Gaza: Os negociantes do extermínio

Genocídio segue pois também é business, aponta relatora da ONU. 50 corporações globais enriquecem. Vão além da indústria bélica: big techs, petroleiras, agro… e o Airbnb! Como freá-las? Por que o Sul global pode ter papel relevante?

Francesca Albanese em entrevista a Chris Hedges, no Counterpunch | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Já não há muito mais o que dizer sobre os níveis incomensuráveis de devastação que o genocídio em Gaza atingiu. Francesca Albanese, Relatora Especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados, tem documentado o genocídio e se junta ao apresentador Chris Hedges neste episódio de The Chris Hedges Report para esclarecer a situação atual em Gaza, incluindo trechos de seu próximo relatório sobre quem lucra com o genocídio. (mais…)

Ler Mais

Francesca Albanese responde às sanções de Trump: “Este é um aviso para qualquer um que defenda o direito internacional”

A relatora da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados foi sancionada por Washington por seu “antissemitismo flagrante”. A especialista italiana afirma que a decisão pode estar sujeita a processos judiciais perante a Corte Internacional de Justiça.

Por Diego Stacey, do El País, no IHU

Francesca Albanese, Relatora Especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados e uma das maiores críticas internacionais à ofensiva israelense em Gaza, respondeu às sanções impostas por Washington na semana passada. “Esta é uma medida gravíssima. É inédita, e é por isso que a levo muito a sério. É uma clara violação da Convenção das Nações Unidas sobre a Imunidade de Autoridades como eu”, disse ela na terça-feira em Bogotá, durante uma coletiva de imprensa após a cerimônia de abertura da primeira conferência ministerial do Grupo de Haia, uma coalizão de oito países que busca definir medidas “legais e diplomáticas” para deter “o genocídio israelense”. A reunião contou com a presença de delegações de mais de 30 Estados, incluindo Espanha e México. (mais…)

Ler Mais

Pesquisa feita entre equipes de Médicos Sem Fronteiras em Gaza e suas famílias revela que quase metade dos mortos por explosões na guerra são crianças

Uma recente pesquisa realizada entre as equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) e suas famílias revela a terrível taxa de mortalidade da guerra de Israel em Gaza, especialmente entre as crianças. Os resultados são consistentes com os números relacionados ao conflito fornecidos pelo Ministério da Saúde de Gaza.

por Médico Sem Fronteiras (MSF) / IHU

Em comparação com as estimativas do Ministério da Saúde anteriores a 7 de outubro para a população geral de Gaza, a taxa de mortalidade foi cinco vezes maior considerando-se as pessoas incluídas no levantamento de MSF. Para as crianças menores de 5 anos de idade, a mortalidade aumentou dez vezes. Para os bebês com menos de 1 mês de vida, a taxa de mortalidade foi seis vezes maior. (mais…)

Ler Mais

Gaza: seis crianças morrem na fila para pegar água. Israel chama isso de “erro técnico”

O exército está investigando o ataque. Netanyahu alerta os falcões da extrema-direita: após a trégua de 60 dias, a guerra será retomada.

por Paolo Brera, em La Repubblica / IHU

As Forças Armadas israelenses estão chamando isso de “erro técnico”. Um míssil que, segundo eles, foi armado para atingir “um membro da organização terrorista Jihad Islâmica” caiu “em uma área a dezenas de metros do alvo pretendido”: matou seis crianças sedentas de Nuseirat e quatro dos adultos que faziam fila com elas para obter o direito à água. Eles percorreram dois quilômetros por estradas ensolaradas, em meio à poeira e aos escombros da infernal Faixa de Gaza, para chegar ao ponto de distribuição de água potável organizado por caminhões-tanque; mas não sobreviveram à armadilha da ajuda, que a cada dia leva a um novo massacre de palestinos. (mais…)

Ler Mais

Gaza: um foguete da IDF mata crianças que faziam fila com suas mães em uma clínica pediátrica

Quinze pessoas morreram na fila para distribuição de leite em pó: 10 eram crianças. O exército israelense disse: “O incidente está sob investigação, mas matamos um terrorista”.

por Fabio Tonacci, em La Repubblica / IHU

O som de uma trégua que nunca chega são os gritos das crianças feridas de Deir Al Balah. São os lamentos das mães que aguardam sob uma árvore a abertura da clínica infantil “Projeto Esperança”, onde ontem de manhã também distribuíram leite em pó para os desnutridos. Elas tinham ido cedo para o cruzamento de Altayara, segurando as mãos dos filhos, porque em Gaza são as mulheres que cuidam dessas coisas, então o foguete israelense explodiu e agora estão todas lá no chão. Há uma criança sobre a qual nada sabemos que é filmada no hospital depois, abraçada a um saco branco. “Desculpe, mãe, desculpe pelo que eu fiz com você…”, diz ele, assumindo uma culpa que não lhe pertence. (mais…)

Ler Mais

Contra o genocídio palestino, o sumud como força inabalável de resistência. Entrevista especial com Ashjan Sadique Adi

Apartheid, ocupação militar e limpeza étnica estão por trás da realidade na Palestina. Ao extermínio conduzido pelas FDI, palestinos resistem com seu sumud, força e perseverança inabaláveis, em árabe, que os mantém vivos mesmo sob constante ataque

Por: Márcia Junges, em IHU

Como é possível que o dever de ofício das Forças de Defesa de Israel – FDI seja matar outros seres humanos? Trata-se de uma incoerência, sobretudo porque o que ocorre em Gaza não é uma guerra entre dois Estados e assimetricamente iguais em termos de poder bélico, mas um povo opressor contra um povo oprimido desde pelo menos 1947, com a autoproclamação do Estado de Israel. (mais…)

Ler Mais

A Guerra de Netanyahu. Por David Shulman

Projetar uma segunda Nakba e anexar os territórios ocupados são partes integrantes da guerra de Netanyahu contra as instituições democráticas do Estado de Israel, sua solidariedade social e, acima de tudo, o Estado de Direito.

The New York Review

Por muitos anos, ativistas israelenses de direitos humanos nos territórios palestinos ocupados têm afirmado, com a maior veemência possível, que o sistema intrinsecamente interligado da ocupação — colonos, soldados, polícia, tribunais militares, a mídia e, por trás de tudo, o governo — está comprometido com um único objetivo primordial: uma limpeza étnica implacável em toda a Área C (os 60% da Cisjordânia sob controle israelense) e, mais recentemente, também em partes da Área B (os 22% sob controle conjunto israelense-palestino). O roubo de vastas extensões de terras palestinas tem sido o mecanismo principal. Os tribunais, incluindo a Suprema Corte, geralmente concordam com isso. A violência brutal dos colonos contra os aldeões palestinos tornou-se rotina, como tenho documentado frequentemente nestas páginas. (mais…)

Ler Mais