Cruz profanada: o que significa o ataque à única igreja católica de Gaza

Única paróquia católica de Gaza, local servia de refúgio a idosos, crianças e civis que não tinham para onde ir

Por Edison Veiga | Edição: Thiago Domenici, Agência Pública

O ataque das forças israelenses ao único templo católico da Faixa de Gaza, a Igreja da Sagrada Família, deixou três mortos, 11 feridos e uma ferida que deve custar a cicatrizar-se. Em uma guerra, quando locais considerados sagrados são transformados em alvo, o simbolismo transcende as esferas da diplomacia e da humanidade. (mais…)

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O Sul Global contra o envio de armas para Israel. Por Carlos Cruz Mosquera

Mais de 30 delegados de todo o Sul Global se reuniram na semana passada em Bogotá para desafiar a impunidade israelense. Países como Colômbia e África do Sul ratificaram resoluções que proíbem a transferência de armas para Israel e retomaram ações judiciais para parar o genocídio.

Na Jacobin

Enquanto bombas continuam a cair sobre o povo palestino e líderes ocidentais fazem tudo o que podem para proteger a operação militar israelense, um bloco de nações surgiu buscando fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que os responsáveis sejam julgados. (mais…)

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Em Gaza, Israel constrói seu Auschwitz. Por Ruwaida Amer

Uma jornalista palestina vive e narra o horror. Encurralada num gigantesco campo de concentração, população definha e é humilhada. Quem busca comida arrisca-se às balas. Os corpos se exaurem, em silêncio: falar consome energia demais

Por Ruwaida Amer, na 972mag
Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Estou com muita fome.

Nunca disse essas palavras com o significado que têm agora. Elas carregam uma humilhação que não consigo descrever por completo. A todo momento, me pego desejando: Se ao menos fosse um pesadelo. Se ao menos eu pudesse acordar e tudo tivesse acabado. (mais…)

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Gaza: a fome como arma, a morte como sentença e o silêncio como cumplicidade. Por Sérgio Botton Barcellos

Enquanto o mundo debate Tarifaços, cessar-fogos e negociações de trégua, em Gaza o tempo não é mais contado em horas ou dias. Ele é medido em gramas. Gramas de farinha, de arroz, de dignidade. A crise humanitária que assola o território palestino ultrapassou os limites da sobrevivência e transformou-se em um experimento cruel de extermínio por inanição. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ao menos 113 pessoas morreram oficialmente por causas associadas à fome desde o início de 2025, sendo 21 crianças com menos de cinco anos. Mas os números reais devem ser muito maiores, escondidos entre os escombros de hospitais destruídos, nos abrigos superlotados e nas vielas onde corpos esqueléticos são recolhidos em silêncio. (mais…)

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“Meu corpo está fraco, não consigo mais”: jornalistas da AFP também passam fome em Gaza

Fome e abandono em meio a genocídio de Israel: “se nada for feito, os últimos jornalistas vão morrer”, diz AFP

Por Leandro Barbosa | Edição: Thiago Domenici, em Agência Pública

Em meio ao genocídio imposto por Israel à Faixa de Gaza, os últimos jornalistas da Agência France-Presse (AFP) ainda presentes no território alertam: “vamos morrer de fome”. A declaração dramática foi feita pela equipe local da agência, que enfrenta não apenas os perigos da guerra desproporcional, mas também o colapso total das condições de sobrevivência na região. Sem acesso a comida, água potável, assistência médica ou possibilidade de saída segura, os profissionais relatam estar à beira de uma catástrofe humanitária pessoal. (mais…)

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Gaza: sob os escombros de 125 mil toneladas de bombas, palestinos tentam resistir à fome e à sede. Entrevista especial com Arlene Clemesha

“Na Faixa de Gaza, as lideranças militares e do Estado estão agindo de acordo com um plano de limpeza étnica”, salienta a coordenadora do Centro de Estudos Palestinos da USP

IHU

O genocídio perpetrado por Israel em Gaza é mais um capítulo da barbárie humana. São 656 dias de um drama humanitário cuja desumanização é arma de guerra. No relatório do Escritório de Mídia do Governo em Gaza, que marcou os 650 dias da guerra de Israel contra a Palestina, os números nos dão a dimensão que nenhum adjetivo seria capaz de fazer: mais de 67 mil mortos e desaparecidos, entre estes, mais de 19 mil crianças, sendo 953 bebês, e 12 mil e 500 mulheres. Estão entre os assassinados, 1 mil 590 profissionais de saúde, 228 jornalistas e 777 funcionários de ajuda humanitária. Com um palestino morto pelas forças israelenses a cada 12 minutos em julho, de acordo com dados da rede britânica Islamic Relief, cerca de 119 pessoas mortas por dia, este mês é o mais mortal desde janeiro de 2024. (mais…)

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“Todos os Estados devem suspender imediatamente todos os laços com Israel”. Por Francesca Albanese

Declarações completas da Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967, na Conferência de Emergência do Grupo de Haia, em Bogotá, Colômbia.

por Francesca Albanese*, em Ctxt / IHU

Segundo ela, “quanto mais tempo os Estados e outras partes permanecerem engajados, mais essa ilegalidade será legitimada em sua essência. Isso é cumplicidade. Agora, a economia se tornou genocida. Não existe um Israel bom e um Israel ruim”. (mais…)

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