Desalento e ódio tornaram-se a voz das ruas. E a espiral da violência ganha vulto. É preciso pará-la

Por Alexandre Aragão de Albuquerque*, em Outras Palavras

Quando teu navio, ancorado muito perto no porto, te deixa a impressão enganosa de ser uma casa, quando teu navio começar a criar raízes na estagnação do cais, faze-te ao largo. É preciso salvar, a qualquer preço, a alma viajadora do teu barco e tua alma de peregrino”.

No final dos anos 1960, em plena ditadura militar brasileira, o então arcebispo católico de Recife, Dom Hélder Câmara, na busca por entender a escalada da violência na situação neocolonial daquele período, no qual as populações da América Latina eram submetidas ao jugo das Forças Armadas nacionais em obediência ao Império estadunidense, publicou um estudo intitulado Espiral de Violência (Ed. Sigueme, 1970) apontando para a injustiça estrutural como uma forma de violência básica, praticada tanto entre nações desenvolvidas contra as subdesenvolvidas, como no interior das “nações neocolonizadas”, onde a classe dominante oprime a população em geral. Em tais situações, os grupos governantes nacionais colaboram com os governos, os bancos e as corporações internacionais na exploração de seus próprios países, buscando se beneficiar com tal exploração. Este estudo continua a manter-se com grande atualidade diante da violência a que estamos submetidos, desde o golpe híbrido de 2016, aprofundado impiedosamente com a chegada do bolsonarismo ao poder central.

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MST doa alimentos para pastoral de Pe. Julio Lancelloti em dia marcado por dados sobre a fome

Milho, arroz e batata doce foram partilhados com a Casa de Oração do Povo da Rua, que fica no bairro da Luz, no mesmo dia em que pesquisa mostra que 33 milhões passam fome no Brasil

Da Página do MST

Enquanto o agronegócio avança e busca hegemonizar e a cultura das commodities no Brasil, por outro lado, as famílias dos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem produzindo uma diversidade de alimentos e doando parte dessa produção para a população mais vulnerável do país. No dia em que uma pesquisa revela que 33,1 milhões de brasileiros vivem em situação de fome, o MST mostra que a solidariedade acompanha a rotina e a vida das comunidades camponesas, sempre como princípio da luta do Movimento.

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